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segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Audi A8 inaugura sistema de suspensão totalmente ativa. Uma câmera reconhece as imperfeições da estrada e ajusta preventivamente a suspensão. Ou seja o carro é uma verdadeira cama com rodas de tão confortável que é. Graças aos motores elétrios que tem nas rodas, o diâmetro de giro é menor que o do A4. O sistema distribui ativamente o torque de tração entre as rodas traseiras, complementando a tração permanente nas 4 rodas quattro que agora é padrão no novo A8.



COLUNA 
MECÂNICA ONLINE®  

10 | SETEMBRO | 2017 | 



Suspensão totalmente ativa 
oferece flexibilidade personalizada

Suspensão totalmente ativa

Nenhum outro item é tão exigido do veículo que roda no Brasil como a suspensão. É ela quem garante a estabilidade do carro e absorve os impactos do veículo com o solo, proporcionando um maior conforto para o motorista e os passageiros.

O sistema também se encarrega de manter as quatro rodas no chão e auxiliar no desempenho do automóvel. É muito importante que o motorista fique atento ao desempenho da suspensão de seu veículo e a mantenha com as suas devidas manutenções.

Ter cuidado com esta parte do carro é também uma preocupação essencial com a segurança de si próprio e dos passageiros do automóvel.

Por isso mesmo, a indústria automotiva continua em constante evolução na busca por soluções ainda mais eficientes. 


Recentemente. a Audi apresentou o novo sedã A8 e junto com ele a suspensão ativa, que tem como característica combinar conforto e condução suave, sem perder em esportividade.

Essa flexibilidade é possível graças à nova suspensão ativa baseada no sistema elétrico de 48 volts, usado pela primeira vez como sistema elétrico principal.

A nova suspensão do A8 é um sistema eletromecânico totalmente ativo, que conduz cada roda individualmente e se adapta às condições da estrada. Cada roda possui um motor elétrico alimentado pelo sistema elétrico principal de 48 volts.

Componentes adicionais incluem engrenagens, um tubo rotativo com barra de torção interna de titânio e uma alavanca que exerce uma força de até 1.100 Nm na suspensão por meio de uma haste de acoplamento.


Graças à câmera frontal, o sedã de luxo detecta imperfeições na estrada e ajusta preventivamente a suspensão ativa.

Mesmo antes do impacto, a função de visualização desenvolvida pela Audi transmite a localização da falha no asfalto aos atuadores e controla eletronicamente a suspensão.

Dessa forma, o componente reage precisamente no momento certo, eliminando completamente qualquer vibração ou solavanco.

Esse processo complexo demora apenas alguns milissegundos, com a câmera provendo informações sobre as condições da superfície da estrada 18 vezes por segundo.

A plataforma de chassi eletrônico (ECP) processa os dados e controla com precisão todos os componentes da suspensão quase em tempo real.


Em conjunto com a suspensão a ar finamente ajustada para o A8, esse conceito inovador entrega uma experiência de condução totalmente nova nesse sentido. 

Independentemente do alto nível de conforto, o novo sedã de luxo trafega mais colado ao chão mesmo com um estilo de direção dinâmico.

A suspensão ativa influencia e minimiza os movimentos de rolagem da carroceria em curvas, frenagens e acelerações. O motorista pode dirigir dinamicamente enquanto mantém o veículo sob controle, sem sentir a traseira escapar.

A combinação inovadora de direção dinâmica dos eixos dianteiro e traseiro resolve o impasse entre agilidade e estabilidade: as características de condução são esportivas e diretas, enquanto asseguram um alto nível de estabilidade. 

O diâmetro de giro do A8 é menor que o de um A4.
Em conjunto com o sistema de segurança o Audi pre sense 360 graus, a suspensão ativa leva a segurança passiva a um novo nível.

O sistema usa os sensores conectados a uma central de controles de assistência ao motorista (zFAS) para detectar riscos de colisão em torno do veículo.


Na iminência de um impacto lateral a mais de 25 km/h, os atuadores da suspensão levantam a carroceria no lado exposto em até 80 milímetros em meio segundo.

Como resultado, o impacto é direcionado às áreas mais fortes do sedã, como molduras laterais e estrutura do assoalho. 

Desse modo, a carga nos ocupantes pode ser reduzida em até 50% se comparada a uma batida em que a carroceria não é elevada.

==========  BOX ==========

Sistema elétrico principal de 48 volts alimenta a suspensão eletromecânica;

Levantando a carroceria durante um impacto lateral melhora a segurança passiva.

==========  BOX ==========

Em resumo, temos um completo pacote de inovações no novo Audi A8, onde a suspensão explora os limites do que é fisicamente possível. 

Uma das inovações é a condução dinâmica de todas as rodas, que combina condução direta e condução esportiva com uma robusta estabilidade.

A razão de direção das rodas frontais varia em função da velocidade; as rodas traseiras são giradas na direção ou no sentido contrário da condução dependendo da faixa de velocidade.

O manuseio do carro se torna ainda mais dinâmico e preciso com o diferencial esportivo. Ele distribui ativamente o torque de tração entre as rodas traseiras, complementando a tração permanente nas 4 rodas quattro que agora é padrão no novo A8.

A segunda nova tecnologia, a suspensão ativa Audi AI, é um sistema de suspensão completamente ativa. Dependendo da vontade do motorista e da situação da condução, é capaz de elevar ou rebaixar cada roda separadamente com atuadores elétricos.

Esta flexibilidade confere ampla liberdade às características da condução – variando do conforto de um percurso suave em um sedã clássico luxuoso ao dinamismo de um carro esportivo. 

Em combinação com os sensores de 360°, o carro será elevado à velocidade da luz rápida se houver uma iminente colisão lateral, reduzindo as potenciais consequências de um acidente para todos os ocupantes.

Esse sistema de suspensão altamente inovador obtém a energia de que necessita de um sistema elétrico de 48 volts. A Audi agora o instala pela primeira vez como o sistema elétrico primário em todas as versões do modelo A8. 

Juntamente com a avançada suspensão pneumática do A8, o inovador conceito de suspensão proporciona uma experiência de condução radicalmente nova.

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Tarcisio Dias é profissional e técnico em Mecânica, além de Engenheiro Mecânico com habilitação em Mecatrônica e Radialista, desenvolve o site Mecânica Online® (www.mecanicaonline.com.br) que apresenta o único centro de treinamento online sobre mecânica na internet (www.cursosmecanicaonline.com.br), uma oportunidade para entender como as novas tecnologias são úteis para os automóveis cada vez mais eficientes.

