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sexta-feira, 15 de junho de 2012

ÔNIBUS HÍBRIDO VOLVO, MOVIDO A ELETRICIDADE E DIESEL É APRESENTADO NA RIO+20



A Volvo mostra na Rio+20 (Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável) o ônibus híbrido da marca já produzido no Brasil. O veículo, movido a eletricidade e a diesel, até então era fabricado apenas na Suécia. O evento foi realizado hoje, 14 de junho, pela manhã, em cerimônia com a presença do presidente da Volvo Bus Américas, Stefan Tilk, e o prefeito de Curitiba, Luciano Ducci.

A fábrica da Volvo, em Curitiba, é a primeira fora da Europa a produzir chassis híbridos da marca. A unidade exposta na Rio+20 é a primeira de um lote de 60 adquiridos por operadores de Curitiba, reconhecida mundialmente pelo pioneirismo de seu sistema organizado de transporte coletivo urbano.


Os 30 primeiros híbridos começam a rodar em setembro em Curitiba. Eles trafegarão nas linhas convencionais bairro a bairro, e na linha Interbairros 1, ligando terminais e bairros sem passar pela região central. Os 30 restantes serão entregues no próximo ano. Inicialmente, a Volvo fabricará um chassi padrão, na configuração 4x2 eixos.

“Estamos muito otimistas com este revolucionário veículo. É o ônibus do futuro”, afirma Luis Carlos Pimenta, presidente da Volvo Bus Latin America. A tecnologia Volvo permite economia de combustível de até 35% e reduz em 90% as emissões de gases poluentes, em relação aos ônibus com tecnologia Euro 3, além de não emitir ruído em cerca de 30% a 40% do tempo de operação.

O híbrido tem dois motores (diesel e elétrico) que funcionam em paralelo ou de forma independente. O motor elétrico é usado para arrancar o ônibus e acelerá-lo até 20 quilômetros por hora, e também como gerador de energia durante as frenagens.









Volvo inaugura nova concessionária, 
em Guarapuava, região central do Paraná



O Grupo Nórdica, concessionária de caminhões e ônibus Volvo, inaugura uma nova unidade em Guarapuava, na região central do Paraná.  Esta nova casa é maior e mais completa do que a revenda que existia na cidade.  “Em parceria com a nossa rede de concessionários, estamos investindo na ampliação da nossa capacidade de atendimento e da nossa cobertura territorial”, Roger Alm, presidente de caminhões da Volvo Latin America.

A nova concessionária atende aos mais altos padrões de qualidade Volvo. Está instalada em um terreno de 8.500 m², possui 2.500m² de área construída e conta com 10 boxes de atendimento e dois boxes pit stop para serviços rápidos, como troca de óleo. “Com esta nova casa, vamos oferecer mais conforto e ainda mais qualidade no atendimento aos nossos clientes”, afirma Carlos Pacheco, diretor de Desenvolvimento de Concessionárias da Volvo Latin América. 

“A revenda conta com 14 profissionais, sendo quatro mecânicos, que possuem todo o conhecimento necessário para oferecer soluções personalizadas e atender as demandas específicas de cada um de seus clientes”, complementa Paulo Pizani, presidente do Grupo Nórdica.

A Nórdica Guarapuava está localizada nas margens da BR277, um importante corredor de acesso da Região Oeste do País com o Porto de Paranaguá.  O local é estratégico, pois, além de melhorar o atendimento aos clientes da região, também amplia a atenção aos clientes em trânsito.

A ampliação da estrutura de atendimento em Guarapuava faz parte de um plano de ampliação e reestruturação da rede de concessionários Volvo, que vem recebendo novos investimentos em todo o Brasil. O objetivo é aumentar a capacidade de atendimento aos clientes da marca para fazer frente ao crescimento da frota de caminhões Volvo no País. “Vamos encurtar a distância entre os concessionários para estar cada vez mais perto dos nossos clientes”, explica Pacheco.

Além de Guarapuava, a Nórdica possui concessionárias em Curitiba, Foz do Iguaçu, Cascavel, Ponta Grossa, União da Vitória e Marmeleiro.

MOTOR ECOBOOST DA FORD COM TRÊS CILINDROS E 999 CC TURBO DO FOCUS CONQUISTA O PRÊMIO DE MELHOR MOTOR INTERNACIONAL DE 2012 E AINDA "NOVO MOTOR DE 2012" E "MELHOR MOTOR ABAIXO DE 1.0 L", DA EXPO ENGINE, NA ALEMANHA. BMW, VW E AUDI TAMBÉM VENCERAM.CONFIRA ABAIXO



Os resultados do Motor Internacional do Ano 2012 – Engine of the Year Award 2012, premiação que conta com representação brasileira entre os 76 jurados internacionais especializados na área automotiva, foram anunciados na Expo Engine que acontece em Stturtgart, Alemanha.



O júri global formado pelos mais experientes representantes das importantes publicações no segmento, escolheu o motor EcoBoost da Ford com três cilindros e 999 cilindradas turbo, que produz 93 kW de potência, rendimento similar de um motor 1.6 naturalmente aspirado e que fez sua estreia na gama do Focus recentemente na Europa, como o grande vencedor do International Engine of the Year Award 2012.




Além de ser o grande vencedor da premiação, o motor da Ford também foi escolhido como o melhor Novo Motor de 2012 e melhor motor na categoria abaixo de 1.0 litro.

