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sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Coluna VAMOS VOAR PELO MUNDO // Brasil e França firmam novo marco aéreo e antecipam aplicação de regras via acordo administrativo // TAP amplia oferta de voos em Porto Alegre para quatro voos semanais // Aeroportos regionais do Sudeste receberão R$ 310 milhões para modernização e segurança operacional // Ásia em alta: dobram as buscas por voos do Brasil para China e Japão

 


Brasil e França firmam novo marco aéreo e antecipam aplicação de regras via acordo administrativo


Consenso entre autoridades aeronáuticas moderniza marco regulatório, amplia frequências de passageiros e destrava gargalos logísticos no transporte de cargas


Brasil e França deram um passo decisivo para a modernização de sua conectividade aérea. Após agendas oficiais em Paris, em 2025, as delegações dos dois países chegaram a um consenso para a conclusão de um novo Acordo Bilateral de Serviços Aéreos. 


O entendimento foi formalizado por meio de um memorando de entendimento que garante, desde já, a aplicação dos novos princípios em nível administrativo pelas autoridades aeronáuticas, antecipando os benefícios operacionais até a entrada em vigor formal do tratado.


O documento tem o objetivo central de substituir o antigo acordo de 1965, atualizando um marco regulatório de seis décadas e alinhando-o às práticas mais modernas da aviação civil global. As negociações conduzidas pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) resultaram em definições objetivas sobre rotas, direitos de tráfego, capacidade e frequências, assegurando um ambiente jurídico mais dinâmico e favorável à ampliação do fluxo aéreo entre as nações.


Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o acordo evidencia os resultados da agenda internacional do governo brasileiro. “Esse acordo é fruto direto da nossa agenda institucional em Paris e de diálogos constantes mantidos com representantes da aviação francesa, representando um avanço concreto na relação aérea entre Brasil e França. Modernizamos um acordo que estava defasado há décadas, ampliamos frequências e criamos condições reais para fortalecer a conectividade, estimular novas rotas e ampliar oportunidades para passageiros e para o setor produtivo”, afirmou o ministro.

 

Avanços com o acordo

Entre os principais avanços está a ampliação das frequências semanais para voos de passageiros e combinados, com o acréscimo de 14 frequências de longo curso, totalizando até 50 frequências semanais. O entendimento também mantém as 14 frequências regionais já existentes e flexibiliza restrições geográficas e de capacidade anteriormente aplicáveis.

No segmento de cargas, o acordo estabelece regras específicas para operações cargueiras e amplia os direitos da chamada “quinta liberdade”, que é quando empresas partem de um país no qual possui operação, rumo a um destino em que não operam localmente e, deste, vai para outro destino onde também não opera, podendo carregar e descarregar em todos os pontos. Essa medida aumenta a eficiência logística, amplia possibilidades operacionais das companhias aéreas e fortalece o comércio bilateral entre os dois países.

O memorando de entendimento entrou em vigor na data de sua assinatura, em 20 de janeiro, permitindo que os princípios do novo acordo sejam aplicados administrativamente pelas autoridades aeronáuticas de ambos os países, enquanto seguem os trâmites formais para a ratificação definitiva.

A iniciativa integra a estratégia do MPor de fortalecer a aviação internacional, ampliar a malha aérea brasileira, atrair novas operações e consolidar o país como um hub estratégico na conectividade entre a América do Sul e a Europa.



Demanda global de carga aérea atinge volume recorde em 2025


Genebra, 30 de janeiro de 2026  - A Associação de Transporte Aéreo Internacional (IATA) divulgou os dados de desempenho do mercado global de carga aérea para o ano completo de 2025 e para o mês de dezembro de 2025, mostrando que:

  • A demanda total do ano de 2025, medida em toneladas-quilômetro de carga (CTK), aumentou 3,4% em relação a 2024 (4,2% para operações internacionais).
     
  • A capacidade total em 2025, medida em toneladas-quilômetro de carga disponíveis (ACTK), aumentou 3,7% em relação a 2024 (5,1% para operações internacionais).
     
  • Dezembro de 2025 encerrou o ano com um forte desempenho contínuo. A demanda global ficou 4,3% acima dos níveis de dezembro de 2024 (5,5% para operações internacionais). A capacidade global ficou 4,5% acima dos níveis de dezembro de 2024 (6,4% para operações internacionais).

