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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

O PEBBLE BEACH É O MAIS FAMOSO CONCURSO DE CARROS ANTIGOS DOS ESTADO UNIDOS QUE ACONTECEU NA CALIFÓRNIA. ROBERTO NASSER MOSTRA NA COLUNA "DECARROPORAÍ", DESTA SEMANA, ESSE CERTAME FANTÁSTICO ONDE AUTOMÓVEIS ANTIGOS SÃO VENDIDOS POR MUITOS MILHARES DE DÓLARES. ESTE ANO HOUVE 220 EXPOSITORES DE 15 PAÍSES. NO BRASIL HÁ CERCA DE 30 MONTADORAS, MAS SÓ UMA PATROCINA UM MUDEU DO AUTOMÓVEL. ALGO ESTÁ ERRADO



End. eletrônico: edita@rnasser.com.br Fax: 55.61.3225.5511

Coluna N° 3412 de 15 de agosto de 2012 
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Pebble Beach, o maior evento antigomobilístico do mundo

Mercedes-Benz 680S, Cabriolet par Saoutchik, Best of Show em Pebble Beach
Um raro – e caro – Mercedes-Benz, 680S, maior da marca à época, um dos sete torpedos feitos Cabriolet pelo encarroçador francês Jacques Saoutchik, do casal texano Paul e Judy Andrews, foi o Best of Show no, sem trocadilho, o Best dos Shows de automóveis antigos, o Pebble Beach Concours d’Elegance. PB é prainha espremida entre Carmel e Monterey, amplo campo de golfe, 36 buracos, na Califórnia, EUA. 


O critério de julgamento, com juízes especialistas foca primacialmente originalidade e autenticidade, enquanto o Juri Honorário, de convidados com larga vivência em automóveis, considera design, estilo, elegância. Vencedores são os melhor classificados pelos dois colegiados.

Assim, os outros indicados como Best foram Duesemberg 1935 J Gurney-Nutting Speedster do poderoso incorporador William Lyon; outro Dusy 1933 J carroceria Derham Tourster; e o primoroso e ex vencedor no italiano Villa d’Este, o Alfa Romeo 1933 6C, 1750 Grand Sport com carroceria anterior à sociedade com odott. Falaschi.

Diferencial
O Concours é festa refinada, disputada, e nos 62 anos de realizado tornou-se motor da economia ao puxar outros eventos – leilões, corridas no vizinho circuito de Laguna Seca, elegante exposição com leilão no Quail Lodge, o Concorso Italiano, para os carros desta nacionalidade, mantido por patrocínio da Fiat, agora de volta ao mercado norte americano com o pequeno 500 mexicano, e leilões de arte, venda de arte, automobilia. São, no mínimo, vinte eventos entre quarta e domingo.

A relação custo-benefício é onerosa a participantes e visitantes. Um ano de preparação, todos os detalhes absolutamente impecáveis, quase sempre ultrapassando a originalidade. Coisas da América de cima, a festa pela festa, que dura das 8 às 17h do terceiro domingo de agosto.

Gente, muita gente, gente. O usual nos primeiros 60 anos de existência era acomodar 150 veículos, escolhendo temas, receber visitantes que até dois anos passados pagavam US$ 100 para entrar. Ano passado, motocicletas, e neste, os veículos chegaram a 220. 


Sem reclamação o preço do ingresso subiu a US$ 200 e, surpresa, o número de visitantes foi enorme, inquantificado, exigindo criar mais de dezena de bolsões de estacionamento com operação organizada à Disney; fazer ponte rodoviária com ônibus recolhendo visitantes. Gente em quantidade incômoda, tornando impossível observar os carros, exigindo exercício de paciência hindu. 

Aliás, um dos temas do Concours deste ano, “Automóveis de Marajás” – nada a ver com os alagoanos mirados pelo ex-presidente Collor – mas os autênticos, alguns com os próprios e, até, um com marajá da economia, RatanTata, um dos maiores empresários da Índia, dono da maior montadora de lá. 

Os carros de Marajá simbolizam a soma da distinção, poder econômico, descoberta do automóvel como elemento complementar aos símbolos do poder. São unidades especiais, construídos sobre mecânica distinta, forte, com detalhes de personalização que escapam ao gosto ocidental. Madeiras finas, ouro, pedras preciosas … 

Kurtis-Omohundro, os carros de fibra chegam a PB 
Alguns dos automóveis ainda pertenciam às famílias originais, presentes com entourage, e outros de colecionadores que lá compraram. Dois vencedores, um marcas em geral, outro Rolls-Royce, um 1925 Phantom I carroceria Barker Sports Torpedo Tourer, do Honorável Sir Michael Kadoorie, de Hong Kong.

100 prêmios, mais que proporcionais aos 220 participantes de 15 países, indicaram tremor no ponteiro da bússola da organização. Não apenas pela relação de quase 50 % dos presentes ter prêmio, mas por escolhas curiosas. Um norte-americano, usual em PB, disse com acidez britânica, o critério de premiação considerou, basicamente, o patrimônio dos participantes acima de US$ 1bilhão.

Interessantemente, os norte-americanos começaram a prestigiar os de pequena fabricação, esforçadas iniciativas do pós Guerra para montar carrocerias atrativas em fibra de vidro sobre mecânicas pré conflito, criando novidades no quando a produção não atendia a demanda.

Nestes, um Kurtis-Omohundro Coupé Roadster, modelo esculpido em chapa, para cópias em fibra de vidro, propriedade de Geoffrey Hacker, historiador e colecionador destes veículos.

Também o Glaspar, montado sobre chassi de Rural Willys, inspirador do Chevrolet Corvette, e o Maverick – não o Ford conhecido, mas carroceria especial sobre chassis Cadillac. A registrar os carros especiais como carrocerias Saoutchik, Figoni, Figoni e Falaschi, Pininfarina, usualmente exemplares únicos. 


E ilhas pontuais com Ferraris negros; os Cobra da história Shelby, incluindo quase toda a frota – das seis unidades construídas – do Cobra Coupé. Importante aos admiradores dos esportivos dos anos ’50, um exemplar do Fiat 8V – 114 produzidos; e dois do espanhol Pegaso – menos de 100.

Parte social, típica aos negócios nos EUA, PB recolheu entre contribuições e leilões de carros novos, US$ 1M077. Do total, US$ 50 mil por Jay Leno, do Tonight Show, da venda de ingressos para o seu programa. 


No leilão da Gooding levou Fiat 500 Prima Edizione, carrinho de US$ 25 mil, dizendo de sua propriedade, e por ele conseguiu US$ 385 mil, além de US$ 215 mil de doações, total canalizado para a Associação dos Veteranos de Guerra. O cara é ele.

Motos mantém espaço especial, em gramado e tenda. Nesta edição, além do Reitwagen, exemplar pioneiro feito por Gottlieb Daimler em 1885, e da vitória de BMW 320, a imbatível curiosidade da Megola, de 1922, desenvolvida por engenheiro aeronáutico, design avançado para a época, motor 2T, radial, cinco cilindros, colocado dentro da roda dianteira.

Curiosidade e avanço, motor radial 2T colocado na roda dianteira da Megola 1922

Como quantidade é inversamente proporcional à qualidade, houve queda na elegância e apuro observado com ascensão da descontração, minguando o espetáculo dado por mulheres vestidas com o apuro de um Derby à beira mar. Pouco vistas, sufocadas pela massa. 

