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quinta-feira, 11 de outubro de 2018

DE CARRO POR AÍ , por Roberto Nasser vai do Mercedes ao vietnamita Lux

DE CARRO POR AÍ - Roberto Nasser





Coluna nº 4.118 - 11 de outubro de 2018 
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Mercedes C mudou frente e interior. Aqui o EQ Boost 

Os Mercedes C 2019 e o EQ Boost 

Mercedes renovou a 5ª geração de seu sedã Classe C. Sucesso de vendas, já marcou globalmente a entrega de 1,9M de unidades. No Brasil lidera as vendas de seu segmento – contra BMW serie 3 e Audi A4 sedã -; crava 51% das preferências. 


Mudanças finas, identificáveis pela nova frente, faróis em LEDs, e grades para indicar versões. Traseira mudou as lanternas em formato, adoção de LEDs, e charme de desenho em forma de C.

Mantém a linha de ação adotada há quatro anos, com a chegada da atual 5a geração, sinergia com a Classe S, a superior, de quem aproveita alguns adjutórios tecnológicos. 


No caso o equipamento digital para a instrumentação, o radar frontal para identificar o movimento do carro que segue a frente num preparativo de frenagem autônoma caso o motorista não tome providências.

Dentro um brincar com materiais de decoração, entre cores e tipos para caracterizar modelos e versões. Cores no couro, madeira com poros largos, ajudam a identificá-los. E telas para funções diversas.

Na modelia mantém os C 180 – motor 1,6 litro - Sport e Exclusive como entrada, evoluindo para C250 e o topo, com C 300 – motores 2,0. Diferencial na nova linha é a versão EQ Boost. 


Nome complicado pois induz associá-lo aos motores Ford turbo, palavra substituída por boost. Negócio confunde até funcionários da Mercedes, sem saber como o booster pode auxiliar na combustão, como o faz o turbo acionado pelos gases de escapamento. 

O negócio não funciona assim, mas por um alternador/motor. Na primeira função provê energia. Na segunda, alimentado pela energia cinética, com bateria adicional de 48 volts, se transforma num motor elétrico forte, produzindo 14 cv e 16,3 mkgf de torque. Por correia ligada ao virabrequim aplica força para se somar à produzida pelo motor. 

É outro pioneirismo, engenho 1,5 litro, 183 cv e 27,6 mkgf de torque. Substituirá os 1,6 de polêmicos problemas. Com o sistema o automóvel arranca forte, menos, porém, ante o projetado pela soma de potência e torque do conjunto motor endotérmico + motor elétrico. Anda mais e gasta menos.
                                       
   Quanto
Versão
           R$
180 Avantgarde
      188 mil
C 180 Exclusive
189 mil
C 200 EQ Boost
       229 mil
C300 Sport
       260 mil

Mercedes explica o inusual salto em preços – usualmente, na atualização da série, preços são mantidos sem correção -, argumentando fazer administração cuidadosa nos custos em variáveis Euros, para manter estoque vendável. 

Automóveis são montados em Iracemápolis, SP, e serão vendidos após o Salão do Automóvel, em novembro. Questão paralela, aguarda-se a aprovação da legislação regulamentadora do setor, o Rota 2030, atualmente em curso na minguante legislatura.

Diretor de concessionária comentou o salto desnecessário de preços ante as pequenas mudanças, e argumenta poderia vender mais se os preços fossem menores. 

 Lux, sedã made in Vietnam. Aqui, sem marca própria.


O Vietnam e o carro para chamar de seu
Vietnamitas poderão comprar, a partir de setembro do próximo ano, os modelos sedã Lux A2.0 e o suv Lux SA2.0, atrevidamente mostrados no Mundial do Automóvel, o Salão de Paris. 


Lux significa Luxury, Luxo, indicando um dos diferenciais do produto. A indica ser a primeira série de modelos – como aliás o fez a Ford ao surgir em 1903. São da pioneira marca nacional VinFast. 

A sonoridade pode induzir imaginar seja um destes auxiliares digestivos tão em moda recentemente, um laxante à base de vinho, mas referencia o prefixo do maior conglomerado industrial do país, o VinGroup. 

Negócio sério, para driblar a ausência de cérebros nacionais, contratou parceiros para desenvolver projeto de fábrica, construção, motor, mecânica e linhas. Idem para geri-la, com executivos europeus treinados na matéria. 

Seus parceiros são Bosch, BMW, Magna Steyr e Pininfarina, numa pretensão técnica e mercadológica de mostrar-se entrosada mundialmente. 

Magna Steyr, marca austríaca, constrói desde Cherokees a Mercedes G Class, fornecerá a plataforma com um mix de materiais, agregando suspensões independentes nas 4 rodas, direção e freios. Motor recém projetado, L4, 2.0, a gasolina, turbo, duas versões: 180 cv no sedã e 235 cv no suv.