Além disso, a IATA observou que os yields anuais caíram 1,5% na comparação com 2024. Esta é a menor queda em três anos, à medida que se alcança um equilíbrio mais normal entre oferta e demanda, e os rendimentos excepcionalmente altos do período da COVID e pós-COVID continuam a diminuir. Apesar da pressão competitiva limitar o poder de precificação da carga aérea, os rendimentos permanecem 37,2% acima dos níveis de 2019.

 

“A carga aérea entregou um forte desempenho em 2025, com a demanda subindo 3,4% em relação ao ano anterior. A força do e-commerce global impulsionou os volumes, mesmo com as relações comerciais com os EUA enfrentando o aumento de tarifas, a remoção de isenções tarifárias de minimis e a contínua incerteza política. A carga aérea esteve à altura da ocasião. Adaptou-se rapidamente para apoiar empresas globais e cadeias de suprimentos, que anteciparam entregas de produtos antes da imposição de tarifas e se ajustaram à crescente demanda dentro da Ásia e entre a Ásia e a Europa, enquanto o comércio entre EUA e Ásia estagnou”, afirmou Willie Walsh, diretor geral da IATA.

 

“Espera-se que o crescimento em 2026 sofra uma leve moderação para 2,4%, em linha com as tendências históricas. Podemos prever que a demanda continuará a ser moldada por desenvolvimentos comerciais e geopolíticos. Independentemente dos padrões comerciais que surjam, podemos estar confiantes de que a dependência da carga aérea para manter as cadeias de suprimentos globais funcionando permanecerá, com as transportadoras respondendo ao desafio por meio da implantação de capacidade e do design de suas rotas para obter a flexibilidade ideal”, disse Walsh.

Vários fatores no ambiente operacional devem ser destacados:

  • O comércio global de mercadorias cresceu 2,5% anualmente em 2024. No acumulado do ano, de janeiro a novembro de 2025, o índice cresceu 4,4% (contra 2,4% no mesmo período de 2024).
  • Os preços do combustível de aviação caíram 3,1% em dezembro e tiveram uma média 9,1% inferior em 2025 do que em 2024. No entanto, margens de refino mais altas significaram que as refinarias capturaram mais margem, compensando parte do benefício para as companhias aéreas.
  • O sentimento da manufatura global fortaleceu-se em dezembro, atingindo 50,9. Os novos pedidos de exportação caíram ligeiramente para 49,1, mas permaneceram abaixo do limite de expansão de 50 pontos, refletindo a cautela contínua em meio à incerteza tarifária.
Mercado de carga aérea em detalhes - Dezembro de 2025
 

World

December 2025 (year-on-year, %)

 

December 2025 (year-to-date, %)

share¹, %

CTK

ACTK

CLF (%-pt)

CLF (level)

CTK

ACTK

CLF (%-pt)

CLF (level)

TOTAL MARKET

100.0

4.3

4.5

-0.1

47.1

 

3.4

3.7

-0.1

45.7

Africa

2.1

10.1

9.8

0.1

45.4

 

6.0

7.8

-0.7

42.9

Asia Pacific

35.9

9.4

8.3

0.5

49.4

 

8.4

7.4

0.5

47.6

Europe

21.4

4.9

3.9

0.5

56.4

 

2.9

3.1

-0.1

53.4

Latin America and Caribbean

2.9

-4.1

4.5

-2.8

31.1

 

2.3

4.5

-0.8

36.0

Middle East

13.2

4.2

10.6

-2.7

44.5

 

0.3

4.5

-1.9

45.1

North America

24.5

-2.2

-2.6

0.2

42.2

 

-1.3

-1.1

-0.1

40.2

           
International

87.9

5.5

6.4

-0.4

51.7

 

4.2

5.1

-0.4

50.8

Africa

2.1

10.1

9.1

0.4

47.2

 

6.0

7.3

-0.6

44.2

Asia Pacific

32.2

10.7

9.7

0.5

54.8

 

8.6

9.4

-0.4

54.0

Europe

21.0

5.3

3.7

0.9

58.2

 

3.2

2.9

0.2

55.6

Latin America and Caribbean

2.5

-4.7

3.6

-3.0

34.7

 

2.4

3.9

-0.6

40.3

Middle East

13.2

4.2

10.6

-2.7

44.8

 

0.4

4.4

-1.8

45.4

North America

17.0

-1.0

0.9

-0.9

49.4

 

0.8

1.2

-0.2

47.6

Note 1: % of industry CTK in 2025
Note 2: the total industry and regional growth rates are based on a constant sample of airlines combining reported data and estimates for missing observations. Airline traffic is allocated according to the region in which the carrier is registered; it should not be considered as regional traffic. Historical statistics are subject to revision.