Gente interessante, presença resumida ou sufocada pela massa?
O evento parece uma evolução educada do Movimento dos Sem Terra, alastrando-se como metástase em terra alheia. A versão norte-americana, civilizada, não preda, paga caro pelo aluguel fugaz e não manda a conta para o governo federal. Neste ano haviam 10 montadoras com lançamentos, versões, agendando test-drives, servindo coquetéis e informações aos visitantes. Um verdadeiro salão do automóvel ao ar livre. 

O afluxo de brasileiros vem-se incrementando. Ótimo para o nosso antigomobilismo amador. A visita é didática, esclarecedora de como eventos bem organizados podem ser rentáveis. De jornalistas, os três usuais – Boris Feldman, do Estado de Minas, Fábio Amorim representando a Gazeta de Alagoas, e eu -, e visitantes e participantes dos leilões, sem convites a expor. Enciclopédia ferrarista, André Biagi circulava entre os da marca, sem indicar se aumentara a coleção. 


O mineiro Antônio Henriques, o Tão, fugiu da disputa dos leilões e adquiriu Lamborghini Islero a um broker para fazer par com seu modelo 400. Para considerar, a legislação que permite importar usados antigos, serve para isto: trazer veículos que ilustrem a história mundial – ao contrário do fundo da tropa atualmente praticado, com carros inexpressivos para quem quer brincar de carrinho. 

O jovem argentino Calilo Sielecki salvou a honra do Mercosul e levou o terceiro prêmio na categoria A1 – Small Horse Power, com Franklin Open Four Seater. A família é habitual expositora, e em 2011 foi segunda na relação dos Best.

Numa síntese da mudança de público, como disse jornalista especializado, frequentador de PB, “baixou o espírito da muvuca”. Rex Parker, designer e car guy californiano, agora naturalizado brasileiro, concorda: há desequilíbrio entre o número de visitantes e a qualidade do evento.

Para descrever todos os leilões e eventos de Pebble Beach exigiria alentada revista, pois há de tudo, incluindo exposições de arte e de automobilia, além de feira elegante e especializada, com modelos em escala de perfeição irritante; roupas sob medida. 


Um argentino vendia calças para pilotagem Suxtil, como as usadas na década de ’50 por seu compatriota Juan Manuel Fangio – embora dificilmente mais de 5% dos presentes soubesse quem foi El Chaco, El Quintuple, o penta campeão mundial na pré Fórmula 1.

O programa PB
Num resumo a ampla programação começa na quarta com eventos parasitas aos de origem, como os passeios, exposição de Ferraris com degustação de vinhos, mostra de carros alemães, leilões de veículos, automobilia, exposição de arte, leilões, corridas em Laguna Seca. 


Sob o carimbo Pebble Beach começa na quinta feira com passeio de 100 km com os carros a ser expostos. A série de leilões exige pré inscrição para lances, e se dividem por classes e preços: Bohrams e Gooding rivalizam no topo, o primeiro, junto com a exposição do Quail, buffet de primeira qualidade, US$ 400 para duas pessoas. 

No Gooding entrada a US$ 40; RM com os classe A e B, cobrando US$ 50 para pré visita; Russo and Steele com esportivos, carros especiais e fecha com Mecum, dos veículos mais baratos.

Neste ano, se Pebble Beach aumentou a frequência nuns 500%, nos leilões houve queda nos veículos oferecidos e na média e pico de preços, exceto para registro como no leilão do Goodings, onde um Mercedes bateu recorde de preço no final de semana: um invejável 540K, ex-baronesa Krieger, guardado em condições operacionais, desde a década de ’60, recordista US$ 11,770 milhões – o veículo mais caro dentre os leilões e o maior preço já atingido por este modelo, para muitos o automóvel mais belo do mundo. 


Nos EUA os valores são acrescidos de 10% de comissão ao leiloeiro e 7% de imposto estadual. Neste ano, apenas um brasileiro fez compra no leilão RM – Porsche 1960, 356B Roadster por US$ 190 mil. Caro. Leilões e o tesão que os alimenta não têm parâmetro de lógica. No mesmo RM um raro e especial Maserati 1962 3500 GT, carroceria especial e passado com história, muito superior, fez o leiloeiro suar para conseguir US$ 125 mil.

O 540K ex-baronesa Krieger. Recordistas US$ 11,770 milhões.
Pontualmente
Atrações paralelas, jantar da Mercedes-Benz, é divisor de águas. Quem é convidado é VIP. Quem não, não. Há o Concorso Italiano, para as máquinas do país. É o descompromisso latino em organização e nesta edição manteve-se fraco, misturando automóveis antigos com novos. Márcio Rosa, o Baby, colecionador de Alfas, frustrou-se: pagar US$ 90, andar longo trecho entre os gramados e a exposição, sem ver novidades? Não dá, resumiu. Melhor ir a Brasília para ver TIMB e Onça …

No sábado o sol sobre o Circuito de Laguna Seca brilha – e doura e queima – fãs das corridas. Mais de 1.000 ! carros de competição alinhados em baterias por categorias, instigam os sentidos. Para entrar ou acampar, US$ 70. Para acesso aos boxes, mais US$ 20.Visão, olfato, tato para ver, sentir o cheiro de gasolina sem álcool, poder conversar e sapear nos boxes. 


Monumentalidade de gente vai para acampar ou vai tomar sol e alegrar a alma –, entrar nos boxes e ver de Ford Modelo T dos anos 10, a Fórmula 1 da década 70, e Porsches, Alfas, Austin Healeys, e coisas como Porsche 908, Ford GT 40, e os carros da Nascar dos anos 60 e 70.

Sensação ambígua entre a alegria pelos veículos referenciando sua evolução, e a tristeza com o descompromisso brasileiro ao liquidar sua história. É impossível fazer uma bateria com nosso antigos carros de corrida. 


Todos sumiram, desmanchados, re montados como carros normais, e vendidos, ou exportados. Desprezamos nossa história e, lamentavelmente o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio não inibe as exportações de nosso patrimônio. 

No tema, lá estava o Alfa Romeo GTA ex-Piero Gancia, antes branco e agora vermelho. Atual proprietário, o brasileiro Fred Dellanotte o mantém nos EUA, onde o comprou pós-exportação.

Goste-se ou não, os norte-americanos sabem agitar e faturar. Todos os eventos enfatizavam os AC, AC Cobra, Cobra ou Cobra Coupé, todos permeados com a vida de Carrol Shelby, há pouco desaparecido. 


Além dos eventos em Pebble Beach, em Laguna, incontáveis barracas vendiam camisetas, bonés, casacos, posters, cartas para baralhos, livros, vídeos, adesivos, retratos, gravatas, rifas para Cobra O Km. 

Rifava-se, até, livro autografado por Shelby, ao qual se atribuia o valor de US$ 4 mil. Sobre o Cobra Coupé, Peter Brooke, designer, 80, vendia e dedicava seu livro, e uma barraca pedia doação para a Fundação Carrol Shelby. Os caras faturam até com cadáver.

Indaga o leitor: vale a pena ? Até a edição passada recomendava concretamente a presidentes de clube e futuros aprendessem, observassem e absorvessem o profissionalismo dos eventos, em especial PB. 