Slogan vai no caminho global: Identidade vietnamita; design italiano; tecnologia alemã, padrão internacional. Quer entrar em outros mercados com produtos em amplo leque, de variáveis da linha, a ônibus, caminhões e automóveis elétricos. Este, em projeto de produto e construção, contratado com a GM. Design por Giugiaro.



IKEA, dos móveis, quer fazer vagões autônomos....
Conhecida mundialmente pela popularizar móveis e objetos com desenho escandinavo, a Ikea interpretou a liberdade para projetar veículos a partir do novo conceito de autonomia veicular. Sem necessidade de volante, comandos, bancos especiais, a Ikea releu o espaço interno como um lounge, olhar prático do fabricante de móveis e sofás.

Fabricante de móveis enfatiza o critério de mobiliário. O veicular está em posição secundária.

A visão abre oportunidade de negócios para criações sobre chassis de marcas especializadas em veículos, como a Volvo, também sueca, e das mais avançadas no setor. 

A Ikea pensou inicialmente em sete conceitos virtuais, ante consciência do momento: O potencial real dos carros autônomos não está em nossa capacidade de dirigir sem ter as mãos no volante, mas no que poderemos fazer ou experimentar dentro dos autônomos, disse em comunicado. 

Vão desde Café para integrar a vizinhança, a Fazenda, para venda de hortifrúti de pequenos produtores. Outro, uma sala de jogos enquanto o pequeno vagão autônomo viaja circuitos urbanos, Sorveteria, Consultório Médico indo aos clientes.

Curioso – e não parece distante. Há um aplicativo, o Space10 permitindo usuários de iPhone ou Apple experimentar os sete conceitos, mas o ponto de vista está em franca mudança. O automóvel perde o charme, o status, a emoção. É o que faz andar um sofá ...

T-Cross, apresentação outubro; vendas março.


VW T-Cross em outubro
Volkswagen ajustou data para apresentar seu mais novo modelo, o aguardado T-Cross: 25 de outubro, afinada com China e Alemanha, onde o – hatch, SUV, SAV, crossover, pouco se dá o rigor ou o laceamento da classificação – será produzido.

Basicamente o mesmo produto, entretanto adequado às peculiaridades dos clientes. A versão brasileira, por exemplo, terá acertos exclusivos por conta de seu público, mulheres de boa renda, viajadas, conhecedoras de confortos automobilísticos e preocupadas com itens capazes de garantir sua segurança e a impressão de. Na prática público diverso de chineses e europeus, com uso mais restrito do veículo e em menor degrau na escala social de renda.

Versão brasileira tem maior distância entre eixos – para assegurar mais conforto aos passageiros do banco traseiro -; teto solar panorâmico; Park Assist de 3ª geração – estaciona de frente, ré, e longitudinalmente -; maior porta-malas; maior altura relativamente ao piso. 

Primeiro por necessidade em viagens rodoviárias e na aplicação dita cidade/praia/campo, e por conta das imperfeições de piso e demanda, maior distância livre do solo.

Na parte de segurança, 6 bolsas de ar, conjugação dos sistemas de ABS nos freios, do ESC, corretor de segurança para derrapagens, e auxiliar para aumentar pressão no sistema e eficiência nos freios.

O T-Cross pretende ser uma das atrações do Salão do Automóvel, em novembro. Vendas? Coluna aposta em março.

Peugeot, terá sim, picape e suv
Informações não confirmadas; especulações; palavras impressas e ao vento; volta e meia tal teoria renasce, - até a Coluna dedicou-se ao tema com as informações acessadas -, entretanto sem ter confirmação pela Peugeot ou sua holding, a PSA. 

Porém, fez-se a luz no Mundial do Automóvel, o Salão de Paris, quando Jean-Philippe Imparato, CEO mundial da marca, confirmou projeto e andamento a jornalistas argentinos, como relatou o bom sítio Autoblog.ar. 

O executivo francês não definiu o local de produção – Argentina ou Brasil -, nem a base a ser utilizada. Não será a novidadosa CMP para a próxima geração de produtos mercosulinos do segmento compacto, mas não informou ser algo primário como um chassi de longarinas em formato de escada. 

Disse existir o desenvolvimento de um picape para ter amplitude global, e afastou a possibilidade de ser veículo com a leitura do Hoggar, picape pequeno, sobre o Peugeot 206, de fugaz – breve – presença, e olvidada – esquecida - lembrança. 

Apesar de não definir prazos, fez considerações interessantes: o picape estará baseado em qualidade, durabilidade, desenho e torque do motor, e ao lançamento apresentará nível de qualidade impecável. Não resistiu à tentação de garantir o futuro: Será um êxito.

