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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

AUDI AG FECHA 2014 COM 1,74 MILHÃO DE CARROS VENDIDOS, 10,5% A MAIS DO QUE EM 2013. O NOVO RECORDE DE VENDAS, PARA RUPERT STADLER, CEO DA MONTADORA, COMPROVA A FORÇA DA MARCA, QUE CRESCEU QUASE TRÊS VEZES MAIS ALÉM DA TAXA DO MERCADO.


Ingolstadt, 9 de janeiro de 2015 – Em 2014, a AUDI AG superou sua meta de 1,7 milhão de entregas: vendeu mais de 1.741.100 carros, 10,5 % a mais do que em 2013. 


A empresa conquistou cerca de 165.600 novos clientes, o segundo maior aumento de volume da sua história. 

Os cobiçados modelos SUV* (+15,8%) e a família A3 disponível no mundo todo pela primeira vez em 2014 (+53,2%) contribuíram de forma essencial para o volume total de vendas. 

Em dezembro, a Audi continuou a apresentar um crescimento de dois dígitos e fechou o ano com um crescimento de vendas de 14,7 %, para cerca de 150.000 unidades no último mês no ao.

“2014 é um indício impressionante da força da marca Audi,” observou Rupert Stadler, presidente do Conselho Administrativo da AUDI AG. 


O chefe de Vendas e Marketing, Luca de Meo, 
lembrou que, em 2013, a marca avançou em todas as regiões do mundo, "ampliamos nossa liderança no segmento premium chinês e fechamos o ano na Europa significativamente acima do nível pré-crise de 2007". 

No mercado americano, a Audi está crescendo quase três vezes acima da taxa do total de vendas de automóveis.

Em termos globais, as entregas da empresa cresceram mais de 100.000 unidades pelo quinto ano consecutivo.
De forma geral, a Audi obteve novos recordes de alta em 50 países em 2014. 


Se comparado às vendas de 949.729 unidades, em 2009, quase 800.000 novos clientes escolheram a marca no ano passado.

Nos Estados Unidos, as entregas mais que dobraram no período: de 82.716 para 182.011. 
Em 2014, a marca obteve um aumento de 15,2% no país. 

Com 19.238 entregas, dezembro foi o mês mais forte em termos de vendas da história da Audi nos EUA, e o 48º recorde consecutivo.

 Como em 2011, 2012 e 2013, a Audi conseguiu novamente bater o volume do ano anterior em todos os respectivos meses de 2014.

O Q5 exerceu um papel significativo para isso, ascendendo para se tornar o modelo mais vendido da Audi nos Estados Unidos pela primeira vez, com 42.420 unidades (+5,1%). 


O SUV Q7 também apresentou um progresso significativo no seu nono ano de vendas, crescendo 15,9 %. 

No segmento de carros compactos, o Q3 ampliou no outono a carteira de modelos SUV da Audi no mercado americano.


Além disso, o A3 Sedan comemorou sua estreia bem sucedida nas concessionárias americanas na primavera. 

Canadá (+19,5%) e México (+10,5%) também contribuíram para o bem sucedido ano da Audi na América do Norte com um crescimento de dois dígitos. 

Apesar das difíceis condições de mercado em vários países, as vendas na América do Sul também cresceram consideravelmente.


A AUDI AG, especialmente no Brasil elevou as vendas em 89,9%, para 12.350 carros.

Recuperação
Na Europa, as vendas da Audi cresceram 4.2%, em 2014, para 762.900 carros – um novo recorde para a marca premium campeã de vendas na região. 


Embora apenas na Europa Ocidental o mercado total tenha permanecido cerca de um quinto atrás do seu nível pré-crise de 2007, as vendas da Audi em 2014 superaram o total verificado em 2007, em cerca de 8%. 

A Audi UK em particular registrou um forte incremento das vendas no ano passado, alcançando a marca de 150.000 unidades pela primeira vez, com um aumento de 11.8% para 158.829 clientes no Reino Unido. 

A Audi também obteve um crescimento considerável na Espanha (+9.4% para 38.277 carros). 

Na Alemanha (+2,2% para 255.582 carros) e na Itália (+4,3% para 49.022 carros), a empresa também vendeu mais carros do que um ano atrás. 


No atual ambiente econômico instável na França, a Audi alcançou o nível do ano anterior (+0,4% para 57.214 carros).

A marca dos quatro anéis encerrou 2014 em cada um dos cinco maiores mercados automotivos da Europa Ocidental como a marca premium campeã de vendas no segmento de carros de passeio. 


Na Rússia, porém, as vendas não mantiveram os níveis do ano anterior. 

Devido às condições desafiadoras de mercado, as 34.014 entregas da Audi permaneceram 5.9% abaixo do recorde de 2013, embora ainda se desenvolvendo de forma mais estável do que o mercado como um todo. 

Em todos os mercados europeus, a família A3 (+19,0%) esteve entre as principais impulsionadoras do desempenho positivo da Audi em 2014. 

 Lançado no segundo semestre de 2013, o A3 Sedan também superou as expectativas na Europa. 

Além disso, os modelos particularmente ultra eficientes proporcionaram um forte impulso para os resultados. 