 
Performance regional em 2025
 

As companhias aéreas da Ásia-Pacífico registraram um crescimento de demanda de 8,4% em relação ao ano anterior - o mais forte entre todas as regiões. A capacidade aumentou 7,4% em comparação a 2024. Em dezembro, a demanda anual cresceu 9,4% e a capacidade, 8,3%.
 

As transportadoras da América do Norte registraram uma queda de 1,3% na demanda de carga aérea em 2025 - o único declínio regional e o desempenho mais fraco globalmente - e a capacidade diminuiu 1,1% em comparação ao ano anterior. Em dezembro, a demanda anual caiu 2,2% e a capacidade, 2,6%.
 

As transportadoras da Europa registraram um crescimento de demanda de 2,9% para carga aérea em relação a 2024 e a capacidade aumentou 3,1% em termos anuais. Em dezembro, a demanda anual cresceu 4,9% e a capacidade, 3,9%.
 

As companhias aéreas do Oriente Médio registraram um crescimento de 0,3% na demanda de carga aérea em 2025 e a capacidade aumentou 4,5%. Em dezembro, a demanda anual cresceu 4,2% e a capacidade, 10,6%.
 

As transportadoras da América Latina e Caribe registraram um crescimento de demanda de 2,3% em relação a 2024 e a capacidade aumentou 4,5%. Em dezembro, a demanda anual caiu 4,1% - o menor desempenho entre todas as regiões -, enquanto a capacidade aumentou 4,5%.
 

As companhias aéreas da África tiveram um crescimento de demanda de 6,0% em relação ao ano anterior, com um aumento de 7,8% na capacidade. Em dezembro, a demanda anual aumentou 10,1% - a maior entre todas as regiões - e a capacidade, 9,8%.
 

Crescimento das rotas comerciais
 

Os dados das rotas comerciais de 2025 mostram uma mudança clara nos fluxos globais de carga aérea da rota Ásia--América do Norte para Ásia--Europa, impulsionada por pressões tarifárias e pela remoção da isenção tarifária de minimis nos EUA. O corredor Intra-Ásia e o corredor Oriente Médio--Ásia também registraram um forte crescimento.
 


Rota comercial

Crescimento da demanda de carga aérea em 2025 (comparado com 2024)

 

Participação no mercado em 2025 (%)

 

Mudança na participação no mercado da indústria
(pontos percentuais)
2024 X 2025

 

Europa-Ásia

+10.3%

 

21.5%

 

1.1

 

Dentro da Ásia

 

+10.0%

 

7.4%

 

0.4

 

Europa-América do Norte

 

+6.8%

 

13.5%

 

0.3

 

Oriente Médio-Ásia

 

+5.8%

 

7.4%

 

0.1

 

Ásia-Norte América

 

-0.8%

 

23.4%

 

-1.2

 

Dentro da Europa

-1.4%

 

1.9%

 

-0.1

 

África-Ásia

-1.9%

 

1.3%

 

-0.1

 

Europa-Oriente Médio

-3.4%

 

5.2%

 

-0.4

 


 

* Crescimento anual do CTK da área de rota e participação de mercado por região. A área de rota representa dados do segmento e não reflete o tráfego de conexão. Por exemplo, remessas da Ásia para a Europa e vice-versa, com conexão no Oriente Médio, correspondem a dois segmentos diferentes: Europa-Oriente Médio e Oriente Médio-Ásia, mas não sob Europa-Ásia.

