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sexta-feira, 11 de maio de 2018

Como é feito um caminhão?




COLUNA
MECÂNICA ONLINE®


10 | MAIO | 2018



Como é feito um caminhão?


Muitas pessoas gostariam de conhecer como um caminhão ou ônibus é fabricado? Faz parte do nosso trabalho acompanhar muitas linhas de produção e conhecer de perto os detalhes do processo. Então, hoje você terá o primeiro contato com uma linha de produção de caminhões e ônibus.


Se você pensa que o lugar onde o caminhão nasce é sujo, barulhento, esfumaçado, com óleo e graxa por todo lado, errou feio. A fábrica da Scania em São Bernardo do Campo (SP) é tão limpa que os 3700 funcionários trabalham com camisas impecavelmente brancas.


As únicas marcas no chão são as que guiam os robôs que levam as peças às estações de trabalho, o barulho mais alto é o ronco do teste dos motores e o único cheiro é o de carro novo. A produção se divide em quatro fábricas: motores, transmissões, cabinas e chassis.


Motores
O coração do caminhão nasce aqui. As peças principais são usinadas na primeira parte da fábrica; na sequência, os motores são montados em um ambiente que retém as impurezas do ar. Por fim, todos os motores são testados por 20 minutos - e a energia gerada pelos dinamômetros serve para iluminar a fábrica.



Transmissão


Aqui são fabricados os diferenciais, os eixos e as caixas de câmbio. Tudo é feito de maneira sequenciada, o que significa que as peças certas vão se encontrar para criar o caminhão do jeito que o cliente pediu.


Cabinas

Tudo começa com a soldagem das chapas. A estrutura é construída por robôs e recebe duas pinturas: prime e top coat. A última fase é a do acabamento, que monta os revestimentos, componentes eletrônicos, bancos, cabos e vidros.


Chassis


Os chassis entram na fábrica de cabeça para baixo para facilitar a instalação das suspensões e dos suportes para as demais peças. Em seguida, chegam os eixos, o conjunto de motor e caixa de câmbio e, por fim, a cabina.


AGVs
A maior parte das peças utilizadas na fábrica é transportada por AGVs (veículos guiados automaticamente, na sigla em inglês). São robôs que se orientam por marcações no chão da fábrica graças a um laser.

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Tarcisio Dias é profissional e técnico em Mecânica, além de Engenheiro Mecânico com habilitação em Mecatrônica e Radialista, desenvolve o site Mecânica Online® (www.mecanicaonline.com.br) que apresenta o único centro de treinamento online sobre mecânica na internet (www.cursosmecanicaonline.com.br), uma oportunidade para entender como as novas tecnologias são úteis para os automóveis cada vez mais eficientes.

Coluna Mecânica Online® - Aborda aspectos de manutenção, tecnologias e inovações mecânicas nos transportes em geral. Menção honrosa na categoria internet do 7º Prêmio SAE Brasil de Jornalismo, promovido pela Sociedade de Engenheiros da Mobilidade. Distribuída gratuitamente todos os dias 10, 20 e 30 do mês.
http://mecanicaonline.com.br/wordpress/category/colunistas/tarcisio_dias/

A prova de que o número de carros elétricos e híbridos está avançando na Europa é o projeto da Ford que está ampliando o seu programa de teste de vans híbridas



A Ford está ampliando o seu programa de teste de vans híbridas plug-in na Europa, também chamadas de PHEV (“plug-in hybrid electric vehicles”), que além de serem recarregadas na tomada têm um motor a combustão para alimentar as baterias quando necessário.

Depois de lançar no começo do ano um experimento com 20 vans Transit híbridas plug-in em Londres, rodando em diferentes frotas, desde polícia a serviços de entrega, a empresa anunciou que vai iniciar um teste semelhante em Valência, na Espanha.