Introduzida gradualmente nos mercados durante os últimos meses, a carteira de modelos ultra eficientes já representou aproximadamente 10% das vendas da Audi na Europa em 2014. 


Para o modelo A6, a participação desses modelos ultra eficientes na Europa chegou a cerca de um terço.

Entre os principais mercados asiáticos, a Coreia do Sul reportou o maior crescimento para a Audi em 2014, com um aumento de 38%, para 27.647 clientes:
mais de quatro vezes nos últimos cinco anos. 

Apesar da sua menor dinâmica de mercado, o Japão (+9,1% para 31.356 carros) e a Índia (+8,5% para 10.851 carros) também apresentaram um desempenho positivo para a Audi em 2014. 

A marca também manteve seu crescimento na China, aumentando suas vendas em cerca de 17,7 %, para 578.932 carros em 2014. 

A AUDI AG se tornou assim a primeira fabricante de automóveis premium a vender mais de meio milhão de unidades na China em um único ano. 

Apenas em dezembro, a Audi entregou mais de 62.576 automóveis para seus clientes chineses e registrou o maior total de vendas mensal da sua história. 

Além de ampliar ainda mais suas vendas na categoria de modelos completos, o crescimento da Audi em 2014 também foi impulsionado pelo A3 Sedan produzido localmente e disponível desde o segundo semestre do ano, e por toda a família de modelos SUV. 


Se comparado a um ano atrás, as concessionárias chinesas entregaram o dobro de unidades apenas do modelo SUV compacto Q3 (+103%).

Também no mundo inteiro, todos os SUVs da marca apresentaram maiores volumes de vendas e juntos obtiveram um crescimento de 15,8 %, para 507.500 carros. 


Quase um em cada três clientes da Audi escolheu um SUV em 2014 – isso se traduziu em mais do que o dobro de vendas de SUVs se comparado a 2011. 

 O Q3 e o Q5, ambos campeões de vendas da família Q, são os modelos premium mais bem sucedidos nos seus respectivos segmentos competitivos. 

Na categoria de modelos completos, a Audi apresentará o novo Q7 no Salão Internacional do Automóvel da América do Norte a ser realizado em Detroit no início da próxima semana.



Vendas da AUDI AG
Em dezembro
Valores Acumulados

2014
2013
Comparação com 2013
2014
2013
Comparação com 2013

Mundial

150.000

130.738

+14,7%

1.741.100

1.575.480

+10,5%
Europa

49.100

47.922

+2,4%

762.900

732.278

+4,2%
- Alemanha

14.733

15.813

-6,8%

255.582

250.025

+2,2%

- Reino Unido

7.973

7.193

+10,8%

158.829

142.039

+11,8%

- França

4.121

4.118

+0,1%

57.214

57.012

+0,4%

- Itália

3.326

3.526

-5,7%

49.022

47.007

+4,3%

- Espanha

1.770

1.555

+13,8%

38.277

34.977

+9,4%
- Rússia

2.983

2.585

+15,4%

34.014

36.150

-5,9%
USA

19.238

17.013

+13,1%

182.011

158.061

+15,2%

México

1.458

1.336

+9,1%

12.939

11.712

+10,5%

Brasil

228

595

-61,7%

12.350

6.502

+89,9%
China
(incluindo Hong Kong)

62.576

48.325

+29,5%

578.932

491.989

+17,7%

ONIX E PRISMA COLOCARAM A CHEVROLET NA LIDERANÇA DOS EMPLACAMENTOS DE CARROS EM DEZEMBRO; FORAM VENDIDOS QUASE 18 MIL ONIX E CERCA DE 10 MIL PRISMAS.


São Caetano do Sul - Em dezembro, foram emplacadas 58,3 mil unidades de automóveis Chevrolet no mercado brasileiro - a melhor marca da empresa em 2014. 


Destaque para o desempenho do Onix e do Prisma, que registraram recorde de vendas e lideraram segmentos nos quais competem.

Do Onix, foram emplacadas 17,9 mil unidades, um incremento de 24% em relação a novembro, que já havia sido histórico para o hatch da Chevrolet. 


Com isso, o modelo entra em seu quinto mês de crescimento consecutivo. 


No acumulado do ano, a soma ultrapassa 150 mil unidades negociadas, alta de 23% em relação a 2013.

Desde outubro, o Onix 1.4 lidera o segmento de automóveis de passeio compactos não populares. 


Um dos diferenciais do carro é a opção do sistema multimídia Chevrolet MyLink e do câmbio automático de seis velocidades, exclusiva entre os carros da categoria.


Aliás, desde a versão 1.0, o Onix vem bem equipado de série. 


Traz ar-condicionado, direção hidráulica, freios ABS com EBD, airbag duplo e alerta de não afivelamento do cinto de segurança, por exemplo.

A boa aceitação do produto também pode ser vista no segmento de usados. 


Levantamento feito pela AutoInforme/Molicar aponta o Onix como o modelo de maior valor de revenda do Brasil.

Preferido dos brasileiros
O Prisma também registrou em dezembro novo recorde de vendas no País. 


Ao todo, 9,5 mil unidades do veículo foram emplacadas. 


Até então a melhor marca havia sido anotada em julho (8,5 mil unidades).