Situou-o como tendo um desenho ao gosto dos sul americanos. E antecipou desdobramento: mesma plataforma comportará um SUV – como a Toyota faz com o picape Hilux e o suv SW4. 

Em porte, um concorrente para Chevrolet S10, Toyota HiLux, Mitsubishi Triton, VW Amarok, novos Nissan Frontier, Renault Alaskan e Mercedes Classe X – mercado se pergunta se Ford Ranger sobreviverá à razia – limpa - feita pela marca em seus produtos.
Ps.: Nada a ver com o tosco e rústico picape Dongfeng, produzido por sua associada do mesmo nome na China.

Roda-a-Roda

Pressa – Carro ainda não começou a ser produzido e, obviamente, vendido. Porém, árdegos – apressados, incontidos -, concessionários Mercedes na Argentina já aceitam encomendas…

Como – Quatro versões de conteúdo, três motores: dois Nissan L4, 2.3 com um e dois turbos, 153 e 190 cv, e V6 Mercedes, 258 cv. Preço da segunda versão, primeira com rodas leves, motor 250 e 190 cv equivale ao mesmo carro vendido como Nissan Frontier, em versão superior. Parece, regra é: mais vale uma estrela pelada que um japonês enfeitado…

Aqui – Mercedes informou à rede concessionária, Classe X apenas em junho. Não aceitam pré-inscrição ou reserva, mas já há grupo de consórcio. Nele, preço estimado R$ 200 mil. Condição especial, prioridade na entrega.

Promessa – Em novembro de 2017 GM anunciou investir US$ 500M na Argentina para fazer nova família de produtos, conhecida sob a abreviatura AVA – alto valor agregado. Na prática, acima do Cruze, lá feito.
Presidente Macri anunciou vagamente eliminar impostos distorcivos – não os individualizou ou quantificou.

Prensa –  Agora GM partiu para a objetividade: reuniu a imprensa e divulgou correspondência enviada ao Governo comunicando decidir a inversão ante a eliminação dos citados impostos distorcivos e da aprovação da Reforma Fiscal, a reforma tributária deles, ora em curso  no Congresso.

Paralelo – Um programa da GM de demissões causadas pelo desidratar do mercado interno de lá e de cá, serve de apoio às decisões.

Ocasião - Lançamento do novo VW T-Cross, a ser construído na fábrica de São José dos Pinhais, PR, sobre nova plataforma MQB, forçará mudança nos produtos Audi, também lá montados. Na prática, um novo Q3 e, possivelmente, Audi A4.

Bolso – Na beirada do balcão é presumível a venda das últimas unidades feitas sobre a plataforma atual, a preços simpáticos. Se interessado, fique de olho.

Também – Com o anúncio da Mercedes vendendo a linha do Classe C ‘18/’19 a partir de novembro, a de 2018/18, em estoque nos revendedores, será ouvinte atenta a propostas de descontos e facilidades.

Negócio – Peugeot divulgou, junto com lançamento dos novos 508 SW e Rifter no Salão de Paris, pacote de facilidades: compra on-line; recebimento do usado do comprador como entrada; financiamento; entrega do 0 Km em endereço indicado pelo consumidor. O negócio automóvel está mudando em produto, relações, assistência, instalações do revendedor.

Política – Peneirada a primeira extração na depuração presidencial, dois candidatos vão para a seleção final. Nenhum dos dois se comprometeu com a indústria automobilística, mobilidade.

Como fica - Anfavea, associação dos fabricantes de veículos, está preocupada com o desdobramento dos planos ou falta deles, em especial quanto a tratamento tributário, promessas de maior abertura comercial, e o projeto Rota 2030 no Congresso, com parlamentares em seus últimos dias de Cinderela.

Mais uma – Kawasaki motos inaugurou concessionária Premium, em Curitiba. Quer diferenciar-se por contratar time de vendas e pós vendas com larga experiência. É a 35ª loja da marca. Fica à Rua Gonçalves Dias, 195, bairro Batel.

GenteEduardo Pincigher, diretor de comunicação da JAC Motors, independência

OOOO Será assessor de imprensa da marca, abrindo leque profissional para atender a outras empresas, prestar consultoria, auditar crises

OOOO É do ramo, viveu os dois lados do mercadoOOOO
_________________________________________________________________________________edita@rnasser.com.br 


MINI Cabrio: 25 anos de história para chegar ao Salão de SP. Primeiro MINI com carroceria conversível foi lançado em 1993.  Versão icônica ressurgiu em 2004, após a marca britânica ser incorporada ao BMW Group.



São Paulo, 11 de outubro de 2018 O ano de 2018 celebra um marco importante na história da MINI: o 25º aniversário de comercialização do primeiro MINI Cabrio, ocorrida no Reino Unido, em 1993. 

