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sexta-feira, 10 de julho de 2026

Coluna de Aviação VAMOS VOAR PELO MUNDO // Azul volta a negociar na Bolsa de Valores de Nova York após recuperação financeira // Aéreas têm de garantir assentos para menores de 16 anos ao lado dos responsáveis sem cobrança extra // Air Europa anuncia nova rota para Düsseldorf e amplia presença na Alemanha // Azul anuncia parceria com a Petrobras para operações aéreas na região Norte do Brasil // De avião de passageiros a cargueiro: o novo Boeing 777-300ER da Emirates SkyCargo // A Airbus prevê um crescimento do tráfego aéreo impulsionado pela urbanização e pelo aumento da conectividade possibilitada pela eficiência das aeronaves

AZUL NYSE – Ring The Bell (Divulgaação/NYSE)
Azul volta a negociar na Bolsa de Valores de Nova York após recuperação financeira
A Azul Linhas Aéreas voltou a negociar, nesta quinta-feira, 9 de julho, na New York Stock Exchange, marcando uma nova fase após concluir seu processo de reestruturação financeira nos Estados Unidos. Assim, a Azul passa a negociar seus American Depositary Shares (ADSs) na NYSE sob o ticker AZUL e as ações AZUL3 continuam normalmente listadas na B3; a mudança foi a transferência da listagem da NYSE American para a principal NYSE.

A companhia realizou a tradicional cerimônia de abertura do pregão ("Ring the Bell"), e o CEO John Rodgerson afirmou que a relistagem simboliza o início de um novo capítulo, com estrutura de capital fortalecida e foco em crescimento sustentável. O toque do sino reuniu executivos da Azul e Tripulantes de diferentes áreas da Companhia, que representaram os mais de 14 mil profissionais responsáveis por construir diariamente a história da empresa e por manter a excelência operacional e de atendimento ao Cliente. O momento simbolizou não apenas a reestreia das ações da Companhia na principal bolsa de valores do mundo, mas também o reconhecimento de uma empresa que hoje é mais forte, mais eficiente e preparada para um crescimento sustentável de longo prazo.

A listagem na NYSE marca um importante desdobramento da transformação vivida pela Azul. Com uma estrutura de capital fortalecida, governança aprimorada e maior flexibilidade financeira, a Companhia amplia sua visibilidade junto à comunidade global de investimentos e reforça seu posicionamento para continuar investindo em sua operação, na expansão de sua malha aérea e na experiência de seus clientes.

 
"Hoje celebramos muito mais do que uma relistagem na NYSE. Celebramos a dedicação de milhares de tripulantes e colaboradores que acreditam na Azul em cada etapa da nossa jornada. Este momento representa o início de um novo capítulo para a companhia. Somos uma empresa mais forte, com uma estrutura de capital simplificada, governança ainda mais sólida e preparada para criar valor de forma sustentável no longo prazo. Estar de volta à NYSE fortalece nossa presença nos mercados internacionais de capitais e demonstra a confiança no futuro da Azul", afirma John Rodgerson, CEO da Azul.

Com sua volta à Bolsa de Nova York a Azul mostra ao mercado sua recuperação financeira, uma forma de ampliar o acesso a investidores internacionais.

A volta da Azul à Bolsa de Nova York pode trazer mais investidores, já que a NYSE é a maior bolsa do mundo, dando acesso a grandes investidores institucionais internacionais. A companhia ganha maior visibilidade e aumenta a confiança do mercado, além de ter maior facilidade para captar recursos: no futuro, a Azul pode emitir ações ou outros títulos com maior facilidade para financiar expansão, renovar a frota ou reduzir dívidas. e ter mais liquidez das ações, e com mais investidores negociando os papéis, tende a haver maior volume de negociações e preços mais eficientes.

O fortalecimento da imagem da empresa fortalece nova fase de crescimento e governança mais sólida, o que não garante que as ações vão subir, pois o desempenho continuará dependendo dos resultados da empresa, da geração de caixa, do nível de endividamento e das condições do setor aéreo.

O evento reuniu executivos e tripulantes da empresa e simbolizou o retorno das ações da Azul ao principal mercado de capitais do mundo. As American Depositary Shares (ADSs) da companhia passaram a ser negociadas na NYSE sob o código AZUL, enquanto as ações seguem listadas na B3, sob o ticker AZUL3.


Aéreas têm de garantir assentos para menores de 16 anos ao lado dos responsáveis sem cobrança extra

As companhias aéreas não podem mais no Brasil cobrar taxas extras de marcação de poltrona de menores de 16 anos que viajem com os parentes, de acordo com a Resolução nº 807/2026 da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) que garante assentos gratuitos junto a seus pais ou responsáveis.