Com desenho esportivo, com 
sensor de estacionamento e bastante completo de série, o Prisma fechou o ano ainda como o sedã de geração única preferido dos brasileiros ao somar 88,3 mil unidades de janeiro a dezembro.

Assim como o Onix, o Prisma oferece duas opções de motorização: 1.0 ou 1.4, sistema multimídia Chevrolet MyLink e transmissão automática adaptativa de seis velocidades.

"Apesar de derivarem de uma plataforma global, tanto o Onix como o Prisma foram projetados no Brasil para atender as mais diversas expectativas do consumidor local, que é um dos mais exigentes do mundo", diz Marcos Munhoz, vice-presidente da GM do Brasil.

"Aqui, o comprador busca um carro que tenha, além de preço atraente, amplo espaço interno, desenho moderno e ainda muita tecnologia. Acredito que o equilíbrio entre esses quesitos seja a fórmula do sucesso desses dois modelos Chevrolet", completa o executivo.

CARROS E MAIS CARROS, LANÇAMENTOS E MAIS LANÇAMENTOS MARCARÃO ESTE NOVO ANO AUTOMOTIVO BRASILEIRO. QUE VENHAM AS BOAS NOVIDADES DE 2015


Coluna nº 215 - 9 de Janeiro de 2015
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As boas novidades de 2015

Previsões para este ano indicam será pareado com o exercício passado: equilíbrio numérico em vendas e em lançamentos. 


Olhando o painel significa briga intensa em dois segmentos opostos: o de entrada, com Gol buscando recuperar a liderança perdida ao Palio, este mantê-la, e a presença de concorrente insuspeitado, o Ford Ka. 

No outro extremo, as marcas caras aos brasileiros, tanto no sentido de custo elevado, e como admiradas, Mercedes, BMW, Audi, Jaguar e Land Rover, Toyota Camry e Lexus, preveem crescimento.

Na prática numérica significa em torno de meia centena de novidades durante o ano novo. 


Um lançamento por semana, confuso para público, intenso para Imprensa, atrapalhado como mídia. 

Cada centímetro e cada segundo de mídia deverão ser bem considerados.

Nos segmentos mais alcançáveis ao público, o mercado nacional indicará expansão no de atual moda, o sav/suv – ditos erradamente jipinhos.


Nos SAV – Sport Athletic Vehicles, maior crescimento - são maioria dos ditos utilitários esportivos, apenas carros de diversão, sem direcionamento a aplicações duras fora de estrada, os SUV. 


De relevo, as novidades principais, Jeep Renegade, com a marca voltando ao Brasil, e a Pernambuco, onde iniciou ser montado há exatos 50 anos; Honda HR-V, feito sobre a plataforma Fit/City; Peugeot 2008. Primeiro com comercialização prevista para abril, demais, em junho.

Semi novidades, Ford EcoSport, case de rentabilidade anteriormente solitária, e concorrente Renault Duster passarão por leve revisão estética.



Renegade, Jeep volta ao Brasil.



Picapes
Em picapes, Renault e Fiat afiam seus produtos e argumentos. 


Ambos criam novo segmento, o dos picapes intermediários, prensado entre os de entrada no mercado – Fiat Strada, VW Saveiro, GM Montana -, e os grandes – Ford Ranger, GM S 10, Toyota, Nissan Frontier, Mitsubishi Triton, VW Amarok. 

Curiosidade, as novidades em porte se assemelham aos grandes, porém, pelo uso de tração dianteira, se alinham aos menores. 

O da Renault, chamado Oroch, foi mostrado no Salão do Automóvel e está pronto à produção.


Picape Oroch


Da Fiat, conceito disfarçado em automóvel esteve na mesma mostra. 

Nos picapes VW Amarok, Ford Ranger sofrerão atualização estética, e Toyota Hi-Lux terá modelo novo.

Automóveis
No segmento duas novidades disputam a primazia de lançamento: New Versa, variante expandida do pequeno March, produção iniciada pela Nissan nacional, motores 1.0 e 1.6, lançamento no segundo trimestre; e o chinês nacionalizado Chery Celer. 

Junho, apresentação de duas outras novidades no Salão do Automóvel, em Buenos Aires: Ford Focus – e se espera política comercial capaz de valorizá-lo, como não ocorreu nas gerações anteriores; e VW Jetta – a pronúncia adotada para o Brasil não interpreta o “J” como “I” ou “Y”.


Jetta, topo dos VW nacionais.



Bravo, revisto, será lançado em janeiro/fevereiro; VW terá novidades com o Gol; e aplicação de turbo em motores pequenos produzidos no País – Honda 1.5, VW 1.4, Ford 1.0 - gerarão atrativos e versões. 


Renault finaliza versão Sandero GT com acertos de suspensão, direção e, talvez, no motor 2.0.

Em agosto, lançamento do sedã Audi A3 1.4 produzido no Paraná.


Importados

Jaguar XE, modelo de entrada, de sucesso dependendo de preço concorrente com Audi A3 e A4, BMW Serie 3 e Mercedes C. 

BMW terá Mini alongado, quatro portas, o Activer Tourer, com tração dianteira, concorrendo com Classe B Mercedes. 