**A tabela abrange apenas as principais rotas comerciais.
 

Leia a última análise do mercado de carga aérea

  • A Associação de Transporte Aéreo Internacional (IATA) representa cerca de 360 companhias aéreas, sendo responsável por 80% do tráfego aéreo global.
  • Fly Net Zero
  • Explicação dos termos de medição:
    • CTK: toneladas-quilômetro de carga mede o tráfego real de carga
    • ACTK: toneladas-quilômetro de capacidade de carga disponíveis mede a capacidade total disponível
    • CLF: fator de carga de carga representa o percentual dos ACTKs utilizados
  • As estatísticas da IATA abrangem o transporte aéreo internacional e doméstico de carga regular para companhias aéreas membros e não membros da IATA.
  • A participação total no mercado de transporte de carga (2025) por região das transportadoras em termos de CTK é: Ásia-Pacífico 35,9%, Europa 21,4%, América do Norte 24,5%, Oriente Médio 13,2%, América Latina e Caribe 2,9% e África 2,1%.

TAP amplia oferta de voos em Porto Alegre para quatro voos semanais

A TAP Air Portugal reforça sua operação em Porto Alegre já a partir da próxima temporada de verão europeu. A companhia passará a operar uma quarta frequência semanal na rota entre Porto Alegre e Lisboa, reforçando a conectividade entre o Rio Grande do Sul e a Europa.

A frequência adicional será operada às segundas-feiras, a partir de 06 de julho, atendendo à crescente demanda por viagens internacionais durante a alta temporada do verão europeu.

Segundo Carlos Antunes, diretor da TAP para as Américas “o reforço desta rota consolida a presença estratégica da TAP no Sul do Brasil, especialmente em Porto Alegre. Em abril do ano passado, estivemos aqui para anunciar o regresso da Companhia ao Rio Grande do Sul, tínhamos prometido que iríamos fazer todos os esforços para que esta rota voltasse a operar. Cumprimos a nossa palavra e, menos de um ano depois, estamos a apresentar um novo investimento. Trabalhamos de forma contínua para ser a principal conexão entre o Estado e a Europa, além de trazer viajantes de mais de 50 países onde operamos para conhecerem as belezas e a riqueza cultural gaúcha.”

“Fico muito satisfeito com esta parceria com a TAP e com Portugal, que torna possível o fortalecimento dessa conexão e de uma relação cada vez mais próxima. Os novos voos reforçam os laços históricos, culturais e econômicos que nos unem e ampliam as oportunidades de intercâmbio. Queremos que cada vez mais pessoas conheçam o nosso Rio Grande do Sul”, afirma Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul.

O reforço da malha aérea internacional também é visto como estratégico para o desenvolvimento econômico e turístico do Estado, contribuindo para a atração de visitantes estrangeiros, o fortalecimento do turismo, além do estímulo a negócios e investimentos internacionais. A ampliação da operação reforça o papel de Porto Alegre como um importante ponto de ligação entre o Rio Grande do Sul e o mercado europeu.
Aeroporto de Campos dos Goytacazes (RJ) - Foto:Grupo Infra

Aeroportos regionais do Sudeste receberão R$ 310 milhões para
modernização e segurança operacional


Carteira de investimentos para 2026 e 2027 contempla obras, novos projetos e instalação de estações meteorológicas em terminais de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo


 

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) destinará, no ciclo de 2026-2027, R$ 310,1 milhões em investimentos para fortalecer a infraestrutura dos aeroportos regionais do Sudeste, principal polo econômico e aéreo do país. Os recursos integram a carteira pública de investimentos em aeroportos regionais da pasta e reforçam o papel estratégico da aviação regional na integração entre grandes centros urbanos, polos industriais e cidades do interior.
 

O Sudeste concentra parte significativa do fluxo aéreo brasileiro e exerce papel central na movimentação de passageiros, cargas e negócios. Nesse contexto, os investimentos do MPor buscam reduzir gargalos históricos, aumentar a segurança operacional e preparar aeroportos regionais para acompanhar o crescimento da demanda e a diversificação das operações.
 

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os investimentos refletem uma estratégia de desenvolvimento equilibrado. “O Sudeste é o principal motor econômico do país, e fortalecer seus aeroportos regionais significa aproximar o interior dos grandes centros, estimular investimentos e ampliar oportunidades. A aviação regional é essencial para garantir crescimento com integração e competitividade”, explicou.
 