Entretanto, neste ano, com o desequilíbrio entre espaço e visitantes, o evento master ficou prejudicado. Mas tirante o olhar especializado, é uma boa, divertida, movimentada semana de férias, imbatível em novidades, fatos, casos.

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Roda-a-Roda 

De volta – Após vender ao exterior os mais representativos automóveis de Maharaja e Maharani – a dona Marajá -, e carros importantes de seu país, a ascensão econômica fomenta surgir o antigomobilismo indiano. Recompram-nos no exterior, levando-os à Índia para formar acervo.

Lição – Esta bobagem a gente conhece. Exportamos muitos veículos estelares – e continuam sendo mandados para fora – e trazemos uns gatos pingados, a maioria porcariada inexpressiva – Camaros, Mustangs, Cadillacs, Mercedes, Porsches – repetidos e sem história.

Indústria – Pebble Beach tem patrocínio de dez montadoras, que entendem importante mostrar-se ao qualificado público visitante e associar sua marca a história e qualidade. Adesão importante, Ratan Tata, líder empresarial indiano que coloca seus pés e negócios no mundo.

Sensibilidade – O professor Antônio Anastásia, governador de Minas, fez o que seus antecessores dispensaram: desfilar o Sete de Setembro em veículo antigo. Pediu ao colecionador Pacífico Mascarenhas, empresário, compositor, 82, cedesse e conduzisse o Packard Convertible Sedan 1937, carroceria especial por Dietrich, que serviu ao Governo do Estado. Achado num ferro velho, resgatado por Mascarenhas, o primeiro antigomobilista de Minas.

O velho Packard Dietrich Convertible Sedan volta à glória estadual

Corre – Pacífico mobiliza amigos para trazer tudo o que pode enguiçar. Conseguiu a amigo carburador novo em loja californiana, e portador da fundamental, enorme e pesado componente, trouxe-o na mão, em seu vôo de primeira classe, para evitar extravio.

Museu – O Governador Anastasia é um dos agentes de instalação do Museu do Automóvel, em MG. Patrocínio da Fiat, acervo dos colecionadores do Veteran Car Clube do estado. Bom exemplo. O Brasil tem 27 estados, um Distrito Federal, quase 30 montadoras, e apenas uma patrocina museu da especialidade num estado. É pouco, em especial no País onde o lucro das montadoras é o maior do mundo e o retorno social, se há, é pífio.





quarta-feira, 22 de agosto de 2012

O AR CONDICIONADO CHEGOU MUITO TARDE AOS AUTOMÓVEIS POPULARES BRASILEIROS, MAS, HOJE, 50% DOS CARROS ZERO VENDIDOS NO PAÍS JÁ SAEM DE FÁBRICA COM ESSE VERDADEIRO MIMO QUE MUITO POUCOS CONSUMIDORES DISPENSAM E EM BREVE CHEGARÁ A 70%. QUEM DIZ ISSO É O NOSSO COLUNISTA, FERNANDO CALMON, QUE MOSTRA COMO É PERIGOSO DIRIGIR COM O CARRO ESCALDANDO SOB O NOSSO SOL TROPICAL





Por Fernando Calmon 



DIRIGIR SEM SUFOCO 

Como exemplo de país tropical e por suas dimensões continentais, o Brasil deveria ter-se tornado o paraíso para os fabricantes de ar-condicionado para automóveis. Ocorre que problemas técnicos, de custo dos aparelhos e de baixo poder aquisitivo dos compradores, levaram a uma taxa de aplicação relativamente baixa durante muitos anos. 


Para as concessionárias também não era producente ter muitos modelos estocados à espera de compradores interessados nesse equipamento. E tudo conspirava contra. 


Há uns 20 anos o sistema drenava parte relativamente elevada da potência do motor (10% ou até mais). Por consequência, o desempenho caía e o consumo de combustível aumentava, em alguns casos de forma expressiva, ao rodar no para-e-anda do trânsito urbano. Isso quando não fazia subir a temperatura do motor ou sobrecarregava a bateria.

Para complicar, em 1993 surgiu o carro popular. O primeiro foi o Fusca renascido, mas os demais optaram pelo motor de 1.000 cm³ (1 litro) de cilindrada já instalado nas versões de entrada, desde que o IPI teve sua alíquota nominal reduzida quase à metade em 1990. As potências eram baixas e tentar instalar ar-condicionado nem pensar. Automóveis de baixa cilindrada e de menor preço tomaram conta do mercado: em 2001 representavam incríveis 71% das vendas de automóveis e peruas.

Aos poucos, porém, os motores de 1 litro evoluíram e todo o conjunto de ar-condicionado, ainda mais. Os componentes diminuíram de peso e volume, além dos compressores ficarem mais leves e eficientes. Já era possível instalar o aparelho mesmo em carros de baixa cilindrada, desde que o motorista aceitasse uma perda mais ou menos tolerável de desempenho.

O que ajudou também foi o início do gerenciamento eletrônico dos motores. Antes disso, ainda no tempo dos carburadores, já era possível desligar o compressor, quando se pisava até o fim do curso do acelerador, bastante útil numa manobra de ultrapassagem. 

Hoje, sistemas de ar-condicionado, além de confiáveis e de baixo custo de manutenção, subtraem em torno de 5% da potência de um motor de 1,6 l e 100 cv ou 10% no caso de propulsor de 1 litro e 70 cv. O consumo de combustível aumenta cerca de 10%, em cidade, e 6%, em estrada, graças aos novos compressores de deslocamento variável.

Temperatura amena no habitáculo melhora a chamada segurança preventiva, ou seja, recursos de conforto que oferecem ao motorista condições ideais de conduzir o veículo. O corpo humano se sente bem em ambientes a 22° C e umidade relativa do ar de 50%: aumentam a concentração ao dirigir e a capacidade de reação.

Estudos recentes, divulgados pela Mahle, indicam que já a 27° C a pulsação e a temperatura corporal sobem, levando ao cansaço e até à agressividade. Elevação de mais 10° C significa risco de acidente 20% maior. 

O motorista se sente, sob essa condição climática, da mesma forma que se tivesse nível alcoólico no sangue de 0,5 g/l. Esse é, praticamente, o limite de 0,6 g/l da Lei Seca, quando o motorista poderá ser preso em flagrante, receber multa de R$ 1.915,40 e pena entre seis meses e dois anos de reclusão.

Portanto, investir cerca de R$ 3.000,00 num sistema de ar-condicionado, quando opcional de fábrica, vale a pena pelo conforto e também segurança preventiva. Atualmente, no Brasil, mais de 50% dos automóveis são vendidos com esse equipamento e pode chegar a 70% nos próximos anos.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

PETERHANSEL ASSUME A LIDERANÇA DO RALLY DOS SERTÕES DEPOIS DE TRÊS ETAPAS

Francês do Mini All4 venceu a terceira etapa da competição na abertura da primeira maratona entre Bacabal e Barra do Corda, no Maranhão, e já coloca 1min59s de vantagem sobre Guilherme Spinelli/Youssef Haddad

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Amable Barrasa, vencedor da terceira etapa e líder nos caminhões leves
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Edu Piano é o líder nos pesados após três etapas
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Guilherme Spinelli caiu para a vice-liderança, dois minutos atrás de Peterhansel
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Peterhansel e Cottret venceram a especial e assumiram a liderança dos carros
A terça-feira (21) marcou o terceiro dia do Rally dos Sertões. O trecho de 274 quilômetros (149 cronometrados) entre Bacabal e Barra do Corda, no Maranhão, foi o primeiro de duas etapas Maratona programadas para a 20ª edição do maior rali do mundo disputado dentro de um único país. E o mais rápido do dia foi a dupla francesa formada por Stéphane Peterhansel e Jean-Paul Cottret, com o Mini All4 da X-Raid, com o tempo de 1h59min42s. Guilherme Spinelli/Youssef Haddad, com o Mistusibhi Lancer, ficou em segundo, a 1min59s dos vencedores da etapa.

