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sábado, 29 de novembro de 2014

FIAT 500 ABARTH, UM FOGUETE DE BOLSO QUE LEVA MÍSEROS 6,3 SEGUNDOS PARA CHEGAR DO ZERO A 100 KM/H E ATINGIR UMA VELOCIDADE MÁXIMA DE 214 KM/H VAI ESTAR NA MIRA DE MUITOS PRESENTES DE NATAL. É UMA GRACINHA DE CARRO QUE CUSTA EM TORNO DE R$ 75 MIL. OS FÃS DO FIESTA ROCAM DEVEM SE APRESSAR POIS RESTAM APENAS ALGUNS NAS CONCESSIONÁRIAS FORD.



Coluna nº 4814 - 29 de Novembro de 2014
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500 Abarth, o AMG da Fiat

Linguagem de automóveis tem algumas palavrinhas a simbolizar performance extra, diferenciativa dos demais da mesma marca, do mesmo tipo, porém de comportamento menos expressivo. 

No jargão do setor: AMG, M, S, significam na Alemanha, por exemplo, terem sofrido desenvolvimento pelas próprias Mercedes, BMW e Audi. 

Saleem, Cobra, SOV indicam nos EUA preparação para Fords. AMG é sobrenome mais conhecido e indicador deste apetite extra. 

Na Itália, país quase monomarca – a única não Fiat é a Lamborghini -, o nome Abarth é auto explicativo. Aliás, lá ultrapassou a espécie. 

Um Café Abarth é um expresso curto e muito forte. 

País de automóveis pequenos, a sempre líder Fiat foi a marca de maior interferência pela Abarth e este convívio levou-a a assumi-la pós passamento do fundador em 1979. 

500 Abarth

Automóveis com rendimento implementado ultrapassam a noção superficial que para conseguir tais resultados basta apenas motor forte. Conversa fiada. 

Automóvel é equação matemática e alterar apenas um de seus termos dá maus resultados. 

Assim, o uso do implementado motor 1.4 Turbo, 167 cv, aptidão para acelerar da imobilidade aos 100 km/h em 6,9 s e atingir reais 214 km/h, exigem adequações na caixa de marchas, na suspensão, direção, amortecedores, freios. 

E, como automóvel não se vende apenas através do apelo de performance ao proprietário, há agrados para o seu vizinho. 

Quando ele fala “Aaah ...” você sabe, valeu a pena ter pago mais caro. E, como ele não andará no carro, mas apenas o verá em sua vaga de garagem, há mudanças visuais.

Entre itens visualmente diferenciativos estão o escapamento duplo cromado – equipamento nacional, pois o original e seu ronco viril ultrapassam os 80 decibéis da regra brasileira -, faróis com desenho particular, rodas leves exclusivas em aro 16” e pneus 195/45x16 também trocados por nacionais, faixas laterais contrastantes com as três disponíveis para a carroceria: vermelho sfrontato, chocante, branco, preto e cinza. 

Para-choques aumentado para receber os radiadores de água e óleo. Dentro, estofamento em couro, bancos envolventes, pespontos vermelhos e como opcionais teto solar elétrico e som Dr. Dre, produtor musical e criador do sistema Beats Music. 

No total, 16 pontos tem a marca característica ou sua logo, o escorpião. 

Segurança por sete bolsas de ar laterais, de joelho, freios ABS com EBD, sinal eletrônico de parada súbita, programa de estabilidade, controle de tração e de torque. Ou seja, errou, ele corrige. 

No pacote funcional - decorativo discos de freio maiores com pinças em vermelho. Falta câmera de ré ou sensor de estacionamento – talvez a Fiat ache os proprietários capazes de fazer baliza sem a ajuda tecnológica.

Parte comercial desconhecida, embora previstas 400 vendas mensais. Preço? Indefinido – ou taticamente esperando a definição sobre o futuro econômico do País, eis ser importado do México e pago em flutuantes dólares. 

Pela pretensão e posição de nicho no nicho, concorrente de Mini, projeta-se entre R$ 70 mil e 80 mil quando estiver à venda como presente de natal.


500 Abarth, foguete de bolso.


Abarth pneu nacional



O homem
Carl Abarth, austríaco ligado em corridas, seguiu o caminho natural do pós-guerra, foi para a Itália. 

Naturalizou-se, virou Carlo, iniciou produzir comandos de válvulas, coletores de admissão e escape para aumentar potência dos fraquinhos automóveis de então. 

Em torno dos anos ’50 integrou, com Piero Dusio e Dante Giacosa, a criação do Cisitália, divisor na construção de automóveis. Expandiu negócios, e seus escapamentos ganharam o mundo.

Evoluiu, fez derivados de Fiat e Simca, carros ganhadores de corridas, e foi ao pico com produto próprio a partir da plataforma do Fiat 1100 e seu motor. 

Daí, plataforma própria, agregou a temperamental caixa Colotti de seis velocidades, e criou motor de sua lavra, 2.0, duplo comando de válvulas, dupla alumagem – duas velas por cilindro. 

Fazia 192 cv a 6.700 rpm, extremamente rentável e resistente. 

Dois, vindo ao Brasil, fizeram temporada de 13 corridas, sem retificar o engenho.

A Simca, marca aqui existente, para fomentar seu projeto de lançamento do modelo Tufão, importou três unidades em 1964: uma 1.6, quatro marchas, carro reserva, e duas 2.0, seis velocidades extra longas, inadequadas às nossas pistas. 

Na inauguração da extensa Rodovia do Café, no Paraná, em 1965, uma delas foi cronometrada a 303 km/hora – Jorge Lettry, o mago chefe da equipe Vemag, acompanhando-a por avião pequeno, contava, divertido ser a velocidade em terra superior à do ar! 

