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terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Audi e-tron lidera segmento de 100% elétricos no mercado brasileiro em 2020. Últimas unidades estão disponíveis nas concessionárias da marca no País

 


São Paulo, 5 de janeiro de 2021 – O Audi e-tron encerrou 2020 como líder do segmento de modelos totalmente elétricos no mercado brasileiro: ao todo foram 183 unidades comercializadas no ano passado. Lançado em abril, a versão SUV do primeiro veículo 100% elétrico da marca registrou 133 emplacamentos, enquanto a carroceria Sportback, que chegou em setembro, contabilizou outros 50. Poucas unidades ainda estão disponíveis na rede de concessionárias Audi Center.

Para Daniel Rojas, diretor de Vendas da Audi do Brasil, “ter o nosso primeiro veículo elétrico como líder de mercado em seu primeiro ano no País prova que a empresa está no caminho certo. Para os próximos meses, teremos uma variedade ainda maior de produtos 100% elétricos com a chegada dos novos e-tron S Sportback, e-tron GT e RS e-tron GT, em linha com a estratégia da empresa em promover cada vez mais a mobilidade premium sustentável”.

O sucesso do Audi e-tron no mercado brasileiro se reflete não apenas nos números de vendas e satisfação dos clientes, mas também no reconhecimento da imprensa especializada, que transformou o modelo no elétrico mais premiado do País. O veículo venceu ao todo seis premiações nacionais e latino-americanas: Prêmio Abiauto, Prêmio Americar, Prêmio L’Auto Preferita, Prêmio Mobilidade Estadão, Prêmio TopCar TV e Prêmio UOL Carros.

Audi e-tron: o primeiro veículo 100% elétrico da marca

O Audi e-tron, primeiro SUV 100% elétrico da marca, chegou ao Brasil com uma das construções mais impactantes da marca. O novo modelo é equipado com dois motores elétricos realmente silenciosos, que combinam para uma potência total de 408 cv com 664 Nm de torque – as forças são distribuídas em 135 kW de potência e 309 Nm de torque na frente e 165 kW de potência e 355 Nm no motor traseiro. Por ter torque instantâneo, completa 0-100 km/h em 5,7 segundos, com velocidade máxima limitada eletronicamente em 200 km/h.

O sistema de baterias de íons de lítio pesa cerca de 700 kg e é composto por 36 módulos de alumínio, que deixam o centro de gravidade do Audi e-tron semelhante ao de um sedan. No ciclo WLTP, o SUV possui autonomia de até 436 quilômetros e o Sportback de até 446 quilômetros, ideal para percorrer longos trajetos.

A aerodinâmica inteligentemente projetada também contribui bastante na eficiência. Um dos destaques são os retrovisores externos virtuais – uma novidade mundial em modelos de produção em série. Quando equipado com esta tecnologia inovadora, o Audi e-tron aumenta sua eficiência aerodinâmica, o que contribui para a autonomia. Comercializado como opcional, mais da metade dos pedidos entregues possuem a tecnologia inovadora.


Concessionárias e-tron

Atualmente 14 concessionárias Audi Center possuem a bandeira e-tron no País. Cada uma delas conta com representantes especializados para oferecer a melhor experiência em toda a jornada do cliente, desde um atendimento personalizado com um especialista no produto até a manutenção necessária com equipe altamente treinada. Todas as concessionárias também possuem pontos de carga rápida DC de 22 kW e pelo menos um veículo e-tron para test drive

Infraestrutura de recarga

A Audi também anunciou em fevereiro investimento de R$ 10 milhões em infraestrutura de recarga de veículos elétricos, que contempla a instalação de 200 pontos até 2022. O objetivo é instalar as estações em shoppings, academias, hotéis, clubes e restaurantes, ou seja, localidades que o cliente frequenta e pode deixar o veículo carregando enquanto realiza outra atividade. Até o momento, mais de 50 pontos já foram instalados nas principais capitais do Brasil.

Além da infraestrutura oferecida pela Audi do Brasil, a marca também se aliou à EDP, Porsche e Volkswagen para instalar 30 estações de recarga ultra rápida localizadas em estradas e rodovias pelo território brasileiro. Nas estações de 150 kW o Audi e-tron carrega até 80% da bateria em apenas 30 minutos.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Mais de 80 palestrantes estão confirmados para a Gramado Summit 2021. Ao todo, serão mais de 140 nomes, além de pelo menos 200 empresas na feira de negócios do evento. Adquira já seu ingresso





Considerada a maior conferência de inovação e tecnologia do Brasil, a Gramado Summit já está com 83 palestrantes confirmados para a edição de 2020. Entre eles estão profissionais de diversas áreas, como marketing, vendas, finanças, empreendedorismo, jornalismo, tecnologia e inovação. A cada semana novos profissionais são anunciados no site.

Ao todo, mais de 140 nomes se apresentarão na próxima edição, que ocorre de 10 a 12 de março de 2021, no Serra Park, em Gramado/RS. Eles se dividirão em três palcos de conteúdo simultâneos: plenária principal, palco de Marketing e Vendas e palco “Minas de Propósito”, focado em empreendedorismo feminino.

Entre os nomes já confirmados estão Rony Meisler (Reserva), Ana Fontes (Rede Mulher Empreendedora), Gabriela Augusto (Transcendemos), Paula Hurtado (Nubank), Maurício Benvenutti (Startse), Mariana Holanda (Ambev), Erica Firmo (LinkedIn), Cristiano Chaves (Arezzo), Christiane Avila Berlinck (IBM) e Juliana Muncinelli (Amazon). Todos os palestrantes anunciados podem ser conferidos aqui.

Além da área de conteúdo, a Gramado Summit conta com uma feira de negócios, que deve receber mais de 200 empresas, incluindo startups em estágio inicial e marcas já consolidadas no mercado. Também é esperado um público com mais de 8 mil visitantes por dia.