Coluna Mecânica Online® - Aborda aspectos de manutenção, tecnologias e inovações mecânicas nos transportes em geral. Menção honrosa na categoria internet do 7º Prêmio SAE Brasil de Jornalismo, promovido pela Sociedade de Engenheiros da Mobilidade. Distribuída gratuitamente todos os dias 10, 20 e 30 do mês.
http://mecanicaonline.com.br/wordpress/category/colunistas/tarcisio_dias/

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Londres foi palco dos testes de rodagem urbana da van Ford Transit híbrida, para lançamento em 2019. Tem autonomia de 500 km e um motor 1.0 EcoBost e outro elétrico que pode rodar 50 km no modo elétrico



A Ford apresentou em Londres a versão híbrida plug-in da van Transit, com bateria que pode ser recarregada tanto pelo motor a gasolina do veículo como ligada à rede elétrica. O lote inicial do protótipo, formado por 20 unidades, destina-se a um teste de rodagem de 12 meses que será iniciado no final do ano em frotas comerciais, como parte de um programa do governo britânico para melhorar a qualidade do ar na cidade.

O lançamento comercial da nova van, baseada na Transit Custom, está programado para 2019. O modelo híbrido plug-in conta com um sistema híbrido avançado capaz de rodar 50 km no modo elétrico, com emissão zero, e motor EcoBoost 1.0 a gasolina que recarrega as baterias em viagens mais longas e amplia a autonomia para 500 km.

Em Londres, os veículos comerciais fazem 280 mil viagens por dia, somando um total de 13 milhões de quilômetros. As vans representam 75% do tráfego nos horários de pico, com mais de 7.000 veículos por hora rodando apenas na zona central.


Telemetria
Para otimizar o aproveitamento dos veículos, as 20 Transit híbridas usarão um sistema avançado de telemetria para coleta de dados em tempo real. 

E terão também uma tecnologia de cerca eletrônica que muda automaticamente as configurações do veículo de acordo com a sua localização. 

Isso permite, por exemplo, usar somente o modo elétrico quando a van entra na zona de baixas emissões no centro da cidade.

A Ford é a primeira fabricante de volume a oferecer essa tecnologia híbrida no segmento de vans. A Transit Custom híbrida plug-in tem um sistema de tração em que as rodas são movidas exclusivamente pelo motor elétrico. 

Sua bateria de íons de lítio, com sistema de refrigeração por líquido, tem um design compacto e fica localizada sob o assoalho, sem tirar espaço na cabine.

Outras vantagens da nova van híbrida são a capacidade de transporte de carga maior que os veículos puramente elétricos e a recarga fácil e rápida em rede elétrica convencional.

Salão de Frankfurt mostrará o primeiro carro com direção autônoma homologado para circular em vias públicas. O Jeep Compass vai, mas apenas em 2020, ter mais um concorrente direto, o VW Tharu



Alta Roda                    


Nº 957 — 8/9/17

Fernando Calmon
PONTO DE PARTIDA

No próximo dia 14, quando se abrirem as portas do maior salão de automóveis do mundo em área de exposição, na cidade alemã de Frankfurt, o público verá o primeiro carro autônomo homologado para circular em vias públicas. 


Trata-se da nova geração do Audi A8, um dos sedãs grandes mais caros da indústria, que poderá se valer das novas regras de trânsito implantadas pela Alemanha em maio último, porém passível de revisão dentro de dois anos.

É um avanço histórico, sem dúvida. Classificado no nível três, entre cinco possíveis, marca o início de uma era sobre a qual ainda pairam incertezas. 

Embora algumas demonstrações na vida cotidiana já tenham sido feitas para convidados em Munique, somente em outubro os jornalistas poderão assumir o volante em um teste real. 

Os equipamentos específicos serão acrescentados paulatinamente à produção seriada, em 2018. Só estarão disponíveis de acordo com legislação e infraestrutura viária de cada país.

Quem estiver no comando, com todos os recursos incluídos, poderá circular pela primeira vez sem a obrigatoriedade de colocar pelo menos uma das mãos no volante a intervalos regulares, como ocorre nos sistemas semiautônomos atuais. 

Manuseio de qualquer dispositivo de comunicação está autorizado, inclusive assistir a um filme na central multimídia. Mesmo assim haverá limitações: deve existir uma barreira física para separar o tráfego contrário, a velocidade se limita a 60 km/h e o veículo poderá exigir do motorista reassumir o volante de acordo com parâmetros computacionais de segurança.

Estreia do A8 não encerra as discussões sobre alcance, viabilidade ou se os compradores vão de fato mostrar entusiasmo por um assistente virtual em congestionamentos (ou mesmo sem estes) assim que a produção aumentar e o preço começar a cair. A fabricante ainda está por anunciar o valor dessa opção.

Em pesquisa recente internacional com 2.000 motoristas, a pedido da Continental Pneus, apareceram respostas desconcertantes em proporção surpreendentemente alta: “as pessoas ficarão preguiçosas e confiantes demais na tecnologia”; “haverá riscos de interferências, inclusive de hackers (piratas eletrônicos)”. Mas outros participantes reconheceram que aumentará a segurança do trânsito.

O risco regulatório também não se pode desprezar. Países com frotas imensas de veículos, como os EUA, impõem cautela e tendem a estudar de forma ainda mais profunda as implicações. 

Uma das discussões na Alemanha levou a decidir que os softwares devem ser programados para diminuir ao máximo ferimentos ou mortes de humanos, mesmo à custa da vida de um animal ou de maiores danos a veículos e propriedades. 

Uma longa discussão entre especialistas de ética, lei e tecnologia. No entanto, existem outros aspectos ligados à direção autônoma muito agradáveis oferecidos no A8. 

O principal é ordenar por meio de aplicativo de telefone inteligente que o carro procure um local para estacionar, coloque-o na vaga e, na ordem inversa, dirija-se de volta até onde está o seu dono. 

Todas as manobras podem ser transmitidas pelas câmeras de visão externa em 360° do veículo e exibidas em tempo real na tela do celular.

Para tudo tem que haver um ponto de partida. Essa hora chegou.

RODA VIVA

IMPRENSA argentina confirma produção do VW Tharu na fábrica de General Pacheco (Grande Buenos Aires), a partir de 2020.

Para alcançar preço competitivo, sem abrir mão da filosofia de segurança estrutural da marca alemã, a subsidiária checa Skoda será responsável pelo modelo. Visa especificamente a concorrer com Jeep Compass que dá as cartas entre SUVs médios-compactos.

MAIS um modelo tem redução nominal de preço em razão da forte retração de mercado. Agora, as versões superiores do Ka sofreram realinhamento para baixo entre R$ 600,00 e R$ 1.000,00. 