O primeiro MINI com carroceria conversível, denominado Rover Mini Cabriolet, foi lançado no mercado britânico em junho de 1993, influenciado pelo sucesso obtido por uma versão exclusiva criada pela empresa alemã Lamm Autohaus, 2 anos antes, e batizada de Mini Lamm Cabriolet. 


A Lamm Autohaus removeu o teto do veículo e promoveu a venda de 75 exemplares do modelo modificado na terra de Sua Majestade. 


O sucesso foi instantâneo e todas as unidades do Mini conversível foram vendidas imediatamente alçando o Cabriolet ao status de um dos mais raros Minis já produzidos.


Com a alta procura e a consequente exclusividade, por ocasião de seu lançamento, em 1993, o Mini Cabriolet custava quase o dobro do valor de um Mini Clássico. A nova versão foi disponibilizada em duas combinações de cores: Caribbean Blue (azul), com teto removível cinza, e Nightfire Red, com teto também em vermelho. 



O modelo trazia ainda rodas Revolution, de 12 polegadas de diâmetro, listras finas brancas percorrendo a lateral da carroceria, e uma ampla grade frontal cromada. Outra característica especial do modelo era a carroceria, que recebeu reforços para acomodar o novo capô. 



Na época, a mecânica do Cabriolet era idêntica ao do Cooper 1.3i. O interior do veículo, no entanto, foi luxuosamente adornado com painel em madeira de nogueira, volante revestido de couro preto e cintos de segurança coloridos.


MINI Cabrio 2004: o conversível recriado
O novo MINI Cabrio foi apresentado à imprensa e ao público, pela primeira vez, em 2004, durante o Salão do Automóvel de Genebra, na Suíça. 



Ele foi lançado no mercado europeu em três versões – MINI One Cabrio, MINI Cooper Cabrio e MINI Cooper S Cabrio. Além dos novos para-choques dianteiros e traseiros, diferenciados em relação ao MINI Hatch convencional, a gama de cores externas disponibilizada para o modelo contava com 10 tonalidades diferentes. 



Desde o lançamento do MINI Cabrio, mais de 89 mil unidades desta versão foram vendidas no Reino Unido, o país de origem da MINI, sendo o Cabrio a mais popular, com 43% do total das vendas do MINI Hatch naquele mercado. A cor Pepper White é a tonalidade externa preferida entre os clientes britânicos, enquanto 86% das unidades contam com câmbio manual.


Em 2009, a MINI acrescentou um toque ainda mais exclusivo ao conversível com a introdução do 'Openometer', um mostrador situado à esquerda do painel de instrumentos e que permitia ao motorista verificar quanto tempo ele dirigia com o teto recolhido. 



O medidor rebatizado mais tarde de 'Always Open Timer', ainda é oferecido no MINI Cabrio e pode ser acessado como um mostrador digital na tela do MINI Visual Boost. A função ‘Rain Warner’ também é exclusiva do Cabrio. 



Disponível desde 2016 no conversível, este recurso monitora a previsão do tempo na região onde o veículo se encontra. E se a possibilidade de chuva for alta no percurso, o computador de bordo avisará o motorista aconselhando-o a fechar o teto caso ele esteja abaixado.


Em março último, o novo MINI Cabrio foi lançado no mercado europeu com novas atualizações de design e tecnologia. 



Além do teto de acionamento totalmente elétrico, cada MINI Cabrio vem com faróis e lanternas equipados com LEDs, Controle de Distância de Estacionamento Traseiro (PDC), tela de 6,5 polegadas, chamada de emergência inteligente (E-call), rádio digital e conectividade Bluetooth entre outros itens de série. 



Atualmente, o MINI Cabrio é oferecido em cinco opções de motorização – One, Cooper, Cooper S, Cooper D e Cooper SD – equipadas com motores de 3 ou 4 cilindros, movidos a gasolina ou diesel, e associadas a transmissões automáticas ou manuais de seis, sete ou oito marchas.


MINI Cabrio no Brasil
O MINI Cabrio fez sua estreia no Brasil em meados de 2009, logo após a marca britânica iniciar sua operação comercial no país. 



Em agosto de 2013, a MINI promoveu o lançamento da versão John Cooper Works Cabrio, a opção mais apimentada do conversível, juntamente com outros integrantes da família John Cooper Works, incluindo as variantes Coupé e Roadster. 



E, 3 anos depois, em agosto de 2016, a nova geração do MINI Cabrio desembarcou por aqui equipada com o novo motor 2.0 TwinPower Turbo, de quatro cilindros e 192 cavalos de potência, capota elétrica, além de outros aprimoramentos significativos aptos a tornar a experiência de dirigir a céu aberto ainda mais dinâmica, refinada e versátil. 