Esta trará novo Smart- sua visão sobre o Renault Twingo, dividindo plataforma, e motor traseiro.

Já mostrado, Suzuki S-Cross, substituirá o bom sedã SX4.

Suzuki S-Cross


Roda-a-Roda

Mais – Hyundai e Kia construirão duas fábricas na China elevando capacidade industrial a 300 mil unidades/ano. 


Querem aumentar participação no maior mercado do mundo, seguindo as maiores concorrentes. Em 2014, Hyundai vendeu mais de 1 milhão de unidades na China.

E mais – Francesa PSA Peugeot Citroën e cazaquistanesa AllurGroup acordaram montar veículos na fábrica Saryarka AutoProm, em Kostanai. 


Começa em 2016 com Peugeot 301, mais vendido da marca no País. Mercado pequeno, 12.000 unidades, em 2016, mas para quem está nadando contra a maré, qualquer venda é conquista.

Outro – O mercado do Cazaquistão expande-se quase geometricamente. 



De 45.000 unidades, em 2011, prevê-se 200.000 unidades, em 2015.


Ching ling – Acredite, o Jaguar XE será produzido na China, em joint venture entre Jaguar Land Rover e a matriz da Chery.

Mudança – A Jaguar sempre vendeu contadas unidades e o atual proprietário - grupo indiano Tata – informa terem sido 80.000, em 2014. 


Com o XE chinês, e possível produção no Brasil e na Arábia Saudita, quer mudar o desenho da marca e vender 850 mil unidades em todo o mundo, até 2020.

Pretensão - Formidável salto de uns 1.050%.  

O XE é o modelo de entrada e concorre com Mercedes C, BMW 3 e Audi A3 e 4.


Roda – Indústria automobilística continua se movendo, apesar dos comandos momentâneos para se adequar à velocidade do mercado. 


Lançamentos se iniciam em janeiro, 27, com Audi apresentando novos motores para A4 sedan e Sportback: 1.8 Ambiente TFSI – injeção direta com turbo de dupla injeção, 170 cavalos de potência.

Razão – Motorização era 2.0 com 180 cv, mas a Audi reduziu-o em cilindrada e em 10 cv de potência, rendimento assemelhado, menor consumo e emissões. 



Integra ação para enfrentar BMW Série 3 e Mercedes Classe C.


Mais - Fiat exibirá Bravo 2015, em data lindeira. 

Nissan New Versa iniciou ser produzido, com apresentação em março. 


É feito sobre plataforma March.


E + - Jeep Renegade faz série inicial na nova fábrica FCA, em Pernambuco.FCA é Fiat Chrysler Automobiles. 

Lançamento final de março.

Agenda – Férias natalinas encerradas com entrevista no Dia de Reis, Carlos Ghosn, presidente da aliança Renault-Nissan, anunciou início da produção de motores 1.0 tricilíndricos, poli válvulas, bloco em alumínio, em Resende, RJ.

Projeto – Inicialmente os 77 cv de potência e 10 m.kgf de torque moverão o New Versa. 


Logo após, March novo e antigo e, naturalmente, Renaults com opção 1.0: Clio, Logan e Sandero, substituindo atuais 1.0 Renault. 


Não há razão econômica para dois motores com a mesma cilindrada na mesma Aliança.

Líder – Em vendas Fiat superou Volkswagen entre Natal e Ano Novo. 

Líder desde julho com Palio frente a Gol, em dezembro VW conseguiu fazer grande venda e voltou a liderar. 

Fiat respondeu com esforço e descontos, passando o Gol em 385 unidades – em torno de 0,4%. Quebrou 27 anos de liderança.


– Governo Dilma 2, ambicioso no reduzir despesas e aumentar receita, não fará graça ao grande público. Assim, a extensão do IPI reduzido para os automóveis, encerrada dia 1 não volta. Por cilindrada, o imposto sobre produtos industrializados voltará a ser:

                                        era        é
até 1.000 cm3                  3%            7%
de 1.000 a 2.000 cm3    9%        11% (se gasolina, 13%)



Ainda – Redução vale a veículos faturados até 31 de dezembro. 



Como o estoque de fábricas e distribuidoras é de médios 40 dias de produção, benefício existirá até, pelo menos, próximo mês.


Cenário – A redução do IPI foi arma governamental para insuflar venda de veículos – e garantir empregos. 

Porém, o mercado em 2014 exibiu queda – e não recolhimento de impostos. 

Assim, na dúvida se a medida fomenta vendas, ou se é corte adicional à receita, acabou.

Na prática – Deveria continuar. 


O total de impostos nacionais já é muito alto e nada justifica aumentar a carga tributária ante os maus serviços públicos oferecidos aos contribuintes. 


O retorno ao patamar anterior significa corrigir preços dos carros 1.000 em 4,5%.


Questão – Decisão delicada. Redução significou não recolher R$ 6,5 bilhões ao caixa do governo desde 2011. 

Quantos empregos garantiu e a que custo? De outro, quem não usufruiu deixou de ter transporte, saúde, infra estrutura melhores.

Sinal – Discurso de posse presidencial sinalizou o futuro. 