Fizeram 13 corridas, ganharam 9, e se foram sem deixar herança, cópia de plataforma, carroceria, motor. 
Década de ’70, a Fiat comprou a marca e recentemente enzimatizou-a, colocando a trabalhar e desenvolver versões sobre seus produtos. 

O 500 Abarth ora importado é o primeiro degrau de preparação.
Abarth, Brasil, 1964, publicitariamente ditos Simca.



O local
Autódromo de Goiânia, um dos melhores do País, racionalmente recuperado: pista com asfalto removido, base corrigida e colocação de novo revestimento com especificações para corridas; 23 boxes sob o critério de equipe – 19 m de frente, para dois carros; camarotes sobre os boxes; arquibancadas refeitas, mudança das áreas de escape nas curvas, substituindo a brita por asfalto.

A inteligência do projeto está em colocar cercas vazadas expondo o movimento interno, abrir o autódromo à população – ciclistas profissionais o utilizam nas primeiras horas e após, público em geral. 

Além disto, criação de pistas para patinação e skate, de kart, play ground. 

O governo de Goiás entendeu sua importância como alavanca de política, geração de recursos pela atração turística e a bandeira goiana mais visível no mundo. 

Não é apenas dos melhores autódromos no país, mas espaço aberto ao público, onde se realizam corridas. 

Ótima estrutura foi mandatória para a Fiat lançar o 500 Abarth em Goiânia.

Circuito de Goiânia, restaurado com inteligência.



Mudança na Volkswagen. Sai Schmall, entra Powells
Ativo presidente da Volkswagen nos últimos sete anos, Thomas Schmall, administrador, 51, brasileiro nacionalizado, foi promovido: passa a integrar a mesa diretora da marca VW, na sede, em Wolfsburg e, como executivo, responderá mundialmente pela área de Componentes.

David Powells, auditor, 52, pelo mesmo período, foi o número 1 da VW da África do Sul, mas tem experiência na filial brasileira, onde foi VP de Finanças e Estratégia Corporativa, entre 2002 a 2007.

Schmall, workaholic assumido, substituiu outro ex-presidente da VW sul-africana e realizou grandes obras na VW. 

Pessoalmente, conseguiu resgatar o comando da marca na América Latina, antes com a VW da Argentina, obteve apoio para largos investimentos na expansão e reequipamento das fábricas.

Mudou a motorização para engenhos atualizados, aumentou a capacidade da linha de produção da Saveiro, prepara a velha usina de São Bernardo do Campo, SP, para receber a produção do novo Jetta.

Teve gestão de trato confiável no relacionamento com os obreiros, e inovou com a construção de duas usinas hidroelétricas para fornecer energia à sua empresa. 

Sua maior conquista foi ter reinserido e elevado a VW Brasil no organograma da matriz. 

Produzir o up!, e agora o Jetta alça-a à padronização mundial da marca e acabará com os produtos exclusivos.

Powells tem credenciais acadêmicas para focar o aspecto financeiro – a VW deverá escriturar prejuízo neste ano -, e aproveitar os resultados em métodos e produtos implantados na gestão Schmall. 

Relativamente aos dois outros presidentes oriundos da África do Sul, tem dois predicados: fala, entende e lê a linguagem local; ser presidente da VW do Brasil não será seu último posto, o que instiga ambição de bons resultados, escada para subir. 

A VW do Brasil já alavancou carreiras anteriores. Um, para a presidência mundial, outro para a presidência da Audi. Mudança ocorrerá na virada do ano.

Powells chega, Schmall vai para o Board.



Roda-a-Roda


A fim? - Gostas do Fiesta dito Rocam para indicar o motor e com formas da geração anterior ao do hatch ora produzido? Corra. 

A Ford o descontinuou e últimas unidades remanescem na rede de revendedores. Acabou, acabou.

P’ra fora – Toyota inicia vender Etios flex para o Paraguai. É, no Mercosul, o único a dispor do combustível em postos de reabastecimento.

Ocasião – Para sinalizar gestão cuidadosa, o governo cortará o benefício da redução de IPI para os veículos O Km. Afim? Aproveite até o fim do ano.


Renovação – Após intervenção nos anos ’90 para construir o Polo, atualizar linha de produção do Saveiro em 2013, fábrica Volkswagen na Via Anchieta - ligação S. Paulo/Santos -, comemora 55 anos, produção de 13 milhões de veículos, e repaginação interna para produzir o Novo Jetta, no início de 2015. Produto atualizado, no conceito Globalização Tecnológica .

Demanda – No Fórum Direções Quatro Rodas, Luiz Moan, presidente da Anfavea, associação dos fabricantes de veículos, clamou por previsibilidade. 

Segundo ele, não se pode pensar apenas nos quatro anos vindouros, mas em política até 2025. Isto permitiria planejamento para investimentos.

Mais – Em seu entender, quando se clama pela mudança do transporte individual para o coletivo, não se entende razão de os terminais de Metrô sem estacionamento para receber usuários de transporte individual. 

Para entender – A apuração dos fatos descobertos pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal, o cuidado tático do juiz Sérgio Moro, para apurar e sentenciar consertarão os furtos, alcances, prevaricação dos gestores públicos?

Sem entender – Não. Mudarão apenas os agentes e o mal está na distribuição dos cargos aos políticos.

O indicado é um fomentador de negócios ao partido, ou a quem o indicou, ou para si – ou para todos juntos. Mudança apenas com gestores de carreira e competência provada.

Oficina – Em cotejo da Caçula dos Pneus, centro automotivo, surpresa no maior volume de serviços: Toyota Corolla 28% das intervenções, Honda Civic em 2ª. posição, 18% da clientela. 10º. lugar Honda CR-V.