O teste na cidade espanhola tem como foco a aplicação da Transit PHEV em frotas pequenas e médias, usando sua capacidade de rodar mais de 50 quilômetros exclusivamente no modo elétrico para melhorar a qualidade do ar e a mobilidade. 

Para viagens mais longas, o veículo também conta com o premiado motor 1.0 EcoBoost a gasolina, que recarrega as baterias e aumenta a autonomia.

Conhecidas pelos grandes desafios para a movimentação de pessoas, entregas e serviços, as cidades estão entre os ambientes de trabalho mais difíceis para as vans. 

A parceria da Ford com a Comunidade Valenciana e a cidade de Valência faz parte do investimento de US$ 11 bilhões da empresa para o lançamento de 40 veículos híbridos e elétricos em todo o mundo até 2022, incluindo 16 automóveis totalmente elétricos. A Transit PHEV está programada para ter a produção de volume iniciada em 2019.

“Na Ford, estamos comprometidos em enfrentar os desafios da mobilidade urbana, usando a inovação e a tecnologia para facilitar a movimentação de pessoas, bens e serviços”, disse Steven Armstrong, presidente e CEO da Ford Europa, Oriente Médio e África. 

“Como não há duas cidades iguais, é vital ver a questão da mobilidade de várias perspectivas. Nossa pesquisa em Valência ajudará a entender os benefícios do uso de frotas pequenas e médias movidas a energia elétrica”.

“Os desafios ambientais e de mobilidade enfrentados por cidades como Valência só podem ser enfrentados por uma liderança forte e inovações ousadas”, disse Ximo Puig, presidente da Comunidade Valenciana. “Estamos muito satisfeitos com a parceria da Ford, que está trazendo suas tecnologias inovadoras para a cidade.”

Citroën C4 Cactus chegará ao Brasil em Setembro com motor THP 1.6 turbo, desenvolvido junto com a BMW, tração 4x4 e câmbio automático de seis velocidades. Em pauta, o distrato da Hyundai com a Caoa, que entretanto será substituída pela chinesa Chery


                
DE CARRO POR AÍ - ROBERTO NASSER




                Coluna nº 1918 - 11 de Maio de 2018                                                                                                                        


Citroën C4 Cactus


Em setembro, o Citroën C4 Cactus

Formatado como um de seus apoios para recuperar vendas e participação no mercado, Citroën deu como pronta adequação sul-americana do C4 Cactus ao Mercosul. Sua área regional de desenvolvimento de produto fez mudanças no original francês. 

Na mecânica, pouco trabalho, sobre plataforma do C3, do C4 Lounge, e dos Peugeots 208 e 2008, liderada pelo motor THP 1.6 – turbo desenvolvido com a BMW, produzindo iniciais 163 cv. E transmissão automática com seis velocidades. Não terá tração nas 4 rodas.

Para o sul do Equador, maior altura do solo, barras no teto para vender irreal ideia de carro fora de estrada - utilitário esportivo, SUV. Atrás, janelas com vidros sobe-e-desce.

Outra diferença estará nos chamados Airbumps, almofadas laterais em plástico aplicadas às portas, reduziram-se em tamanho, e a bolsa de ar para o passageiro deslocada à parte inferior do painel, também por razões de custos.
Carro pronto, mas comercialização em setembro, garante fonte argentina.

Das insustentáveis siglas
Simpático leitor visualiza o veículo descrito pela sigla Suv? E Sav? e Crossover?
E CUV? E Luav? E o morfologicamente genérico Monovolume?

Se todos fabricantes intentam descrever algum produto ou família, na prática confundem o consumidor, de universo gabaritado em formas básicas: sedã; cupê e sua variação hatch; camioneta ou perua ou station; jipe; picape. 

Parece cristalino, porém as variáveis criadas pelos fabricantes turvam as águas do entendimento, e a classificação, em vez de síntese, torna-se mistério tangenciando o terreno da empulhação. 