Foi atrapalhada junção de frases; manteve como meta projetos não cumpridos; por ele a economia andou bem; e na Petrobrás a culpa dos mal-feitos é apenas de funcionários e inimigos externos. 


Aqui tudo foi e vai muito bem.



Já vi – Fez par com a justificativa de Nicolás Maduro, da Venezuela, para a situação catastrófica de seu país: 

os EUA baixaram o preço do petróleo para prejudicá-la... 


Culpa por problemas é sempre dos outros. Governantes são sempre dedicados sábios.

Ocasião – Dois de janeiro, primeiro dia pós posse, na página de editoriais do Correio Braziliense, lido fisicamente nas mesas do Poder, Cledorvino Belini, presidente da Fiat, conseguiu publicar artigo – “O Brasil depois das eleições”.


Recado - Visão prática do empresário de talento reconhecido mundialmente: estratégia de crescimento e sustentação de ciclo de expansão em longo prazo; retomada dos investimentos produtivos focados em inovação e ganhos de produtividade. Consultoria graciosa.


Processo – Ante a queda de vendas montadoras vem dando férias, folgas remuneradas, incentivando demissões com prazo e vantagens. 


Pós-volta de folga remunerada Volkswagen quis demitir 800 funcionários – menos vendas significam menor produção e menores insumos e mão de obra. 


Sindicato não gostou e conduziu greve geral. Parece tiro no pé.


Sonho – Desejo secreto dos fabricantes é de greve. 

Afinal, a produção é interrompida sem remuneração, cessa a formação de estoque enquanto este escoa. 

Pode haver enzima política na paralisação: testar o novo presidente da Volkswagen para medir o peso do Sindicato.

Freio – Ministro das Cidades Gilberto Kassab, a quem estão afetos Contran e Denatran, sustou por 90 dias vigor da Resolução obrigando troca de extintores e multa por vencimento ou ausência. 



Equipamento é difícil de ser encontrado.


Ocasião – Boa ocasião de o Ministro avocar os estudos que recomendaram a obrigatoriedade do uso de extintor, para saber quantos incêndios/ano há na frota nacional.

Há mais de 20 anos esta utiliza injeção eletrônica e com isto eventual risco de incêndio tornou-se nulo. 

Obrigatoriedade do uso e troca do extintor é de suspeita insensatez.

Vida real – Não interessa à sociedade, ao contribuinte, mas apenas aos fabricantes de extintores e policiais corruptos. 


É medida injustificável, merece ser revogada, e a hora é esta. 


Ministro novo deve mostrar serviço. Bom serviço.

Proximidade – Está perto o carro autônomo, o capaz de auto condução. 


Audi realizou test-drive em 900 km com Imprensa especializada, levando um A7 ao Consumer Electronics Show, o CES 2015. Motorista será figura decorativa.

Como - Carros autônomos recebem sinais externos, saem, andam, mudam de rota e chegam sem interferência do motorista, presente por imposição legal.

Tre-le-le – Confusão entre a revendedora Caramori Veículos e a representada Jaguar Land Rover em Cuiabá, MS por cancelamento da concessão. 



Revenda alega ter sido notificada fora do prazo contratual.


Sucesso – Diz, além da impropriedade jurídica, superou em 60% metas ditadas pela concedente, vendendo quase 1.000 veículos em cinco anos; e trabalhará até o final da discussão judicial. 


JLR quer encerrar em maio.


Produtividade – Raizen, associada da Shell iniciou produzir álcool celulósico a partir de bagaço de cana de açúcar. 


Nova fonte amplia volume produzido em até 50%.

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GM FOI LÍDER DE VENDAS EM 2014 NO SEGMENTO DE VENDA DE CARROS A PESSOAS FÍSICAS E ONIX ENCABEÇA ESSE RANKING


São Caetano do Sul - A Chevrolet encerrou 2014 com quase 580 mil automóveis negociados e manteve a liderança no segmento de varejo pela segunda vez consecutiva, atingindo seu principal objetivo traçado para o ano.

As vendas de varejo, em suma, são aquelas feitas a pessoas físicas nas concessionárias e desconsideram os montantes adquiridos por empresas e frotistas, que costumam comprar grandes lotes a preços diferenciados.

A Chevrolet fechou o ano com quase 18% de participação no varejo, vantagem de mais de um ponto percentual em relação ao segundo colocado e de quatro pontos percentuais ante o terceiro.

?Quando o cliente procura um carro para uso pessoal, o nível de exigência em relação ao produto geralmente é muito maior. 

Além de preço competitivo, o produto precisa ter design atraente, conforto e muita tecnologia, atenta Marcos Munhoz, vice-presidente da GM do Brasil.

Para atrair a atenção do consumidor em 2014, a empresa lançou campanhas cheias de criatividade e ousadia, como a que ofereceu carro a preço de empregado, em maio; o plano sem IPI e com juro zero, em setembro; e, em outubro, a promoção das Américas, que garantia a recompra do veículo caso o dono não se sentisse satisfeito com o produto.

Líder
A excelente aceitação do Onix pelo consumidor ajuda a explicar o bom desempenho comercial da marca Chevrolet no mercado nacional.