Há tempos, preços reais mostram quedas de forma disfarçada por meio de bônus, promoções, valorização na troca e, em especial, equipamentos agregados sem repasse na etiqueta.

USO cotidiano mostra que o Fiat Argo Precision, com motor de 1,8 litro e câmbio automático, forma um conjunto bem equilibrado. 

Respostas ao acelerador (de curso exagerado) são bem progressivas, assim como a direção (faz falta regulagem de distância do volante). Atmosfera interna é um dos pontos 
altos. Incomoda, porém, o puxador da porta muito próximo ao joelho do motorista.

SEGUNDO a Confederação Nacional do Transporte, as agruras fiscais levaram o Governo Federal a alocar mais verbas em manutenção do que em adequação e construção de novas rodovias, processo agravado no ano passado. Trata-se de uma herança pesada em um país onde apenas 12% de toda a malha rodoviária é pavimentada.

ANUNCIADA em fevereiro deste ano para valer em 2018, inspeção ambiental de toda a frota a diesel do Estado de São Paulo continua a patinar. 
Não se falou mais no assunto. 

Enquanto isso, é cada vez mais comum ver caminhões e vans (de carga e de passageiros) com liberação de fumaça preta. Mesmo sem emissão visível há necessidade de controlar esse tipo de motor.

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fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

A famosa e icônica kombi, produzida numa pequena fábrica da VW, em São Bernardo do Campo, durou 61 anos, e continua viva em todo o Brasil. O Honda Fit vai surgir em sua terceira geração com alterações. Se o Brasil permitir uso de diesel nos leves, a Argentina voltará a oferecer a opção. Hoje, lá, apenas Citroën e Peugeots


Coluna nº 3617 - 6 de setembro de 2017
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Há 60 anos Volkswagen começava no Brasil

Visto o espelho retrovisor da história, passados seis décadas, a então pequena fábrica VW iniciou produzir seu primeiro veículo, a Kombi, em São Bernardo do Campo, SP, então município dedicado à atividade agropastoril e atividades de cerâmica. Foi produto único até novembro de 1958, quando iniciou montar o VW 1200 sedan.

Era o segundo passo da marca no País, agora de mãos dadas com o poderoso grupo econômico Monteiro Aranha, cujas providências e lobby convenceram a marca a se instalar aqui. 

A data assinala o fim da operação CDK – desmontada, em peças -, em instalação alugada à rua do Manifesto, bairro do Ipiranga, S. Paulo, seu tíquete de ingresso para o projeto de motorização no País. 

O índice de nacionalização era baixo, contadas a mão-de-obra de montagem e algumas partes fornecidas pela nascente indústria de autopeças.

Fazer a Kombi foi o projeto mais longevo do País. Sem concorrentes – na origem alemã disputava clientes como a assemelhada Schnellaster Auto Union, não contratada pela Vemag, a credenciada local, para ser montada no Brasil. 

Sem provocação, nunca sofreu atualização relativamente ao modelo alemão. Aqui, produziram-se os tipos 1 e 2, e ao final de sua carreira trocou o motor VW 1600 cm3 de cilindros contrapostos, por um moderno 1400 L4.

Como referência, além da longevidade, da passividade do mercado em não exigir atualização, sua história, princípio e fim estão marcados pela política. 

Para iniciar, financiamento do antigo BNDE e braços abertos pelo governo JK foram os definidores. Para encerrar, agradando a base política no ABC paulista, o governo petista dilatou o prazo de exigência de bolsas de ar e freios ABS, e por isto sua Última Série de 600 unidades foi levada a quase 1.500. 

Governos tratam a indústria como evento de marketing, e a consequência pagaram a VW, revendedores e compradores. Ao não definir peremptoriamente o final na unidade 600, deixando rolar como conquista de pressão de funcionários, deprimiu o valor para vendas – um comprador processou a fábrica e ganhou, pois sua unidade, com preço superior pelo rótulo da exclusividade em quantitativo fechado, desvalorizou-se. Passados quatro anos do encerrar, ainda há exemplares 0 Km no mercado.

Uma Kombi especial, com 470 cavalos
Do milhão e meio de Kombis produzidas por 61 anos, em múltiplas aplicações – seis portas; oficina, gabinetes médico e dentário, escritório de advogado na implantação de Brasília, picape, carro de preso, micro-ônibus, entrega de jornais, ... - a mim há unidade bem característica de suas características e habilidades. 

É de penúltima série e pertence ao tricampeão de Fórmula 1 Nelson Piquet. Para normal, não serve – nenhum dos dois ... Piquet, car guy assumido, envolvendo-se direta e diuturnamente com sua enorme frota, mandou mudar o interior, bancos, isolamento acústico, e desenvolveu e montou a mecânica: poderosos freios a disco nas quatro rodas; suspensão revista; amortecedores a gás; rodas de Porsche; pneus radiais; motor Audi 20 válvulas, turbo, 420 cv; transmissão ZF de cinco velocidades. 

Segundo diz, na hora de deixar os boys para trás, remapeia o sistema de injeção e o turbo salta de 1 para 1,3 atmosferas de pressão. A potência a 470 cv, e chega a 200 km/h bem rapidinho. (RN)

A Kombi do Piquet. Sob demanda vai a 470 cv! (Foto Nelson Piquet).


Os 50 anos do Patinho Feio
O apelido é honesto: o protótipo nascido há 50 anos em Brasília sobre um VW 1200 capotado, em carroceria de chapa fina, moldada à mão, estruturada por eletro dutos é, digamos, descompromissado em linhas, estilo ou design, e mesmo repaginado manteve a essência.

Chegou em segundo na corrida de estreia, os 500 Km de Brasília, edição 1967, muitas voltas atrás do Alfa Romeo primeiro colocado. 

Mas a distância se perdeu ante o impacto da surpresa, e o improvisado veículo e seu feito ganharam a mídia, iniciando simpática carreira.

Mas tem característica ímpar. Colocou no cenário nacional o nome da Camber, pequena oficina brasiliense criada por quatro jovens amigos – Alex Ribeiro, Heládio Monteiro, Jean-Louis Fonseca e José Álvaro Vassalo. 

Dentre seus feitos, é imbatida a relação entre produção de pilotos de Fórmula 1 x m2. Do pequeno espaço saíram Alex Ribeiro; Roberto Pupo Moreno, o Mirim; e Nelson Piquet, único a vencer com ele, e depois tricampeão.

Ainda existente, o Patinho estará em destaque na festa de cinquentenário para saudar seu aparecimento, na noite do dia 12, no Brasília Palace Hotel, na Capital Federal. 