Riamburgo Ximenez/Flávio França, de BMW X3 CC, terminaram o dia com o terceiro lugar, logo à frente de João Franciosi/Rafael Capoani de Mitsubishi L200 Trition e Fellipe Bibas/Emerson Cavassin, com o protótipo Evoque Sertões.

Depois de duas etapas com trechos 100% arenosos, o terceiro dia foi marcado por uma especial rápida e com piso de piçarra e terra. "O trecho era bem legal, com muitas derrapagens controladas, muito bacana de guiar. Todo dia tem sido uma novidade para mim; a cada dia é uma paisagem diferente e um novo estilo de pilotagem a ser adotado", destacou Peterhansel, que disputa pela primeira vez o Rally dos Sertões.

O francês minimizou o fato de já ter alcançado a liderança da prova. "São quase dois minutos (de vantagem). Só estamos no terceiro dia, e esta diferença não é nada, porque ainda há muito pela frente", afirmou o piloto, que fez questão de elogiar seu adversário - e amigo. "É muito legal brigar com ele. Conheço o Guiga (Spinelli) há bastante tempo, ele é muito rápido e acima de tudo, um cara muito bacana. A disputa tem tudo para ser bem divertida", disse.

Caminhões - Os grandalhões tiveram uma etapa sem maiores percalços no terceiro dia de competições. Com uma especial mais rápida, os caminhões da categoria Pesados mostraram a saúde de seus motores e terminaram a disputa na frente dos Leves. O trio formado por Edu Piano, Solon Mendes e Carlos Sales venceu a especial com o Ford Cargo e o tempo de 2h23min09s, exatamente um minuto à frente do Mercedes Atego de Guido Salvini/Flavio Bisi/Fernando Chwaigert. André Azevedo/Maykel Justo/Ronaldo Pinto fecharam com a terceira colocação.

Entre os caminhões Leves, a vitória ficou com Amable Barrasa/Cesar Botas/Raphael Bettoni, com o tempo de 2h27min26s, apenas 16 segundos na frente de Carlos Policarpo/Rômulo Seccomandi/Davi Fonseca. Fernando Birchal e Leo Silva fecharam os três primeiros na subcategoria.

No acumulado dos Pesados, Edu Piano lidera com 9h28min09s e é o segundo do geral entre os caminhões. O sorocabano tem exatamente um minuto de vantagem para Guido Salvini e 1min20s para André Azevedo, em disputa extremamente apertada.

Barrasa lidera a soma de tempos nos Leves, com Carlos Policarpo a 1h06min do líder. Birchal e Silva aparecem em terceiro, a 1h18min de Amable.

A etapa desta quarta-feira (22) somará 523 quilômetros, sendo 309 cronometrados, com um pesado deslocamento final de 206 quilômetros. A disputa acontece entre as cidades de Barra do Corda e Carolina, ainda no Maranhão, marcando a "segunda perna" da primeira etapa Maratona desta edição do Sertões.

Resumo da 3ª etapa:
Bacabal (MA) - Barra do Corda (MA) - MARATONA
Deslocamento incial: 106 km
Especial: 149 km
Deslocamento final: 19 km
TOTAL: 274 km.

Resultado extra-oficial da terceira etapa (CARROS):
1-) Stéphane Peterhansel/Jean-Paul Cottret (Mini All4 X-Raid) - 1h59min42s
2-) Guilherme Spinelli/Youssef Haddad (Mitsubishi Lancer) - 2h01min44s
3-) Riamburgo Ximenez/Flávio França (BMW X3) - 2h01min54s
4-) João Antônio Franciosi/Rafael Capoani (Mitsubishi L200 Triton) - 2h04min19s
5-) Fellipe Bibas/Emerson Cavassin (Evoque Sertões) - 2h05min18s

Geral acumulado entre os CARROS:
1-) Stéphane Peterhansel/Jean-Paul Cottret (Mini All4 X-Raid) - 5h31min26s
2-) Guilherme Spinelli/Youssef Haddad (Mitsubishi Lancer) - + 0h01min59s
3-) Riamburgo Ximenez/Flávio França (BMW X3) - + 0h09min35s
4-) Fellipe Bibas/Emerson Cavassin (Evoque Sertões) - + 0h13min32s
5-) Romeu Franciosi/Deco Muniz (Sherpa V8) - 0h25min45s

Resultado extra-oficial da terceira etapa (CAMINHÕES):

Pesados
1-) Edu Piano/Solon Mendes/Carlos Sales (Ford Cargo) - 2h23min39s
2-) Guido Salvini/Flavio Bisi/Fernando Chwaigert (Mercedes Atego) - 2h24min09s
3-) André Azevedo/Maykel Justo/Ronaldo Pinto (Mercedes Atego) - 2h24min29s

Leves
1-) Amable Barrasa/Cesar Botas/Raphael Bettoni (Ford F4000) - 2h27min26s
2-) Carlos Policarpo/Rômulo Seccomandi/Davi Fonseca (Ford F4000) - 2h27min42s
3-) Fernando Birchal/Leo Silva (Ford F4000) - 2h39min21s

Geral acumulado entre os CAMINHÕES:

Pesados
1-) Edu Piano/Solon Mendes/Carlos Sales (Ford Cargo) - 9h28min09s
2-) Guido Salvini/Flavio Bisi/Fernando Chwaigert (Mercedes Atego) - + 0h1min0s
3-) André Azevedo/Maykel Justo/Ronaldo Pinto (Mercedes Atego) - + 0h1min20s

Leves
1-) Amable Barrasa/Cesar Botas/Raphael Bettoni (Ford F4000) - 8h26min01s
2-) Carlos Policarpo/Rômulo Seccomandi/Davi Fonseca (Ford F4000) - + 1h06min41s
3-) Fernando Birchal/Leo Silva (Ford F4000) - + 1h18min20s

4ª etapa:
Barra do Corda (MA) - Carolina (MA)
Deslocamento Inicial: 8 km
Trecho de Especial: 309 km
Deslocamento Final: 206 km
TOTAL: 523 km

A 20ª edição do Rally dos Sertões tem o patrocínio master do Governo do Maranhão e Mitsubishi Motors; patrocínio Honda Motos, Cemar e Governo do Estado do Ceará; apoios Uracer, São Luís Shopping, Hotel Luzeiros, Volare e Tmar; organização Dunas Race; supervisão Confederação Brasileira de Automobilismo e Confederação Brasileira de Motociclismo.

Link para baixar fotos:
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Acompanhe ao vivo:
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SPINELLI E HADDAD FICAM EM SEGUNDO LUGAR NA ETAPA DE HOJE, A 3ª, DO RALLY DOS SERTÕES



Barra do Corda (MA), 21 de agosto de 2012 - Depois de dois dias praticamente só com areia, a terceira etapa do Rally dos Sertões teve elementos característicos do "sertão" e, claro, suas dificuldades.