Mercado – Com vendas acima dos carros novos, segmento dos usados tentará entender o momento, projetar o futuro, aproveitar a onda no 3º. Congresso Nacional de Seminovos, 3 a 5 de dezembro, litoral baiano.

Dúvidas quanto ao futuro e elevação dos preços dos novos pela restauração do IPI pleno devem turbinar o mercado dos usados.

Do Ano – Sócios da FIPA, federação de jornalistas especializados em automóveis na América Latina, elegeram BMW M4 e Nissan Qashqai Auto e SUV de las Américas. Piloto, o argentino Pechito López, campeão em rallies. 

Belém – Importadora Chevrolet, em Belém, PA, reforçou equipe de vendas, estoque de veículos, e financia alguns modelos por taxa zero, em até 36x.

Gosto – PPG, fábrica de tintas, indica mudança em preferências por cores na América do Sul. Branco agora lidera; preto caiu a terceiro lugar; prata é segundo. 

Por formas: prata domina em hatches; SUV e SAV, o branco. 

2015, cores naturais, cobre, laranja e marrom, metálicos bronze, chumbo e ouro rosé.

Triciclo – Em Goiânia a primeira revenda Motorcar, em Goiás. Monta triciclos motorizados em Manaus, aptos a transportar até 350 kg de carga ou passageiros, de acordo com a configuração. Preços de R$ 13.900 e R$ 14.900.

Ação – Investe São Paulo, agência paulista fomentadora de negócios, atraiu fábrica de trens e material rodante da Hyundai para Araraquara. 

Investimento de R$ 100 milhões, 300 empregos. Inauguração em 2016, e pré vendas de 240 carros para a Cia. Paulista de Trens Metropolitanos e 112 para Metrô Bahia.

No ar – Gol terá voo direto de Brasília a Buenos Aires, demanda antiga dos brasilienses, condenados a grandes esperas de conexão.

A partir de março, quando Capital passa a ser hub, um dos pontos de distribuição de voos.

No chão – Aerolineas Argentinas avisa ter montado frota com 15 ônibus O km para ligar Aeroporto de Aeroparque a cinco pontos em Buenos Aires. Gracioso aos membros de seu programa de milhagem.

Dia – Santo Elígio, ou Elloy, ou Elói, padroeiro dos ourives e dos mecânicos, comemorado no 1 de dezembro. Fazer mecânica limpa é ourivesaria.

Cizânia – Coluna passada informou protesto de funcionários contra a GM por pedir prédio onde funciona a associação desportiva da marca. 

Empresa diz ter feito parceria com o SESI para atividades sócio esportivas recreativas dos funcionários e familiares. Sem prejuízo neste setor venderá o valioso terreno.

Mais – Coluna iniciou ser veiculada no sítio BestCars, uma das referências nacionais em qualidade auditada de informações. 

Também, em Automóveis & Caminhões, do polêmico editor Raymar Bentes, Belém, PA. 

Com tais adições, em mídia impressa e on line, atingiu pico de 9.938.300 leitores - responsáveis pelo surpreendente número.

Museu – Jorge Cisne, hoteleiro em Salvador, BA, e ativo resgatador do antigomobilismo em seu estado, implantará museu temático. 

Será no futuro autódromo em São Francisco do Conde, a 60 km da capital baiana. 

Passo importante, cria atrativo turístico e qualifica o antigomobilismo na Bahia.

Gente
Fábio Fossen, brasileiro engenheiro mecânico, mestre em Administração, diretor da Coca-Cola, mudança. 

OOOO Novo presidente da Bridgestone de pneus. 

OOOO Outras, na área: Paolo Ferrari, ex CEO na matriz para a região Nafta, novo número 1 para América Latina. Gianfranco Sgro, ex-CEO, muda-se para a Suíça, membro do board da K+N de logística. 

OOOO Ronaldo Znidarsis, novo VP de vendas e marketing da Nissan Brasil. 

OOOO Cadeira incômoda, não esquenta. 

OOOO Paulista, carreira no exterior, deixou a GM alemã pela área comercial da VW Brasil há quatro meses. 

OOOO Emerson Fittipaldi, quase 69, bicampeão em Fórmula 1 e das 500 Milhas de Indianápolis, retorno e sonho. 

OOOO Competiu nas Le Mans 6h de São Paulo, prova do mundial da categoria, em Ferrari F458 Itália GTE. 

OOOO Fittipaldi, por condições diversas nunca viabilizou o convite do comendador Ferrari para conduzir carro da marca. 

OOOO Pedro Piquet, 16, campeão brasileiro de Fórmula 3 por antecipação. Tem dos melhores recordes de atuação: venceu 11 das 16 provas disputadas e foi o principal nome da categoria, neste ano. OOOO

2008, a bandeira da nova Peugeot 

Quando apresentar, no primeiro trimestre do próximo ano, seu pequeno utilitário esportivo 2008, a Peugeot terá um produto e dois efeitos. 

Primeiro, o do produto de sucesso mundial para incluir o Brasil e o Mercosul na lista de mercados de sucesso. 

O 2008 é saudado mundialmente e tem demanda elevada. É um dos puxadores de vendas para a marca. 

Segunda missão: ser efeito demonstração do novo conceito e visão da Peugeot sobre o mercado brasileiro, maior e líder na região. 

O novo produto exibirá cuidados e conteúdos em conforto e tecnologia para diferenciá-lo na classe, fugindo da disputa com produtos líderes, porém com versões despojadas.

Em meio às consequências de nova gestão mundial e novo comandante no Brasil, a área comercial da marca constatou a evidência do mercado ou, como o comprador vê a Peugeot. 

O resultado, numérico, indicava que dentre as vendas do 208, líder da marca, 25% das compras eram da versão mais equipada - usual no mercado geral é que as versões de topo representem 10%. 