Os ingressos para o evento já estão disponíveis e podem ser comprados com parcelamento sem juros em até 12 vezes.

Sobre a Gramado Summit

Na última edição, realizada de 31 de julho a 2 de agosto de 2019, estiveram cerca de 100 empresas na feira de negócios, 122 palestrantes e visitantes de mais de 20 estados brasileiros. Ao longo dos três dias, cerca de 4 mil pessoas passaram pelos espaços de geração de negócios e networking.



Brasileiros voltam a andar forte e chegam a liderar no Dakar Reinaldo Varela e Maykel Justo terminaram o dia em sétimo após um erro coletivo no deserto

 


A dupla brasileira Reinaldo Varela/Maykel Justo voltou a andar forte na 43ª edição do Rally Dakar, que prossegue até o próximo dia 15 de janeiro totalmente em território da Arábia Saudita. Nesta segunda-feira (4), a dupla chegou a tomar a ponta. Mas 80km adiante o duo foi induzido ao erro por um grupo que ia à frente e tomou a direção errada. “Tínhamos um comboio de carros e acho que um caminhão também à nossa frente e levantava uma poeira danada”, lembra Varela, que tenta o bicampeonato no Dakar na categoria UTV.


“Tínhamos também UTVs vindo na nossa cola, brigando com a gente pela liderança. Naquela confusão e caos, todos sem exceção tomaram o caminho errado. Com isso perdemos muito tempo e até encontrar a trilha novamente perdemos várias posições. Terminamos em sétimo hoje, mas o importante é que estamos em quarto na geral, a apenas 4min09s do atual líder do Rally, e o nosso UTV se mostrou novamente competitivo. Amanhã tem mais”, destaca o piloto da equipe Monster Energy Can-Am.


A vitória nesta segunda-feira, que correspondeu à segunda etapa do Dakar 2021, foi da dupla formada pelo saudita Saleh Alsaif e o espanhol Oriol Vidal Montijano (Espanha). Já a liderança, na soma dos dois dias de corrida realizados, está com a dupla chilena Francisco Lopez Contardo e Juan Pablo Latrach.



Mergulho no deserto

O terceiro dia do Dakar 2021 será o primeiro “laço” da prova, ou seja, trecho cujo ponto de partida e chegada são os mesmos, formando quase um círculo que começa e termina em Wadi Ad-Dawasir. Com um total de 630km de percurso, a etapa de terça-feira contará com 403km de especiais – trechos cronometrados em alta velocidade. “Se hoje nós entramos no deserto, agora vamos mergulhar fundo nele, indo a locais realmente isolados. É uma região que os sauditas chamam de Empty Quarter, ou algo como ‘território abandonado’ em tradução livre. Dá para entender por quê”, detalha o navegador Maykel Justo.


“Vamos cruzar uma quantidade enorme de dunas, que estarão agrupadas em espécies de cordilheiras, mas entre elas teremos longos trechos de alta velocidade. As dunas serão os segmentos mais técnicos e duros também para a suspensão dos carros. Já os momentos de aceleração plena vão judiar do motor, especialmente se tivermos forte calor”, completa o navegador da equipe Monster Energy Can-Am.

Dakar em resumo



Disputada inteiramente na Arábia Saudita, a 43ª edição do Dakar terá em seus 7.646km um total de 4.767km de especiais – trechos cronometrados em alta velocidade. Os restantes 2.879km são correspondentes aos deslocamentos entre os pontos de largada e chegada em cada um dos doze dias. O roteiro da prova começa e termina Jedá. Reinaldo Varela e Maykel Justo também contam com apoio de Norton, Divino Fogão e Motul.

Rally Dakar, Etapa 02
04 de janeiro, Bisha a Wadi Ad-Dawasir (Arábia Saudita)
630km (403 de especiais)


Resultado da Especial
1) Saleh Alsaif (Arábia Saudita)/Oriol Vidal Montijano (Espanha), Can-Am Maverick X3T3PRO
2) Gerard Farres Guell (Espanha)/Armand Monleon (Espanha), Can-Am XRS Turbo
3) Francisco Lopez Contardo (Chile)/Juan Pablo Latrach Vinagre (Chile), Can-Am XRS Turbo
4) Aron Domzala (Polônia)/Maciej Marton (Polônia), Can-Am XRS Turbo
5) José Antonio Hinojo Lopez (Espanha)/Diego Ortega Gil Espanha), Can-Am Maverick X3 Turbo
6) Sergei Kariakin (Rússia)/Anton Vlasiuk (Rússia), Can-Am Maverick X3 Turbo
7) Reinaldo Varela (Brasil)/Maykel Justo (Brasil), Can-Am XRS Turbo
8) Mathieu Margaillan (França)/Axelle Roux-Decima (França), Can-Am X3 Turbo
9) Austin Jones (EUA)/Gustavo Gugelmin (Brasil), Can-Am XRS Turbo
10) Lourenço Rosa (Portugal)/Joaquim Dias (Portugal), Can-Am XRS Turbo