De janeiro a dezembro foram emplacadas mais de 150 mil unidades do hatch compacto, sendo cerca de 130 mil delas no varejo, posicionando-o como o carro de geração única preferido dos brasileiros.

O Onix completou em novembro dois anos no mercado brasileiro e vem registrando consecutivos recordes de emplacamentos. No mês passado, 17,9 mil unidades foram negociadas no país.

Recentemente ganhou mais uma versão, a Effect, de visual esportivo.

Também foi apontado como o carro nacional com o maior valor de revenda, de acordo com levantamento feito pela AutoInforme/Molicar em todos os Estados da nação.

Disponível em versões 1.0 e 1.4, o Onix foi o pioneiro no seu segmento a oferecer, por exemplo, sistema de conectividade multimídia e transmissão automática de seis marchas.

FIDELIZAÇÃO É O ITEM QUE AS EMPRESAS MAIS PREZAM EM SEUS CLIENTES. NOS ESTADOS UNIDOS, AS MONTADORAS OFERECEM MANUTENÇÃO GRÁTIS DURANTE O PERÍODO DE GARANTIA, OU NOS PRIMEIROS ANOS DO CARRO. ESTÁ AÍ UM BOM EXEMPLO PARA SER SEGUIDO NO BRASIL. SERVIÇO GRÁTIS ATÉ QUE É UMA BOA ISCA


Alta Roda

Nº 818 — 9/1/15

Fernando Calmon 



SERVIÇO GRÁTIS, BOA ISCA

Fidelização é fundamental em um setor altamente competitivo como o automobilístico. 

Nos EUA, então, segundo maior mercado mundial e detentor da maior frota em circulação (250 milhões de veículos, seis vezes maior do que a do Brasil) a busca por reter o cliente tornou-se diuturna e quase tão essencial como o ar que se respira tanto para o fabricante como para sua rede de concessionárias.

Lá existem pesquisas de satisfação que acompanham a percepção de qualidade em curto e longo prazos por meio de entrevistas e formulários preenchidos pelos motoristas e compilados por empresas especializadas. 

Não se tem certeza do grau de alcance dos rankings nas decisões de compra, mas nenhum fabricante quer aparecer mal na foto por longo período.

No mercado americano as marcas premium descobriram uma boa isca ao oferecer manutenção gratuita nos primeiros anos ou no período de garantia. 

Mas essa história começou a mudar. Marcas generalistas também avaliaram que atrair os clientes com ações relativamente baratas dá certo.

Alguns fabricantes de alto volume de produção não cobram, para modelos específicos, troca de óleo, rodízio de pneus e até alinhamento de direção. 

Não se trata de promoção eventual. Está incluído no preço de venda (sem qualquer aumento) e a concessionária é reembolsada. 

Os dois primeiros serviços citados custam em média, nos EUA, cerca de US$ 60 (R$ 160).

Embora a grande maioria das concessionárias tenha recebido bem a iniciativa, há os descontentes ou menos entusiasmados. 

Uma das razões é o reembolso propiciado pela fábrica menor do que o custo real, em certos casos. 

Por outro lado, empresas que já tinham vislumbrado essa oportunidade de fidelizar o cliente e por conta própria concediam a cortesia perderam esse trunfo. 

Agora, com o reembolso, talvez possam ofertar outros serviços sem cobrança.

Para os fabricantes representa desdobramentos interessantes. 


Atrair motoristas para as lojas significa algo mais que estreitar laços comerciais ou a possibilidade de novos negócios ou mesmo criar fidelização. 

Facilita a identificação de problemas de qualidade em tempo bem menor e, em consequência, antecipa ações corretivas. Isso é fundamental para o cliente perceber – e registrar nas pesquisas – a agilidade na solução de defeitos, às vezes pequenos, mas que aborrecem.

Também se tornou necessário mostrar que os preços das concessionárias são competitivos. 

Lá como aqui os centros automotivos se tornaram fortes concorrentes e, após o período de garantia, tendem a atrair muitos clientes. 

A resposta foi o pacote fechado de serviços regulares de manutenção, hoje aplicado praticamente por todas as marcas. Isso estreitou bastante as antigas diferenças.

No Brasil ainda se está à espera de quem vai tomar a iniciativa de ofertar alguns serviços gratuitos. 

Por enquanto, o máximo a que se tem acesso é a possibilidade de incluir no financiamento do veículo o plano de manutenção programada. 

Não se trata do melhor dos mundos porque as taxas de juros são bem maiores que nos EUA.

E dificilmente, quando há promoções de juros abaixo da referência de mercado, isso se estende ao programa de revisões financiadas.
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fernando@calmon.jor.br e twitter.com/fernandocalmon

sábado, 3 de janeiro de 2015

BMW REGISTRA A MELHOR PERFORMANCE DE VENDAS EM TODA A HISTÓRIA DA MARCA EM PORTUGAL, APESAR DA CRISE.


No ano em que o BMW Group Portugal celebra uma década de sucesso, o BMW Group vendeu no mercado 12.961 unidades, entre automóveis BMW e MINI e motociclos BMW, o que corresponde a um crescimento de 35% face ao ano anterior e representa o melhor ano de sempre para o BMW Group em Portugal.