Nestes quase 10 anos de presença da MINI no Brasil, aproximadamente 1.400 unidades do Cabrio foram vendidas pela marca no mercado nacional.

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Coluna Mecânica On Line, de Tarcísio Dias lembra que a BMW Motorrad se inova há 95 anos e hoje chegou à primeira moto de condução autônoma




COLUNA 
MECÂNICA ONLINE®

10 | SETEMBRO | 2018





As inovações mais importantes
 em 95 anos da BMW Motorrad


Hoje a coluna Mecânica Online abre espaço para o mundo da motocicleta. Em nosso dia-a-dia recebemos muitos releases e o que conta a história de evolução tecnológica, pioneirismo e empenho da BMW Motorrad merece ser destacado no dia de hoje. São 95 anos de um caminho alinhado a marcos revolucionários e que serão apresentados a partir de agora.


1923 - Melhor que voar.
A BMW surgiu como uma fabricante de motores para aeronaves. Contudo, no momento em que conceberam a sua primeira motocicleta, os engenheiros criaram um verdadeiro marco: a R 32. 


Não era simplesmente de uma bicicleta motorizada, muito comum naquela época, mas um conceito inteiramente novo com uma excelente proposta estrutural e um motor boxer que realmente fazia parte do design.

1924 – Frenagem: Mais fácil que nunca.
Após o início da produção da R39, a BMW passou a usar um freio externo, acionado com o pé, pela primeira vez, para parar a roda traseira, em vez do freio tipo cunha habitual, permitindo que o piloto freasse com ainda mais segurança e sem esforço.

1935 – Maior estabilidade e conforto na condução.
A BMW também é pioneira quando o assunto é tecnologia de suspensão. A R12 (turismo) a R17 (esportiva) foram as primeiras motocicletas do mundo a utilizar garfos telescópicos com amortecimento hidráulico. Além de substituir as molas rígidas, eles contribuíram de forma significativa para uma maior estabilidade e conforto de condução.



1936 – Construção leve inteligente.
Com a esportiva R5 (500 cm³), a BMW apresentou, pela primeira vez, uma estrutura tubular oval de design cônico, pela primeira vez. Essa construção inteligente e leve utilizou um novo processo de soldagem altamente inovador e que definiu as técnicas de fabricação para os anos seguintes. Mas, afinal, qual era a vantagem de um processo de construção leve? Alta flexibilidade com baixo peso.

1955 – Alta estabilidade de pilotagem, mais conforto.
O inovador chassi com braço totalmente oscilante foi utilizado pela primeira vez pela BMW na produção de motocicletas, como os modelos R50 e R69. Isso garantia alta estabilidade e conforto de condução incomparáveis.

1960 – Sem dúvida a superbike alemã mais rápida.
O primeiro amortecedor hidráulico de direção garantiu máxima segurança na pilotagem de motocicletas convencionais. Este equipamento foi instalado pela primeira vez na R-69S – a superbike alemã mais rápida da época. O amortecedor de direção até podia ser desacoplado em velocidades mais baixas para melhor manuseio.

1961 – Equipamento completo: acessórios e itens opcionais.
Para aqueles que desejam dar à sua moto BMW um caráter personalizado, os acessórios especiais e equipamentos opcionais BMW Motorrad são a melhor opção há muito tempo. Barras de proteção e suportes para malas foram adicionados à gama ainda nos anos 1950. Atualmente, uma ampla gama de acessórios e equipamentos opcionais podem ser usados ​​para criar sua própria motocicleta BMW customizada.

1973 – Ícone de design com tecnologia emblemática.
A R90 S foi a primeira motocicleta a ser equipada com freio duplo na roda dianteira como item de série. Ao mesmo tempo, os modelos da Série / 6 foram os primeiros a receber lâmpadas H4. Essas inovações garantiram maior segurança no tráfego rodoviário.

1976 – A primeira carenagem regulável como item de série.
A R100 RS serviu de base para uma série de inovações introduzidas em vários modelos. Tudo graças aos avanços proporcionados por testes de aerodinâmica, realizados em túneis de vento. O desenvolvimento desta motocicleta resultou na primeira carenagem do mundo otimizada aerodinamicamente para motocicletas de produção. Os benefícios da baixa resistência do ar e da baixa pressão no capacete são particularmente sentidos pelos pilotos em longas distâncias.


1978 – A primeira coleção de pilotos.
A BMW Motorrad entrou em uma nova era ao lançar um capacete com visor completo em 1976. Dois anos depois, o primeiro equipamento completo para piloto chegou ao mercado. Desde então, os designers e engenheiros da BMW Motorrad seguiram focados em proteção, segurança, funcionalidade e inovação – harmonizando esses atributos com um visual casual.