"Hoje foi completamente diferente em relação às etapas anteriores, com estrada de cascalho, trecho bem escorregadios tipo fesh fesh, muitas serrinhas, descidas de montanha e trechos de alta velocidade com grandes baixadas. Completamente diferente de tudo o que tínhamos feito até aqui", explica o piloto Guilherme Spinelli.

A dupla da Equipe Mitsubishi Petrobras terminou o dia com 2h01min44 e está na segunda colocação da classificação geral, atrás dos franceses Stephane Peterhansel e Jean-Paul Cottret.


"Cumprimos o principal objetivo do dia, de conseguir andar em um bom ritmo e, principalmente, de chegar com o Lancer Racing sem nenhuma avaria. No início da especial fomos excessivamente conservadores mas, do meio para o fim, conseguimos aumentar o ritmo e aproveitar melhor o carro na estrada", completa Guiga.

Um outro fator decisivo desta terça-feira é a etapa Maratona. Hoje os veículos chegaram à Barra do Corda e ficam em parque fechado, onde as equipes de apoio não tem acesso. Amanhã, antes da largada, as próprias duplas tem 30 minutos para ajustar o que for necessário.

"O Lancer Racing completou o dia sem nenhum problema, está 100%. Fiz uma checagem inicial e está tudo em ordem. Amanhã é só encher nossas garrafas de água, colocar o capacete e sair para a especial", conta Youssef.


4ª Etapa - 22 de agosto
Barra do Corda (MA) - Carolina (MA)
Como a prova está em etapa maratona, a quarta etapa começa sem a manutenção feita pelas equipes de apoio.

A etapa será bem longa, com 309 quilômetros de especial, a maior até aqui. E terá todos os elementos característicos do maior rali do país: trechos rápidos, trial, depressões, pisos com piçarra, pedras e areia. O total do dia é de 523 quilômetros.

Deslocamento Inicial: 8 km
Trecho de Especial: 309 km
Deslocamento Final: 206 km
Total: 523 km

Entenda mais sobre a etapa maratona, clique aqui.

Equipe Mitsubishi Petrobras
Acompanhe de perto a Equipe Mitsubishi Petrobras com Guilherme Spinelli e Youssef Haddad no Rally dos Sertões:



Resultados - Terceiro dia*
1) Stephane Peterhansel / Jean-Paul Cottret - 1h59min42
2) Guilherme Spinelli / Youssef Haddad - 2h01min44
3) Riamburgo Ximenes/Flavio França - 02h01min54 
4) João Antonio Franciosi / Rafael Capoani - 2h04min19
5) Fellipe Bibas / Emerson Cavassin - 2h05min18

Resultado acumulado após três etapas*
1) Stephane Peterhansel / Jean-Paul Cottret - 5h30min25
2) Guilherme Spinelli / Youssef Haddad - a 2min
3) Riamburgo Ximenes / Flavio França - a 9min35
4) Fellipe Bibas / Emerson Cavassin - a 13min45
5) Romeu Franciosi / Deco Muniz - a 25min46

* Resultados extra-oficiais

VOCÊ SABIA QUE A ...


A Ford, em conjunto com a Ford Racing e a Shelby American, entre outros amigos, acaba de anunciar o Shelby GT500 Cobra 2013, um modelo exclusivo de 860 cv de potência, que é um tributo a Carroll Shelby, o maior preparador de veículos da marca.

A notícia foi dada, há momentos pelo assessor de Imprensa da Ford Brasil, Célio Galvão, ao lembrar que o nome Cobra tornou-se um símbolo de performance e esportividade no mundo e marcou a criação de modelos lendários da família Mustang.

Célio Galvão, disse ainda que a Ford anunciou também que rebatizou o seu Centro de Desenvolvimento do Produto de Dearborn, em Detroit, com o nome do mais famoso piloto e preparador da marca, falecido aos 89 anos.


MOTOS TERMINAM PROVA BACABAL - BARRA DO CORDA E ZANOL VOLTA A VENCER


Por Fanni Duarte / Webventure | 21/08/2012 - Atualizada às 14:11

Felipe Zanol conquistou o primeiro lugar.
Felipe Zanol conquistou o primeiro lugar.
Foto: Marcelo Maragni
A pista, predominantemente de cascalho e piçarra, deu velocidade à prova, que contou com algumas zonas de radar dentro das vilas. Foi a primeira maratona dos Sertões, com alguns trechos de trial.

A largada aconteceu às 10 horas, com Dário Júlio Souza na ponta, seguido de Felipe Zanol. O intervalo entre os competidores foi de dois minutos. O piloto acelerou nos primeiros quilômetros, mas Zanol compensou a diferença do percurso após a metade da trilha, ganhando vantagem no tempo e se consagrando o vencedor da etapa com 2h6m25s. 

Logo após, Jean Azevedo também passou Souza com uma diferença de dez segundos, cruzando a linha de chegada com a segunda colocação e por pouco não alcançando o primeiro colocado. Ele fez 2h6m26s, apenas um segundo de diferença do campeão. O terceiro lugar marcou 2h6m36s.

Na classificação geral, Zanol lidera com mais de dez minutos de diferença em relação a Dário, que segue no segundo lugar. Nielsen Bueno aparece em terceiro.

Já Thomas Hahn, da equipe Tomate Team, sofreu uma queda na curva do quilômetro 4 da especial e abandonou a prova. Ele é único que desistiu até o momento. O piloto foi atendido pela equipe de apoio e passa bem.

Tom Rosa continua recuperação nos quadris


O piloto acelerou e conseguiu chegar novamente em primeiro lugar na categoria de quadris, com o tempo de 2h18m47s. Em segundo lugar, Marcelo Dias seguiu com 2h19m46s.

Porém, na classificação geral até o momento, Antonio Pinho Junior está na liderança seguido de Marcelo Dias. A diferença de Rosa para o primeiro colocado é de quatro horas.
 


RALLY DOS SERTÕES TERMINA 3ª ETAPA EM BARRA DO CORDA.

Eduardo Sachs, diretor-técnico do Rally dos Sertões, comenta o percurso de hoje (3ª etapa):

“Nesta etapa entramos na primeira maratona do Rally, que será na Barra do Corda. O piso predominante é de cascalho e piçarra, onde as estradas são mais rápidas e passam por algumas vilas.

Além disso, teremos muitos radares de velocidade na travessia dessas vilas. Terminamos esse especial, chamado assumpreto, com um tempo curto para os pilotos abastecerem e entrarem no parque fechado”.


Barra do Corda está localizada na confluência dos rios Corda e Mearim.
Barra do Corda está localizada na confluência dos rios Corda e Mearim. 

A cidade de Barra do Corda, fundada em 3 de maio de 1835, está localizada no centro geográfico do estado do Maranhão e na confluência dos rios Corda e Mearim, atualmente tem 82 mil habitantes. O primeiro rio possui águas claras e frias, enquanto o segundo tem águas esverdeadas e mornas.

A palavra que dá nome ao rio e a cidade vem da quantidade de cipós, que se enrolam nas margens em forma de corda. Já o Mearim se torna totalmente navegável depois da confluência.