O mercado automóvel registou um crescimento significativo de 35%, uma tendência observada pelo segundo ano consecutivo após vários anos em queda e que corresponde a um mercado total de 142.827 unidades.

O mercado de motociclos registou igualmente um crescimento na ordem dos 4% em relação ao ano anterior o que corresponde de um mercado total de cerca de 18.700 unidades.


BMW – O melhor ano de sempre em Portugal, com a liderança do segmento premium pelo 10º ano consecutivo

O ano de 2014 foi, à semelhança dos anos anteriores, um excelente ano para a BMW. Com 10.617 vendas, a marca cresceu 39% face a 2013 e registou o melhor resultado de sempre em Portugal, tendo atingido uma quota de mercado igualmente recorde de 7,4%, o que corresponde a um crescimento de 0,2 pontos percentuais face a 2013.

Pelo 3º ano consecutivo a BMW reafirma a 4ª posição no ranking das marcas de automóveis ligeiros de passageiros mais vendidos em Portugal e manteve a liderança do segmento Premium pelo 10º ano consecutivo.

Este resultado teve o grande contributo das séries mais vendidas, nomeadamente o BMW Série 1 com 3.458 unidades, o BMW Série 3 com 3.135 unidades e o BMW Série 5 com 1.523 unidades. 

A gama BMW X cresceu 24% face a 2013, tendo registado 1.022 unidades vendidas em 2014.

A recente submarca BMW i completou recentemente o seu primeiro ano no mercado, tendo registado 85 unidades vendidas, liderando desta forma o segmento de veículos elétricos em Portugal. 

De salientar o BMW i8, o automóvel desportivo do futuro, que após o seu lançamento em julho de 2014 registou uma procura superior à oferta planeada para Portugal tendo alcançado 13 unidades vendidas em 2014.

O ano de 2014 ficou marcado para a BMW não só como um ano de excelentes resultados como também pelos 14 lançamentos de novos produtos, um número recorde de lançamentos num só ano para a BMW, tendência esta que se irá manter em 2015.


MINI – Ano de 2014 marcado por um crescimento de 25%

Desde a entrada no mercado português em 2001 a MINI têm vindo a afirmar uma sólida presença no mercado. 

Durante o ano de 2014 foram vendidas 1.550 unidades, o que corresponde a um crescimento de 25% em relação ao ano de 2013. 

Para este resultado, contribuíram os quatro lançamentos da marca, dos quais destacamos a nova geração MINI nas versões de 3 e 5 Portas.

A gama mais vendida em 2014 foi o MINI 3 Portas com 645 unidades vendidas, seguido do MINI Countryman e do MINI Paceman com 544 e 120 unidades vendidas respectivamente.

O novo MINI 5 Portas, presente no mercado desde outubro de 2014, alcançou em apenas 3 meses 112 unidades vendidas, o que deixa antever o sucesso previsto para este novo modelo.

De facto, todos os modelos da gama MINI contribuíram para este bom resultado, o que revela que a MINI não está por si só dependente de apenas um modelo.


BMW Motorrad – Crescimento de 10%. Líder no segmento acima de 750cc

Em 2014 a BMW Motorrad registou 782 unidades vendidas, o que corresponde a um crescimento de 10% face a 2013.

O mercado de motociclos registou um crescimento na ordem dos 4% em relação ao ano anterior. 

A BMW Motorrad mantém a liderança no segmento de motos de cilindrada acima de 750cc - o principal segmento de atuação da marca - com uma quota superior a 40%.

Para este resultado contribuíram as diversas gamas com particular destaque para a BMW R 1200 GS com 185 unidades, tornando-se na mais vendida durante 2014, seguida da R1200 GS Adventure com 161 unidades vendidas. 

O lançamento das novas BMW R 1200 RT, BMW R1200 GS Adventure e da BMW R nineT contribuíram em grande parte para o sucesso de vendas conquistado este ano, já que juntas representam 35% das vendas.

Com a preocupação de proporcionar aos clientes BMW Motorrad um serviço completo, a marca aposta cada vez mais no mercado da venda de equipamentos e acessórios, sendo que o ano de 2014 foi o melhor ano de sempre de vendas nesta área.

Os recentes lançamentos tornaram a gama atual na mais recente e rejuvenescida dos últimos 5 anos, o que contribui em grande parte para uma boa expectativa de crescimento para os próximos anos.

BMW Financial Services – Número recorde de contratos de financiamento

Ao longo do ano de 2014 a BMW Financial Services conseguiu alcançar um número recorde de financiamentos, tendo registado um aumento de 16% em relação ao ano anterior em todas as suas vertentes de negócio ligadas ao financiamento automóvel o que reflete um resultado de 6.735 novos financiamentos.

Destes 6.735 financiamentos, 76% dos contratos tiveram como fim automóveis BMW, 15% automóveis MINI e 8% para motociclos BMW. 

Foram ainda efetuados 51 contratos para veículos de outras marcas.

A carteira de contratos ativos registou um crescimento de 5,4%, o que se traduz na gestão de uma carteira de 17.868 contratos ativos no final de 2014.

Também o sector dos seguros registou um crescimento de 11%, tendo sido efetuados 2.408 novos contratos em 2014.