Com a nova regra funciona a nova regra, as empresas devem identificar o menor no momento da compra e reservar poltronas adjacentes. A gratuidade vale tanto na compra do bilhete quanto em alterações de reserva.
  • Em caso de voo lotado, se não houver vagas juntas, a companhia deve remanejar outros passageiros para acomodar a família. As empresas que cobrarem a taxa ou separarem os menores ficam sujeitas a multas administrativas.
De acordo com a norma da ANAC, a gratuidade se restringe estritamente aos assentos convencionais. As companhias aéreas continuam autorizadas a cobrar tarifas adicionais caso o passageiro opte voluntariamente por assentos com espaço extra para as pernas, assentos localizados em saídas de emergência e mudança para classes superiores (como Executiva ou Primeira Classe.
  • Como exigir o assento gratuito diretamente com a companhia
A Anac determina que as empresas configurem seus sistemas de venda e reservas para realizar o bloqueio automático de poltronas juntas assim que um menor de 16 anos for identificado na compra. Caso o sistema tente cobrar uma taxa extra ou separe os assentos, o passageiro deve agir imediatamente seguindo estas etapas:
  1. Solicite a adequação imediata: Entre em contato via call center, chat oficial ou diretamente no balcão de atendimento físico da empresa. Apresente o código da reserva e exija a aplicação da Resolução nº 807/2026.
  2. Guarde as evidências: Tire prints das telas que mostram a cobrança indevida de taxas ou a separação dos assentos. Anote e armazene todos os protocolos de atendimento, e-mails e registros de mensagens trocadas.
  3. Formalize uma denúncia: Se a companhia se recusar a resolver ou se o problema for identificado apenas no aeroporto e não for corrigido pela tripulação, registre uma reclamação formal no site oficial da ANAC ou pela plataforma do governo Consumidor.gov.br. O descumprimento gera multas administrativas severas para a empresa aérea.
Regras para o despacho gratuito de carrinhos de bebê
O passageiro que viaja com crianças de colo (até 2 anos incompletos) é classificado pela regulamentação brasileira como Passageiro com Necessidade de Assistência Especial (PNAE). Isso assegura o direito ao transporte gratuito de itens chamados de ajudas técnicas.
  • Franquia gratuita: É garantido o despacho sem qualquer custo de 1 carrinho de bebê (que pode ser composto por peças desmontáveis) ou 1 bebê-conforto por criança. Este item extra não é descontado da franquia de bagagem regular dos pais ou responsáveis.
  • Uso no aeroporto: Você não precisa despachar o carrinho logo no balcão de check-in. É permitido utilizá-lo para circular por toda a área restrita do aeroporto e passar pela inspeção de segurança. O objeto será pesado e etiquetado no check-in, mas o despacho real ocorre diretamente na porta da aeronave, instantes antes do embarque. Ao pousar no destino, a tripulação costuma devolver o carrinho na própria porta do avião. 
  • Levar a bordo (na cabine): O carrinho só pode viajar dentro do avião (no compartimento superior) se for um modelo ultra compacto inteiramente dobrável — conhecido como "tipo mala" ou "guarda-chuva" — e desde que atenda às dimensões máximas de bagagem de mão estipuladas pela companhia. Essa liberação fica sempre sujeita à disponibilidade de espaço interno na cabine.
Düseldorf

Air Europa anuncia nova rota para Düsseldorf e amplia presença na Alemanha


Novo destino começara a operar em novembro, com duas frequências diárias


A Air Europa anuncia uma nova rota entre Madri e Düsseldorf, na Alemanha, reforçando sua estratégia de expansão na Europa. As operações terão início em 30 de novembro de 2026, com duas frequências diárias, ampliando a conectividade entre um dos principais centros econômicos alemães e o hub da companhia no Aeroporto de Madri-Barajas.

 

Com a nova rota, a Air Europa ampliará sua presença na Alemanha, onde já opera voos para Frankfurt e Munique. Düsseldorf, importante centro econômico e financeiro da Alemanha, conhecida por sua forte indústria de feiras e eventos, pela cena de moda e design e por sua localização estratégica às margens do rio Reno, passará a integrar a malha da companhia.

 

Além da ampliação da malha aérea, os passageiros que utilizarem a nova rota terão acesso às melhorias implementadas pelo programa Air Europa ON, desenvolvido para aprimorar a experiência de viagem. Entre as novidades estão uma melhoria significativa da conectividade Wi-Fi via satélite, novas amenidades e um menu de bebidas renovado, além de outras melhorias na Classe Business.