Na verdade, todos miram a mesma imagem, a do veículo com aptidões superiores aos carros das asfaltadas vias públicas, cheios de conforto, um tipo de Range Rover de pobre. Ou, como os designa a imprensa mal formada, Jipinhos.

Sino-francesa Citroën, boa em carros, meteu-se a compor em idioma alheio e foi-se ao inglês classificar o C4 Cactus versão sul-americana. 

Comento, a latere, por si só a espinhenta designação deve arrepiar clientes, mesma situação dos doentes encaminhados aos hospitais da rede com o sonoro sufixo D’Or – hospital com dor?...
Citroën classificou novo produto como Hype Tech SUV Regional.
Alah, Shakespeare e Stanislaw Ponte Preta nos socorram. (RN)

Hyundai x CAOA
Às vésperas de vencer contrato decenal de distribuição de seus produtos, coreana Hyundai avisou à anapolina CAOA intensão de não renová-lo. 

Empresa goiana contratou o advogado Sérgio Bermudes, um dos conhecidos em matéria de falências e recuperação, e o profissional obteve liminar, festejada pela empresa como decisão. Não o é, mas apenas o direito de continuar a operar enquanto o Juiz analisa o mérito do processo. Próximo passo consensual, corte de arbitragem em Frankfurt.

Caoa tem experiência em discutir com múltis. Ao início dos anos ’90, levada aos tribunais pela Renault para situação idêntica, fez mágicas extra processuais. 

Tantas, mereceu citação em livro sobre a Renault na América Latina. Nele, a companhia não elogia o acróstico Carlos Alberto Oliveira Andrade.

A quizília era esperada e há anos a empresa se prepara à contestação, ampliando sua rede própria de distribuir Hyundais, mantendo-a mesmo após a marca coreana ter-se instalado no país produzindo o HB20. 

Há a se reconhecer, por polêmica ou outros adjetivos pejorativos, o, a CAOA, ao contrário do que divulga, não trouxe a marca ao país, mas implantou-a. Recentemente deu outro passo importante. 

Em negócio a ser aclarado algum dia, adquiriu, por apenas metade do prejuízo do ano anterior, toda a fábrica da chinesa Chery em Jacareí. E atingiu o patamar desejado: dar-se ao conforto de apenas discutir números indenizatórios com a Hyundai, mantendo atividade industrial e comercial com a Chery.

Crescer, comunicar, a nova direção da FCA
Novo presidente da FCA Brasil, Antonio Filosa, 44, italiano de Nápoles, iniciou gestão em périplo pelos principais mercados da marca, encontros de uma hora com revendedores, principais clientes, autoridades, imprensa. Ao contrário do antecessor Stephen Ketter, brasileiro, porém o mais alemão dentre os germânicos, não é o dono da verdade, não incorpora o espírito de GPS, quer comunicar-se.

Tem perfil desejado pela administração superior: foi diretor das Fiats do Brasil e da Argentina, passou por áreas fundamentais à formação de gestor maior, como manufatura, processos industriais e compras. 

Com o País tem maior identificação: vivência, casamento com mineira, e pequeno herdeiro belo-horizontino. Gestão de sua carreira, mudança de postos, embute regra não escrita, produto da grande diferença entre regiões e perfis dos habitantes da Itália. 

Na matriz Fiat quando querem formulações chamam os milaneses, para adequabilidade, avocam os turineses, ambos elegantes superiores na hipotética organização militar espelhada pela companhia. Mas para fazer, vão buscar os napolitanos – os sargentos do fazer acontecer. 

Tudo a ver com a função, com dosagem de latinidade hábil a entender o meio ambiente, permear-se com os comandados. Não terá missão fácil. A Fiat era líder vendendo veículos novos montados a partir de recortes sobre partes antigas. 

Agora, reformulada, produtos novos – e sobretudo enorme ganho de qualidade no produto e seus processos -, caiu para terceiro lugar em vendas. As relações com os operários se abespinharam, e com rede de distribuição foi à Justiça.