Resultado acumulado de dois dias de corrida
1) Francisco Lopez Contardo (Chile)/Juan Pablo Latrach Vinagre (Chile), Can-Am XRS Turbo, 8h58min13s
2) Aron Domzala (Polônia)/Maciej Marton (Polônia), Can-Am XRS Turbo, a 0min39s
3) Gerard Farres Guell (Espanha)/Armand Monleon (Espanha), Can-Am XRS Turbo, a 1min01s
4) Reinaldo Varela (Brasil)/Maykel Justo (Brasil), Can-Am XRS Turbo, a 4min09s
5) Austin Jones (EUA)/Gustavo Gugelmin (Brasil), Can-Am XRS Turbo, a 6min50s
6) José Antonio Hinojo Lopez (Espanha)/Diego Ortega Gil Espanha), Can-Am Maverick X3 Turbo, a 7min06s
7) Sergei Kariakin (Rússia)/Anton Vlasiuk (Rússia), Can-Am Maverick X3 Turbo, a 7min11s
8) Saleh Alsaif (Arábia Saudita)/Oriol Vidal Montijano (Espanha), Can-Am Maverick X3T3PRO, a 11min41s
9) Santiago Navarro (Espanha)/Marc Sola Terradellas (Espanha), Can-Am Maverick X3 Turbo, a 31min46s
10) Michal Goczal (Polônia)/Szymon Gospodarczyk (Polônia), Can-Am XRS Turbo, a 37min07s

Três brasileiros viajaram mais de 27.000 km com dois Ford T pelas Américas do Sul, Central e do Norte no começo do século passado. Essa história está preservada no Museu Mário Fava, em Bariri, no interior de São Paulo




Durante dez anos, de 1928 a 1938, três brasileiros fizeram uma expedição de mais de 27.000 km com dois Ford Modelo T pelas Américas do Sul, Central e do Norte. Superando dificuldades impensáveis, como rios, pântanos, florestas e a temível Cordilheira dos Andes, foram recebidos por presidentes e aclamados como heróis. Essa incrível história – uma das maiores aventuras automobilísticas mundiais – é contada pelo Museu Mário Fava, na cidade de Bariri, no interior de São Paulo.

Giuseppe Mário Fava, natural de Bariri, foi o mecânico da expedição, junto com Leônidas Borges de Oliveira e Francisco Lopes da Cruz. Inaugurado em 2018, o museu guarda em seu acervo fotos e livros sobre a façanha, uma estátua em tamanho natural de Mário Fava e um dos veículos da expedição, o Ford Modelo T 1918, batizado de Brasil, doado na época pelo jornal “O Globo” do Rio de Janeiro. O outro foi um Ford Modelo T 1925 picape, chamado São Paulo, doado pelo “Jornal do Comércio”, da capital paulista.

Entre outras aventuras, eles ficaram quatro meses perdidos na selva da Colômbia, um dos veículos capotou e tiveram de entrar no Panamá com os carros desmontados por causa do pântano. Quando ainda nem se sonhava com carros flex, chegaram a usar querosene e “chicha” – bebida fermentada usada pelos indígenas da Cordilheira – para abastecer, junto com banha de lhama e porco para o motor não ressecar.

Aventura
A expedição cruzou 15 países das três Américas, onde foram saudados pelo público e recebidos por presidentes, como Isidro Cueva, do Equador, e Ricardo Oreamuno, da Costa Rica, que lhes deu ajuda financeira. Foram “hospedes de honra” no Paraguai, Argentina, México e Nicarágua, onde tiraram fotos com o líder de oposição Augusto Sandino, dois dias depois fuzilado numa emboscada.

No Peru, levaram quatro meses para atravessar os Andes e percorreram 450 km de deserto de gelo a 5 mil metros de altitude. Tiveram de entrar no Panamá com os carros desmontados por causa do pântano, e encontraram atletas brasileiros que seguiam para a Olimpíada de 1932, em Los Angeles.

Nos EUA, se encontraram com Henry Ford, em Detroit, e foram recebidos pelo presidente Franklin Delano Roosevelt na Casa Branca, em Washington, como paladinos do progresso, além de representantes de indústrias, câmaras de comércio e universidades.

De Nova York, seguiram de navio para o Rio de Janeiro onde chegaram em 25 de maio de 1938, com os dois Ford T. Dias depois, o trio foi recebido no Palácio do Catete pelo presidente Getúlio Vargas, que mandou batizar ruas da capital com o nome da cidade natal de cada expedicionário.

Nos anos seguintes Mário Fava participou da Marcha para o Oeste, abrindo estradas e fundando cidades no interior de Goiás, inclusive Brasília, e no Norte do Paraná. Instalou-se em Paranavaí, onde faleceu em 2000, com 92 anos. O Museu Mário Fava é aberto à visitação pública e também dispõe de publicações para venda, no http://museumariofava.com.br/home.


domingo, 3 de janeiro de 2021

Audi inicia modernização de sua unidade de serviços no Aeroporto de Congonhas. ● Audi Airport Service foi inaugurado em agosto de 2016 e já realizou mais de mil atendimentos. ● Estrutura, que será inaugurada neste mês de janeiro terá capacidade para atender cerca de 100 veículos por mês e está localizada no piso G2 do estacionamento do Aeroporto de Congonhas


A Audi do Brasil iniciou o processo de modernização do Audi Airport Service, unidade de serviços de revisão localizada no piso G2 do estacionamento do Aeroporto de Congonhas, na capital paulista. A estrutura já realizou mais de mil atendimentos desde sua inauguração em 2016 e tem previsão de retomada das atividades no início de 2021.

O Audi Airport Service nasceu com o objetivo de oferecer excelência de atendimento e praticidade aos clientes, que podem otimizar o tempo ao realizar um serviço enquanto viajam. No local é possível realizar revisões programadas, verificação e troca de óleo, filtros e pastilhas de freio, pequenos reparos, venda de acessórios, dentre outros. Além disso, há isenção do valor de estacionamento ao término da manutenção.

 


Para José Sétimo Spini, diretor de Pós-Vendas da Audi do Brasil, “o Aeroporto de Congonhas é um ponto estratégico por ser um dos terminais mais movimentados do País e com um fluxo grande de pessoas que realizam viagens de curta duração. Nestes quatro anos de operação pudemos comprovar que a decisão de instalar uma unidade de serviços ali foi acertada, pois resolve a demanda de serviços de nossos  clientes Audi com muita praticidade e excelência, enquanto eles viajam”.