Para o co-presidente do prêmio, Dean Slavnich, a conquista do motor desenvolvido pela Ford revela o quanto os motores de pequena capacidade continuam a impressionar, principalmente no aspecto global e apesar da comparação com motores maiores, na excelência da engenharia e principalmente na capacidade de rendimento e eficiência no veículo, ampliando seu comportamento no mercado.


Para Tarcisio Dias, do Mecânica Online®, único representante brasileiro entre os 35 países presentes, os vencedores do Motor Internacional do Ano 2012 revelam a nova perspectiva mundial na busca por soluções mais eficazes no aproveitamento energético do combustível, sem que haja uma perda no comportamento dinâmico do veículo.


Outra categoria que cresce em importância a cada ano é a escolha do Motor Verde do Ano. A conquista ficou com a General Motors e seu motor 1.4 litro de combustão interna utilizado no Chevrolet Volt e Opel Ampera. Um motor que executa com muito bom desempenho a função de ampliar a autonomia do veículo.


Para muitos a categoria mais empolgante fica por conta do 


Motor de Melhor Desempenho em 2012, onde a Ferrari reinou mais uma vez com sua motorização 4.5 litros V8, 419 kW de potência, utilizada nos modelos 458 Itália e 458 Spider. A vitória também foi confirmada na categoria Acima de 4 litros, pelo segundo ano consecutivo.



Nas categorias restantes observamos a presença da engenharia alemã como dominante. A BMW garantiu quatro vitórias, enquanto o grupo Volkswagen / Audi venceram em mais duas.


Confira a listagem completa com os vencedores na edição 2012 do Motor Internacional do Ano:

• Abaixo de 1.0 litro
Ford 999cc de três cilindros

• 1.0 litro a 1.4 litro
Volkswagen 1.4 litro TSI Twincharger

• 1.4 litro a 1.8 litro
BMW / PSA 1.6 litro turbo

• 1.8 litro a 2 litros
BMW 2.0 litros Twin-turbo – 4 cilindros gasolina

• 2 litros a 2.5 litros
Audi 2.5 litros turbo

• 2.5 litros a 3 litros
BMW 3.0 litros biturbo a gasolina – 6 cilindros

• 3 litros a 4 litros
BMW V8 de 4 litros

• Acima de 4 litros
Ferrari 4.5 litros V8

· Motor Verde do Ano
General Motors 1.4 litro

• Motor de Melhor Desempenho
Ferrari 4.5 litros V8

• Motor Novo de 2012
Ford 999cc de três cilindros

· Motor Internacional do Ano
Ford 999cc de três cilindros

Edição 2012 – Este ano a Revista Mecânica Online®, com Tarcisio Dias, representa o Brasil no selecionado grupo de 76 jurados internacionais. Com amplo conhecimento em mecânica e tecnologia automotiva, no qual possui formação profissional e técnica, além de engenharia mecatrônica, Tarcisio Dias é responsável pelo conteúdo do portal, dos treinamentos online e também da coleção multimídia AutoMecânica, que apresenta de forma dinâmica e interativa o funcionamento do automóvel e suas tecnologias em quatro mídias CD-ROM.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

RENAULT ALPINE O CAMPEÃO DAS PISTAS EUROPEIAS DOS ANOS 60 DO SÉCULO COMEMORA MEIO SÉCULO. NO BRASIL, A VERSÃO FRANCESA FOI O WILLIS INTERLAGOS QUE DESPERTOU A COBIÇA E MUITOS SUSPIROS NAS FAMOSAS ARRANCADAS. ALPINES E WILLIS ESTIVERAM NO AUTÓDROMO DO ANHEMBI NUMA NOITE MEMORÁVEL



A Renault vive um momento especial de sua história. Um dos seus mais famosos modelos, o Alpine A 110, está comemorando 50 anos. Na Europa, um moderno carro-conceito acaba de ser anunciado ao mundo para marcar a data. No Brasil, também há motivos para celebração; afinal, o “Willys Interlagos” – versão brasileira do “Renault Alpine” -, foi o primeiro carro esportivo fabricado no País que conquistou as ruas e as pistas brasileiras, despertou a cobiça de quem era jovem na década de 60 e hoje arranca suspiros dos admiradores de automóveis antigos.


Fabricado a partir de 1961 sob a chancela da Willys Overland – que obteve na época a licença da Renault –, o Alpine recebeu temperos bem brasileiros, o que lhe garantiu ‘alma’ diferenciada em relação ao veículo comercializado na Europa.


A começar pelo nome: Interlagos. Uma sugestão criativa que partiu do publicitário (e apaixonado por carros) Mauro Salles para homenagear o principal autódromo do País. A referência “caiu bem” ao esportivo; pois, foi guiando a versão de corrida do Willys Interlagos que ícones do automobilismo verde-amarelo, como Bird Clemente, inspiraram os novatos que surgiam, notadamente Emerson Fittipaldi, Wilson Fittipaldi Jr. e José Carlos Pace, numa época em que os pilotos brasileiros começavam a se profissionalizar.


A década de 60 foi uma época marcante do automobilismo nacional, e o time mais bem estruturado era a equipe Willys, dona dos melhores pilotos e do melhor carro: o Interlagos! As berlinetas amarelas com uma faixa dupla longitudinal, passando sobre o teto e o capô, eram sinônimos de bandeira quadriculada.

As vitórias se sucederam nas mais importantes competições do período: GP da Guanabara, 500 km de Interlagos, 200 milhas de Montevidéu. E, assim os Interlagos, assim como os Gordinis – também fabricados pela Willys sob licença da Renault – impulsionaram a paixão dos brasileiros pela velocidade e fizeram do automobilismo uma paixão nacional.