1979 – Manoplas aquecidas: sensação aprimorada.
Motivo de gozação no início, as manoplas aquecidas se tornaram um recurso indispensável hoje. Afinal, elas aumentam o conforto e a segurança na condução, pois foi comprovado que as mãos quentes reagem mais rapidamente.


1980 – A vibração perfeita.
A R80 G/S foi a primeira motocicleta Enduro equipada com motor de dois cilindros tipo boxer e, consequentemente, a fundadora de um novo segmento. A partir de então, a sigla G/S passou a representar o motociclismo como uma aventura de ilimitadas possibilidades. Ela foi a primeira das motocicletas de grande porte a vir equipada com um braço oscilante traseiro montado de um lado só, e que se destacava pela rigidez torcional 50% maior em relação aos braços oscilantes duplos convencionais, apesar do menor peso. Ser capaz de remover a roda traseira mais rápida e facilmente também se revela uma grande vantagem.

1981 – Dois capacetes em um.
A BMW lançou o primeiro capacete articulável para motociclistas do mundo unindo duas partes: uma seção de queixo de fácil remoção e que permitia que ele fosse usado também como um capacete fechado ou integral. Além da versatilidade, o equipamento garantia conforto e facilidade no manuseio.


1986 – Trajes estanques para motociclistas.
A BMW revolucionou os trajes para motociclistas ao lançar a primeira vestimenta de Gore-Tex do mundo.

1987 – Paralever: a evolução na tecnologia de suspensão.
O braço oscilante de articulação dupla projetado pela BMW Motorrad – chamado de Paralever – essencialmente eliminou a incômoda transmissão de forças de tração para o conjunto da suspensão e foi aplicado pela primeira vez nos modelos R80 GS e R100 GS em 1987.

1988 – O primeiro ABS do mundo para motocicletas.
A BMW foi a primeira fabricante no mundo a equipar motocicletas com freios assistidos por ABS em 1988. Ao fazer isso, a BMW estabeleceu um novo marco na produção de motocicletas. A partir de 2013, todas as motos BMW passaram a vir equipadas com ABS como equipamento padrão.

1988 – Primeira motocicleta com gerenciamento digital do motor.
A BMW K1 é considerada um marco na indústria de motocicletas graças à sua aerodinâmica. Também foi a primeira equipada com gerenciamento eletrônico digital do motor. A unidade de controle Motronic combinava componentes eletrônicos de ignição e injeção e, ao fazê-lo, garantia a eficiência da queima do combustível e o cumprimento dos requisitos para o uso de um catalisador regulável.

1990 – Tecnologia ambiental inovadora para motocicletas.
A BMW passou a oferecer o primeiro conversor catalítico regulável do mundo para motocicletas. Inicialmente, o conversor catalítico de três vias poderia equipar modelos da Série K, dotados de gerenciamento eletrônico do motor como equipamento opcional. Para modelos produzidos a partir de 2000, toda a gama da BMW Motorrad passou a vir equipada com um catalisador regulável de série.

1993 – Distância de frenagem mais curta.
A BMW R1100 RS foi a primeira motocicleta de produção com suspensão dianteira Telelever e que vinha combinada a um braço oscilante Paralever, na roda traseira. O Telelever atua como um sistema mecânico anti-mergulho e capaz de proporcionar excelente aderência mesmo em frenagens bruscas. Combinado com ABS, as distâncias de frenagem foram significativamente reduzidas.

1998 – O primeiro farol duplo com tecnologia elipsoide do mundo.
Introduzido o primeiro farol duplo, com tecnologia elipsoide, em motocicletas de produção e capaz de garantir melhor iluminação da estrada.


2004 – O primeiro quadro regulado eletronicamente.
O Ajuste Eletrônico de Suspensão (ESA) foi uma inovação para as motocicletas BMW produzidas em série. Ela foi utilizada, pela primeira vez, na BMW K1200 S e hoje está disponível em quase toda a gama de motocicletas BMW de dois cilindros, quatro cilindros e seis cilindros. O ESA permite regular eletronicamente a configuração da suspensão com o simples toque de um botão, de acordo com a situação de condução e da carga submetida. Ideal para diferentes condições de piso, o ESA oferece aos pilotos características de amortecimento perfeitas, desempenho otimizado e o mais alto nível de segurança de pilotagem.

2005 – Perfeitamente conectado.
A tecnologia CAN-Bus é um conceito de troca de dados entre os módulos eletrônicos que requer apenas uma única linha de dados. Uma vantagem sobre a conexão ponto-a-ponto é um escopo significativamente mais amplo de funcionalidade com cabeamento consideravelmente reduzido. Outras vantagens do tráfego de dados digitais são economia de peso, alta imunidade à interferência, capacidade de diagnóstico completo e mais informações para o motociclista.