Em contraposição, a procura pela versão menos dotada e mais barata, também invertia a regra generalizada: apenas 8%.

A conclusão foi óbvia: o consumidor vê os Peugeot como produtos refinados, elegantes.
A direção brasileira mudou foco, postura e novo caminho. 

Consequência prática, deixou de lado fazer versões simplórias, cortou a simplificação para concorrer com produtos mais baratos, e incrementa o conteúdo de seus veículos. 

Quer seguir a percepção do consumidor: seus carros serão distinguidos por luxo e conteúdo, mesmo significando reduzir vendas - entretanto aumentando o lucro unitário, garantindo resultados rentáveis e positivos -, e diminuindo a participação nas vendas globais do mercado doméstico.

O 2008 já iniciou pré-produção, na fábrica de Porto Real, RJ.


Peugeot 2008, início de 2015.


Interior refinado e equipado exibe a nova direção dos Peugeot: conteúdo rico.
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sexta-feira, 28 de novembro de 2014

TERMINOU, HOJE, COM A VITÓRIA DO INSTITUTO MAUÁ DE TECNOLOGIA, NAS CATEGORIAS DE VEÍCULOS MOVIDOS A ETANOL - 255,748 KM/L - E A GASOLINA 364,114 KM/L - E DA FATEC DE SANTO ANDRÉ, NA CATEGORIA DE CARROS ELÉTRICOS - QUE CONSUMIU 54,073 APENAS -, A 11ª MARATONA UNIVERSITÁRIA DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA DE 2014, QUE TEVE O PATROCÍNIO DA RENAULT. NESTA CORRIDA VENCE QUEM CONSEGUE PERCORRER MAIS QUILÔMETROS COM MENOS COMBUSTÍVEL.


Mais de 500 universitários com 73 protótipos de 48 universidades de 10 Estados brasileiros encerraram sua participação depois de três dias de competição no Kartódromo de Interlagos (SP)


Contrastando com a velocidade superior a 250 km/h e o barulho ensurdecedor dos bólidos da Le Mans 6 Horas de São Paulo, no Autódromo de Interlagos, no vizinho Kartódromo Ayrton Senna mais de 500 estudantes, com 73 protótipos de 48 universidades de 10 Estados (SP, RJ, PR, SC, RS, MG, MT, BA, MA, PI) tentaram até hoje (28/11), no maior silêncio e com velocidades inferiores a 25 km/h, também alcançar a melhor performance energética com motores movidos a Gasolina, Etanol e por Eletricidade, na11ª Maratona Universitária da Eficiência Energética.

"A busca pela maior eficiência energética é um dos principais focos de desenvolvimento dos motores da Renault. E vamos atrás deste objetivo desde o repasse da tecnologia da Fórmula 1 para os carros de rua, até o incentivo e apoio aos estudantes na pesquisa e testes para o desenvolvimento de novas tecnologias em prol da economia e preservação do meio ambiente", comentou Caíque Ferreira, diretor de Comunicação da Renault do Brasil, que apoia a Maratona de Eficiência Energética desde 2007.

A 11ª Maratona Universitária da Eficiência Energética foi um sucesso depois de três dias de competição na Zona Sul de São Paulo, apesar dos contratempos iniciais por causa das fortes chuvas. 

De acordo com Alberto Andriolo, idealizador e organizador do evento, este ano houve uma participação maior com a estreia de mais nove universidades, e a inscrição de mais 23 protótipos.

"Isto demonstra que estamos na direção correta. Uma das provas do interesse despertado é que a distância não foi um impedimento, pois tivemos participações do Maranhão, Piauí, Mato Grosso, entre outros Estados distantes. O caminho do crescimento não tem volta", ressaltou.

"Parceira do evento, a GreenWorks detectou uma sensível melhora nos projetos, uma evolução na construção e uma concorrência mais acirrada, com equilíbrio cada vez maior entre os estudantes. Isto também nos força no aprimoramento e precisão nas medições e avaliações. Uma gota de combustível já está fazendo a diferença no resultado", elogiou Andriolo.


O vencedor entre os veículos movidos com Gasolina foi o Pé de Pano, do Instituto Mauá de Tecnologia (SP), com 364,114 km/l., seguido do Popygua, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, de Pato Branco, com 309,355 km/l., e em terceiro ficou o EcoCtism, da Universidade Federal de Santa Maria (RS), com 303,555 km/l.


Na categoria Etanol a primeira posição ficou também com o Instituto Mauá de Tecnologia, que alcançou 255,748 km/l com o protótipo Barão de Mauá. 

Em segundo ficou a Universidade Tecnológica Federal do Paraná, que levou o Paranauê a 252,014 km/l e a seguir a Universidade Federal de Santa Maria, que atingiu 171,656 km/l.

Na categoria Elétrico o campeão foi o modelo Jarvis Mark II, da Fatec de Santo André (SP), que consumiu 54,073 KJoules. 

O vice-campeão foi o Theodomiro, da Unifei, com 67,678 KJoules e na terceira colocação ficou o Instituto Mauá de Tecnologia, com Carbono 14 e a marca de 71,028 KJoules.

A Maratona Universitária da Eficiência Energética é uma competição que oferece o desafio para estudantes de escolas de ensino superior na área de engenharia criar protótipos dos veículos mais econômicos e inovadores do Brasil, quanto ao uso eficiente de combustíveis nas categorias gasolina, etanol ou eletricidade. 

Disputada desde 2004, a Maratona Universitária da Eficiência Energética é a quarta maior competição do gênero no mundo e a única organizada na América Latina. 

Vencem as equipes cujo veículo consegue obter o menor consumo de combustível.

A 11ª Maratona Universitária da Eficiência Energética tem o patrocínio de Renault, Instituto Renault e Solid Edge, apoio de SPTuris, Greenworks e Fittipaldi Empreendimentos.