 

Do Brasil, a companhia oferece voos diretos de São Paulo (Guarulhos) e Salvador para Madri, além de acordos de codeshare que permitem conexões a partir de diversas cidades brasileiras via Guarulhos. A frota utilizada nas operações é composta por aeronaves Boeing 787 Dreamliner, reconhecidas pela eficiência no consumo de combustível, maior conforto a bordo e menor impacto ambiental. As passagens podem ser parceladas em até 10 vezes sem juros.

 

“A abertura da rota para Düsseldorf reforça nosso compromisso de ampliar a conectividade entre a Europa e as Américas, oferecendo aos passageiros brasileiros ainda mais opções de conexão via Madri. A chegada desse novo destino na Alemanha fortalece nossa presença no continente europeu, nosso principal mercado internacional, e reafirma nossa estratégia de expansão global. Além da Europa e das Américas, seguimos ampliando nossa malha para mercados estratégicos, conectando cada vez mais destinos aos nossos passageiros”, disse Gonzalo Romero, diretor-geral da Air Europa no Brasil.

Cesna Grand Caravan (Foto: Luís Alberto Neves)


Azul anuncia parceria com a Petrobras para operações aéreas na região Norte do Brasil
 Contrato será de quatro anos e terá voos dedicados pela Companhia e pela Azul Conecta para serviços aéreos dedicados na região
São Paulo, julho de 2026 – A Azul venceu o processo de licitação da Petrobras para a prestação de serviços aéreos dedicados na região Norte do Brasil, nos próximos quatro anos. A operação será realizada pela Companhia em parceria com a Azul Conecta, empresa de aviação regional e de negócios da Azul.  
O contrato com a Petrobras prevê a operação das rotas Manaus (AM)-Porto Urucu (AM), realizada pela Azul, e Porto Urucu (AM)-Carauari (AM), realizada pela Conecta. 
O acordo reforça a confiança do mercado na capacidade operacional da Companhia e amplia sua presença em operações estratégicas em regiões de difícil acesso logístico, juntamente com a Azul Conecta.    
“O contrato com a Petrobras representa muito mais do que uma conquista comercial. Ele simboliza a confiança do mercado na maturidade operacional da Azul Conecta e reforça a capacidade de atuar em operações complexas, estratégicas e de longo prazo. A empresa está em linha com o momento da Azul após sua reestruturação, e vive um novo ciclo de crescimento, com foco em eficiência, inovação e expansão da sua atuação em diferentes segmentos da aviação regional”, afirma Fabio Campos, Vice-presidente Institucional e Corporativo da Azul. 
A Azul Conecta
Criada há cinco anos para fortalecer a aviação regional brasileira, a Azul Conecta se consolidou como a maior operadora da América Latina em número de aeronaves Cessna Grand Caravan e como a principal empresa regional com voos regulares no Brasil. 
Atualmente a Azul Conecta opera em 44 destinos, desempenhando papel estratégico ao conectar localidades remotas onde, muitas vezes, o acesso seria possível apenas por via fluvial.  
A Azul Conecta também passou a fazer parte do Acordo de Cooperação Técnica firmado entre a Azul e a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) para ampliar a eficiência nos processos de certificação de Examinadores Credenciados Seniores no ano passado. A parceria prevê a troca de conhecimentos entre pilotos para fortalecer o aperfeiçoamento técnico-operacional.
Além disso, em 2025, a Azul Conecta assinou contratos de licitação com a Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Grupamento Aéreo da Polícia Militar da Bahia para a prestação de serviços de manutenção da aeronave Cessna C208B Grand Caravan.


De avião de passageiros a cargueiro: o novo Boeing 777-300ER da Emirates SkyCargo
 

Aeronave modificada recebeu reforço estrutural e novos sistemas para operar exclusivamente no transporte de mercadorias

São Paulo, julho de 2026 - O A6-EBK é uma das mais recentes aeronaves a integrar a crescente frota de cargueiros da Emirates SkyCargo, facilitando o comércio global e apoiando negócios em todo o mundo no transporte de mercadorias para clientes internacionais. 

Com o aumento da demanda por capacidade de carga aérea, impulsionado pelo crescimento do fluxo transfronteiriço de bens, como o comércio eletrônico (e-commerce), a aeronave já entrou em serviço comercial, movimentando mercadorias por diversos países de e para Dubai.

No entanto, ao contrário de outros cargueiros da frota da Emirates SkyCargo, o A6-EBK, um Boeing 777-300ERSF, não é um modelo produzido em fábrica. Trata-se de um cargueiro especial convertido a partir de uma aeronave de passageiros Boeing 777-300ER da frota da companhia.