Convites a 500 pessoas do universo automobilístico da época. Uma festa no tempo, com direito a recordações e livro para marcar o inusitado momento.

Patinho Feio, d-e em rotação: Jean, Alex, Heládio, Zeca. (Foto Camber).


O Honda Fit 3 e 1/2
Honda finaliza preparação das mudanças de meio de ciclo da terceira geração do Fit. Alterações contidas: para choques, faróis, agora em LEDs. Foco principal, aumentar o nível de equipamento da versão de topo. 

Em segurança, muita eletrônica e aplicação de sistemas existentes em veículos de faixa superior: estabilizador eletrônico, implemento ao sistema de freios, auxílio para partida em rampas, direção por motor elétrico sem escovas. Parte mecânica intocada, motor L4, 1,5 litro, 16V, 115/116 cv, flex, transmissão por polias variáveis, CVT.

Apresentação quase inovadora, por circuito virtual a 800 (!) jornalistas especializados, de surpreendente existência. Quanto ao contato físico com o produto, apresentações regionais.

Como referência, apresentação virtual com tecnologia de época, dos anos ’80, a Fiat apresentou seu curioso produto Panorama por circuito interno da Embratel.

Roda-a-Roda

Jogo duro – Para participar do segmento de ônibus escolar com tração 4x4 para transportar alunos em estradas ínvias nas compras do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, Agrale criou versão sobre seu jipe militar Marruá.

Maquiagem – Apto a disposição vencer caminhos difíceis por construção, com ângulos de entrada e saída para off road

Oferece Dispositivo de Poltrona Móvel – uma das poltronas se desloca até o nível do piso, atendendo aluno com dificuldade especial.

Mais – Na mesma trilha faz versão para 10 adultos, criada para Bombeiros, mineradores, policiais ambientais.

Marruá, ônibus 4x4 jogo duro (foto Júlio Soares/divulgação).

Dividindo
– Mais vendido dentre as picapes no Mercosul, Toyota prepara nova linha para apresentar em outubro – como a Coluna antecipou. 

Poucas mudanças, muitas versões. Empresa trilhará o caminho ora adotado pela Ford, criando variáveis sobre cada produto para reduzir preços e aumentar vendas.

Fórmula - Não há mágica, mas a providência prática de olhar a prateleira de acessórios e equipamentos, escolhendo para embonecar versões mais simples, as de tração 4x2. Opção da transmissão automática também se ampliará.

Idem – Ford Ranger 2018 lidera na receita: opção de motor diesel menor, 2,2 litros, e tração 4x2 mais equipada – com a referencial caixa automática de marchas. 

Também agregou como versão de linha a série especial Sportrac – 2.2; automática; 4x4. Linha dispõe de três motores: 2.2 e 3.2 diesel; e 2.5 Flex.

Assunto – Por décadas há movimento cíclico no Brasil para a adoção do óleo diesel como combustível em automóveis. Haverá mercado
? Os motores do ciclo Diesel oferecem melhor rendimento térmico e, isto permite menor consumo.

Questão - Entretanto, custam muito mais relativamente aos de ciclo Otto, a gasolina ou flex. O uso mais econômico permitiria pagar a diferença de custos?

Exemplo – Mercado vizinho, muito assemelhado ao nosso, responde: vendas de veículos leves a diesel caíram 80% em uma década.

Porquê - Questões várias: qualidade do diesel ante os novos motores; fator Brasil, onde seu uso é proibido veículos leves. Sendo maior cliente dos carros argentinos, os projetos locais deixaram de desenvolver tal opção.

Ao contrário – Se o Brasil permitir uso de diesel nos leves, a Argentina voltará a oferecer a opção. Hoje, lá, apenas Citroën e Peugeots.

Tacada – Em época de retração no mercado dos veículos comerciais, Volkswagen vendeu 417 caminhões para Ambev renovar frota de entregadores de bebidas. 

Maior venda do ano, modelos Delivery 13.160 e Worker 17.190 e 23.230. Compra é medida de confiança na retomada da economia.

Caminho – Aliança Renault-Nissan e Dongfeng Motor Group criaram terceira empresa – eGT New Energy Automotive Co, Ltd. 

Soma competências para fornecer veículos elétricos ao maior mercado do mundo, o chinês. Aliança, com conhecimento veicular; Dongfeng com o saber fazer carros a baixo custo.

Abertura - Primeiro modelo sobre plataforma de utilitário esportivo Renault-Nissan focando interconectividade inteligente. 

Junção das empresas em torno do mesmo objetivo é tratada como Triângulo de Ouro. Mercado chinês para elétrico prevê 330 mil unidades, em 2017.

Catarata – Brasil, leia-se os formuladores de políticas públicas, mormente o Ministério do Desenvolvimento, não enxerga a enorme mudança do mercado, onde o carro elétrico puxa a preferência mundial. Não olha o futuro.

Reincidência – Já perdemos o bonde da história com o álcool combustível. Desenvolvemos tecnologia para ganho de produtividade litros x hectares plantados, mas não reduzimos o consumo dos motores a álcool.

Futuro – Gol anuncia aceleração na troca de aeronaves: 13 Boeing 737Max para 186 passageiros e dois 737 800 Next Generation. Diz, os Max, por aerodinâmica e novos motores, são 20% mais econômicos ante os 737 NG.

Mercado – Iniciarão chegar segundo semestre de 2018, mantido plano de fechar o ano com frota de 123 unidades. Do interesse aos passageiros: com maior autonomia substituirão os 737 800, voando direto à Flórida.

Performance – Quer melhorar o rendimento do seu carro? Importadora FW sugere aplicar o Sprint Booster e filtros de ar K&N.

Primeiro, reduz o tempo de resposta entre a demanda via acelerador e a resposta do motor. Possui função acessória Valet, limite de rendimento para evitar entusiasmo de manobristas.

Economia – Filtros K&N reduzem resistência à admissão de ar ao motor, permitindo ganhos em rendimento e consumo.

Interpretação – Mercado de usados tem vocabulário próprio. Nele, citar BMV pode não significar aportuguesamento da marca bávara BMW, porém Brasília Muito Velha … E a indicação ABS pode diferir do poderoso sistema de equilíbrio nas freadas viris, apenas descrevendo o método frenante em carros velhos e descuidados: Aperte: Bombeie; Segure …

Compass em edição especial

Fato auxiliar para manter a liderança no segmento, após vender 35 mil unidades em oito meses de mercado, FCA definiu nova versão sobre a de entrada do Jeep Compass. 

Combina o bom motor Tigershark 2 litros, 4 cilindros em linha, com transmissão automática Jeep Active Drive, com nove velocidades e tração nas quatro rodas. Torna-o detentor da inédita posição dentro da linha Jeep, de oferecer tração total com motor flex.