FÁBRICA DE PIERBURG NA REPÚBLICA TCHECA RECEBE PRÊMIO DA GM PELOS PRODUTOS DE EXCELENTE QUALIDADE QUE PRODUZ

A planta da Pierburg, em Ústi nad Labem na República Tcheca, recebeu recentemente da General Motors um Prêmio de Excelência de Qualidade de Fornecedores, pelo produto excepcional e qualidade de entrega de suas válvulas solenoides, corpo de borboleta e bombas de ar secundário.

Esta foi a terceira vez que o Prêmio de Excelência de Qualidade de Fornecedores ocorreu. O gerente da qualidade, Tomas Petru, recebeu o prêmio em uma cerimônia realizada na Adam Opel AG, em Rüsselsheim.

A premiação da General Motors contemplou um total de 310 fornecedores na Europa. Os fornecedores devem cumprir critérios rigorosos de qualidade e devem ser submetidos a auditorias periódicas pela General Motors.

A planta da Pierburg na República Tcheca produz aproximadamente 300 produtos destinados ao controle de emissões e gestão de ar. Em 2013 foram produzidos dois milhões de módulos e mais de dois milhões e meio de válvulas. Esta empresa pertence à divisão Mecatrônica da KSPG AG, um fornecedor global da indústria automobilística.

FIAT CONQUISTA TRÊS PRÊMIOS DE UMA ASSENTADA: NOVO UNO VENCE O PRÊMIO THE BEST 2015 DA REVISTA CAR AND DRIVER E O PRÊMIO AMERICAR PELA NOVA TECNOLOGIA DO CÂMBIO DUALOGIC. O AMERICAR FOI GANHO TAMBÉM PELA PICAPE STRADA, ELEITA A MELHOR SUV/PICAPE AMÉRICA LATINA.


Na sétima edição do Prêmio 10Best, do site Car and Driver, o Novo Uno Evolution foi eleito o The Best, o melhor carro lançado em 2014, pelos assinantes da revista. 


A Fiat também venceu em duas categorias do Prêmio Americar: "Melhor Tecnologia América Latina", com o câmbio Dualogic Plus, que traz o sofisticado comando de botões no console central, do Novo Uno, e "Melhor SUV/Picape América Latina", com o Fiat Strada, realizado pela Associação América Latina da Imprensa de Carros.


Na votação feita pelo Car and Driver concorreram 30 modelos escolhidos pela Redação, e o Novo Uno venceu com 13% dos votos, superando automóveis como o Jaguar F-Type R (10%) e o Audi A3 Sedan (9%).

Segundo a revista, o Novo Uno Evolution venceu a disputa porque, mais uma vez, a Fiat inovou na arte de entregar um carro acessível com novas tecnologias ao grande público.

A Fiat foi a primeira fabricante a equipar um automóvel nacional com o Start&Stop.
Também traz o primeiro motor Flex com esta tecnologia, atuando tanto com gasolina quanto com etanol. 

Este recurso “verde” de última geração desliga e religa o motor automaticamente. Uma redução de até 20% no consumo de combustível pode ser verificada com o sistema ligado, principalmente nas paradas constantes, comuns no trânsito das grandes cidades. 


O Novo Uno também foi escolhido pela Fiat para trazer a nova tecnologia do câmbio Dualogic® Plus da marca, agora, controlado por botões no console central e por “borboletas” (padle shifts) atrás do volante par mudar as marchas manualmente – uma sofisticação inédita nos carros dessa categoria.

Além das tecnologias de ponta citadas acima, a linha 2015 do Novo Uno ganhou ainda quadro de instrumentos com display de LCD de 3,5” de alta resolução, retrovisores externos elétricos com função Tilt Down, sensor de estacionamento traseiro, rádio integrado ao painel com display maior e novas funções, chave de seta com função Lane Change, entre outros equipamentos.

Prêmio Americar
O Novo Uno foi escolhido pela Fiat para oferecer a nova tecnologia do reconhecido câmbio Dualogic® Plus da marca. 



O novo câmbio controlado por botões no console central e por “borboletas” (padle shifts) atrás do volante para mudar as marchas manualmente acaba de ganhar o prêmio da Melhor Tecnologia América Latina. 


Strada
Líder absoluta de vendas entre as picapes compactas, a Strada sempre traz inovações para o seu segmento, como a Cabine Estendida, a Dupla e, no ano passado, a terceira porta, uma solução pioneira e ainda inédita em sua categoria. 


Este prêmio Melhor SUV/Picape América Latina consagra ainda mais a trajetória de sucesso do Fiat Strada.

A edição 2014 do Prêmio Americar contou com a participação de 52 jornalistas especializados de 11 países da América Latina, que apontaram os melhores veículos e trabalhos automotivos do ano.



quinta-feira, 27 de novembro de 2014

A ABRAFILTROS - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS EMPRESAS DE FILTROS E SEUS SISTEMAS AUTOMOTIVOS E INDUSTRIAIS - ELEGEU A NOVA DIRETORIA E PELA QUINTA VEZ O PRESIDENTE JOÃO MOURA PARA A GESTÃO 2015/2016.





A Associação Brasileira das Empresas de Filtros e seus Sistemas Automotivos e Industriais (Abrafiltros) reelegeu o presidente João Moura para o quinto mandato consecutivo permitindo a continuidade dos projetos em andamento, entre eles o Programa de Descarte Consciente Abrafiltros, pesquisa de mercado para mapear o setor de filtros, além de outras ações. 

A posse da nova diretoria acontecerá no dia 12 de dezembro durante a última reunião do ano da entidade.

A Abrafiltros, criada em 2006, vem aprimorando a gestão e inicia a implantação de sistema de ERP para a área administrativa, ferramenta que, posteriormente, deve ser utilizada também para o programa de descarte de filtros.