 

A reformulação deixará o Audi Airport Service ainda mais prático, moderno e com novo visual. Atualmente a estrutura é gerida pela Audi Center Lapa, do grupo Sorana, e, ao término da revitalização, terá 70m² e capacidade para atender cerca de 100 veículos por mês.

 

Por iniciativas como esta a Audi do Brasil foi eleita pelos clientes como a marca com o melhor pós-vendas do Brasil, segundo a última pesquisa da JD Power.

Dakar: com recuperação incrível, brasileiros vencem primeira etapa na Arábia Saudita. Campeão de 2018, piloto Reinaldo Varela e o navegador Maykel Justo tiveram pneu furado com apenas 10km de prova. Participam da prova representantes de 49 países, alguns em conflito

 


Como previsto, será uma disputa muito apertada e difícil. A dupla Reinaldo Varela/Maykel Justo venceu neste domingo (3) na categoria UTV a primeira etapa do Rally Dakar, que percorrerá um total de 7.646km até o dia 15 de janeiro dentro do território da Arábia Saudita, privilegiando a presença em dunas do deserto, cordilheiras, cânions e trechos rochosos. 

Varela/Justo completaram os 277km de especiais – trechos cronometrados em alta velocidade – com apenas 28 segundos de vantagem para a dupla segunda colocada, o norte-americano Austin Jones e o brasileiro Gustavo Gugelmin. Os vencedores, no entanto, tiveram sérias dificuldades para alcançar a vitória.

“Em um trecho rochoso pegamos uma pedra que rasgou o pneu traseiro direito e nos obrigou a parar com apenas 10km de corrida. Fizemos a troca bem rápido, mas enquanto isso vimos o pessoal nos ultrapassando. Foi um sufoco, não estávamos acreditando no que estava acontecendo”, conta Varela. “Depois, tivemos que manter a calma e ir passando o pessoal um a um, sempre com cuidado para não furar outro pneu. O Dakar, aqui na Arábia Saudita, tem essa característica, de destruir pneus nos trechos rochosos. Que bom que conseguimos superar isso”, completa o piloto, que compete pela equipe Monster Energy Can-Am.

“Outro ponto importante: eu e o Maykel estamos estreando nossa parceria e acho que não poderíamos ter um teste e um resultado melhor do que os de hoje. Ele está de parabéns pelo trabalho que fez e a nossa equipe está orgulhosa do que alcançamos aqui”, concluiu o piloto, que corre pela primeira com navegação de Maykel Justo.



“Deserto puro” – O trajeto total deste domingo, contando os deslocamentos, foi composto de 622km em estradas de terra e areia, rumo ao interior saudita. Largando dos arredores de Jedá, maior cidade portuária do país, a caravana do Dakar chegou a Bisha, na beira de uma região mais desértica. Amanhã, a partir dali, a corrida segue para Wadi Ad-Dawasir, no centro-sul da Arábia Saudita.

“Já estamos às portas do deserto puro. Amanhã vamos encarar as primeiras dunas. Um dos destaque é um trecho de 30km formado somente por dunas, com saltos e descidas intermináveis. Vai ser um teste de resistência”, conta Maykel Justo. “Depois disso, teremos um longo trecho de nada mais do que areia para todos os lados, uma vastidão, que é o que assusta quando se está no deserto”, pontua o navegador da equipe Monster Energy Can Am. O clima a partir de amanhã passa a ser típico do deserto. Em Wadi Ad-Dawasir, o calor pode atingir 54oC no verão e chegar a -2oC durante a noite no inverno, atual estação na Arábia Saudita. “Mesmo assim, o calor chega a 35oC ao meio dia nessa época do ano, horário em que estaremos no meio da trilha”, avisa Reinaldo Varela.

O Dakar em resumo – Disputada inteiramente na Arábia Saudita, a 43ª edição do Dakar terá em seus 7.646km um total de 4.767km de especiais – trechos cronometrados em alta velocidade. Os restantes 2.879km são correspondentes aos deslocamentos entre os pontos de largada e chegada em cada um dos doze dias. O roteiro da prova começa e termina Jedá. Reinaldo Varela e Maykel Justo também contam com apoio de Norton, Divino Fogão e Motul.



Rally Dakar, Etapa 01
03 de janeiro, Jedá a Bisha (Arábia Saudita)
622 km (277 de especiais)
1º) Reinaldo Varela (Brasil)/Maykel Justo (Brasil), Can-Am XRS Turbo
2º) Austin Jones (EUA)/Gustavo Gugelmin (Brasil), Can-Am XRS Turbo
3º) Francisco Lopez Contardo (Chile)/Juan Pablo Latrach Vinagre (Chile), Can-Am XRS Turbo
4º) Gerard Farres Guell (Espanha)/Armand Monleon (Espanha), Can-Am XRS Turbo
5º) Sergei Kariakin (Rússia)/Anton Vlasiuk (Rússia), Can-Am Maverick X3 Turbo
6º) José Antonio Hinojo Lopez (Espanha)/Diego Ortega Gil Espanha), Can-Am Maverick X3 Turbo
7º) Santiago Navarro (Espanha)/Marc Sola Terradellas (Espanha), Can-Am Maverick X3 Turbo
8º) Saleh Alsaif (Arábia Saudita)/Oriol Vidal Montijano (Espanha), Can-Am Maverick X3T3PRO Turbo

No Dia Mundial da Paz, Dakar reúne 49 países, alguns em conflito


Divididos entre pilotos, navegadores e o mecânico obrigatório que vai dentro do veículo na categoria Caminhão, somente entre os competidores o Rally Dakar 2021 reúne representantes de 49 países. O Brasil vai com força na categoria UTVs com a dupla Reinaldo Varela/Maykel Justo e o navegador Gustavo Gugelmin (que neste ano compete em parceria com o piloto americano Austin Jones), além das duplas Marcelo Gastaldi/Lourival Roldan e Guilherme Spinelli/Youssef Haddad que disputarão a categoria Carros.