Filosa não focará retomar ou comprar a liderança, mas manter o equilíbrio entre produção, vendas e lucros. Deu informação interessante: desenvolvimento de seus produtos considera as exigências quanto à segurança estrutural pelo LatiNCap, o instituto mundial avaliador de segurança a usuários, submetendo veículos novos a impactos padronizados.

Sua gestão implementará conquistar vendas na América Latina. Caso do Chile, renhida praça, e onde estão, democraticamente, quase todas as marcas do mundo, dividindo 200 mil unidades anuais. Lá abriu escritório para fomentar vendas a partir da cobertura de ponto fundamental: assistência técnica.

A nova política de produtos da Fiat restringiu opções. Hoje nos salões dos revendedores há Mobi, Uno, Argo, Cronos e picapes Strada, seu desdobramento Fiorino, e Toro. Produto novo, apenas o picape Strada em 2020. Na ponte de tempo, pequenas alterações e atualizações. Na prática, vendas plotadas em preço e promoções.

Centra adequar produtos ao formidável momento do agronegócio, consumidor da linha Jeep e dos picapes Fiat, como claro nas feiras agropecuárias, tipo salão do automóvel a usuários de canivete, bota, chapéu.

Para o mercado nacional Filosa projeta vendas totais de 2,4 milhões de unidades no corrente ano. Na área coberta por suas responsabilidades, alterou-se o equilíbrio com vizinhos, Brasil evoluiu de 50% do mercado, e neste exercício atingirá 65%. América Latina 2,1M: Argentina 0,9M; demais países 1,2M.

Roda-a-Roda

Data – Indústria automobilística mundial focada no 1º de junho. Nele, o Capital Market Day, rótulo FCA ao balanço apresentado aos acionistas, representantes de capitais, governos, imprensa, e Plano Quinquenal para sua marcas.

Futuro – Define capitais para crescer marcas e produtos, localização de fábricas, alocação de recursos, fim ou princípio de produtos, negócios, desenvolvimento de regiões com implantação de fábricas, ou seu fenecer com o cessar.

Momento – Data importante, traça o futuro. Pouco se sabe, mas Antonio Filosa, novo presidente da FCA na América Latina, adiantou terá mais investimentos na região – aqui a Fiat tem excelente lucratividade.

Prática – Também na região, em produto, FCA, após sucesso da linha Jeep, insuflará mercado para os picapes RAM. A Alfistas, e a marca FCA mais desejada – e desprezada no mercado brasileiro – mais estudos...

Aqui – Verba para novos veículos sobre plataforma atual, aplicada a Argo e Cronos. Primeiro, novo picape, substituindo o líder Strada. Largo prazo: 2020.

Marco - Data especial. Definirá saída de Sergio Marchionne do comando executivo da empresa; apresentará sucessor por ele indicado; os plano-produto para os próximos 5 anos.

A latere – Marchionne, ítalo-canadense, rico por ter recebido e investido em ações da empresa que ajudou a triunfar, não sairá do cenário, garantido como dono de percentual na Exor, holding controladora da marca, e presidente da Ferrari. A recuperação da Fiat, sua transformação em FCA, a excepcional valorização, formam case de administração.

Segredo – Não se crê em eventual anúncio da veracidade sobre a especulação de sinergia acionária entre a Ford e a FCA, desejo do presidente Donald Trump.

Duster Turbo – Renault testa o Duster II: plataforma atual, porém carroceria mais longa 10 cm; motor L3, 1,3, turbo, 130 cv. Produção em Curitiba. 2019.

Recorde – Toyota Argentina prevê recorde em 2018. Velocidade de produção, 90” por veículo, indica 143 mil unidades, 14% mais sobre as 125 mil da capacidade instalada.