Willys Interlagos, primeiro esportivo 

nacional com o DNA do Renault Alpine
Não é difícil saber por que o “Alpine brasileiro” virou objeto de culto. Entre 1961 e 1966, numa época que a indústria automobilística nacional ainda estava se estabelecendo por aqui, foram produzidas, sob encomenda, 822 preciosas unidades do modelo nas versões cupê, conversível e berlineta (uma espécie de cupê dois volumes, cujo vidro traseiro não está incorporado ao porta-malas).

Em 1961, na segunda edição do Salão do Automóvel de São Paulo – quando o evento era no Pavilhão do Ibirapuera e a frota brasileira tinha pouco mais 200 mil veículos – o “Interlagos”, primeiro carro esportivo brasileiro foi apresentado ao público, causando alvoroço no estande da Willys e se tornando a principal atração daquela edição do Salão.



As linhas esportivas e aerodinâmicas chamavam atenção na época. Em termos de design, o Renault Alpine produzido no Brasil, batizado de Willys Interlagos, era o que havia de mais moderno na Europa e deixava outros modelos nacionais bem longe no retrovisor. A dianteira era marcada pelos dois faróis redondos; e a traseira tinha uma ampla área envidraçada e uma grade cromada para auxiliar na refrigeração do motor.

No interior, mais tempero esportivo, com volante de três raios, velocímetro e conta-giros, coisa rara na época, além de bancos que deixavam o motorista numa posição bem baixa, como convém em um modelo desenvolvido para as pistas de competição e trazido para as ruas e avenidas das grandes cidades. O toque de sofisticação era dado pelo revestimento de madeira no painel.

A versão de série do Interlagos era equipado com motor de quatro cilindros instalado na traseira, com três capacidades volumétricas: 845, 904 ou 998 cm³, com potência variando de 40 hp a 70hp. O propulsor tinha a tarefa de empurrar apenas pouco menos de 600 quilos. Isso mesmo! Com apenas 3,7m de comprimento (3 cm a menos que um Clio) e carroceria de plástico reforçado e fibra de vidro, o baixo peso e o ajustado câmbio mecânico de quatro marchas eram dois dos trunfos do Interlagos para garantir o prazer ao volante de motoristas e pilotos. Com isso, o motor mais potente, o de 998 cm³, com 70 hp levava o modelo a 160 km/h.


Willys Interlagos: uma das atrações do “Noite Renault”
A Renault do Brasil sabe da importância histórica do modelo para os brasileiros, e, por isso, o Renault Alpine produzido no Brasil, batizado de Interlagos, é sempre um clássicos modelos homenageado e um dos que mais chamam a atenção dos visitantes do evento “Noite Renault” – encontro anual da marca, em parceria com o Auto Show Veículos Antigos, que reúne os colecionados e apaixonados pelos modelos Renault de várias épocas, no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo.

Pilotos da equipe Willys, como Geraldo Meireles, Luiz Pereira Bueno, Bird Clemente, Francisco Lameirão, Jan Balder, Carol Figueiredo e Luiz Evandro “Águia” Campos já foram homenageados no “Noite Renault”, pelos importantes feitos realizados por eles guiando o Willys Interlagos nas mais várias corridas e pistas no Brasil. 




VOCÊ SABIA... QUE A COPA TROLLER COMEÇA NESTE SÁBADO EM ITUPEVA, SÃO PAULO?


O Campeonato Sudeste da Copa Troller começa neste sábado com a primeira etapa da temporada 2012. O principal rali de regularidade do País atingiu o seu limite máximo de inscritos, com um novo recorde de 160 carros nas suas cinco categorias: Passeio “Alfa Seguradora”, Expedition, Turismo, Graduados e Master. Os participantes utilizarão o modelo Troller T4 nas pistas off-road na região de Itupeva, no interior de São Paulo, há 70 quilômetros da capital paulista.

NEM DE PROPÓSITO. ACABO DE PUBLICAR A MATÉRIA DO SAUDOSO SANTAMATILDE E FERNANDO CALMON ENVIA SUA COLUNA ABORDANDO O TEMA CARROS ANTIGOS, INCLUSIVE SALIENTANDO A AUSÊNCIA DE APOIO DO PODER PÚBLICO, TAMBÉM, NA MANUTENÇÃO DOS MUSEUS DO AUTOMÓVEL BRASILEIROS, MUITOS DELES CAINDO AOS PEDAÇOS OU DESAPARECENDO POR FALTA DE RECURSOS. LEIA E FICARÁ SABENDO COMO OS RICOS ACERVOS DO ANTIGOMOBILISMO SOBREVIVE, ALÉM DE FICAR SABENDO OUTRAS NOVIDADES DO SETOR AUTOMOTIVO



Alta Roda

Nº 685 de 14/8/2012

Fernando Calmon


PERPETUAR A OBRA

Conservar a memória de carros antigos não é missão fácil no Brasil. O poder público é totalmente omisso e cabe apenas aos abnegados e colecionadores investir na preservação. Em Brasília (DF), o Museu do Automóvel está ameaçado de despejo; o de Caçapava (SP), em estado de abandono e com veículos depenados; o da Ulbra, em Canoas (RS), fechado por dívidas da universidade que o patrocinava.

Segundo o site AutoClassic, resta uma dúzia deles, a maioria pequenos ou temáticos, basicamente em São Paulo e no Rio Grande do Sul. 