Projetos previstos
 

Os investimentos incluem a elaboração de estudos e projetos básicos nos aeroportos de Angra dos Reis (RJ), Campos dos Goytacazes (RJ), Salinas/MG, Varginha/MG e Patos de Minas/MG, com aporte de R$ 13 milhões. Essa etapa é fundamental para estruturar intervenções mais eficientes, alinhadas às características operacionais de cada terminal, e garantir maior agilidade na execução das obras.
 

Outro destaque é a instalação de estações meteorológicas, com investimento de R$ 33,6 milhões, nos aeroportos de Pará de Minas, Pouso Alegre, Teófilo Otoni e Ubaporanga, em Minas Gerais, além de Americana (SP), Paraty (RJ) e Piracicaba (SP). A ampliação da cobertura meteorológica contribui diretamente para a regularidade dos voos e para a confiabilidade do planejamento aéreo, especialmente em uma região com alta densidade de tráfego.
 

A carteira prevê ainda obras e melhorias de infraestrutura aeroportuária em Varginha/MG e no eixo Rio Claro-Piracicaba (SP), onde está prevista a implantação de um novo aeroporto, ampliando a capacidade regional e criando condições para novos fluxos de passageiros e cargas.
 

O secretário nacional de Aviação Civil, Daniel Longo, ressaltou o foco técnico da carteira. “Estamos atuando em frentes estruturantes: planejamento, infraestrutura e dados. Estudos bem elaborados, estações meteorológicas modernas e obras direcionadas aumentam a segurança operacional e a eficiência da malha aérea regional, especialmente em uma região com elevada complexidade operacional como o Sudeste”, destacou.

Osaka - Japan

E


Ásia em alta: Dobram as buscas por voos do Brasil para China e Japão


KAYAK identificou esse aumento no interesse pelos países asiáticos para viagens entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026. Osaka, Pequim e Tóquio são as cidades com o maior interesse dos brasileiros


Em 2025, se tornou comum ver notícias e posts nas redes sociais de celebridades e influenciadores brasileiros viajando pela Ásia. E essa tendência vai muito além dos holofotes. Mesmo em plena alta temporada de verão no Brasil, os viajantes estão optando por trocar destinos tradicionais de férias de verão, por uma imersão cultural asiática.


De acordo com uma análise do KAYAK, as buscas por voos do Brasil para a Ásia aumentaram 14% para este verão brasileiro. O estudo analisou buscas por voos entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, comparado com o mesmo período do ano passado (dezembro de 2024 e janeiro de 2025).


A China se destaca como principal destino, registrando 2,6 vezes mais buscas, seguida pelo Japão, que viu um aumento de 53%. Esse crescente interesse ocorre em um momento particularmente favorável: Tanto a China quanto o Japão atualmente dispensam o visto de turista para viajantes brasileiros, tornando esses destinos ainda mais acessíveis e atraentes para quem busca explorar novas experiências internacionais.

“Estamos vendo a Ásia ganhar forte impulso entre os viajantes brasileiros, especialmente durante a alta temporada de verão”, diz Gustavo Vedovato, country manager do KAYAK no Brasil. 


“A isenção de visto remove uma barreira importante e isso se reflete claramente no aumento das buscas por voos para destinos como Japão e China. Além disso, os viajantes estão prestando mais atenção às opções de planejamento e à disponibilidade de voos, o que torna esses destinos ainda mais atraentes. Com sua mistura de tradição, cidades modernas e gastronomia renomada, esses países agradam a uma ampla gama de perfis de viajantes.”


No levantamento do KAYAK, Osaka e Tóquio, no Japão, e Pequim, capital da China, são os destinos que se destacam com mais buscas dos brasileiros por voos. Osaka viu um aumento de 29% nas buscas, com preço médio de R$9.284 para voos de ida e volta em classe econômica. Já a capital do Japão, Tóquio, teve um aumento de 57% nas buscas e o preço médio dos voos que o brasileiro encontrou foi de R$8.462. Na China, Pequim cresceu 3 vezes nas buscas, enquanto o preço médio dos voos foi de R$8.718 para viagens durante a alta temporada de verão brasileiro.