A economia na cidade é centrada no setor agropastoril, na qual predominam as plantações de arroz. O município costuma surpreender o turista, que se depara com infraestrutura que inclui bancos, hotéis e restaurantes.

Pontos turísticos. Cachoeira do Rio Corda, Margem do Rio Corda, Arco do Calvário, Balneário Guajajara.

DESCOBERTO O MOTIVO DOS INCÊNDIOS NOS UTVs, NAS DUAS PRIMEIRAS ETAPAS DO RALLY DOS SETÕES: O TANQUE DE COMBUSTÍVEL IMPORTADOS DE PORTUGAL MAIORES MAS COM DEFEITO


Por Pedro Sibahi, de Bacabal (MA) | 21/08/2012 
Incêndio nos UTVs de Sylvio e Carlinhos foram causados pelo mesmo motivo
Incêndio nos UTVs de Sylvio e Carlinhos foram causados pelo mesmo motivo
Foto: Andre Chaco 

Na segunda etapa do Sertões, os UTVs pilotados por Sylvio de Barros e Carlinhos Ambrósio também pegaram fogo, depois que o veículo de Robert Nahas foi totalmente consumido em um incêndio. Barros conseguiu controlar o incêndio em seu UTV e foi rebocado até os boxes em Bacabal, enquanto Ambrósio teve perda total, assim como Nahas.

Segundo Nahas, que ajudou na preparação dos veículos, o tanque de combustível foi responsável pela falha que resultou no incêndio. "Antes tivesse deixado o tanque original, que é provado e testado, e ter feito um adicional fora do carro", comentou o piloto.

Buscando aumentar o desempenho dos UTVs, ele procurou substituir o modelo original por outro maior que baixasse o centro de gravidade do veículo, e adquiriu produtos fabricados por uma empresa portuguesa chamada XRW.

"Estou muito chateado, porque procurei em diversos locais uma solução para isso, o Carlinhos e o Sylvio acabaram seguindo o que eu fiz, então fiquei desolado com essa notícia", lamentou Nahas.

Outro competidor que quase entra a fria dos tanques portugueses foi Heronaldo Segundo, amigo dos três pilotos que tiveram problemas. "Quando eles compraram a peça me ligaram oferecendo, mas eu já tinha resolvido meu problema de autonomia. Até achava que a solução deles era melhor, mas resolvi não pegar", comentou.

EQUIPES DO RALLY DOS SERTÕES RECLAMAM COM DIREÇÃO DA PROVA DO PERCURSO TRAÇADO PARA OS CAMINHÕES



Por Pedro Sibahi, de Bacabal (MA) | 21/08/2012 - Atualizada às 02:59

Piloto André Azevedo criticou organização por conta das pontes
Piloto André Azevedo criticou organização por conta das pontes
Foto: Ricardo Leizer
O início do Rally dos Sertões não está fácil para ninguém, mas os caminhões estão precisando contornar mais dificuldades que a média. Depois de não largar na primeira etapa, os veículos pesados precisaram parar no meio da segunda especial por conta das pontes que não foram bem dimensionadas.

"No quilômetro 85 tinha uma ponte que não passava caminhão pesado, por isso a organizaçãoeles terminou a especial naquele momento", contou Guido Salvini. "Orientaram para voltarmos pelo asfalto".

A equipe precisou retornar demais e acabou chegando próximo ao local de largada. "Eram 15h30 e estávamos em Barreirinhas para começar o deslocamento para Bacabal", contou Guido - um dos primeiros a chegar na cidade, em torno das 22 horas.

"No final da especial um competidor bateu em um cajueiro, trancou a pista e depois uma ponte caiu. A organização encerrou o trecho cronometrado antes do fim", contou João Vitor, navegador de Fábio Freire. A dupla tem um caminhão leve e foi a única que terminou o percurso. 

"O rali está bem complicado para os caminhões. Não conseguimos andar ontem e hoje tívemos problemas novamente. Vamos ver se amanhã completamos a especial e chegamos na maratona", disse Vitor.

O piloto mais insatisfeito era André Azevedo. "Acho descaso da organização em relação aos caminhões grandes". Ele chegou nos boxes às 22h45. "Ontem não andamos devido ao tipo de terreno e hoje não mediram as pontes em relação a nossa bitola, que é largura entre as rodas do eixo do veículo".

Quando as vigas de sustentação de uma ligação entre dois pontos são mais próximas que a bitola do veículo, há grandes chances das tábuas quebrarem nas laterais e o veículo ficar preso. Por esse motivo, Azevedo contou que em duas pontes ele não pode passar e uma terceira quebrou. "Estou descontente com a organização em relação a categoria caminhões pesados."

Voltar para trás foi a solução que encontramos. O regulamento prevê que terminem a prova para vermos o rastro do GPS e é a partir daí que vale a classificação, que contará só até à ponte", revelou Jaime Santos, diretor de prova da categoria.

"A organização abriu inscrição para caminhões pesados, então deveriam fazer uma prova na qual os veículos andem, não importa se terá 70 ou 100 quilômetros a menos na especial. Hoje, a etapa foi muito boa nas dunas, mas deveria ter acabado em Paulino Neves, assim teríamos ido para Bacabal", conclui Azevedo. 

CACÁ BUENO VOLTA À LIDERANÇA DA COPA FIAT EM SÃO PAULO. O PROBLEMA FOI A COBRA NO CARRO. ASSISTA O VÍDEO


As duas corridas realizadas na quarta etapa da Copa Fiat, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo (SP), no último domingo (19 de agosto) movimentaram o ranking da temporada 2012. Cacá Bueno, que venceu a segunda prova e ficou em terceiro na primeira, reassumiu a liderança, com 96 pontos. 


André Bragantini, campeão da primeira disputa do dia, vice da segunda e pole do fim de semana, subiu para a segunda posição, com apenas um ponto atrás do líder. Já Christian Fittipaldi, não completou a primeira corrida e terminou a segunda em oitavo lugar, caindo para a terceira colocação do campeonato, com 72 pontos.


Nos treinos livres, Felipe Massa se destacou e fez o melhor tempo, mas não disputou nos treinos classificatórios. O piloto da Fórmula 1 aproveitou as férias da categoria para conhecer as mudanças no Linea da temporada 2012 da Copa Fiat, como as evoluções nas suspensões, motor e carenagem. Massa aprovou todas as alterações. "O trabalho foi muito bem feito. O carro está sensacional, mais no chão e fácil de pilotar", elogiou.


Árvore da vida
Pela segunda vez na temporada, participantes do Programa Árvore da Vida – Capacitação Profissional, criado pela Fiat Automóveis, puderam conferir de perto o desempenho dos pilotos e carros da Copa Fiat. Cerca de 30 jovens do curso de Consultor Automotivo do SENAI “Conde José Vicente de Azevedo”, do bairro paulistano do Ipiranga, foram convidados para torcer na arquibancada da Fiat na etapa de São Paulo. Eles puderam visitar os boxes, conversaram com os pilotos Giulianno Losacco, Cesinha Bonilha e Christian Fittipaldi.

Como na etapa de Curitiba, um dos jovens foi sorteado para um volta rápida no Linea de competição após o final das provas. “Foi emocionante andar tão rápido e poder ver um carro de corrida por dentro. Adorei!”, comemorou a estudante Thais Messias.

A próxima etapa da Copa Fiat acontece em Brasília, nos dias 8 e 9 de setembro.