Também está na pauta de trabalho da associação pesquisa de desenvolvimento econômico, estudos tributários, ciclo de palestras, realização de seminário e elaboração de glossário para uniformizar questões técnicas, devido a grande variedade de filtros e sistemas de filtração.

“São iniciativas que atendem as necessidades dos associados e contribuirão para o aprimoramento do mercado de filtros automotivos e industriais, favorecendo, inclusive, os planejamentos estratégicos das próprias empresas”, explica João Moura.

A entidade também pretende implantar um curso de especialização em filtros, projeto idealizado e coordenado pela revista Meio Filtrante, que ganhou apoio da associação e vem sendo analisado há algum tempo.

“Estamos vendo várias possibilidades para poder concretizar esta iniciativa que trará muitos benefícios aos nossos associados, pois a capacitação é a melhor maneira de garantir o desenvolvimento do setor”, adianta Moura.


Membros da nova diretoria da Abrafiltros



Nome

Cargo
João Batista Moura                                              (DBD Filtros/LAFFI Filtration/TAG Montagens)
Presidente

Carlos Alberto Teixeira Mourão (Filtermaq)

VP Setor Automotivo

Helmut Zschieschang (Sócio Honorário)

VP Setor Industrial

Meire Sanae Kato (Cummins Filtros)

1ª Secretária

Alex Peixoto de Alencar (Hydac Tecnologia)

2º Secretário

Vinicius Stoco Patricio (Parker Hannifin)

1º Tesoureiro

André Luis Moura (DBD Filtros e Serviços)

2º Tesoureiro

Fátima Regina Amadi (Magneti Marelli Cofap)

Conselho Fiscal

Rogéria Sene Cortez Moura                           (L3ppm-Publicidade, Propaganda e Marketing)

Conselho Fiscal:

Edison Ricco Júnior (Apexfil)

Conselho Fiscal

Paulo Roberto Leite do Nascimento                 (Parker Hannifin)

Conselho Fiscal

Rodolfo Cafer (Mahle Metal Leve SA)

Conselho Fiscal

Adalberto Fernando Zanizzelo (Linter Filtros)

Conselho Fiscal

José Roberto Píccolo (Bosch Rexroth)

Conselho Fiscal

Marco Calabresi (Affinia/WIX)

Conselho Fiscal

Paul Gastón Cleveland (Camfil Latinoamerica)

Conselho Fiscal

Sérgio Gazarini (Wega Motors)

Conselho Fiscal



Abrafiltros
Criada em 2006, a Abrafiltros - Associação Brasileira das Empresas de Filtros e seus Sistemas Automotivos e Industriais – reúne os principais fabricantes de filtros automotivos e industriais do País. 

A entidade nasceu da necessidade do segmento ser representado e promove ações visando o desenvolvimento e fortalecimento do setor.

TOYOTA CELEBRA 45 ANOS DA HILUX E LIDERANÇA ABSOLUTA DO SW4 NO SEGMENTO DE SUVS MÉDIOS COM NOVAS VERSÕES.


Hilux Limited Edition


As linhas Hilux e SW4 2015 estão com novidades. Ao completar 45 anos de história, desde o seu lançamento, a Hilux ganha mais duas versões para atender à demanda dos consumidores, tanto do segmento diesel, com a introdução da Limited Edition, como no flexfuel, com a SRV, de transmissão automática e, agora, com tração 4x2.

Ao todo, a família Hilux conta com 14 configurações para satisfazer o seu amplo perfil de clientes.

Com a liderança absoluta no segmento de utilitários esportivos médios, o SW4 detém 37,2% de participação na categoria, no acumulado deste ano, apresentando crescimento de 13% em relação ao mesmo período de 2013.

Para reforçar ainda mais a sua presença, a Toyota apresenta mais uma versão para o line up flexfuel, com a introdução do SR, transmissão automática e mais dois assentos, somando sete.

Além disso, o modelo diesel conta com opção de interior preto para sua versão topo de linha, a SRV, automática, também com sete assentos. 


Com as novidades, a linha SW4 passa a oferecer seis versões, ampliando as opções e atendendo aos desejos de seus consumidores.

Neste mês de novembro, a Toyota iniciou as vendas de mais duas versões da Hilux. Apresentada no 28º Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, a Limited Edition, negociada a R$ 155.650,00, é uma série especial com base na versão SRV Top Diesel 4x4.

A edição limitada terá três mil unidades, voltadas a clientes que buscam exclusividade, além dos reconhecidos conforto, robustez e desempenho do modelo.

A picape média chega ao mercado com um novo pacote de acessórios. Na parte frontal, a versão ganhou mais proteção ao para-choque, com a instalação de uma capa nas cores preto e cinza, aumentando ainda mais sua robustez.

Na lateral, a Hilux Limited Edition agrega novas rodas aro 17”, em tonalidade preto fosco, e adesivos personalizados que se prolongam pela traseira.

Na caçamba, a Hilux traz santantônio Sport cromado com protetores laterais em preto e capota marítima de lona.

Na parte interna, jogo de tapetes exclusivos e soleira cromada personalizada completam o pacote de acessórios.
Hilux Srv Flexfuel 4x2


Outra novidade da Toyota é a Hilux SRV Flexfuel 4x2 com transmissão automática. Como diferencial, a opção de tração ao line up flexfuel, que contava apenas com a 4x4, a um preço competitivo – R$ 99.900,00.

Esta versão é a única picape do mercado equipada com transmissão automática, acabamento topo de linha, motor flexfuel e 4x2, comercializada abaixo de R$ 100.000,00.

Ao todo, a linha Hilux Diesel e Flexfuel tem 14 versões para atender ao amplo perfil deconsumidores de picapes médias.