Panorama – Vistos números do primeiro quadrimestre, projeta-se grande disputa de preços e vantagens entre GM e Volkswagen. Primeira cresceu 15,% em vendas, abaixo dos 20% do mercado. VW marcou 38%. Mantida tal diferença GM perderá liderança do mercado de veículos para a VW.

EUA – Longo braço da justiça norte-americana chegou a Martin Winterkorn, 70, alemão, ex poderoso presidente da Volkswagen. Corte em Detroit, Mi, aceitou denúncia por crime relativo à falsificação dos índices de emissões pelos automóveis diesel da marca. Veem-no responsável.

DieselgateComo chamado, aplicava programa para driblar a fiscalização. Incontáveis veículos envolvidos, mais de US$ 30B em gastos pela VW, nove indiciados, dois cumprindo pena, e uma lição mundial: mais barato consertar o problema que mascará-lo. Se condenado, não será extraditado, mas não é mais o executivo vitorioso. Muito pelo contrário, é recolhido senhor.

Lambo papal


Investimento – Tens grana? Gostas de aparecer? Nem precisa apreciar carros, mas a quem com tal perfil, oportunidade na área: dia 12 a casa inglesa de leilões Sothesby’s levará a martelo um Lamborghini O Km, modelo Huracán, RWD, coupé, branco com distintivos frisos dourados, cores do Vaticano. Previsão de arremate curiosamente baixa: entre 250 e 350 mil euros – R$ 1M e 1,5M.

Origem – Barato ou caro, pouco se dá. O diferencial importante, está no fato de conter autógrafo do Papa Francisco, recebido como doação do fabricante, para ser leiloado. Valor apurado irá a obras pias: 70% para a cidade de Nineveh, no Iraque, destruída pelo Estado Islâmico.

Novo caminho: compra do Kwid sem ir ao concessionário


Comprando o Kwid pelo telefone
As grandes mudanças nos processos de produção e comercialização de veículos, dando novas formas para chegar ao mercado, atualmente em enormes alterações, induzem novas soluções. 

Renault deu passo corajoso ao formular o Kwid, abrindo novo caminho como forma de compatibilizar desenho e forma de agrado do consumidor com o menor preço dentre os carros nacionais. Sucesso ao lançamento, fabricante fez segundo passo de operação e diferenciação, o K-Commerce. É abreviatura de Knowledge Commerce, comércio de conhecimento, bem adequado às demandas de interatividade hoje presentes no mercado. 

Por ele, consumidor consegue comprar um Kwid: escolha de versão, equipamentos, cor; a forma de pagamento: à vista, financiado, dando carro usado como entrada, recebendo boleto e realizando pagamento, fazendo todas as operações por tablet, smartphone ou computador. No entendimento via máquina terá previsão de prazo de entrega e, na prática, irá ao concessionário apenas para receber seu Kwid – ou também entregar o usado.

Renault aplicou-se decisivamente para viabilizar o uso do K-Commerce: três equipes no Brasil, França e Canadá, 53 pessoas, 44 dias de 24h para compatibilizar 15 programas – da avaliação do usado, aprovação e moldagem do financiamento, entrada no programa de produção da fábrica.
__________________________________________________________________________edita@rnasser.com.br 


Um Renault Kwid Zen com 10 mil km rodados foi testado pelo Blog e apresentou problemas sérios de suspensão e de caixa de marchas. O ponto positivo é o esperto motor de 3 cilindros de apenas 66 cv.




Renault Kwid não tinha andado nele ainda e a experiência não foi de fato das mais agradáveis. Aproveitei para alugar o Kwid Zen, na Alamo, durante quase um mês de minha permanência em Fortaleza e conhecer o comportamento do pequeno monobloco francês com 10 mil km rodados. Diria que é um carro muito pouco rodado para os problemas identificados. 



Salvo raras exceções, os carros que os jornalistas automotivos testam são novos, zero quilômetro, e só depois de rodar uns bons milhares de quilômetros se sabe se um carro suporta as agruras do dia a dia de ruas esburacadas, alagamentos, gasolinas de má qualidade e do próprio uso.