Carro tem outros predicados complementares, além do bom comportamento permitido pela combinação motor 2 litros, transmissão automática com nove marchas tomada emprestada à versão diesel, e tração total. 

Também oferece o sistema Stop/Start, desligando o motor nas paradas, e bomba de combustível e alternador funcionando sob demanda. 

Aspecto ir ao encontro do cliente para entender suas exigências também foi contemplado pelo uso de tela plana e 17,5 cm, sensível a toque, compatível com sistemas Android Auto e Apple Car Play. 

Outros itens, equipamentos de série, como o ar condicionado digital de duas zonas, controle de estabilidade ESP, controle anticapotamento, câmera de ré, freios a disco nas quatro rodas, freio elétrico para estacionamento, auxiliar de partida em subida. Seu valor de venda sugerido é R$ 117.900.

Jeep Compass, série especial Sport tração total.

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terça-feira, 5 de setembro de 2017

Passe na rodoviária da sua cidade e doe um brinquedo que seu filho não queira mais. Rodoviárias do Rio e de mais 11 estados arrecadam brinquedos para crianças carentes - 3ª Edição da Campanha do Brinquedo



A Concessionária Novo Rio e a SOCICAM, administradoras de 33 terminais de passageiros no País, iniciou, no último dia 1/9 a 3ª edição nacional da “Campanha de Brinquedos”. 

A iniciativa, que acontece durante todo mês de setembro, conta com a participação das rodoviárias Novo Rio (RJ), Roberto Silveira (Niterói), Terminal Tietê (SP) e outros 30 terminais de passageiros em todo o país com caixas coletoras para o recebimento de brinquedos novos ou em boas condições. As doações podem ser feitas a qualquer hora nos principais acessos das rodoviárias.

O objetivo é proporcionar mais alegria a milhares de crianças no dia 12 de outubro, a partir do engajamento do público que circula pelos terminais. 

No Rio, as doações seguirão para a Fundação Ação Social Edmundo e Olga, mantenedora da Creche Anjinho Feliz, que atende 365 crianças moradoras dos morros de São Carlos, Mineira, Querosene, Zinco e Coroa, para a Casa de Apoio à Criança com Câncer de Santa Teresa, que assiste à mais de 100 famílias carentes no tratamento do câncer infantil no Estado do Rio de Janeiro entre outras instituições beneficentes.

Os demais terminais de passageiros participantes estão localizados nos estados de SP (Tietê e urbanos); MS (Campo Grande); GO (Caldas Novas); MG (aeroportos e rodoviária de Poços de Caldas); BA (Vitória da Conquista); PE (Recife, Petrolina, Caruaru); PB (Campina Grande e João Pessoa); RN (Natal); CE (Rodoviária Eng. João Thomé e terminais urbanos) e em Brasília.

Desde sua primeira edição, em 2015, quase 4 mil brinquedos já foram entregues nas instituições cadastradas. Somente pelas rodoviárias cariocas circulam, em média, 60 mil/dia.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Volvo entrega compactador de solo da marca para o Exército brasileiro

Reconhecido nacionalmente pela grande experiência e qualidade em obras de engenharia e de infraestrutura, o Exército brasileiro adquiriu recentemente um compactador de solo da Volvo Construction Equipment. 

O modelo, um SD105, foi produzido na fábrica brasileira de Pederneiras, no interior de São Paulo, e comercializado pela Tecnoeste, distribuidor da Volvo CE nos Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

O compactador de solo SD105 foi customizado na Tecnoeste com uma pintura especial e a padronagem camuflada, desenvolvidas especialmente para atender ao padrão de cores do Exército. 

O Exército brasileiro conta com os Batalhões de Engenharia de Construção (BEC) para atuar em obras de cooperação, conveniadas com organismos públicos federais, estaduais e municipais na construção de ferrovias, rodovias, viadutos, pontes, açudes e portos, além de barragens e poços artesianos. Cada BEC também atua como formador de profissionais – de pedreiros a engenheiros -, ajudando na qualificação da mão de obra da construção civil.

Do piso ao teto, do trator tem visibilidade de 360º oferece segurança máxima. A estrutura e o capô da máquina foram projetados para oferecer uma visão traseira superior com visibilidade de 1x1 metro a partir do assento do operador.

Os controles e o console do operador ergonomicamente projetados são perfeitamente posicionados para oferecer maior conforto e produtividade. 

As principais funções estão mais acessíveis e localizadas próximas aos controles. A alavanca de controle de propulsão, por exemplo, possibilita controlar a velocidade de forma precisa e suave, apresentando ativação de vibração integrada e uma posição neutra fácil de encontrar.

O assento do operador é ajustável e pode ser girado a 15 graus para a esquerda e a 45 graus para a direita. Essa função melhora a visibilidade e a segurança ao operar em marcha a ré, aumentando também o conforto do operador.

O compactador SD105 possui ainda o consagrado sistema de tração da Volvo, que proporciona excelente tração em inclinações íngremes, superfícies deslizantes e durante carregamento para transporte.

domingo, 3 de setembro de 2017

O mercado de reposição recebeu da TMD/Cobreq pastilhas de freio dianteiras para SUV Honda HR-V 1.8. São peças genuínas, com garantia abaixo do preço praticado pelas concessionárias





Com a referência Cobreq N-1780, a TMD Friction do Brasil lançou, no mercado nacional de reposição, as pastilhas de freio dianteiras do Honda HR-V 1.8 - o primeiro SUV compacto da montadora no País - para seus modelos HR-V 1.8 EX, HR-V 1.8 EXL e HR-V LX 1.8 produzidos de 2015 em diante.

À exemplo de todos os produtos TMD fornecidos às montadoras, como o Honda Civic 10ª geração, as pastilhas Cobreq para o mercado nacional de reposição passam por intensos testes de campo e de laboratórios, o que garante total segurança em sua aplicação.

Sucesso de vendas desde seu lançamento, os HR-V EX, EXL e LX têm motorização 1.8 flex de 16V oriunda do Civic, com potência de 140 CV. A transmissão é automática de relações continuamente variáveis (CVT), com exceção da versão de entrada que possui câmbio manual de 6 velocidades. A tração é dianteira.

O HR-V é fabricado em Sumaré, interior de São Paulo, e foi lançado em março de 2015 com grande sucesso. Em julho o SUV compacto da Honda já figurava entre os 10 mais vendidos no País e, em julho do mesmo ano, já assumia a liderança de vendas do segmento.