A alternativa para não deixar morrer o antigomobilismo tem sido exposições públicas regulares ao ar livre. Há mais de 50 delas por ano, de médio e grande portes, onde é possível apreciar o passado que influencia o presente e inspira o futuro.

Este ano se comemorou o XX Encontro Nacional de Veículos Antigos, no pátio do Tauá Grande Hotel, em Araxá, semana passada. Trata-se de exposição bienal, a mais seletiva entre as realizadas no País, iniciada em 1984. 



Organizado pelo Veteran Car Club, de Minas Gerais, o Brazil Classics Fiat Show 2012 reuniu cerca de 300 carros. Incluiu desfile de veteranos pelas ruas da cidade e leilão de Ferrari 365 1970, por R$ 400 mil, a Fusca 1969, por R$ 11 mil.

Troféu Roberto Lee, para o melhor da exposição, ficou com o Rolls-Royce Silver Ghost 1923, de Rubio Ferreira, fabricado em Springfield, EUA (não na Inglaterra). Troféu Lalique foi para a coleção de Cadillacs, de Nélson Rigotto. Entre carros nacionais, prêmio ao Brasinca GT 1965, de Otávio de Carvalho.

Especialista em história do automóvel, o americano-brasileiro Rexford Parker destacou alguns em nível internacional. “Maravilhosos: Aston Martin DB2, 52; Cadillac Town Car by Fleetwood, 25 e Rolls-Royce Phantom 5 James Young Touring Limousine, 64. Mais fiel ao modelo original do que o próprio ‘Best of the Show’ e do mesmo dono, o espetacular Packard Twelve Dietrich Club Sedan, 33.”

Embora sempre atraente, a exposição de 2012 perdeu um pouco de brilho em relação à de 2010, talvez pelo tempo chuvoso ter gerado desistências. Seria muito bom rever, se não todos, pelo menos a maioria dos 19 vencedores anteriores, que mereceriam um espaço à parte. Ferdinand Alexander Porsche, desenhista do 911 falecido esse ano, recebeu homenagem e localização nobre dos 10 modelos expostos.

Og Pozzoli, 82 anos, um dos maiores colecionadores do Brasil com mais de 170 carros, também reverenciado em Araxá, se preocupa em perpetuar sua obra. “Sei que um museu permanente e aberto ao público seria o melhor legado. Vários dos meus carros têm ligação íntima com a história política e econômica do País. O recinto de exposição precisaria ser grande e de fácil acesso, a exemplo da área portuária em revitalização que surge no Rio de Janeiro”, ressaltou o engenheiro de família de origem potiguar, nascido em Itaboraí (RJ), do alto de sua simpatia e longos bigodes brancos.

RODA VIVA 

REAÇÃO das vendas em maio, depois da redução do IPI, foi prejudicada pela necessidade de refaturar notas fiscais. Tanto que a média diária de emplacamentos só superou em 1,3% a de abril. No acumulado do ano a queda é de quase 5%, em relação a 2011. Atraso nas entregas manteve o estoque total ainda em patamar elevado: 43 dias.

JUNHO, porém, deve ser mês recordista em vendas, apontado por Anfavea (fabricantes) e Fenabrave (concessionárias). Além de preços menores, realmente impulsiona a comercialização o aumento de aprovação de pedidos de financiamento, agora em torno de 55%, com tendência a subir. Isso apesar do índice de inadimplência ainda muito alto (5,9%).

NORMALIZAÇÃO do crédito dará fôlego à base do mercado: modelos compactos e motor de 1.000 cm³. De abril para maio, a participação deles no total de automóveis subiu ligeiramente de 38,6% para 40,6%. Vendas terão que manter médias mensais muito elevadas, até dezembro, para compensar o atraso do governo no alívio do imposto e estímulo ao crédito.

PODE parecer preocupante, em plena recuperação do mercado, GM ter aberto plano de demissões voluntárias em São José dos Campos (SP). Na realidade, essa unidade problemática em termos sindicais perdeu empregos para São Caetano do Sul (SP), onde se produzirão monovolumes Spin, substitutos de Zafira e Meriva. No geral, nível de empregos do setor é estável.

VERSÃO Sporting, do Bravo, tem decoração discreta e altura de suspensão igual à da versão realmente esportiva, a T-Jet. Com teto solar de série e outros equipamentos custa R$ 58.140, apenas R$ 5 mil sobre a versão de entrada, Essence. Melhorias no câmbio automatizado: estratégia de troca de marchas bem útil em ultrapassagens.

NADA empolgante o novo compacto da Toyota, Etios, a ser lançado em setembro. Projeto atrasou mais de três anos. Estilo, em especial do sedã, pouco atrativo. Ao contrário de outro japonês, Nissan Micra, dispensou motor de 1 litro e seu imposto menor. Painel interno tem problemas estéticos e de funcionalidade.