O Kwid tem um motor três cilindros e 12 válvulas, de 66 cv (70 etanol) que na verdade foi o que achei de melhor no carro. Esse motor esperto tem um bom arranque e nem parece que tem apenas 9,4 kgfm de potência com gasolina (9,8 com álcool). Dentro de seus limites, lógico, desenvolve bem e tem boa retomada. 



O câmbio é de cinco velocidades manual e apresentava já com 10 mil km problemas de sincronização da segunda marcha. 




O mesmo não se pode dizer da suspensão. Andando no asfalto liso, o Kwid - não fosse o som do motor que se deixa ouvir forte - roda sem problemas, mas assim que sai dele, o carro mostra a sua suspensão barulhenta e incomodativa.



Além de incomodar muito, as batidas da suspensão são assustadoras e nos dão a sensação de que algo está se quebrando.



Para essa barulhada contribui a tampa do porta-malas que tem que ser deslocado do seu lugar para cima dos dois encostos para parar de fazer barulho.





Em termos de conforto, os bancos dianteiros são normais, mas o traseiro nem tanto. 


Estranhei muito a qualidade da suspensão do Kwid num carro com apenas pouco mais de 10 mil km.



Andei 600 km e o carro consumiu um tanque - 38 litros - de etanol e um tanque de gasolina, em trajetos mistos de estrada e cidade.




O Kwid Zen custa, imagine, de R$ 37.000 (R$ 36.990) e a versão de entrada R$ 32.490. O que justificaria esse custo? De acordo com informação do site da Renault, a versão Zen não traz rádio de fábrica, apenas a preparação para sua instalação pelo comprador, mas o alugado vinha com o equipamento,  mas tem tranca elétrica na chave-canivete e interna, retrovisores de acerto manual, direção elétrica, vidros dianteiros elétricos, indicador de troca de marcha, ar condicionado, barulhento, os obrigatórios freios ABS, abertura interna do porta-malas e da portinhola do tanque, dois air bags frontais (obrigatórios) e dois laterais.



O porta-malas, para o tamanho do carro, acomoda uma mala grande e sacando a tampa leva mais duas pequenas em cima. 


O carro tem ligação de carregador de bateria de celular no isqueiro, alguns porta-objetos nas portas dianteiras e no painel central.


       



quinta-feira, 10 de maio de 2018

Maio Amarelo chegou para tentar conscientizar os motoristas e demais integrantes do trânsito a terem cuidado na direção dos veículos. Deve-se à Lei Seca significativa redução de acidentes, mas ainda há muito que fazer



Alta Roda
                    



Nº 992 - 10/5/18

Fernando Calmon




NUNCA DESANIMAR


Este mês se inicia mais uma campanha Maio Amarelo, do Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), em colaboração com a Anfavea. Trata-se de um tema dos mais negligenciados pelo poder público, mas também não dá para afirmar que este nada fez ou, ao menos, tentou.

O Brasil é um dos países signatários da Década de Ação para Segurança no Trânsito, criada pela ONU em 2011, de adesão voluntária. Meta audaciosa de redução de 50% no número de mortos em acidentes certamente deixará ser cumprida em sua totalidade. Países com trânsito mais seguro enfrentam o desafio de melhorar o que já é bom ou razoável. 

Em outros, as ações podem mostrar resultados bem interessantes a partir de uma situação muito ruim.
Nosso país deve se situar no meio termo ao fim do prazo. Entre 2012 e 2016 já houve redução de 22% no número de mortos. As 35.708 pessoas que perderam a vida, segundo o DataSUS, podem deixar de refletir a realidade em razão de estatísticas precárias e divulgadas com atraso. 

Essa referência engloba vítimas em ruas e estradas e que faleceram até 30 dias após o acidente, como se faz em países centrais. Parte desse avanço deve-se, sem dúvida, à Lei Seca e ao aumento da fiscalização.