Dicas do KAYAK Explore: o que visitar e porquê escolher cada destino


Osaka – Japão

A terceira maior cidade do Japão é ideal para quem busca um primeiro contato com o país, combinando história, gastronomia e vida urbana. É considerada o segundo maior centro financeiro do país, perdendo apenas para a capital, Tóquio. Sua importância econômica pode ser vista em sua arquitetura ultra-moderna e tecnologia de ponta. A cidade é conhecida como a "Veneza do Oriente", devido à sua rede de canais do rio Yodo. Osaka também é famosa pela culinária e os amantes da comida japonesa podem se deliciar.


● Visitar o Castelo de Osaka, um dos marcos históricos mais importantes do país

● Explorar bairros animados como Umeda e Dotonbori, conhecidos pela vida noturna e culinária

● Experimentar pratos típicos que fazem da cidade a capital gastronômica do Japão

● Aproveitar atrações modernas, como a Roda-Gigante Tempozan, com vista panorâmica da baía

● Fazer compras, especialmente de eletrônicos e produtos tecnológicos japoneses


Pequim – China

Uma boa opção para quem quer mergulhar na história milenar chinesa sem abrir mão da modernidade. A capital da China é um dos destinos turísticos mais visitados do mundo. Com mais de três mil anos de história, seu passado glorioso não impede que a cidade caminhe a passos largos rumo à modernidade. A cada dia, novos edifícios e shopping centers nascem, o que torna Pequim um destino vibrante e único.


● Conhecer a Cidade Proibida, o maior complexo palaciano do mundo

● Caminhar pelos hutongs, ruas tradicionais que revelam o cotidiano histórico da cidade

● Visitar museus e centros culturais, como a Ópera Estatal de Pequim

● Explorar a diversidade gastronômica local, que vai muito além dos pratos mais conhecidos no Ocidente

● Circular pela cidade de bicicleta, uma forma prática e acessível de conhecer diferentes regiões


Tóquio – Japão

A cidade ideal para viajantes que buscam diversidade de experiências em uma única cidade. Além da atmosfera contagiante de uma grande metrópole, Tóquio também oferece santuários e refúgios naturais, os quais são perfeitos para se conectar com a natureza da região e para renovar as energias.


● Explorar bairros como Shibuya, Shinjuku e Harajuku, símbolos da vida urbana e da moda japonesa

● Conhecer museus e centros culturais, como o Museu Edo-Tokyo e o Museu Ghibli

● Aproveitar a cena gastronômica, reconhecida como uma das melhores do mundo

● Mergulhar na cultura pop, com lojas e espaços dedicados a videogames e tecnologia

● Equilibrar o ritmo da metrópole com visitas a templos, santuários e parques urbanos


Com mais facilidades para entrar nos países devido a atual isenção de visto e uma ampla oferta de experiências culturais, não faltam motivos para incluir países como China e Japão nos planos de viagem para 2026. Ao consultar o Modo IA, na home page do KAYAK, o viajante pode descobrir os hotéis mais econômicos na cidade escolhida, conferir os voos mais baratos e pegar dicas para montar o roteiro.

 

Metodologia

Com base em buscas de voos realizadas no kayak.com.br e marcas associadas no período entre 10/05/2025 e 15/11/2025 para voos com partida entre 01/12/2025 e 31/01/2026 de qualquer aeroporto brasileiro. Esses valores foram comparados a buscas realizadas no período entre 10/05/2024 e 15/11/2024 com período de viagem entre 01/12/2024 e 31/01/2025. 


Todos os preços são preços médios para passagens de ida e volta em classe econômica. Os preços podem variar e as economias não podem ser garantidas. As porcentagens de variação nas buscas são aproximadas.


SOBRE O KAYAK

KAYAK, parte da BOOKING HOLDINGS Inc. (NASDAQ: BKNG), é o principal metabuscador de viagens do mundo. Com bilhões de buscas em nossas plataformas, ajudamos as pessoas a encontrarem seus voos, hospedagens, aluguel de carros e pacotes de férias perfeitos. Com a confiança de milhões de viajantes, o aplicativo do KAYAK facilita o planejamento de viagens em iOS Android, e também oferecemos suporte a viajantes corporativos com nossa solução de viagens corporativas.

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