2010 – Farol Adaptativo.
A BMW foi a primeira fabricante a oferecer um farol com facho de luz adaptável e especialmente desenvolvido para motocicletas. Ou seja, uma iluminação que torna as motocicletas mais seguras no entardecer ou à noite, iluminando a estrada e suas áreas de entorno.

2014 – A primeira Maxi-Scooter elétrica.
Com a Maxi-Scooter elétrica BMW C Evolution foi possível experimentar a mobilidade urbana do futuro e de forma absoluta. Esta poderosa Maxi-Scooter uniu sustentabilidade, dinamismo e agilidade, e permitiu deixar emissões e ruído para trás. Com máxima performance de pilotagem, compatibilidade ambiental e tecnologia inovadora – a C Evolution foi concebida para oferecer um prazer de pilotagem na sua forma mais pura.

2015 – Superesportiva zero-emissões.
O modelo experimental eRR, desenvolvido como um conceito em parceria com a Universidade Técnica de Munique (Alemanha), é a interpretação da BMW Motorrad de uma proposta de motocicleta superesportiva elétrica. Inspirada em uma superesportiva BMW S 1000 RR, a eRR elevou o tema zero-emissões e motorização elétrica a um novo e fascinante patamar.

2016 – Conceito visionário e centenário
O protótipo BMW Motorrad VISION NEXT 100 – um dos veículos-conceito concebidos para celebrar o Centenário da divisão pioneira do BMW Group –, trazia inovações revolucionárias, como por exemplo, um sistema de auto equilíbrio que permitia que a motocicleta permanecesse estável tanto durante o percurso quanto parada. Além de acrescentar uma nova dimensão à sensação de liberdade em um mundo cada vez mais digitalizado, conectado e automatizado, a VISION NEXT 100, vinha com um quadro triangular e que lembrava visualmente a R 32, de 1923 – a primeira motocicleta BMW –, flexível, permitindo manobras de direção sem a necessidade de articulações.


2018 – Pilotagem sem piloto
Baseada em uma BMW R 1200 GS, a primeira motocicleta equipada com tecnologias de condução autônoma da marca se movimentava de forma independente, acelerando e desacelerando, também de forma independente, até parar. Contudo, mais que promover o lançamento de um veículo completamente autônomo, este protótipo teve como objetivo servir como uma plataforma para o desenvolvimento de futuros sistemas para tornar a condução de uma motocicleta ainda mais segura, mais confortável, além de ampliar o prazer de pilotar, um dos pilares da BMW Motorrad.

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Coluna Mecânica Online® - Aborda aspectos de manutenção, tecnologias e inovações mecânicas nos transportes em geral. Menção honrosa na categoria internet do 7º Prêmio SAE Brasil de Jornalismo, promovido pela Sociedade de Engenheiros da Mobilidade. Distribuída gratuitamente todos os dias 10, 20 e 30 do mês.
http://mecanicaonline.com.br/wordpress/category/colunistas/tarcisio_dias/

O grafeno, um material 200 vezes mais forte que o aço e mais leve que as atuais chapas de aço passará a ser usado pela Ford no Mustang e na F-150



A Ford será a primeira na indústria automotiva a usar o grafeno em seus veículos – veja o vídeo. Esse novo material leve e incrivelmente resistente, 200 vezes mais forte que o aço, começará a ser aplicado no final do ano em peças do Mustang e da F-150, podendo equipar também outros carros da marca.

Chamado de “material milagroso” por alguns engenheiros, o grafeno já é usado em telefones celulares e alguns artigos esportivos. Além de extremamente fino e flexível, é um dos melhores condutores do mundo e também um ótimo isolante de som.

Embora não seja economicamente viável para todas as aplicações, a Ford desenvolveu junto com a Eagle Industries e a XG Sciences uma maneira de usar esse nanomaterial bidimensional em pequenas quantidades. 


Ele será aplicado na cobertura de linhas de combustível, bombas e motores, como um isolante acústico superpotente para tornar a cabine mais silenciosa.


“A inovação aqui não está no material, mas na forma como ele é usado”, diz Debbie Mielewski, líder técnica de sustentabilidade e novos materiais da Ford. 

“Com uma quantidade muito pequena, de menos de 0,5%, conseguimos obter melhorias significativas em durabilidade, isolação acústica e redução de peso – aplicações que não têm sido focadas por outros estudos.”

Prêmio Nobel

O grafeno foi isolado pela primeira vez em 2004, mas os avanços na sua aplicação são relativamente novos. O primeiro experimento para isolar o grafeno foi feito usando grafite de lápis e um pedaço de fita adesiva. 