Este ano o Maio Amarelo se baseia no mote anunciado pelo Contran no início do ano: “Minha escolha faz a diferença”. O ONSV criou, então, toda uma campanha com peças para várias mídias e hashtag #nossomosotransito. Há mensagens objetivas sugerindo mudanças comportamentais por todos os entes envolvidos no trânsito.

O próprio Contran mostrou iniciativas importantes este ano, porém atuou de forma atabalhoada por meio de algumas Resoluções polêmicas. Intenções foram boas, tudo na direção certa, porém o momento escolhido e os prazos exigidos fugiam da realidade de um país complicado por natureza.

Vai conseguir multar pedestres e ciclistas faltando poucos meses para eleições de grande amplitude? A lei já existia, o difícil é fazê-la funcionar. 

Precisaria de algo factível de executar, período de advertência razoavelmente longo e só depois partir para a multa. Receber o valor da penalidade seria muito difícil, mas já garantiria algum resíduo pedagógico em longo prazo.

Outro passo em falso foi a polêmica Resolução 726 que mudava o processo de habilitação de novos motoristas. Algo considerado fundamental para criar futuras gerações de motoristas e motociclistas mais conscientes e bem treinadas. 

A ideia de consolidar tudo num calhamaço de 272 páginas, naturalmente, ficou difícil de digerir. Faltou planejamento e a batalha de comunicação foi perdida de cara. O Contran dispõe de verbas publicitárias reservadas do DPVAT (conhecido como seguro obrigatório) e tinha de usá-las.

Equívoco mais sério foi tentar obrigar quem já estava habilitado a se submeter a novos testes. Poderia haver um questionário simples sobre legislação, de resposta voluntária, apenas para despertar a consciência. 

Consequência final foi desastrosa: tudo revogado dois dias depois, inclusive o que deveria ficar. Pelo jeito, vários “maios amarelos” se passarão, antes de se atingirem bons resultados. Ânimo não pode faltar.

RODA VIVA

CITROËN já distribuiu primeiras fotos oficiais do C4 Cactus nacional a ser lançado dentro de quatro meses, segundo fonte da Coluna. Dimensionalmente não mudará em relação ao modelo homônimo apresentado no Salão de Genebra, de março último. Distância entre eixos de 2,60 m é 6 cm maior do que o Peugeot 2008; futuro concorrente, VW T-Cross, terá 2,65 m.

PRIMEIRO quadrimestre do mercado interno de veículos (leves e pesados) comprova plena recuperação: 21% sobre 2017. No mês passado, as vendas superaram abril do ano anterior em 38,5%. Os estoques totais recuaram de 33 dias, em março para 32, em abril (normal, 35 dias; ideal, 30). Vendas diárias ainda permanecem subindo: em abril, média de 10.350 unidades.

EXPORTAÇÕES continuam a dar suporte aos números de produção e, por consequência, à recuperação do emprego setorial. Nos quatro primeiros meses de 2018 as exportações estão 65% acima da média dos primeiros quadrimestres dos últimos 10 anos. Produção total (mercados interno e externo) cresceu quase 21% sobre o mesmo período de quadrimestral de 2017.

IMPORTADORES filiados a Abeifa também anotam números positivos, quando comparados aos do fundo do poço em 2017. Vendas cresceram 44% em janeiro-abril deste ano contra o mesmo período do ano passado. A entidade espera recuperação firme ao longo de 2018, embora escalada de valorização do dólar possa atrapalhar. Concessionárias estão sendo reabertas.

FORD confirmou que seu motor de 1,5 litro de três cilindros, que estreia no Focus americano em 2019, terá estratégia de desativação de um cilindro sob condições de uso específicas. Haverá versão com turbocompressor. É o mesmo propulsor fabricado em Taubaté (SP) na versão aspirada e que também poderá receber esses recursos para atender novos limites de consumo.
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