Transformar um 777-300ER configurado para passageiros em uma aeronave exclusiva para carga não foi apenas uma questão de remover assentos e adicionar portas. 
Foi um processo complexo, que durou vários meses, no qual a estrutura, os sistemas e a filosofia operacional da aeronave foram redesenhados para atender às demandas do transporte de cargas. 

Mantendo o desempenho aerodinâmico original e a integridade estrutural sem comprometer a segurança operacional, a conversão introduziu extensas modificações na fuselagem, na estrutura do piso, nos sistemas de carregamento, nos controles ambientais e em outros sistemas internos.

Modificações na fuselagem

Como primeiro passo, o interior da aeronave, incluindo assentos, compartimentos superiores de bagagem, cozinhas e banheiros, foi completamente removido. Isso permitiu que a equipe modificasse o espaço interno para acomodar paletes de carga.

Uma característica fundamental de um avião cargueiro é a sua capacidade de transportar grandes paletes, o que exigiu a instalação de uma ampla porta de carga no deck principal. 

Sendo uma das mudanças mais visíveis em todo o processo de conversão, a criação da abertura para esta porta demandou um reforço estrutural significativo e a substituição de grandes seções da estrutura da fuselagem.

Em seguida, uma barreira rígida com capacidade para absorver impactos de até nove vezes a força da gravidade (9G) foi instalada na parte frontal do deck principal, em conformidade com as configurações regulatórias e de segurança de um cargueiro de fábrica.

Cargueiros frequentemente transportam um número limitado de equipe de apoio, além da tripulação, em missões de longo curso, como tratadores que acompanham cavalos de corrida puro-sangue. Para acomodar a tripulação e esses membros adicionais, uma área de descanso e assentos suplementares foram instalados durante a conversão.

A cabine de comando também foi modificada para receber controles adicionais de sistemas ambientais e de segurança, otimizados para o transporte de mercadorias.

 Reprodução: Emirates


Piso e gerenciamento de carga

Para suportar paletes de carga mais pesados no deck principal em comparação com o peso dos passageiros, a estrutura do piso utilizada para o transporte de pessoas foi totalmente removida e substituída por vigas reforçadas. A nova estrutura possui maior capacidade, sendo capaz de suportar cargas concentradas de paletes pesados e equipamentos de manuseio.

O processo de conversão incluiu a instalação de um sistema completo de carregamento de carga, composto por rolos motorizados, travas e guias, permitindo que as equipes de solo movimentem grandes unidades de carga de forma eficiente pela aeronave e as fixem com segurança para o voo. Além disso, foi instalado um sistema avançado de monitoramento, incluindo detecção de fumaça e supressão de incêndio.

Sistemas da aeronave

A Emirates SkyCargo oferece um conjunto especializado de produtos para o transporte de cargas sensíveis ao tempo e à temperatura, incluindo medicamentos vitais e inovações biológicas. Isso exige que as temperaturas dentro da aeronave sejam mantidas em faixas específicas, às vezes tão baixas quanto 5°C. 

Durante a conversão, o sistema de controle ambiental da aeronave de passageiros foi adaptado para monitorar e controlar o fluxo de ar, a ventilação e a temperatura, a fim de suportar remessas sensíveis, como produtos farmacêuticos e perecíveis. Outros sistemas elétricos também foram modificados para apoiar a operação cargueira.
 

Certificação de segurança e preparações finais
 

Por último, mas não menos importante, a conversão precisou obter aprovação regulatória para comprovar que o processo atendeu a rigorosos requisitos de conformidade com padrões de segurança, abrangendo resistência estrutural, confiabilidade dos sistemas, proteção contra incêndio e desempenho de voo. Isso foi demonstrado por meio de extensa documentação, testes em solo e avaliações de voo antes que a aeronave pudesse começar a operar.
 

Por fim, a aeronave também passou por uma repintura completa e recebeu a aplicação da identidade visual mais recente da companhia antes de seu primeiro voo comercial.
 

A Emirates SkyCargo é uma facilitadora global de comércio, transportando cargas para mais de 150 destinos em seis continentes. A transportadora de carga aérea tem expandido continuamente sua frota em 2026, com seis cargueiros de fábrica Boeing 777-F já entregues desde março, além do cargueiro convertido. 


A companhia tem previsão de receber mais quatro cargueiros Boeing 777-F de fábrica e um cargueiro convertido adicional ainda este ano. Essa expansão de capacidade permite à companhia oferecer aos seus clientes mais opções e flexibilidade, além de apoiar cadeias de suprimentos e rotas comerciais globais fundamentais.