PARA ENCERRAR A MATÉRIA, UMA BRINCADEIRA DE PILOTOS. 
ASSISTA O VÍDEO. PARECE QUE PILOTO TEM HORROR A COBRA:

CAMINHÕES DA EQUIPE FORD RACING TRUCKS ESTÃO A CAMINHO DE BARRA DO CORDA CUMPRINDO A ETAPA MARATONA


Bacabal, 21 de agosto de 2012 - No Rally dos Sertões 2012 a Equipe Ford Racing Trucks/Território Motorsport, pentacampeã nas últimas cinco edições, participa com três caminhões: dois na categoria dos Caminhões Leves e um nos Pesados. Nesta terça-feira, 21, a equipe oficial da Ford Caminhões larga em Bacabal e segue para Barra do Corda, no Maranhão, para o primeiro dia da etapa Maratona, onde os competidores não podem receber apoio mecânico. 


Foram dois dias intensos de areia e dunas, mas agora os competidores enfrentarão um piso predominante de piçarras e cascalho, com estradas rápidas, trechos sinuosos e traiçoeiros e vão ter de driblar também a poeira. Serão 274 quilômetros, sendo 149 de trechos cronometrados.


Após vencer o Super Prime na capital maranhense, São Luís, numa disputa emocionante, a abordo do F4000 Território 4x4, o trio Carlos Policarpo/Romulo Seccomandi/Davi Fonseca seria o primeiro a largar na primeira etapa (domingo, 19), mas devido a um atolamento de um carro no trecho da Especial que impediu a passagem dos veículos, a organização da prova cancelou a etapa para a categoria Caminhões, sendo assim só Carros, Motos, Quadriciclos e UTV´s tiveram classificação na primeira etapa.

O Rally dos Sertões começou mesmo na segunda-feira (20) para os Caminhões. A segunda etapa que ligou Barreirinhas a Bacabal foi bem exigente e recheada de areia, dunas, navegação por GPS, mas também por muitas baixas devido ao exigente roteiro. Tanto que até a divulgação deste release o resultado oficial da categoria ainda não foi divulgado, porque a Especial teve seu trecho encurtado.

Dos nove Caminhões que largaram somente um terminou dentro do tempo estipulado. Extra-oficialmente o trio liderado por Policarpo chegou em segundo lugar, estamos no aguardo do resultado. O F350 4x4 com Fábio Cadasso e João Afro, que são de São Luís, mais o co-piloto goiano João Victor Ribeiro tiveram um problema mecânico no início do percurso e não completaram o trecho. 



O Ford Cargo 1933 4x4 comandado pelo experiente trio Edu Piano/ Solon Mendes/ Carlos Sales vinha bem pela Especial mas tiveram um problema com a mangueira do intercooler e também não completaram a segunda etapa a tempo.

A edição de 20 anos do Rally dos Sertões passará por cinco estados - Maranhão, Piauí, Tocantins, Pernambuco e Ceará - e termina no dia 28/8 em Fortaleza. São mais de 4.800 quilômetros de aventura. Informações da equipe durante o rali podem ser conferidas no www.territoriomotorsport.com.br/rally e também no blogwww.webventure.com.br/sertoes2011/blog/home/id/42, assim como nas redes sociais no Facebook Ford Racing Trucks e no Twitter @fordracingtruck. Para acessar as imagens da equipe na prova: canal do youtube www.youtube.com/fordcaminhoes.

A Ford Racing Trucks/Território Motorsport conta com patrocínio da Ford Caminhões, Termicom, Garrett, Truckvan e Cummins e apoio da IST Sistemas, Cummins Onan, EATON, Cobreq, Tortuga, Rassini-NHK, Kongsberg Automotive, Suzaquim, Plato Diesel, Fix e Goodyear.



RALLY DOS SERTÕES - EQUIPE TROLLER RACING VENCEU A SEGUNDA ETAPA, ONTEM, ENTRE BARREIRINHAS E BACABAL



Bacabal, 21 de agosto de 2012 - De Barreirinha à Bacabal, no Maranhão, a equipe Troller Racing/Território Motorsport repetiu o êxito do dia anterior e chegou na frente no segundo dia do Rally dos Sertões. A segunda-feira foi também de muita areia, dunas e outras adversidades, mas foi uma etapa em que os Trollers T4 enfrentaram, com bravura, a dura especial que ligou Barreirinhas a Bacabal, no Maranhão. Paulo César e Anderson Bertolini venceram a etapa na Production T2 com 2h34m30s.


Os vencedores da segunda etapa relatam mais um dia, marcado por muitas baixas. "A Especial foi muito boa com muita areia fofa, dunas, estradinhas estreitas mas conseguimos andar forte também e estou me adaptando bem ao carro", conta Paulo César que completa: "Esta terça é etapa Maratona, não teremos apoio mecânico, por isso, a estratégia é completarmos a especial preservando o equipamento", ressalta o piloto gaúcho que faz dupla com o filho.

Para Anderson, um dos pontos altos da prova que mais aprovou foi ter navegado por GPS. "Foi a primeira vez no Sertões e foi muito bom e prazeroso. Além é claro, do resultado de termos chegado na frente na categoria", comemora o navegador.

Com o terceiro tempo da etapa (2h54m57s), Cassol conta que foi uma especial maravilhosa, a melhor que já fez. "Estou me divertindo muito neste Sertões. Foi uma Especial completa que teve de tudo: areia, pegadinhas e piso duro. Torço mesmo para que continue assim até o final", descreve o piloto que no dia anterior venceu a etapa e elogia o desempenho do carro: "quando cheguei aqui com o Troller, achei que fosse competir apenas na categoria, mas o desempenho está tão acima da expectativa, que estamos competindo com carros de categoria muito mais potentes."


Eckel compartilha a opinião do piloto de que foi a melhor especial que já navegou até agora. "Terminar esta Especial duríssima e navegar por GPS em descampados e trechos de dunas foi o melhor presente". Para terça-feira, segundo o navegador, a estratégia é a mesma dos Bertolini. "Quando começar a etapa maratona, vamos tirar o pé para não comprometer o resultado."

Nesta terça-feira, 21, os pilotos rumam para Barra do Corda, também no Maranhão, o primeiro dia da etapa Maratona, onde os competidores não podem receber apoio mecânico até o final da próxima Especial. Nessa terceira etapa, eles vão percorrer um total de 274 quilômetros, sendo 149 deles cronometrados.

Para acompanhar a equipe no Rally dos Sertões acesse www.territoriomotorsport.com.br/troller, as redes sociais no Facebook Equipe Troller Racing, no Twitter @trollerracing e ainda, no blog da equipe no www.webventure.com.br/sertoes2011/blog/home/id/101.

A Equipe Troller Racing/Território Motorsport, que tem sede em Tatuí (SP), conta com o patrocínio da Troller, Alfa Seguros, Pneus Pirelli, Motorcraft, Gabardo Transportes e Dupont e apoio dos Amortecedores OffShox, Garrett, Truckvan e Termicom.