Neste primeiro de janeiro, Dia Mundial da Paz, o Dakar é a maior concentração de nacionalidades em atividade no planeta. “É uma espécie de ONU do esporte”, pontua Varela, que tenta o bicampeonato do Dakar pela equipe Monster Energy Can-Am. Ele e Gugelmin venceram em 2018.

O Dakar também é um mosaico da atual fase do planeta. Entre os países presentes, alguns enfrentam situações de conflito em suas fronteiras, que já causaram milhares de mortes. É o caso de Rússia e Ucrânia, que vivem dias de tensão e desconfiança devido ao suposto apoio dos russos a grupos separatistas no país vizinho. Situação semelhante à dos gigantes China e Índia, que em 2020 viram incursões armadas em suas fronteiras e, nos últimos meses, assuntam o mundo ao posicionar mais de 100 mil soldados na região dos Himalaias.



Simbolismo
“Em contraposição a tudo isso, é de um simbolismo muito bonito o fato de essas bandeiras se cruzarem nas trilhas do Dakar, no melhor espírito de esportividade e até fraternidade – por que faz parte da ética do Dakar ajudar um competidor em sérios apuros. E isso não é raro”, diz o navegador Maykel Justo. “Mais do que isso, todos convivemos em paz e clima de colaboração nos acampamentos e refeitórios, até mesmo pela questão da covid”, completa o navegador da equipe Monster Energy Can-Am.

No lado econômico, chama a atenção a crescente participação de representantes da pujante economia chinesa e de países da península árabe impulsionados pelo petróleo. Nestes últimos, salta aos olhos a presença do príncipe catarense Nasser Al-Attiyah e do xeique emiradense Khalid Al Qassimi. Al-Attiyah, especialmente, é grande destaque por ser considerado um dos melhores pilotos do mundo.

Dez países latino-americanos estão representados: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, El Salvador, Equador, México, Peru e Uruguai. Mas há nacionalidades com grande tradição nos rallies que surpreendem pela pequena representatividade, casos da Suécia e Noruega. 

Potência destacada das indústrias automobilística e motociclística, o Japão também está muito ausente. O país natal de líderes mundiais como Toyota, Honda, Mitsubishi, Kawasaki e Yamaha conta com apenas um piloto na categoria Carros (Akira Miura), além do trio Teruhito Sugawara/Hirokazy Somemiya/Yuji Mochizuki em um caminhão da nipônica Hino Motors.

Impacto da pandemia 
A crise sanitária mundial assustou os organizadores do Dakar, assim como o fez nos demais esportes. Chegou-se a prever uma fraquíssima participação e, como nas demais modalidades, houve o receio do cancelamento da prova. Mas o evento se recuperou. Com 321 veículos inscritos na edição 2021, o atual grid é apenas 6,1% menor que o da última prova (342 veículos) e 4,2% mais enxuto que a média dos últimos cinco anos da corrida (335 veículos). Em 1993, seu pior ano, o Dakar largou com 153 veículos.

“Um ponto importante para o bom grid do Dakar é que ele reúne as equipes e fábricas mais profissionais do rally mundial. E nesse nível o impacto econômico é menor”, opina Reinaldo Varela, único brasileiro contratado por uma equipe de fábrica que compete no Dakar, a canadense Can-Am, marca líder mundial entre os UTVs. “Outro fator é o momento: o mundo está lidando melhor com a pandemia e tem a perspectiva da chegada próxima da vacina. Psicologicamente, acho que isso ajudou bastante a realização da prova”, continua Varela.

Com largada no próximo domingo, dia três de janeiro e disputada inteiramente na Arábia Saudita, a 43ª edição do Dakar terá em seus 7.646km um total de 4.767km de especiais – trechos cronometrados em alta velocidade. Os restantes 2.879km são correspondentes aos deslocamentos entre os pontos de largada e chegada em cada um dos doze dias. O roteiro da prova começa e termina Jedá. Além de Monster Energy e Can-Am, Reinaldo Varela e Maykon Justo disputam a prova com apoio de Norton, Divino Fogão e Motul.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

Coluna Fernando Calmon

 Coluna Fernando Calmon 


Nº 1.130 — 29/12/20

 


        



DO JAPÃO AO BRASIL, OPÇÕES

PARA A TRANSIÇÃO ELÉTRICA

 


O Japão era um dos poucos grandes produtores mundiais de veículos (só atrás da China e dos EUA) ainda sem planos (EUA também não, até o momento) para interromper a venda de veículos somente com motores de combustão interna (MCI). No final da semana passada o governo nipônico anunciou que em 2035 só permitirá a venda de veículos elétricos, mas incluiu os híbridos MCI plugáveis como “elétricos”.

O primeiro-ministro, Yoshihide Suga, lançou o desafio para toda a economia japonesa. Projeta aumento entre 30% e 50% da demanda por eletricidade e isso não se trata de algo tão simples de atingir. Significa que para diminuir sua dependência de petróleo e gás terá de ampliar suas usinas nucleares. Terão de desenvolver sistemas de captura de CO2 para as usinas térmicas que usam combustíveis fósseis para garantir estabilidade no fornecimento de eletricidade, pois energia dos ventos e solar varia segundo as condições naturais.

Outros problemas do Japão são densidade populacional, superfície territorial e quase total dependência de matérias-primas que não lhe foram aquinhoadas pela natureza. Mas o país dispõe de capital, tecnologia e poupança.