Sobre o BMW Group
Com as suas marcas BMW, MINI e Rolls-Royce o BMW Group é o construtor premium de automóveis e motos mais bem-sucedido do mundo, providenciando também serviços financeiros e de mobilidade.

Em termos globais, o BMW Group detém 30 fábricas em 14 países e uma rede global de vendas em mais de 140 países.

Em 2013, o BMW Group atingiu um volume global de vendas de aproximadamente 1.963 milhões de automóveis e de 115.215 motociclos. 

O resultado, antes de impostos, foi de 7.91 mil milhões de euros, num total de 76.06 mil milhões de euros de volume de negócios. 

Em 31 de Dezembro de 2013, a empresa empregava um total de, aproximadamente, 110.351 colaboradores.

O sucesso do BMW Group tem sido, desde sempre, construído numa ótica de longo prazo e assente numa conduta responsável. 

Desta forma, a Companhia estabeleceu a sustentabilidade ecológica e social em toda a cadeia de valores, bem como uma ampla responsabilidade de produto e um evidente empenho na conservação de recursos, como parte integrante da sua estratégia.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

CARROS EM QUE O MOTORISTA PODE SER APENAS UM PASSAGEIRO ESTÁ MAIS PERTO DO QUE SE IMAGINA E ESSES VEÍCULOS TERÃO A VANTAGEM DE NÃO FICAREM SUJEITOS A COLISÕES E ATROPELAMENTOS TODOS SERÃO EQUIPADOS COM SISTEMAS QUE EMITEM E RECEBEM ONDAS MAGNÉTICAS QUE GARANTEM ABSOLUTA SEGURANÇA. NOS ESTADOS UNIDOS O SISTEMA PASSA A OPERAR EM 2016. JÁ NO BRASIL...


Alta Roda 

Nº 817 — 1/1/15

Fernando Calmon



FUTURO SEM ACIDENTES

Embora o entusiasmo revelado por alguns fabricantes sobre a possibilidade de, a partir de 2020, ter início a era dos carros de direção autônoma, em que o motorista só vai dirigir se for seu desejo, ainda há vários obstáculos técnicos, de legislação e até de comportamento a superar. 

Antes disso, há necessidade de regulamentar e implantar uma nova tecnologia essencial conhecida como V2V (sigla inglesa para veículo a veículo,) que permitirá uma verdadeira e extensa comunicação entre automóveis e destes com a via.

O Departamento de Transportes (DOT, em inglês) e a Administração Nacional de Segurança de Tráfego Rodoviário (NHTSA, em inglês), ambos dos EUA, acabam de se unir para propor uma legislação específica que entrará em vigor em 2016. 

Sem uma série de protocolos, regulação do espectro de ondas magnéticas, confiabilidade, privacidade, custos e, principalmente, segurança nada poderá avançar. Sem isso não existirá o veículo autônomo.

Aspectos importantes de como evitar colisões e/ou atropelamentos estão mais próximos de alcançar em larga escala os carros comuns desde já. 

Tecnologia V2V tem potencial de se fundir aos vários recursos hoje já existentes – desde controle adaptativo de velocidade de cruzeiro até o alerta de mudança de faixa – e proporcionar um grau de proteção quase absoluto envolvendo todos os carros em circulação. 


Por isso, o potencial de chegar a praticamente zero em acidentes de trânsito há muito deixou de significar peça de ficção científica, apesar do longo tempo de desenvolvimento ainda necessário.

Haverá etapas a superar. Segundo o DOT e a NHTSA, apenas o Assistente de Conversão à Esquerda (ACE) e o Assistente de Movimentação em Cruzamentos (AMC) poderiam evitar quase 600.000 acidentes e poupar 1.100 vidas naquele país, anualmente. 

ACE adverte o motorista que não avaliou bem distância e velocidade de um veículo em sentido contrário e o AMC avisa que existe alta possibilidade de colisão com um ou mais veículos independentemente de semáforo.

A partir do momento que todo o parque circulante dispuser da tecnologia V2V, em vez de uma simples luz piscando no quadro de instrumentos ou sinal sonoro, o sistema poderá inibir o avanço do carro com potencial de causar acidente. 


Informações trocadas entre veículos se limitarão a dados básicos de segurança, sem identificação que ameace a privacidade dos envolvidos.

Na Europa, trabalha-se em projetos semelhantes, entre eles o RACE, acrônimo em inglês para Ambiente Computacional Automotivo Robusto e Confiável, para o Futuro Eletrônico dos Carros. 

Hoje, um automóvel comum pode conter até 70 sistemas de controle, incluídos os de segurança, sem contar milhares de subfunções, tudo interagindo. 

Intenção do RACE é criar uma única arquitetura computacional centralizada e padronizada.

Enfoque se aproxima dos sistemas sem fio e de outras tecnologias existentes nos aviões. 

Permite designar rápido e facilmente novas funções, além de disponibilizar atualizações à semelhança dos telefones inteligentes. 

Trata-se de ferramenta de conectividade essencial para carros autônomos e segurança do tráfego.

Futuro sem acidentes será muito bem vindo.
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fernando@calmon.jor.br e twitter.com/fernandocalmon

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