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fernando@calmon.jor.br e www.twitter.com/fernandocalmon

O BRASIL DEIXOU ESCAPAR VÁRIAS AÇÕES PARA TER SUAS MARCAS PRÓPRIAS DE CARROS VERDADEIRAMENTE NACIONAIS E O SANTAMATILDE FOI UMA DELAS QUE FRACASSOU POR ABSOLUTO DESINTERESSE E FALTA DE APOIO DO GOVERNO QUE TINHA (E TEM) APENAS OLHOS PARA AS MONTADORAS ESTRANGEIRAS. LEMBRE OU CONHEÇA O QUE FOI E COMO NASCEU O SANTAMATILDE


O Brasil, pelas mãos de brasileiros nacionalistas, idealistas, podia ter sua, ou suas, marcas próprias de automóveis, mas, nenhuma tentativa se consumou. Gurgel e Santamatilde, as marcas brasileiras que deveriam ter recebido apoio do governo acabaram fechando as portas, e os carros que produziram são hoje relíquias que marcam a história automotiva nacional. A partir do recebimento do Blog do Santamatilde, enviado pelo meu amigo jornalista catarinense, Airson Soares da Rosa, decidi relembrar o histórico Santamatilde. 

Em 1975 o governo brasileiro proibiu a importação de automóveis e suas peças. Isto era um sinal de problemas para quem possuía um veículo importado, pois afetaria diretamente a aquisição de peças para a manutenção.


Neste grupo de pessoas estava o Dr Humberto Pimentel que possuía um Porsche Targa 911S e a futura falta de peças já o preocupava bastante. Em meados da década de 1970, o Dr. Humberto resolveu comprar um carro esporte nacional. Sua escolha foi pelo melhor carro esporte nacional da época, o Puma GTB. Não se sabe ao certo o que levou o Dr. Humberto a criar seu próprio automóvel. As duas versões mais conhecidas são de que, após analisar o Puma GTB, ele haveria sugerido algumas mudanças no carro visando uma melhora no que dizia respeito à estrutura, segurança, estabilidade. A resposta teria sido negativa e isto lhe impulsionou a pensar num carro esporte que chegasse ao seu nível exigências.

Outros relatos falam em uma fila de espera muito grande para adquirir o GTB e que isto teria sido o real motivo.


Independente de qual esteja certa, o que importa é que foi o início do automóvel SM. O primeiro passo foi criar o projeto do carro e uma equipe começa a ser montada para isto. Para chefiar esta equipe o nome escolhido foi o do engenheiro Milton Peixoto.

Dentre os outros profissionais chamados temos o pintor Cici e os soldadores Antonio Alves e João da Silva. João aparece em uma das fotos soldando o protótipo. Nesta fase, em dezembro de 1975, entra para a fábrica Antônio Manuel Penafort Pinto Queirós, conhecido pelos membros do SMClube[1] como "Antonio projetista" e que possui o seu 79 até hoje totalmente original.


Sob a batuta do Dr Humberto, nasce o projeto do SM, sendo assinado por sua filha Ana Lídia. Segundo declarado pelo próprio Dr. Humberto, foram colhidas ideias de vários automóveis da época, não tendo servido de base para o SM um único automóvel.

O próximo passo a ser definido seria qual a mecânica usar. A escolhida foi a do Alfa Romeo, mas a fábrica negou a concessão para o uso. A opção então foi usar a mecânica 6 cilindros Chevrolet Opala. Para a criação do protótipo o nome escolhido foi o de Renato Peixoto. Peixoto era muito conhecido no meio automobilístico por ter trabalhado em diversos projetos de automóveis de corrida, como o Casari A2, o qual pilotou nas 1000 milhas do Autódromo de Interlagos de 1970. Pois bem, estavam unidas "a fome e vontade de comer" e a criação do SM iria começar. 


Um dos poucos mais de 200 Santamatilde em plena restauração


A equipe para produção do protótipo foi montada usando uma parte da mão de obra da própria fábrica, pintores, lanterneiros e outros, contratando também mão de obra externa. Tudo era desenvolvido em cima de um graminho de aço (ferramentabastante antiga). Para o cargo de designer foi chamado um funcionário da área agrícola da fábrica, Flávio Monnerat.

O chassis foi desenvolvido pelo próprio Peixoto a partir das longarinas do Opala. Longarinas são vigas de secção variável montadas longitudinalmente que proporcionam rigidez estrutural ao chassis.


(Fonte: Wikipédia)

quarta-feira, 13 de junho de 2012

O BRASIL SÓ TEM AINDA UM VEÍCULO PARA CADA 5,5 HABITANTES E TEM AVANÇADO COM PROGRAMAS DE CONTROLE DE POLUIÇÃO DO AR GERADO POR CARROS, MOTOS E CAMINHÕES, MAS SÃO PAULO QUER EMITIR 20% MENOS POLUENTES O QUE É POUCO POIS O ESTADO GERA 30% DO TOTAL DE CO2 DE TODO O BRASIL. ESPERAMOS QUE A RIO+20 CONSCIENTIZE MAIS GENTE A POLUIR MENOS





FOCO NO 
CONTROLE DE EMISSÕES


Por Fernando Calmon

Embora o Brasil ainda não tenha alcançado alta taxa de motorização (5,5 habitantes/veículos contra menos de 2 hab./veic. nos países centrais), algumas regiões metropolitanas se aproximam de índices das nações avançadas. 

No aspecto de cuidados com o meio ambiente ao envolver uma frota de 35 milhões de automóveis e veículos comerciais, além de 12 milhões de motocicletas, até que o País se situa razoavelmente bem. 

Desde 1986, o Proconve (Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores) provou ser iniciativa de sucesso. Veículos leves com motores de ciclo Otto cumpriram as seis fases de redução de emissões gasosas, que resultaram em queda significativa da poluição. Veículos pesados com motores de ciclo Diesel sofreram tropeços no cronograma. Só agora, em 2012, entrou nos eixos ao estrearem novos motores e combustível de baixo teor de enxofre (50 mg/kg ou 50 ppm). No próximo ano chegará o diesel S10, de apenas 10 ppm de enxofre.