Com a fita, foram retiradas camadas de grafite para criar o material. Esse experimento rendeu o prêmio Nobel em 2010 aos seus criadores, Andre Geim e Konstantin Novoselov.


Em 2014, a Ford começou a estudar com fornecedores o uso do material em peças automotivas. Geralmente, reduzir o ruído na cabine dos veículos significa adicionar mais material e peso, mas com o grafeno é o oposto.

“Uma pequena quantidade de grafeno tem um efeito significativo na qualidade de absorção sonora”, diz John Bull, presidente da Eagle Industries.

Em testes feitos pela Ford e fornecedores, a espuma misturada com grafeno trouxe uma redução de 17% no ruído, uma melhoria de 20% nas propriedades mecânicas e de 30% na resistência ao calor comparado ao material sem grafeno.

“Estamos entusiasmados com os ganhos de desempenho que nossos produtos podem oferecer à Ford e à Eagle Industries, mostrando o potencial do grafeno em múltiplas aplicações”, diz Philip Rose, CEO da XG Sciences.


Líder de mercado há 12 meses e com dois anos de mercado, o SUV médio Jeep Compass ganha no modelo 2019 mais conteúdo em todas as versões. Configurações Limited e Trailhawk passam a sair com Park Assist de série. Veículo nacional com mais tecnologias semiautônomas, Jeep® Compass tem redução de preços no kit com recursos avançados de assistência à direção.Design consagrado foi refinado com três novas rodas e três novas cores


Com mais de 100 mil unidades já emplacadas, o SUV mais vendido do Brasil não para de evoluir e entra na linha 2019 oferecendo ainda mais tecnologia e estilo, para continuar no topo. 

Cada uma das versões recebeu mais itens de série e há novas rodas e cores. O Jeep® Compass mantém dois competentes powertrains, 2.0 Flex de até 166 cv com câmbio automático de seis marchas e o 2.0 Diesel de 170 cv com câmbio automático de nove marchas e tração 4x4 – este com motor e transmissão exclusivos no segmento.



O reforço nas listas de equipamentos foi significativo. Na configuração inicial, Sport Flex, o Compass passa a sair de fábrica com maçanetas e capas dos espelhos retrovisores pintados na cor da carroceria e novo desenho para as rodas de liga leve de 17 polegadas.

As versões seguintes, Longitude Flex e Diesel, agora contam com a tela colorida de 7” no quadro de instrumentos, retrovisores externos com rebatimento elétrico e novas rodas de aro 18”.
Também disponível com os dois conjuntos mecânicos, o Jeep Compass Limited ganhou o sistema de estacionamento semiautônomo Park Assist, partida remota do motor pela chave (muito útil para deixar a cabine climatizada antes de entrar no veículo) e as rodas de 19” viraram padrão.

A opção Trailhawk continua sendo a mais off-road da linha e também recebeu o Park Assist e a partida remota, além do teto preto.
Tecnologia autônoma mais acessível
Além de estar comandando o ranking de vendas, o Jeep Compass também é líder em tecnologias avançadas de assistência à direção, chegando ao nível 1 de condução autônoma. 
Não há outro veículo fabricado no Brasil com tantos recursos disponíveis como o já citado Park Assist que passa a ser de série nas versões de topo e outros muito importantes.

Mais precisamente, controle de velocidade adaptativo (ACC), alerta de colisão com frenagem automática (FCW+) e monitoramento de mudança de faixa com correção ativa (Lane Sense), que fazem parte do kit opcional High Tech – disponível para as versões Limited e Trailhawk –, que ficou mais acessível. 
No Compass Trailhawk, por exemplo, o pacote custava R$ 15.650 e agora está saindo por R$ 8.700. E ele ainda inclui bancos dianteiros elétricos, som premium Beats e porta-malas com abertura e fechamento elétricos.

Inspirado no ícone Grand Cherokee, o estilo do Compass está ainda mais atraente não apenas pelas rodas novas. A carroceria tem duas novas cores que destacam a elegância do SUV médio da Jeep: Jazz Blue e Billet Silver. 
E por dentro, as versões Sport, Longitude e Trailhawk exibem novo acabamento, com vários detalhes escuros, como as molduras da central multimídia e saídas de ar centrais e da alavanca do câmbio.

A linha do Jeep Compass 2019 fica composta desta forma:
Sport 2.0 Flex AT6 – R$ 111.990
Longitude 2.0 Flex AT6 – R$ 124.990
Limited 2.0 Flex AT6 – R$ 142.490
Longitude 2.0 Diesel AT9 4x4 – R$ 151.990
Limited 2.0 Diesel AT9 4x4 – R$ 171.490
Trailhawk 2.0 Diesel AT9 4x4 – R$ 171.490

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