A Airbus prevê um crescimento do tráfego aéreo impulsionado pela urbanização e pelo aumento da conectividade possibilitada pela eficiência das aeronaves

Londres, Reino Unido, julho de 2026A urbanização e o crescimento do PIB estão impulsionando a demanda por viagens aéreas a longo prazo, de acordo com a Previsão Global de Mercado (GMF) da Airbus para 2026-2045. Nos próximos 20 anos, a urbanização está se deslocando para cidades menores. 

Com o crescimento das classes médias e da diáspora, isso levará a novas conexões entre cidades, economicamente viáveis ​​graças a aeronaves cada vez mais eficientes e ao crescente volume de passageiros. 

A aviação não é apenas essencial para o transporte de bens de alto valor e com rápida chegada ao mercado, mas também conecta pessoas por uma infinidade de razões em todo o mundo, fornecendo um suporte econômico vital para muitas comunidades.


As redes estão se descentralizando

O número de centros urbanos menores crescerá a um ritmo quase três vezes maior que o dos maiores, refletindo a mudança no perfil das populações urbanas e o aumento da diáspora. Além da eficiência das aeronaves, a Airbus GMF prevê a expansão da conectividade para além das rotas principais, abrangendo pares de cidades menores e médias. Rotas como Riga-Tenerife ou Melbourne-Alice Springs já podem ser atendidas de forma eficiente por aeronaves como o A220. O aumento da autonomia das aeronaves também está abrindo novas possibilidades para pares de cidades, permitindo conexões diretas. Essas rotas incluem Lisboa-Recife com o A321neo, Dublin-Nashville com o A321XLR, Argel-Kuala Lumpur com o A330neo e Taipei-Phoenix com o A350.

A estratégia de produtos da Airbus reflete a demanda do mercado

Isso fica evidente na carteira de encomendas recorde da Airbus, que chega a cerca de 9.000 aeronaves, sustentando as taxas de produção totais do A220 ao A350, incluindo a taxa 75 para o A320. Atualmente, mais de 70% da carteira de encomendas da Família A320 é para os maiores modelos, o A321neo e o XLR, aeronaves ideais para novas rotas entre cidades. Rotas de maior capacidade podem ser atendidas pelo A330neo e as rotas de longa distância pelo A350. O A350 também está se mostrando extremamente popular no segmento de carga com rápida entrada no mercado, com a variante Freighter.

O crescimento do tráfego de passageiros permanece resiliente

Até 2045, a classe média, segmento demográfico com maior probabilidade de viajar de avião, aumentará em 1,4 bilhão de pessoas (+34%). O tráfego aéreo global é robusto e está intrinsecamente ligado ao crescimento econômico mundial, bem como ao desejo das pessoas de viajar. Interrupções de curto prazo, como conflitos regionais e altos preços dos combustíveis, não estão reduzindo a demanda a longo prazo, como demonstram os dados históricos. Nos próximos 20 anos, a Airbus GMF prevê um crescimento anual de 3,9% no tráfego de passageiros, impulsionado pelo crescimento do PIB global (+2,6%), pelo aumento da população urbana (+1,3 bilhão) e pela expansão da classe média. Até 2045, o tráfego aéreo mais que dobrará, atingindo cerca de 10 bilhões de passageiros por ano.

Refletindo uma mudança econômica em direção à região da Ásia-Pacífico (APAC), a demanda está evoluindo em conformidade

Os padrões de tráfego estão mudando devido ao forte crescimento em economias em desenvolvimento como Índia, Vietnã, Indonésia e Malásia. Uma evolução significativa inclui o aumento da migração internacional e das viagens de passageiros relacionadas a visitas a amigos e parentes (VFR).

A demanda por novas aeronaves eficientes continua forte

Das 42.060 aeronaves necessárias nos próximos 20 anos para compensar a substituição de 19.820 aeronaves mais antigas e 22.240 para o crescimento da frota, cerca de 81% serão de corredor único e 19% de fuselagem larga. Isso reflete a tendência contínua por aeronaves mais econômicas e com menor emissão de CO₂ .

A renovação da frota e as substituições recordes estão impulsionando a eficiência

O envelhecimento da frota pós-COVID está acelerando a demanda por substituição, favorecendo especialmente aeronaves de corredor único e de fuselagem larga de nova geração, com maior eficiência de combustível e flexibilidade, para abrir rotas de baixa densidade e de longa distância de forma lucrativa. A Airbus prevê que, até 2045, a porcentagem da frota global composta por aeronaves de última geração chegará a quase 100%, partindo de cerca de 39% em 2026.

@Airbus #PrevisãoDeMercadoGlobal

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