A fim de discutir o futuro do controle de emissões, inclusive motos, a Associação Brasileira de Engenharia Automotiva organizou um seminário recente em São Paulo. A fase L-7 para automóveis está prevista para 2015 ou 2016. Teor de enxofre na gasolina (etanol não tem enxofre) será diminuído para 50 ppm, em 2014. Abre caminho, assim, aos motores flexíveis etanol/gasolina com injeção direta de combustível.

Essa conquista tecnológica exige gasolina de baixo teor de enxofre para se obter economia de combustível e simultâneo aumento de potência, além de cortar emissões. A injeção direta é um sistema de formação de mistura ar-combustível que consegue subverter a lógica de maior potência, maior consumo. A atual injeção indireta representou um passo adiante. Porém, a tendência no exterior é substituí-la, mesmo a custo maior.

Ponto interessante do seminário foi a pouca divulgada política do governo de São Paulo para combater gases de efeito estufa, responsáveis por possíveis mudanças climáticas no planeta. Trata-se da iniciativa estadual mais relevante no País, que organiza, em junho, a Conferência das Nações Unidas de Desenvolvimento Sustentável (Rio +20). Existe a pretensão de emitir 20% menos gás carbônico (CO2) em relação a 2005, em território paulista.

CO2 é subproduto atóxico da combustão de motores convencionais. Os meios de transporte respondem, em média, por um quinto das emissões de efeito estufa no mundo. Não há filtros ou catalisadores: só resolve se reduzir consumo de combustível. São Paulo considera que seu perfil socioeconômico exige maior atenção ao controle da frota. Estima-se que veículos motorizados respondam, no Estado, por cerca de 30% do total de CO2 emitido.

Eis algumas propostas para o segmento de veículos leves: ampliação da inspeção ambiental 
• incentivo ao uso de etanol 
• programa de renovação e reciclagem de veículos 
• selo socioambiental nas compras oficiais 
• ampliação de etiquetagem veicular (consumo de combustível).

Para tornar competitivo o etanol, o governo cogita de criar a chamada nota fiscal “verde” emitida nos postos de abastecimento. Afinal, biocombustível de cana anula, praticamente, as emissões de CO2 no escapamento, quando a planta cresce no campo. Isso não é possível com combustíveis fósseis.

ROBERTO NASSER CONTA TUDO O QUE ACONTECEU NO ENCONTRO ANTIMOBILÍSTICO, DE ARAXÁ, COM DIREITO A FOTOS DE RELÍQUIAS VALIOSAS. EXPLICA A VANTAGEM DO CÂMBIO DUALOGIC DO FIAT BRAVO 2013 E APONTA UM CRESCIMENTO NAS VENDAS DOS IMPORTADOS E MUITO MAIS




End. eletrônico: edita@rnasser.com.br - Fax: 55.61.3225.5511

Coluna Nº 2412 de 13 de junho de 2012


Os brilhos e reflexos do 
antigomobilismo em Araxá
Países e automóveis têm relação imbricada, marcam-se por eventos distinguidos entre os demais. Assim, como o Salão do Automóvel reluz superiormente no Parque Anhembi da capital paulista, em matéria de variedade e elegância do antigomobilismo, o destaque é o Brazil Classics Fiat Show, anos pares, em Araxá, estância hidrotermal do Alto Paranaíba, MG. Neste não diferiu.

Há situações sempre favoráveis, como o patrocínio da Fiat Automóveis e suas associadas e a imponência do hotel, misto de castelo e palácio, dominando a paisagem enfeitada por jardins de Burle Marx, fontes de água, lagos. A mescla dos veículos multicoloridos em frente à construção enfatizam a arquitetura, em composição plástica superior à oferecida por mostras sul-americanas e acima do trópico.

Neste ano, o 20º do evento em tal sítio, a chuva que lavou parte do feriadão de Corpus Christi amainou o entusiasmo de alguns colecionadores que, apesar de inscritos, não compareceram, possivelmente com delicado receio de molhar seus automóveis... Mas, preciosismos e radicalismos à parte, nos quase 300 participantes havia linha comum: veículos, raros, caros, bem cuidados ou bem restaurados. 

Uma ou outra derrapagem, como aplicação de pintura metálica em época ou marca que não a utilizava, rodas e pneus em medidas confortáveis embora não originais, referências históricas torcidas, questões pontuais, desclassificatórias para obter a placa preta, rótulo de originalidade, mas, no caso, onde tal objetivo não era buscado pela Federação Brasileira de Veículos Antigos, que apadrinha o evento, eram desprezíveis relativamente ao conceito e em meio às marcas e modelos imponentes.

Referências importantes em país de pouca lembrança, o centenário Benz 1911, ex-Cardeal Arcoverde; o espanhol de qualidade Hispano-Suiza 1916, nivelados aos Rolls-Royce; representantes de marcas extintas - Maxwell Touring 1917, Graham Paige Roadster 1928 e Huppmobile Phaeton 1923 pela mão de Marcus Meduri presidente do novo Veteran Car Club de SP – e os sempre impactantes Cadillacs. Nestes, destaque e louvação à premiada família Rigotto Gouveia, arrasando com unidades conversíveis dos anos 50 e uma limousine

Da marca, igualmente atraentes, os premiados limousine Derham e conversível dos paranaenses colecionador Luiz Gil Leão e restaurador Marco Conte.  Curioso Landaulet de 1923, exibia o conceito social da época, onde o chauffeur, como se dizia, ía exposto às variações do tempo, e unidades da virada da década de 20, com motor V 16. Caras raridades, produzidas e consumidas em pequena quantidade, tendo em vista a demanda contraída no período de crise norte-americana. 