Na véspera do anúncio do governo, Akio Toyoda, presidente da Toyota, mas falando em nome da Jama (Anfavea local), deu um exemplo contundente: “O Japão ficaria sem energia em seis meses se toda a frota atual de veículos pudesse ser convertida apenas para veículos elétricos”, afirmou.

Em outra oportunidade, o executivo mencionou que a oferta de veículos elétricos (bateria ou pilha a hidrogênio) deveria ocorrer em paralelo com a infraestrutura de carregamento e capacidade de produção de energia renovável de região em região do planeta.

Já defendi aqui que forçar tecnologias com regulamentação e investimentos enormes por parte da indústria mundial fariam os automóveis aumentar muito de preço para financiar a transição, sem certeza de que os compradores estivessem dispostos a pagar por isso ou se submeter a algumas limitações de uso em razão da infraestutura incompleta.

Bom lembrar que a Toyota tem meta, em nível mundial, de se tornar totalmente neutra em carbono, em toda sua longa cadeia de produção e vendas, até 2050.

Em todos esses debates é comum se ouvir que carros elétricos podem ser recarregados à noite e de madrugada, quando a demanda por energia cai bastante. Trata-se de meia-verdade. Afinal, usinas hidroelétricas e termoelétricas teriam que aumentar sua produção à noite, que não estava prevista, para milhões de veículos. As primeiras deixariam de economizar água nas barragens e as segundas deveriam aumentar sua entrega com mais emissões de carbono. Há propostas como V2G (sigla em inglês para troca de energia entre veículos e o grid de fornecimento), porém isso leva mais tempo para acontecer.

Conversei com engenheiros da Itaipu Binacional. Eles disseram que o Brasil pode recarregar, a cada ano, mais 150.000 veículos elétricos. Estamos longe disso, mas para a frota atual de 45 milhões de unidades seriam necessários 300 anos...

AEA (Associação Brasileira de Engenharia Automotiva) apresentou este mês um roteiro tecnológico em que defende a complementariedade de tecnologias para atender o balanço de carbono do poço à roda, ou seja, da origem ao que sai pelo escapamento em forma de CO2. Sem descuidar do custeio da infraestrutura de abastecimento de energia elétrica. 

ALTA RODA 

NESTE dezembro faz 40 anos que a Mercedes-Benz lançou, no sedã Classe S, a combinação de airbag para o motorista com cintos de segurança autorretráteis. Airbag começou a ser estudado no começo dos anos 1950 pelo alemão Walter Linderer que o patenteou em 1951. Em 1973, Oldsmobile Toronado foi o primeiro carro de série fabricado com airbag, porém o cinto de segurança era convencional.

MAXION Wheels, empresa de capital brasileiro, traz para o mercado nacional uma roda de alumínio com espessura do aro de apenas 2,15 mm. Isso permitiu redução de um kg por roda e de 4 a 5 kg no veículo. Pode parecer pouco, mas hoje a luta por diminuir peso é constante e de alto custo para os fabricantes, a fim de reduzir consumo de combustível e emissões de CO2.

BABY Pass é o primeiro aplicativo de mobilidade específico para transporte de crianças com seus responsáveis ou somente mulheres passageiras. Disponível em 12 cidades brasileiras permite mães e pais solicitarem viagens em carros particulares. Todos são dirigidos por mulheres e possuem banquinhos para crianças de 0 a 4 anos e assento de elevação para aquelas de 5 a 7 anos.

SISTEMA de incentivos fiscais para fabricantes de veículos e fornecedores no Brasil é muito complicado e gera créditos de difícil recuperação. Agora mesmo, Mercedes-Benz fechou uma fábrica e Audi ainda não sabe se voltará a produzir aqui. Consultoria Becomex estima valor entre R$ 1 e 3 bilhões de reais em créditos tributários. Para recuperá-los desenvolveu ferramenta específica e já conseguiu a GMB como cliente.

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www.fernandocalmon.com.br

quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Jogadores de golfe e operadoras da América Latina convidam para visitar a Argentina. Na República Dominicana, durante a segunda rodada do PGA Tour Latinoamérica, em que o INPROTUR faz uma forte promoção da oferta turística do país, jogadores argentinos e brasileiros, além de operadoras de turismo especializadas em golfe, falaram das experiências turísticas da Argentina.



A Argentina consolida sua promoção turística no PGA Tour Latinoamérica de Golfe com o objetivo de atrair os viajantes de alta gama assim que a situação sanitária permitir, trata-se desses viajantes que buscam experiências sofisticadas e diferentes. 

Com um grande leque de propostas nas seis regiões de seu território, o país se posiciona da melhor maneira com este tipo de ações desenvolvidas pelo Instituto Nacional de Promoção Turística (INPROTUR), já que o circuito, além de contar com notável prestígio, convoca importantes operadoras e empresas turísticas, que demonstram um forte interesse em promover os destinos argentinos.

Neste marco, e durante a segunda rodada do mencionado PGA Tour LA, realizada em Puerto Plata, República Dominicana, diferentes jogadores encontraram um momento para convidar os turistas do mundo todo para visitar e viver uma aventura incrível em nosso país no espaço de promoção instalado nas imediações do campo. 

Foi assim que os argentinos Alejandro Tosti e Emilio Puma Domínguez com o brasileiro Rafael Becker deixaram suas palavras e recomendaram não só a seus colegas, mas a todo o mundo a dar uma volta por nossa terra. 



          
“Venha à Argentina, que todo o mundo deveria conhecer e desfrutar, com bons campos de golfe, compartilhar com amigos um churrasco e um bom vinho”, afirma Becker, atleta do Brasil. 
           
Quero fazer um convite especial a todos os turistas para que venham visitar a Argentina, um país com ótima gente, excelentes vinhos, boa comida e ótimo golfe”, acrescentou Tosti. 
           
