domingo, 30 de outubro de 2016

Com cerca de 100 mil quilômetros rodados, o Jac J3 Turin 2014, um chinês que não teve o sucesso esperado no País, e que a crise econômica que caiu como um raio sobre o setor automotivo, decidiu mostrar que os carros da Jac Motors são mais confiáveis do que se comenta. Com a garantia da Jab Motors que o carro passou apenas pelas revisões regulares, o teste apresentou problemas que foram considerados desgaste normal para o uso do carro.




Texto e fotos: Arnaldo Moreira

- Bom dia, Arnaldo. Você gostaria de avaliar um carro da JAC nesta semana? É um J3 Turin, com 98 mil km rodados. 

- Claro que aceito, e confesso que acho muito interessante a ideia, respondi.

O diálogo foi com o assessor de Imprensa da Jac Motors, Eduardo Pincigher, que me ligou com essa proposta pouco vulgar entre as montadoras.  



Ele explicou que "incorporei carros usados com alta quilometragem na frota de Imprensa para dar um retrato aos jornalistas como nossos carros se comportam com bastante uso".

São carros totalmente originais em que só se fizeram as manutenções de praxe, garantiu.

No dia seguinte, dirigi-me à concessionária da Jac Motors, em Del Castilho, na Zona Norte do Rio de Janeiro, de onde saí com o J3, de  2014, sedan, prateado, de origem chinesa, para a curiosa avaliação. 



Ao ligar o carro, a luz do EPC (Eletronic Power Center) que serve para monitorar o carro através de um conjunto de sensores, com o intuito de proteger o motor contra possível falhas evitando um dano maior, acendeu.

Quando esse aviso surge no painel o proprietário deve se dirigir à concessionária para verificar o motivo do alerta, que pode ser, por exemplo, a qualidade do combustível.

Na verdade, o carro não registrou nenhum problema mecânico durante o teste. 





Nos muitos anos que escrevo sobre o setor automotivo, é a primeira vez que recebo um carro usado cedido pela montadora para avaliar. 

Uma ou outra revista especializada, por conta própria, desmontam carros que adquirem com a finalidade de testes de longa duração, para verificar o nível de desgaste das peças e sua durabilidade.


A primeira impressão do J3 Turin foi boa. O carro apesar de seus 98.514 km rodados apresentava bom aspeto externo e um desgaste natural interno, causado pelos dois anos de uso intenso, pois o carro rodou em média mais de 4.100 km por mês.

É importante frisar a informação de Eduardo Picingher que o carro passou apenas pelas revisões regulamentares - a próxima marcada para os 100 mil km.



Para fazer uma avaliação mais precisa e justa, contei com a ajuda de meu mecânico há mais de 20 anos, Adolfo Marques, da Mecânica Dumar, na Rua Gen. Polidoro, 65, em Botafogo, Zona Sul do Rio - tel. (021) 2295-0145.



Numa longa volta, e depois na oficina foram Encontrados quatro problemas, todos resultado do desgaste de rodagem elevada que segundo Adolfo, não surgiram na última revisão:

- Uma ligeira folga na homocinética que já faz notar o tradicional estalo nas rodas.

- Notei um chiado na direção ao ligar o motor, que se aumentava quando se esterçava o volante até o final. Adolfo atribuiu o problema à bomba de direção um pouco cansada.

- Uma pequena trepidação no volante quando se elevava a ventilação do ar condicionado, indicou que os calços do motor estão um pouco gastos. Adolfo explicou que essa trepidação ocorre porque o esforço do motor aumenta sobre os calços e ocorre quando estes não estão em perfeito estado.


- Na véspera da devolução do J3 à concessionária, acendeu no painel a Luz de Manutenção, avisando que está chegando a hora da revisão dos 100 mil km.

A borracha do pedal de embreagem bem desgastada mostra que o carro foi muito usado. 

Contudo, seu estado geral é bom, a suspensão está perfeita e dá segurança na direção.




O J3 Turin que novo custava R$ 42.990 - foi substituído pelo modelo Turin S, 1.5, 2016, que custa R$ 44.990, na versão sedan e R$ 40.990, hatch - tem itens importantes de segurança: sensor de marcha a ré, direção hidráulica, controle de estabilidade, regulagem elétrica de altura do facho dos faróis e freios ABS e airbags frontais (ambos obrigatários no Brasil).


O Turin 2014, possui ainda ar condicionado, retrovisores, travas e vidros elétricos e bancos de couro e volante com controles de som e regulagem de altura, rádio com leitor de CD, faróis de nevoeiro e 490 litros de porta-malas.



O motor é o VVT 1.4, 16 válvulas, com 108 cv de potência a 6.000 rpm e torque de 14,1 kgfm a 4.500 rpm. 



Acelera de 0 a 100 km/h em 11,7 segundos e atinge a velocidade máxima de 186 km/h. E tanto na estrada quanto na cidade se comporta muito bem.

A ideia da Jac Motors de convidar os jornalistas especializados do setor automotivo de realizar o test-drive dos carros usados da marca, tem o objetivo claro de recuperar a imagem desgastada dos carros da montadora chinesa e mostrar que são veículos confiáveis.



O teste deste J3 Turin 2014 com seus quase 100 mil km rodados não mostrou problemas que comprometam o uso normal do carro, que conta ainda com quatro anos de garantia.







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