O Grupo PSA Peugeut Citröen muda sua sede mundial para novas instalações em Rueil-Malmaison e Poissy, na França. Mais de 2 mil colaboradores do Grupo passam a integrar os novos espaços dinâmicos de trabalho do Centro de Pilotagem de Rueil-Malmaison e do Centro de Expertise de Poissy. A mudança, decidida em janeiro de 2015, visa apoiar os objetivos de desenvolvimento ágil para melhorar o desempenho do Grupo. A sede do Grupo PSA foi transferida para Rueil-Malmaison



Ao término de um projeto lançado em janeiro de 2015, o Grupo PSA redistribuiu mais de 2 mil colaboradores entre os novos locais de Rueil-Malmaison e as instalações de Poissy, inteiramente remodeladas.

As equipes, que até agora estavam instaladas nos dois locais do Grupo, em Paris1, poderão trabalhar com mais eficiência em espaços de trabalho modernos e dinâmicos, no formato Flex-office, adaptados às formas de trabalho colaborativas, digitais, flexíveis e interativas.

As instalações de Rueil-Malmaison, Centro de Pilotagem do Grupo e das Marcas, abrigarão em 15 mil m2 a Presidência, as Direções das Marcas, de Mobilidade, Digital, de Comunicação, Financeira, de Recursos Humanos e de Estratégia, além do Secretariado Geral.

As instalações de Poissy, Centro de Expertise Métiers (Atividades) e Regiões, acolhem 4 mil colaboradores em 45 mil m2, incluindo as Direções de Compras e Industrial. 


Os primeiros espaços dinâmicos estão operando desde maio de 2016, e graças a essa experiência foi possível fazer ajustes na organização dos espaços para tornar o funcionamento mais ágil e eficiente.

O edifício de Rueil-Malmaison cumpre com as mais rigorosas exigências ambientais, possui as certificações HQE Excepcional (Alta Qualidade Ambiental) e RT2012 -30% (30% mais eficiente que a Regulamentação Térmica 2012), e está equipado com painéis solares e sistema de recuperação de água. 

O edifício de Poissy foi inteiramente reformado ao redor de espaços de trabalho dinâmicos, mais luminosos, com melhor conforto acústico e modernos equipamentos digitais. Todos os setores foram remodelados para acolher as novas equipes.

Na ocasião, Xavier Chéreau, Vice-Presidente Executivo de Recursos Humanos do Grupo PSA, declarou: “As novas instalações funcionais, modernas e interativas, refletem nossa vontade de promover a agilidade, colaboração e a criatividade entre nossas equipes, que são responsáveis pelo desempenho do Grupo. Elas também são uma nova ilustração de nossa estratégia, ao mesmo tempo exigente e econômica”.


1 Cerca de 1.200 pessoas nas instalações da Av.de la Grande Armée e 570 pessoas na unidade de Saint Ouen.


sábado, 2 de setembro de 2017

TMD/COBREQ oferece pastilhas de freio dianteiras e traseiras para a Honda XRE 190 Mercado de reposição já conta com as pastilhas dianteiras e traseiras para esse moto, lançada em 2016



Como complemento de linha, a TMD Friction do Brasil colocou no mercado nacional de reposição, pastilhas de freio dianteiras e traseiras Cobreq para a Honda XRE 190, modelo lançado em 2016 com a finalidade de preencher a lacuna entre a NXR 160 Bros e a XRE 300.

O motor flex da XRE 190 é do tipo OHC, monocilíndrico, e entrega 16,3 cv a 8.500 rpm (gasolina) e 16,4 cv 8.500 rpm (etanol). 

A transmissão é de 5 velocidades e a alimentação por injeção eletrônica PGM-FI. Destaque-se o freio ABS na roda dianteira, que evita o travamento em frenagens mais bruscas.

As pastilhas, agora disponíveis na reposição, estão no catálogo Cobreq com as referências N-917 (dianteiras) e N-1840 (traseiras). 

Com o fornecimento de produtos para motos de todas as cilindradas, inclusive as importadas, atualmente a TMD Friction do Brasil atende, no mercado de reposição, 98% destes veículos que rodam no País.

Tatra 87, V8 com motor 3.0 com 75 cv e atingia 150 km/h é considerado o maior exterminador de oficiais nazistas na II Guerra Mundial. O carro preferido pelos oficiais nazistas, fabricado na Checoslováquia, era totalmente instável nas curvas, derrapando e despistava-se em alta velocidade, normalmente matando seus ocupantes.

Matador de oficiais nazistas metidos a piloto

Um dos eventos que precipitou a Segunda Guerra Mundial foi a invasão nazi da Checoslováquia, em 1938. Um dos “prémios” do saque alemão foi o Tatra 87, um dos primeiros automóveis de produção com motor V8, que foi adotado pelos oficiais nazis como carro de serviço. 

E que foi, ao mesmo tempo, uma arma de extermínio de nazistas ainda antes da guerra começar.

A Tatra, uma marca checa que hoje é conhecida pelos seus camiões, que costumam ganhar na sua categoria o Rali Dakar, no passado era construtor de automóveis de luxo de renome. 


O seu modelo de topo tinha um motor 3.0 V8 de 75 cv, montado numa carroçaria moderna e aerodinâmica que chegava a 150 km/h. Os oficiais nazistas adoravam o carro com que viajavam entre Berlim e Praga a essa velocidade.

Muito instável nas curvas, com tendência a derrapar  e despistar-se. Na primeira semana de uso, sete oficiais de alta patente morreram em acidentes de viação. Ainda assim, eles pisavam fundo no acelerador do Tatra, a que os Aliados passaram a chamar "arma secreta" de extermínio de oficiais nazistas.


O Tatra foi construído por Ferdinand Porsche, que nasceu no Império Austro-Húngaro e escolheu  anacionalidade checoslovaca com a dissolução da monarquia. 


Familiarizado com a Tatra ele decidiu copiar um modelo menor, o Tatra V570, para criar o Volkswagen KDF, que depois ficou conhecido como… fusca.



Fonte: Motor 24h

Renault Sandero RS desponta pelo equilíbrio entre performance e preço. Custa R$ 66.400. Chegou o novo Porsche Cayenne. São duas versões: uma, com motor de 3 litros, turbo, de 340 cv e a S de motor com 440 cv e tração integral com câmbio de oito velocidades



Coluna nº 3517 - 3 de Setembro de 2017
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RS, o Sandero espevitado


Sandero RS, o hot hatch

Dentre as muitas classificações de veículos surgidas recentemente, nem sempre há tanta precisão quanto à descritiva para os automóveis de traseira truncada dotados de comportamento superlativo. 

São os hot hatches. Na categoria o nacional Renault Sandero RS desponta pelo equilíbrio entre performance e preço. 