“Eu acho muito bom mostrar o que é a Argentina em todos os países onde competimos” disse Domínguez. 
           
Por outra parte, também estiveram presentes profissionais do turismo, como Alejandro Wuille-Bille, da companhia receptiva We Golf“Estou muito feliz por estar em Puerto Plaza e continuar apoiando o que o INPROTUR está fazendo com o PGA Tour Latinoamérica. É uma grande oportunidade para que possamos nos contactar com outras operadoras de golfe para dar a conhecer o que é a Argentina”
           
Felix Olivos, dominicano da empresa Fiebre de Golf, destacou: “Descobrimos esse grande destino que é a Argentina, um pequeno continente, que tem tanto para oferecer”. Além disso, destacou a amabilidade dos argentinos e argentinas. “É preciso ir à Argentina, ela tem os braços abertos para que o mundo a descubra e quando você a descobre não vai se esquecer mais”, resumiu. 
 
Nesse contexto, o Secretário Executivo do INPROTUR, Ricardo Sosa, especificou que estas ações “se produzem em meio da situação singular que o mundo vive pela pandemia. No entanto, o processo de normalização começou paulatinamente no PGA Tour Latinoamérica a partir de dezembro e consequentemente, o INPROTUR assinou um acordo de aliança estratégica com o evento, onde o país estará presente em todas as rodadas que forem disputadas, não só para posicionamento do país, mas também como um modo de preparação para receber turistas de golfe assim que as condições sanitárias do mundo permitirem”.             

No canal de YouTube de Visit Argentina você pode ver todas as mensagens gravadas destes grandes jogadores de golfe:           


segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

Maratona do Dakar começa antecipada com dois testes de covid e "olho no Whatsapp" Equipe de brasileiros produz manual de 56 páginas sobre preparativos pré corrida mais exigentes em 2021

 



A 43ª edição do Rally Dakar larga no próximo dia três de janeiro para 7.646km de competição durante 12 dias, mas a maratona já começou para todos os envolvidos. A dupla brasileira Reinaldo Varela/Maykel Justo, da equipe Monster Energy Can-Am, chega nesta segunda-feira (28) à Arábia Saudita, país onde será disputada a mais difícil prova off-road do mundo. 

Durante o voo que deixou o Brasil ontem, o duo que tentará a vitória na categoria UTV teve tempo de estudar o manual de 56 páginas preparado pelo time baseado em Russelsheim (Alemanha). Entre vários itens e regras, o documento inclui orientações sobre comportamento e compromissos para a corrida, como testes de detecção de covid realizados 72 horas antes da entrada em território saudita e 48 horas após a chegada àquele país.


Uma das determinações da equipe composta por 34 pessoas é que todos devem ficar ligados nas mensagens via Whatsapp, que trarão a agenda diária e notícias ou determinações de última hora. “A pandemia é uma situação nova para todos, mesmo para a organização do Dakar. Então, estejam atentos e sejam solícitos com o pessoal da logística. Fiquem conectatos ao Whatsapp”, orienta o manual.

“Chegando a Jedá, onde ficaremos baseados inicialmente, seremos submetidos a uma quarentena de 48 horas dentro do quarto do hotel. Todos vão cumprir isso à risca, inclusive por que qualquer deslize pode te tirar da prova”, frisa Varela, campeão do Dakar em 2018 e um dos candidatos ao título de 2021 na categoria UTV, ao lado do navegador Maykel Justo.


Somente na quarta-feira, dia 30, os membros da equipe poderão deixar a quarentena no hotel para a área de serviço situada em um estádio, onde receberemos todo o equipamento embarcado via navio para o país, vindo da Europa. “O carregamento inclui nossos carros de corrida, todo o ferramental e também os caminhões de apoio”, observa Maykel Justo. “Será o primeiro dia de trabalho frenético, de montagem e revisão”, conclui o navegador da equipe Monster Energy Can-Am.


O manual informa que os competidores terão a primeira oportunidade de acelerar seus veículos na quinta-feira, quando será realizado o teste de checagem dos sistemas, o chamado shakedown, nas areias dos arredores da cidade portuária de Jedá. “Ninguém força o equipamento nesse teste, que terá apenas nove quilômetros de percurso e serve somente para ver se tudo está funcionando como o previsto”, comenta Varela.




Pente-fino – Na sexta-feira, dia seguinte ao shakedown, todos os membros das equipes e veículos passarão pelo último pente-fino para ingressar na prova. Com uma lista detalhada de documentos, que inclui desde passaportes, carteira de motorista internacional, licença de piloto profissional, entre outros, pilotos e navegadores deverão apresentar o resultado dos dois testes de detecção de covid do tipo RT-PCR exigidos pela ASO, organizadora da corrida.


Paralelamente, os carros de corrida serão vistoriados pelos comissários da FIA. A averiguação inclui não apenas a apresentação de documentação, mas também a conformidade dos veículos com o regulamento técnico, além da instalação de dispositivos de localização, comunicação, alarmes de emergência, equipamentos de segurança e itens de primeiros socorros e subsistência para o caso de as duplas se acidentarem ou ficarem perdidas no deserto saudita, como é comum na história do Dakar.
O sábado é o primeiro dia em que os competidores irão acelerar para valer. “É quando disputaremos o prólogo, que define a ordem de largada do primeiro dia da corrida, que começa no domingo”, conta Varela, campeão do Dakar de 2018, que também é tricampeão mundial pela equipe Monster Energy Can-Am. No mesmo sábado, as equipes participarão do primeiro dos 14 briefings online a serem realizados todas as noites pela organização, sempre abordando os desafios do dia seguinte na prova.

“Se puder, durma” – Antes de chegarem aos acampamentos para montagem e manutenção dos veículos, onde também irão dormir e se alimentar, todos já estarão cientes de regras de conduta previamente estabelecidas. “Algumas delas são: se tiver oportunidade, durma. Se tiver tempo, se alimente na hora e não espere os demais, pois você pode acabar ficando sem comer”, lembra Maykel Justo. 