No time de impacto, Packard Super Eight (motor de oito cilindros em linha e grande cilindrada) luxuosa carroceria Dietrich, de 1934. Dentre os Rolls-Royce, dois Phanton V, feitos em 516 unidades, entre 1959 e 1964, e um Silver Wraith marrom, 1952, em carroceria H. J. Mulliner. 

Rolls Silver Wraith Springfield 1923, de Rubio Fernal, prêmio Roberto Lee de excelência (foto Giacomo Favreto)
O Silver Wraith Springfield de 1923 – raridade inglesa montada nos EUA – ganhou o prêmio Roberto Lee e o colecionador brasiliense Rúbio Fernal engrossou o reconhecimento à frota da capital, com premiados Austin Healey, de Renato Malcotti, e o último Ford Landau Presidencial que serviu ao Palácio do Planalto, levado pelo Museu Nacional do Automóvel.

 O premiado Landau Presidencial do Museu Nacional do Automóvel (foto Teresa Gago)
Sob o aspecto de cultura automobilística, resgate pelos irmãos Marx de Kombi Barndoor, alemã de 1950, restrito modelo com enorme tampa para o motor 1.100, e quatro veículos recém importados cumpriam a função: inglês Aston Martin DB2; francês La Licorne; italianos Alfa Romeo 1900 carroceria Touring e Giulia SS carroceria Bertone, todos premiados. Ao todo distribuíram-se 63 prêmios.

Enfeites
Subeventos ocorreram sob a confortável sombra do Encontro. Leilão – que se sedimenta e educa participantes – vendendo 35% dos 105 lotes inscritos, recordistas R$ 400 mil, por Ferrari 365GT Coupé e comportamentos curiosos como os dos donos de Ford Maverick GT e motoneta Vespa, não provocados pelos respectivos lances de R$ 110 mil e R$ 17 mil. 

No leilão, constatação preocupante: sensível parte dos automóveis era recém-importada, às vezes com reforma rápida, sem qualidade, fomentando comércio, descaracterizando a legislação que autoriza a importação dos antigos para incrementar o patrimônio automobilístico nacional.

Hábil, fazendo lances, José Luiz Gandini, representante nacional da Kia bancou R$ 390 mil por um Ford Thunderbird 1957, engrossando sua coleção de conversíveis V8 automáticos. A feira de peças foi contida, porém, adequada, rica, movimentada, variada. 

Do emblema, da calota, da revista antiga e, até, como adquiriu o Curador para o Museu Nacional do Automóvel, em Brasilia, raro exemplar de pequena série de mini fórmulas construída pelo piloto e recordista brasileiro de velocidade Norman Casari, ao final dos anos 60.

Evento elegante, contava com artistas aptos a retratar veículos dos colecionadores e o jornalista Jorge Meditsch, com ilustrações de suas fotos dos antigos, tratadas por computador na conhecida exposição Autorretratos.

O colecionador carioca Paulo Lomba promoveu duas premiações. Uma, Esportivo Nacional, ao Brasinca 1965 do organizador Otávio Carvalho, e uma homenagem a Ferdinand “Butzi” Porsche, recém passado, criador do mítico 911. No desfile de variados exemplares, ao volante do modelo anterior, o 356, insólita presença de André Biagi, maior colecionador brasileiro de Ferraris.

No evento, eleição para a Federação Brasileira de Veículos Antigos, com repetição de metas anteriores não alcançadas.
Presente, interessado, discreto, simpático, sem segurança ou enxame de assessores, o governador de Minas Antônio Anastasia. Ficou todos os dias.

Réplica?
Questão cultural, no átrio do Tauá Grande Hotel, exemplar do Benz Patent Wagen, primeiro veículo útil e auto móvel. De propriedade dos Rigotto, adquirido há dois anos à Mercedes-Benz, e porta o número 77 da nova leva produzida.

Réplica?
 Não. Feito com desenhos originais, materiais idênticos, por processos assemelhados, e pelo mesmo fabricante, não é réplica pois nada copia de veículo extinto, mas projeto com produção não seriada. Insólito, peculiar. Réplica ?  Não.

 Benz Patent Wagen. A história do
automóvel útil começa com ele.
A evolução do câmbio Dualogic, no Bravo 2013
Dualogic é o sistema automatizador da caixa de marchas dos Fiat de maior preço. Envolve eletrônica, eletricidade e hidráulica e, na prática, faz um carro com transmissão mecânica funcionar como automático. Não fica por aí, abandonando o uso do pé esquerdo pela ausência do pedal da embreagem, como nos automáticos – aliás, a maneira correta em um e outro, é usá-lo para frear. Tem duas e opostas aplicações: para quem não gosta de trocar marchas, usufruindo da economia de movimentos no para-e-anda cansativo de nossas ruas; e para apreciadores do cambiar com respostas rápidas – o Dualogic, para estes motoristas, faz a mudança pela alavanca ou por aleta sob o volante, em tempo muito menor. Em ambas as situações consome menos energia que o câmbio automático.

Ao surgir, há quatro anos, seguido por similares da Volks e da GM, era lento no trocar marchas, dava tranco no carro. Você sabia que o carro passante era automatizado pelo balançar da cabeça dos ocupantes nas passagens de marchas. E tinha lógica atrapalhada e de ação lenta para reduzir. 