É o carro para os sensíveis às respostas mecânicas refinadas, sem abrir mão da missão básica, transportar quatro pessoas confortavelmente, incluindo crianças pequenas devidamente ancoradas aos engates ISO.

É um exercício Renault Sport, área de engenharia esportiva da marca francesa e no caso integrante de série restrita a 1.500 unidades, nas quais uma plaqueta de colocação desvalorizada – sob a alavanca do freio de mão ... – indica tratar-se de Renault Spirit.

Para identificar, habitáculo com teto preto, apliques vermelhos nas saídas de ar, nos instrumentos, nas costuras dos bancos. 

Fora nas capas das pinças dos freios a disco nas quatro rodas em liga leve e aro 17” com bons Michelin 205x45. Cor externa apenas branco, prata e preto.

Renault implementou os sistemas do automóvel – plataforma, freios, suspensão com amortecedores mais rígidos e barra estabilizadora mais espessa, direção eletro-hidráulica, câmbio reduzido em suas seis marchas. 

Não mexeu no motor, um 2 litros, L4, 16 válvulas, produtor de 150 cv e 200 Nm de torque – a álcool. Prática de uso, de O a 100 km/h em ótimos 8s. Se o condutor aspirar a piloto, o sistema RS Drive oferece três modos de comportamento. 

Desde o mais contido, mantendo ligado o controle de estabilidade; ao Sport, com respostas mais rápidas ao acelerador, marcha menos lenta; Sport+ é para os nascidos com GPS, os que se acham, e aí se permitem desligar o controle de estabilidade e voltar ao tempo dos homens sem medo. 

Quem sabe e gosta, encontrará parceiro sempre disposto, e com confortos como alarme sonoro para a troca de marchas, dispensando olhar para o ponteiro do conta giros.

É bom ao uso normal, apesar do motor não ter sido melhorado, e pelo fato de sua potência específica – cavalos x litro de cilindrada – ser inferior a outros carros sem pretensões esportivas, SUVs coreanos ou o inimaginável Ford EcoSport, o conjunto muito auxilia a bons resultados e boas sensações.

Média de consumo em cidade 
civilizada, cerca 11 km/litro, gasálcool.
Poderia ser melhorado: um pouco mais de trabalho no motor e remapeamento da injeção ganharia uns 10% de potência; a Renault poderia examinar um trambulador de marchas de qualquer Volkswagen para absorver o DNA, o cloc de engates precisos. E relocar a plaquinha, expondo-a como carteira de identidade da versão especial e competente. R$ 66.400.

Uruguai, base de utilitários Peugeot e Citroën
Em seu bem sucedido processo de sobrevivência e rentabilidade, grupo PSA, das marcas Peugeot e Citroën, seguiu tendência mundial e racionalizou produção de todos seus veículos em apenas três plataformas. 

No caso, na América Latina duas se distribuem entre Argentina e Brasil. Terceira, comercial, sem semelhança com as outras, baseará utilitários. No Continente, montados no Uruguai.

Sistema muito assemelhado ao realizado – ou cometido – no Brasil para os carros Premium – Audi, BMW, Jaguar, Land Rover e Mercedes: quase a totalidade de partes importadas e poucas mão-de-obra e partes de produção regionalizada – no Mercosul. 

No caso uruguaio, os pequenos furgões Peugeot Expert e Citroën Jumpy utilizam bancos, pneus, bateria, rádio e instalação elétrica. O mais vem da França, e o índice de regionalização parte de 30%.

Furgões iniciais com capacidade de carga de 1,5 t, motor diesel de 4 cilindros, 1,6 HDI, 115 cv, transmissão manual de 6 velocidades, tração dianteira. 

Após, versões mistas para passageiros e cargas, e depois as exclusivas a passageiros. São de tamanho médio, concorrentes ao Mercedes-Benz Vito feitos na Argentina.

Montagem por operação indireta, somando a PSA, seus importadores no Uruguai e a Nordex, fábrica especializada em montagem no vizinho país - é autêntica montadora – recebe partes e as agrega, e tem intimidade com nosso mercado: faz-nos o Kia Bongo. 

Esforço consumirá total de US$ 20 milhões, incluindo adequação da planta, individualizar e desenvolver fornecedores, e construir pista de testes com 1,2 km. 

Capacidade instalada de 6.000 unidades anuais, 10% do pretendido pela PSA como vendas regionais da marca em 2021.

Picape

Decisão da PSA fazer picape não é novidade. Foi tomada há meses e a Coluna a divulgou. Fato novo é definir produzi-la, até 2021, no Uruguai, anunciada por Pablo Averame, nº 1 em produtos para América Latina, em entrevista a Rodrigo Barcia, do Autoblog Uruguay. 

Não se trata do recém-lançado modelo Peugeot Pick Up 4x4 feito com a associada chinesa Dongfeng para o mercado africano, mas produto centrado nos lucrativos similares feitos no Mercosul.

Peugeot Express mantém-se importado, Citroën Berlingo voltará a sê-lo, idem para Boxer e Jumper, antes construídos pela Fiat sobre base Ducato, com a saída da operação no Brasil.

Lançamento de Jumpy e Expert na Fenatran, outubro, São Paulo.

Nordex, em Montevidéu, iniciou montar Expert e Jumpy (foto Rodrigo Barcia)


Roda-a-Roda

De novo – Mercedes-Benz não digere o enorme prejuízo e a oportunidade perdida para fazer a Maybach, sua marca de super luxo, superar Rolls-Royce.

Foi ao Pebble Beach Concours d’Élegance, Monterey, Ca, com evolução do conceito mostrado ano passado na mesma festa de automóveis antigos.

Tempos de glória – Levou o conversível Vision 6. Quase sete metros de automóvel, bela distribuição de espaços, uma escultura impositiva e móvel por motorização elétrica. Fará bonito até em Mônaco em frente a longos iates e seus helicópteros.

Realidade – Muita eletrônica, motor elétrico 750 cv, autonomia de 320 km, 0 a 100 km/h, em 4s. Motor menor, ante o V12 Mercedes, permite adicional compartimento de bagagens sob o capô – como uma cesta de pic nic...

Bom – Boa notícia. Produção até o final da década. Não precificado, mas dá tempo para você se capitalizar por trabalho; pelo previsto boom no valor das ações em Bolsa; ou vender a guarda de segredo nestes tempos de Lava Jato.

Conceito Mercedes-Maybach Vision 6 é do tipo chegou, está chegado.


Caixa – Porsche apresentou o novo Cayenne, mais esportivo e atlético. Mudou tudo para parecer não ter mudado. Entende-se a cautela: o Cayenne é seu produto mais rentável, trampolim da marca. Afinal, convenhamos, casa de carro esporte fazer SUV, ter sucesso e lucros, foi caminho corajoso.