“Ninguém pode fumar perto da área de trabalho, e bebidas alcoólicas são definitivamente proibidas por lei em toda a Arábia Saudita. Aliás, somos instruídos a tomar cuidado com os costumes e comportamento locais, para que o Dakar seja realizado em harmonia com os modos de vida da população”, continua o navegador da equipe Monster Energy Can-Am.


A 43ª edição do Dakar será disputada em “bolhas”, ou seja, com isolamento total dos integrantes em relação à população local. A prova terá em seus 7.646km um total de 4.767km de especiais – trechos cronometrados em alta velocidade. Os restantes 2.879km são correspondentes aos deslocamentos entre os pontos de largada e chegada em cada um dos doze dias. A competição contará com 321 veículos, sendo 108 motos, 21 quadriciclos, 124 carros e UTVs, além 42 caminhões.




Confira abaixo alguns detalhes da agenda pré-corrida da equipe 
Monster Energy Can-Am no Dakar 2021:

● 72 horas antes de entrar no país
Primeiro teste RT-PCR de detecção de covid.

● Ao chegar à Arábia Saudita
Quarentena obrigatória de 48 horas no hotel, sem contato com pessoas externas ao evento.

● 48 horas após chegar ao país
Segundo teste RT-PCR de detecção de covid.

● Quarta-feira, 30 de dezembro
Recebimento e montagem de equipamentos embarcados da Europa.
Preparação para o shakedown.

● Quinta-feira, 31 de janeiro
Às 11h, shakedown (teste de verificação de sistemas), nos arredores de Jedá.
Limpeza e preparação final dos carros.
Reunião geral da equipe logo a seguir.
Às 19h30, primeiro dos 14 briefings online agendados pela organização.

● Sexta-feira, 01 de janeiro
Vistoria técnica técnica dos carros, credenciamento de competidores e membros das equipes. Aprovação final da documentação.

● Sábado, 02 de janeiro
Largada do prólogo às 11h. Pódio às 16h.

● Domingo, 03 de janeiro
Largada para o primeiro dos 12 dias de corrida, em Jedá, com percurso total de 622km neste domingo.a

JC Pavone: "se a ideia é boa, ela se encaixará em diferentes mercados". - José Carlos Pavone, chefe de Design da Volkswagen na América do Sul, apresenta o Nivus para designers do mundo todo no Car Design Dialogues





O Nivus foi a estrela da apresentação de José Carlos Pavone, chefe de Design da Volkswagen na América do Sul, no Car Design Dialogues, evento da revista inglesa Car Design News. Da análise de mercado à concepção do crossover, JC Pavone compartilhou um pouco mais sobre o processo de criação do modelo que revolucionou o mercado sul-americano e que também será produzido e vendido na Europa.

JC Pavone deu uma verdadeira aula de desenvolvimento a todos que estavam conectados. Ele contou que o projeto do Nivus teve início ao se identificar a necessidade do mercado: tecnologia alinhada à alta qualidade e preço acessível. E o mercado pedia algo novo. Entre o Polo e T-Cross, havia espaço para mais um modelo – e então a criação do Nivus teve início.

Sempre com as necessidades do cliente em mente, JC Pavone conta que foi uma decisão estratégica desenhar o Nivus usando o Polo como base, uma vez que, assim, o modelo se tornaria mais acessível. Ele conta que o Nivus tem um design único e exclusivo na categoria, que faz a diferença para os clientes. “Fizemos algumas clínicas e as pessoas não reconheciam que o Nivus derivava do Polo. Então eu acredito que fizemos um bom trabalho”, disse JC Pavone.


Veja também:
Chegou o Nivus, o novo carro da Nova Volkswagen
“O Nivus chegou para fazer história”
“As cores do Nivus têm um caráter mais esportivo e moderno”

Além de alguns detalhes de desenvolvimento, JC Pavone também falou sobre a estratégia e o alinhamento com a matriz da Volkswagen, em Wolfsburg, Alemanha. Segundo o designer, o bom relacionamento foi essencial para que o produto fosse aprovado. Junto, também, há o fato de que o estúdio de design do Brasil é um dos poucos fora da Alemanha, dentro da marca Volkswagen, com a capacidade de produzir um carro desde sua concepção até sua produção.

JC Pavone também abordou a importância de sua experiência internacional para entender as necessidades de cada mercado e suas peculiaridades, uma vez que já trabalhou nos estúdios de design da Volkswagen na Alemanha e nos Estados Unidos. Somente assim, de acordo com o designer, foi possível projetar um veículo que é interessante para o Brasil e para outros países. “No fim, se a ideia é boa, ela se encaixará em diferentes mercados”, disse. O Nivus será o primeiro carro desenvolvido no Brasil que também será produzido e vendido na Europa, um marco para o estúdio de design brasileiro.

Além do desenvolvimento do Nivus, JC Pavone comentou sobre o trabalho de designer automotivo em si, destacando a importância de um olhar criativo e da vontade de fazer os projetos saírem do sketch para a produção. “Nós somos criadores. Acreditamos que podemos pegar pouco e fazer muito. Não importa onde você esteja, o que você está fazendo ou quais ferramentas você possui, você sempre tem a oportunidade de ter uma boa ideia. Então estruture essa ideia, fale com os colegas de outros departamentos, tente apresentar sua ideia e você pode fazer com que ela aconteça. Porque entre sonho e realidade, há muito esforço”, diz JC Pavone.

O Car Design Dialogues foi promovido pela revista britânica Car Design News e reuniu profissionais de design de diferentes marcas e de todo o mundo para falar de seus respectivos projetos.

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