Agora isto mudou. A Fiat e a Magneti Marelli, produtora do sistema, traçaram evolução na programação eletrônica e o resultado prático se nota na passagem das marchas, mais rápida em quase ½ segundo, na objetividade da redução, funções adicionais, gera marcha lenta mais alta para manobrar sem pressionar o acelerador e de deter o carro em ladeiras de até 8% para arrancada sem pisar no pedal do freio.

Enfim, agrada aos extremos em opção a R$ 2.500, hoje marcante no novo Bravo, e em breve permeará a outros Fiat, como disse Cláudio Demaria, engenheiro-chefe da Fiat, na única frase clara na entrevista em que as explicações dos engenheiros da Fiat se enovelavam nas dúvidas dos engenheiros jornalistas.

Bravo
Mais jeitosa no segmento, a linha Bravo 2013 mudou a listagem. Sai o Absolute, manual. Mantém o torcudo motor FPGT 1.8 16V e 132 cv. Versões Essence a R$ 53.140; com opção Dualogic R$ 55.600; novo Sporting R$ 58.140 (o pacote diferenciativo vale mais que os R$ 5 mil de diferença); Dualogic Plus a R$ 60.600. T-Jet 1,4-litro turbo, gasolina e câmbio manual de seis marchas, R$ 66.230,00. Preços com IPI reduzido, válidos até final de agosto.

Bravo Sporting 2013, melhor pacote da linha

Roda-a-Roda
Baixa – A venda de 12.288 carros importados em maio significou 4% de crescimento relativamente a abril, e menos 35,6% quanto a maio de 2011. Alta do IPI e crescimento do dólar são as causas. A Abeiva, associação dos importadores, preocupa-se.

Aviso - Diz Flávio Padovan, presidente, o fim dos estoques com IPI antigo irá majorá-los, as vendas cairão e a contenção de custos passará por demissões. Hoje, a rede de distribuição emprega 35 mil, em 882 concessionárias.

Corte – A JAC começou cortar pessoas no escritório cental.

Parrudo – Novo Kia Mohave, duas motorizações: diesel 3.0 V6, 24 válvulas, 256 cv, transmissão automática com 8 velocidades, a R$ 189.900, e gasolina, 3.8, V6, 24v, 275 cv. Transmissão pobre, automática, 5 velocidades, a R$ 169.900. Em ambos, bom pacote de confortos e segurança, sensações com o diesel são incomensuravelmente superiores.

Melhor – Pesquisa do instituto JD Power com a revista What Car? sobre satisfação de clientes, deu a Jaguar como fabricante número 1 na Inglaterra. Dentre 18 mil pesquisados sobre desempenho, conforto, design, qualidade, custos de manutenção, os donos de Jaguar são os mais felizes. Superaram todos os demais – incluindo Rolls-Royce, Bentley, Lotus.

Quem diria – Há anos revista norte-americana definiu o Jaguar com ácido humor, dizendo ser o melhor automóvel do mundo – quando funciona. Ao que parece deu resultado o bom trabalho de saneamento feito pela Ford e mantido pelo grupo Tata, atual dono.

Melhor? - Pessoal da Ford ri: quem andou no novo picape Ranger, com motor diesel Ford, cinco cilindros, 200 cv, diz ser o melhor no serviço.

Nicho – Engenharia da Fiat surpresa com o rendimento do Chrysler V8 300C – não importado por esta associada. Quer validar a versão para o nosso mercado.

Clientes – Se você tem amigo com deficiência visual e interessado em veículos, avise-o: a Ford Credit é a primeira financeira de montadora no Brasil a implantar página de internet acessível.

Volta – O Brasil quer voltar a produzir veículos bélicos, e o primeiro ficou pronto: é o blindado anfíbio Guarani. Diesel industrial FPT, 383 cv, câmbio automatizado leva até 11 soldados. Desenvolvido com a Iveco, terá fábrica exclusiva para as 2.044 unidades do contrato inicial.

Situação – Líder no mercado, preocupada com a queda de vendas, previsível pelo aumento de preço dos caminhões em função da mudança dos motores para obedecer às novas regras de emissões Euro 5, a MAN faz o Feirão Sob Medida em todos seus revendedores. Um dos atrativos, garantia de 2 anos.

Treino – Por conta de restrições impostas ao tráfego aéreo carioca durante o Rio +20, a Gol suspendeu 41 voos nos dias 20, 22 e 23.

Antigos – No ano em que a Federação Brasileira de Veículos Antigos comemora 25 anos de fundação, Henrique Thielmann, reeleito presidente, não apresentou propostas, mas, comentários sobre pautas antigas: fazer os carros andar; concatenar eventos; aplicar-se na legislação de importação de carros. Como não há projetos, não há compromissos para cumprimento. Nada muda.

Gente Roberto Cortes, presidente e CEO da MAN Latin America fabricante dos caminhões e ônibus Volkswagen e MAN, eleiçãoOOOO Personalidade de Vendas da América Latina, em 2012, pela Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil. OOOO Paolo Del Noce, engenheiro, turinês, 45, experiência. OOOO Diretor de Veículos de Defesa da Iveco, para produzir o anfíbio blindado Guarani. OOOO Substitui o competente Appio Aguiari, criador recém aposentado. OOOO Fabrício Migues, jornalista, novo pouso. OOOO Na assessoria da Nissan. Era da JAC. OOOO








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