SW4 SR flexfuel com sete assentos.


A Toyota inova no mercado nacional de SUVs médios flexfuel com mais uma versão de seu utilitário esportivo SW4 2015.

Criado com base na SR Flexfuel de cinco lugares, o SW4 SR Flexfuel possui sete assentos e preço competitivo, abaixo dos R$ 125.000,00, também inédito para o segmento. O modelo é negociado a R$ 122.280,00.

Com o lançamento, a linha SW4 Diesel e Flexfuel passa a contar com seis versões.

SW4 SRV topo de linha com interior preto


Outra novidade é a versão topo de linha SRV diesel com sete assentos, que agora oferece a opção de acabamento interno na cor preta, além da bege, para a topo de linha.

Até outubro, foram vendidas 11.155 unidades do SW4, crescimento de 13% em relação ao mesmo período do ano passado.

O resultado garante ao modelo 37,2% de participação no segmento de utilitários esportivos médios, considerando as motorizações diesel e flexfuel.

HILUX 45 ANOS


Em 1969, a Toyota lançou mundialmente a Hilux em configuração única de cabine simples, tração 4x2 e motor 1.5L a diesel. Após 45 anos, a picape média, sinônimo de durabilidade, oferece 14 versões para os clientes brasileiros.

Comercializada em mais de 170 países, a Hilux é reconhecida como a picape que revolucionou o segmento, garantindo o conforto de um carro de passeio em um modelo fora de estrada.

No mercado nacional, a Hilux chegou em 1993, em sua 4ª geração, importada do Japão. A partir de 1997, a picape começou a ser produzida na Argentina, na planta de Zárate.

Desde então, a Hilux se destacou no segmento de picapes médias a diesel, liderando asvendas nos últimos nove anos.

Em 2013, foram vendidas 42.627 unidades no Brasil, alta de 9,6% em relação a 2012 e
24,1% de participação no mercado de picapes médias. 

No segmento diesel, foram 38.317 veículos emplacados, crescimento de 12,3% sobre o volume de 2012 e 37,4% de market share.

Neste ano, até outubro, foram 34.521 licenciamentos.

Origem do nome
Para transmitir seu diferencial, começando pelo nome, a Hilux combina as palavras, em inglês, “High” e “Luxury”, que significam, respectivamente, “alto” e “luxo”.

Desde a sua primeira geração, a picape faz jus aos adjetivos. É conhecida por combinar as características de um veículo para trabalho com conforto e acabamento de um modelo de passeio.

Gerações

1ª geração 1969 a 1972
A Toyota criou um novo conceito de picape, desenvolvendo um design inovador com a força de um off-road. 

Lançada em 1969, a Hilux teve grande aceitação dos consumidores, por reunir desempenho, qualidade, tamanho adequado e preço competitivo.

2ª geração 1972 a 1978
Em poucos anos, a Toyota promoveu a primeira mudança completa da picape. Totalmente redesenhada, a Hilux ganhou outras versões, melhorias no sistema de freio, diminuição na emissão de poluentes, mais itens de segurança e menor custo e tempo de manutenção. Eleita a picape do ano de 1974 nos EUA.

3ª geração 1978 a 1983
A Toyota introduziu a primeira versão da Hilux com tração 4x4, cabine dupla e motor a diesel, a preço competitivo. 

Outra revolução permitia não só para o trabalho, mas também o uso diário, pois oferecia a dirigibilidade e o conforto de um carro de passeio.

4ª geração 1983 a 1988
Pela primeira vez na história, uma picape atingiu a produção anual de 4 milhões de unidades. 

Muito por conta das opções oferecidas aos clientes e por atender às necessidades específicas de cada região. 

Para locais com condições mais severas, a Hilux apresentava uma versão mais robusta. Nos EUA, por exemplo, a 4Runner foi desenvolvida para o crescente público que utilizava picapes no dia a dia.

5ª geração 1988 a 1997A Hilux atingiu 140 países ao redor o mundo, com a reputação de um veículo robusto, resistente e confortável, com alto índice de desempenho. 

Essa geração foi marcada pelo novo motor diesel de 2.8 litros, oferecendo performance ideal para fins comerciais e de lazer.

6ª geração 1997 a 2004
Para esta geração, conforto interior foi prioridade, resultando em maior espaço interno, principalmente para os passageiros dos bancos traseiros. 

Além disso, a dirigibilidade foi aprimorada, aumentando a sensação de conforto de um carro de passeio, mas sem perder a robustez de um fora de estrada.

7ª geração 2004
Para a geração atual da Hilux, a Toyota criou uma via direta para ouvir a voz do consumidor e desenvolver as melhorias necessárias para atender à demanda.

Como resultado, a picape é produzida em 12 países e vendida em aproximadamente 170 ao redor do mundo. Em 12 anos, as vendas atingiram mais de 500 mil unidades.

A Toyota do Brasil Ltda conta com três unidades produtivas em Indaiatuba (SP), São Bernardo do Campo (SP) e Sorocaba (SP), dois centros de distribuição de veículos em Guaíba (RS) e Vitória (ES), um centro de distribuição de peças em Votorantim (SP), um escritório de representação em Brasília (DF) e um escritório comercial na cidade de São Paulo (SP) e mais de 5.300 colaboradores. Fundada em 1937, a Toyota Motor Corporation (TMC) é uma das fabricantes de veículos para passageiros e comerciais mais representativas do mundo. 

Com produção em 28 países e regiões e vendas em mais de 160 países, a empresa é detentora das marcas Toyota, Lexus, Daihatsu e Hino. 

A Toyota possui ações nas Bolsas de Valores de Tóquio, Nagoya, Osaka, Fukuoka e Sapporo (Japão), Nova Iorque (EUA) e Londres (Reino Unido) e emprega atualmente mais de 325.000 colaboradores em todo o mundo.