Novo Cayenne muda para parecer igual.



Como – As novas barras frontais cromadas remetem-no à matriz Volkswagen. Grupo óptico menor para exibir ter evoluído tecnologicamente, maiores tomadas de ar para identificá-lo com carro esporte, e linha mais baixa do teto.

Por baixo
– Mais equipamentos comuns com o Panamera, sedã esportivo da marca: eixo traseiro elétrico, direcional, e sistema 4D Chassis Control. Perdeu 55 kg, embora não seja uma ninfeta aos 2.040 kg. 

Duas versões: Cayenne, 3 litros, turbo, 340 cv e 450 Nm de torque; Cayenne S, V6 2,9 l biturbo, 440 cv e 550 Nm de torque. Transmissão automática Tiptronic, oito marchas, tração integral.

Local – GM Argentina construtora do Cruze, iniciou fazer os motores 1.4 turbo, injeção direta, nele aplicados. Antes, importava do México. Carros enviados ao Brasil serão quase totalmente argentinos.

Ensaio – Líder de vendas entre as picapes da marca, Ranger diesel 2,2 litro ganhou série especial: cabine dupla, automática, 4x4, eletrônica para estabilidade e tração, assistente de partida em rampa, vidros, travas e retrovisores elétricos. É a Sportrack, e se bem aceita será produto de linha.

Caminho – Randon, de implementos de transportes, está na Expedição da Rota de Integração Latino-Americana. Busca desenvolver nova rota comercial entre Mato Grosso do Sul e o Chile, para usar portos do Pacífico para cargas nacionais.

Ações – Para viabilizar há necessidade de redução burocrática, de entraves alfandegários, melhoria das estradas e construção de ponte binacional sobre o Rio Paraguai. O caminho pelo Pacífico reduz 8.000 km ante o do Atlântico.

Mais um – Exceção entre os muitos prometidos e não viabilizados, Foton Caminhões iniciou vender primeiras unidades. 

São Minitruck de 3,5t, e Citytruck de 10t, produzidos na fábrica da Agrale, Caxias do Sul, e empregam componentes nacionais, motor Cummins; câmbio ZF; diferencial Dana.

Futuro – Eagle, protótipo de pneu do futuro, inteligentes e conectados, foi trazido pela Goodyear ao Brasil. Movido por inteligência artificial, rede de sensores coleta dados sobre o meio ambiente, incluindo superfície da pista.

Super Super – Michelin trará à América Latina seu pneu Pilot Sport4S. É reposição a automóveis de hierarquia – Porsches, Ferraris, Mercedes-AMG -, mas utilizáveis por automóveis com rodas adequadas. 

Aderem mais, freiam mais, mais estáveis, duram mais e, charme adicional, anel circundante impede danos às rodas em caso de raspadas nos meio-fio.

Preço? – Caso igual a consumo de lancha: quem pergunta não pode comprar...

Ajuda – Porto Seguro Transportes ampliou a extensão do guincho gratuito aos seus segurados: em caso de acidente, 400 km. 
Mais? 


Anúncio – Capacidade industrial esgotada pela demanda ao Kwid, sem necessidade de anunciá-lo, Renault tentou fazer campanha publicitária para todos os seus produtos. Um incentivo a viagens de automóveis.

Proposta – Conceitualmente ideia boa, quebrar estereótipos regionais – baianos lentos, cariocas malandros, nordestinos preguiçosos –, mas não foi entendida. Ante reclamações nordestinas, por onde começou, retirou-a do ar.

Imagem – Para exibir ligação entre consumidores e seus carros Shell, pela agência Wunderman, fez filme onde paraquedista Arthur Zanella salta, e seu GM Montana é jogado de avião. 
https://www.youtube.com/watch?v=tZQHPl3d_JY


Lei – Comissão de Viação e Transportes da Câmara Federal aprovou prazo de 180 dias para análise de Defesa Prévia dos motoristas multados. 

Matéria ainda irá a Plenário, permitindo esclarecimentos e pressões dos interessados sobre os deputados. É Projeto de Lei 6857/2017, da deputada Elcione Barbalho, PMDB-PA.

Marcha à ré – Emenda, da deputada Christiane Yared, PR, do Paraná, é desfaçatez: 45 dias para motorista se defender. E quatro vezes mais para Detrans analisar. 

País recolhe muitos impostos sem retribuir em serviços; Detrans se transformaram em usina de formação de recursos por multas. Prazos deviam ser iguais.

Gente – Lee Jae-yong, executivo, 3º homem mais rico da Coreia do Sul, vice-chairman do conglomerado Samsung, preso. 

OOOO Doações a entidades não governamentais ligadas à ex-presidente Park Geun-hye, deposta e também presa, em troca de favorecimentos. 

OOOO Cinco anos de prisão: entre ser ouvido e condenado, nove meses. 

OOOO Gerald Lautenschläger, alemão, desafio. 

OOOO Diretor de Operações Europa na recém-renascida Borgward.

OOOO Do ramo, ex Opel, preparará volta da marca. OOOO


Empresário compra 105 Axor


Os Mercedes Axor e o milho em espiga

Milho é o segundo produto agrícola brasileiro, de previstas 97 milhões ton., na safra 2016/7, 46% de crescimento, e transportá-lo em espigas, carga não padronizada, do campo ao processo beneficiamento, exige área cúbica.

Centro-Oeste lidera produção, liderada pela cidade mineira de Patos de Minas. Nela, o operador Elias Caixeta, presidente da Transgrãos, adquiriu 105 cavalos mecânicos Mercedes Axor 2536 6x2. Da marca tem agora 280 caminhões.


Os Axor são extra pesados, tracionam semirreboque com 13,60m de comprimento, aumentando a capacidade cúbica de carga, exigência da operação. 

Projeto e adequações aplicadas pela Mercedes-Benz compatibilizam-no às demandas dos usuários, com agrados a empresário e operador. 

Aos primeiros, resistência, durabilidade, operação econômica, dimensionamento mecânico para operar em estradas asfaltadas ou de campo, e ampla rede de concessionários para assistência. 

A quem dirige, materializa o conceito Econfort, de operação confortável, rivalizando com automóveis bem dotados, com nova geração de bancos, volante multifuncional, sistema de som, tacógrafo digital, novo painel, freio a tambor, eixo de tração sem redução nos cubos, câmbio automatizado com funções EcoRoll, Power e Manobra, suspensão pneumática no chassi, a ar na cabine, vidros elétricos, ar condicionado.
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