CONSUMIDORES BRASILEIROS VÊM MUDANDO SEU PERFIL E SENDO MAIS EXIGENTES E ATÉ ALTERANDO O PERFIL DE PREFERÊNCIA, PREFERINDO CARROS MAIS EQUIPADOS E COM CARACTERÍSTICAS DE SUV.

 

Alta Roda

Nº 812 —  27/11/14

Fernando Calmon



PREFERÊNCIAS EM EVOLUÇÃO

Nos últimos 12 anos, quando as vendas anuais de veículos no Brasil subiram 140%, o perfil dos compradores mudou e, mais ainda, a segmentação de produtos. 

Em grande parte, isso se deve ao aumento de poder aquisitivo e ao fato de que os carros subiram menos que a inflação em termos reais por qualquer que seja o indicador pesquisado. 

Na base do mercado os preços nominais subiram 14%, em média, enquanto os salários avançaram 32%. 

O segmento de entrada, de longe o mais importante, que se subdivide em três (básico, intermediário e superior), assistiu a fenômenos interessantes.

Não é de surpreender que hoje, das vendas totais, 70% dos modelos saiam de fábrica com ar-condicionado e 60% com direção assistida. 

O chamado carro “pelado” nunca foi opção de ninguém e sim mero reflexo do dinheiro curto para ter acesso ao automóvel. 

Parece óbvio, mas alguns ainda acreditam que a indústria era a única responsável por carros sem conforto ou acabamento rústico. 

Recursos de conectividade eram reservados para carros maiores e caros. Agora, já estão em 25% dos básicos e em 35% dos intermediários do segmento de entrada.

No nível de segurança veicular, a produção média local ainda está uns seis anos atrasada em relação à Europa Ocidental, mas à medida que novas arquiteturas globais cheguem e as vendas voltem a crescer a defasagem diminuirá. 

O ritmo será ditado, de novo, pelo poder aquisitivo ou “riqueza” dos compradores.

Em termos de segmentação por tipo de carroceria o mercado brasileiro apontou em direção aos SUVs e a tendência vai se aprofundar porque ainda há poucos modelos (EcoSport e Duster) na categoria de SUVs compactos. 

A atual distribuição entre veículos de passageiros se apresenta assim: 60%, compactos (41% hatches, 18% sedãs e 1% peruas); 14%, picapes; 9%, médios; 4%, monovolumes; 1%, grandes; 10%, SUVs e 2%, outros.

A preferência pelos utilitários esporte tem explicações que vão da visibilidade à possibilidade de lidar melhor com piso irregular ou sem pavimentação, mas passa igualmente pela evolução financeira dos clientes da indústria. 

A previsão de estreia de pelos menos três novas versões compactas no próximo ano (HR-V, Renegade e 2008) e lançamentos também de SUVs médios apontam que esse tipo de carroceria representará em curto prazo 15% do mercado, à custa de sedãs e monovolumes, principalmente.

Caminho ainda pouco claro diz respeito aos sub-compactos. 

As famílias brasileiras decidiram ter menos filhos e, desse modo, diminuiria a exigência por porta-malas grande. 

Por outro lado, aumentarão as famílias que poderão adquirir um segundo carro e poderia ser um sub-compacto: dimensões menores oferecem vantagens na cidade e facilidade de estacionar.

Teria menor consumo de combustível (em especial frente a um SUV pequeno) e preço em conta, porém há dúvidas sobre sua aceitação nos próximos anos.

Câmbio automático pode atrair mais interessados, pois além do maior conforto no trânsito, ganhou em eficiência energética e também se beneficiaria da folga financeira. Até preferência de cores mudou. 

Por décadas o branco, em um país de clima quente, ficou de lado e agora já divide a preferência com prata e preto.

RODA VIVA

ROMBO nas contas externas brasileiras deixa mais distante a possibilidade de voltar o livre comércio entre Brasil e México, a partir do próximo ano. 

As cotas de importação devem continuar e os fabricantes sabem não haver solução de curto prazo, salvo se ocorrer grande desvalorização do real, fora das previsões da maioria dos analistas.

PREÇO é bem salgado – quase R$ 80.000, quando à venda, em dezembro –, mas o Fiat 500 Abarth convence pelo conjunto. 

Necessidade de alterações na carroceria prejudicou um pouco a pureza de estilo. 

Quadro de instrumentos digital agora ficou muito bom com o fim do conflito de ponteiros. Pontos altos: motor de 167 cv/23 kgfm e suspensões não excessivamente duras.

SAVEIRO cabine dupla comprova no dia a dia que atende a quem exige espaço maior para carga e flexibilidade para transportar no banco traseiro até três pessoas (Strada, apenas duas). 

Portas são as mesmas do Gol 2-portas, mais largas. 

Novo motor de 1,6 L/120 cv é econômico e referência em termos de suavidade de funcionamento, embora não seja o mais potente.

ESTILO ousado, sem dúvida, o novo Jeep Cherokee tem de sobra, principalmente na parte frontal. 

Se vai agradar seus fãs ou atrair novos clientes, como já acontece nos EUA, é cedo para dizer no caso do Brasil. 

Sua mecânica está bem provada, inclusive o motor V-6 de 271 cv. 

Acabamento e materiais são de boa qualidade, porém há rangidos inexistentes na geração anterior.

EURO NCAP, que faz testes de colisão, terá um sistema de pontuação dupla a partir de 2016. 

Admitirá certos equipamentos de segurança como opcionais, na Europa, o que permitirá a carros menores (com limitações de preço) obter cinco estrelas máximas sem as penalizações atuais. 

Finalmente um pingo de bom senso, que falta no Latin NCAP.

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fernando@calmon.jor.br e twitter.com/fernandocalmon

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