RALI DE AVENTURA DA SUZUKI INVADE SÃO BENTO DE SAPUCAÍ, NO INTERIOR DE SÃO PAULO, PARA MAIS UMA PROVA DO SUZUKI ADVENTURE, NO PRÓXIMO SÁBADO, DIA 25 DE AGOSTO. JÁ HÁ MAIS DE 100 INSCRITOS. FAÇA TAMBÉM SUA INSCRIÇÃO NO SITE E BOA DIVERSÃO. VENCEDOR GANHA UM CRUZEIRO



Neste sábado, 25, a região serrana de São Bento do Sapucaí (SP) recebe uma trilha inédita para o Rali de Aventura da Suzuki. Serão trechos em mata fechada, passagens por cachoeiras, riachos e paisagens incríveis como a vista para a Pedra do Baú.

O diretor técnico, Alex Kolling, adianta que os desafios desta etapa irão exigir muito mais pilotagem, mas, claro, sem deixar de lado aventura e diversão. "Os participantes contarão com uma das paisagens mais bonitas da Temporada 2012", complementa Kolling.

São duas categorias do Rali de Regularidade, FUN e PRO, para quem quer curtir um final de semana diferente com a família e amigos. E, para os mais experientes, a prova de obstáculos Extreme permite que os pilotos utilizem toda a potência de um Suzuki 4X4.

Em todas as etapas, os cinco primeiros colocados da cada uma das categorias recebem troféus e prêmios dos patrocinadores.

O primeiro colocado ao final da temporada Suzuki Adventure 2012, na categoria Fun, ganhará quatro dias no charmoso Provence e Cottage Bistro, em Monte Verde (MG), com direito a três acompanhantes.

Na categoria Pro, o vencedor irá embarcar no luxuoso navio Grand Amazon, também com direito a três acompanhantes.

Os interessados ainda estão em tempo de fazer a inscrição. É só acessar o site da Suzuki (www.suzukiveiculos.com.br) e conferir o regulamento. A contribuição é a doação de dois cobertores novos, que serão distribuídos entre instituições beneficentes selecionadas pela Secretaria do Turismo de São Bento do Sapucaí.


Programação 
24/08
Secretaria de Prova: 19h às 22h
Local: Restaurante Pátio São Bento
Endereço: Rua Pintor Adelaide de Melo, 306 - Centro - São Bento do Sapucaí - SP

25/08
Abertura do Evento: 8h às 10h30
Briefing de Prova: 9h às 9h15
Largada: 9h30 às 11h30
Local: Praça Ademar de Barros - Centro - São Bento do Sapucaí - SP

Saiba como fazer a inscrição:
Poderão se inscrever no rali os proprietários de veículos Suzuki 4x4 (Jimny, Grand Vitara, Vitara, Sidekick e Samurai). 


As inscrições deverão ser feitas no site www.suzukiveiculos.com.br e estarão condicionadas à doação de dois cobertores novos, que serão destinados a cinco instituições beneficentes selecionadas pela Secretaria de Turismo de São Bento do Sapucaí:

Santa Casa de Misericórdia de São Bento do Sapucaí, Recanto São Benedito - Lar dos Idosos, Centro Promocional Comunitário - CEPROCOM e Associação dos Vicentinos
Fundo Social de Solidariedade Municipal.

O Suzuki Adventure conta com o patrocínio de Bridgestone, Itaú, Mobil, Clarion, Weldmatic, Fusion Energy Drink, Truffi Blindados, Mangels, Automotiva Usiminas, Cisa Trading, MVC Soluções em Plásticos, Vix Transportes e ACE Seguros.

Agenda
Suzuki Adventure - Etapas da temporada 2012
21/4 - São José dos Campos (SP)
26/5 - Penedo (RJ)
23/6 - Joinville (SC)
25/8 - São Bento do Sapucaí (SP)
06/10 - Belo Horizonte (MG)
01/12 - Campinas (SP)

Eventuais alterações de datas e locais serão comunicadas com antecedência no site www.suzukiveiculos.com.br.




COM O TÍTULO "RETORNO A 1900 E BOLINHA", O JORNALISTA PERCY FARO FAZ UMA ANÁLISE CRÍTICA E MUITO BEM COLOCADA EM CIMA DO QUE SUSPEITA POSSA OCORRER EM FACE DO AUMENTO DO IPI SOBRE OS CARROS IMPORTADOS; ELE RECEIA E COM TODA A RAZÃO QUE OS IMPORTADOS DESAPAREÇAM DO MERCADO BRASILEIRO

por Percy Faro


Retorno a 1900 e bolinha...


Será que vamos voltar ao ano de “1900 e bolinha”? Um editorial sobre mais um aniversário de São Bernardo do Campo, segunda-feira, 20 de agosto, dizia o seguinte: “Com um orçamento de R$ 3,7 bilhões em 2012, a cidade avançou em razão, principalmente, das finanças. 

Apesar de ter perdido há anos o título de polo moveleiro para outras regiões do País, São Bernardo ri à toa com a faminta indústria automobilística. São cinco multinacionais operando num setor que bate recordes de produção e vendas. Dos 40% do orçamento proveniente só da indústria, 80% vem do setor automotivo, que só não avança mais por causa da invasão, sem qualquer controle, dos importados”.

A dúvida bateu na minha porta porque dias atrás a Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores anunciou o corte, desde abril, de cinco mil dos 10 mil postos de trabalho previstos para serem fechados nas importadoras e na rede de concessionárias até o final de 2012. 

Explicando melhor: desde abril os importados pagam 30 pontos porcentuais do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) a mais que a alíquota incidente sobre os veículos nacionais similares. As novas demissões acontecerão caso o governo não anuncie um plano de cotas para os importadores com um imposto menor.

A sensação de retorno a “1900 e bolinha” ganha força porque o setor de importados representa apenas 4,1% do total de veículos comercializados no País, e, portanto, não representaria ameaça às montadoras nacionais, com os 95,9% do mercado restante. 


Diante disso, dizer que existe invasão de importados sem controle é no mínimo acreditar em mula sem cabeça. Eu fico com a tese da nossa indústria automobilística ser faminta além da conta, sem necessidade!

Vejo no ar uma fumaça indicando que tem gente com a idéia de jerico de desfazer uma das poucas coisas boas feitas por Collor de Melo em 1991 ao liberar as importações de veículos, alegando que nossos carros eram carroças devido à falta de concorrência. 


Uma época em que as montadoras aqui instaladas enfiavam goela abaixo do consumidor o que bem entendiam. Eram os chamados pés-de-boi, modelos prá lá de espartanos, bancos forrados com napa (nem corvin era), laterais de portas de Eucatex e pára-choques pintados na cor preta ou beje. 

 A falta de isolamento gerava um ruído interno tão elevado que parecia que você transportava o motor no colo! A concorrência que chegou com a liberação das importações colocou um ponto final na farra.

Obviamente voltarmos à “1900 e bolinha” não quer dizer que vamos regredir no tempo no mesmo formato, mas os argumentos usados pelo governo para elevar em 30 pontos porcentuais de IPI para os importados têm o mesmo efeito para o consumidor. Ou seja, de novo estão enfiando coisas (agora é imposto) goela abaixo de quem não faz nada mais na vida a não ser pagar a conta. Mudou a metodologia, o objetivo é o mesmo.


Aqui não, “seo” Mané, vá contar história prá sua turma aí no Ministério onde tem gente que ganha muito bem para ouvir baboseira, além de ser lobista medalha de ouro. No meu caso, que não sou Tonto porque o Zorro nunca foi meu amigo, a Chapeuzinho Vermelho é que matou e comeu o Lobo Mau. E de lambuja ainda mostrou o pau, tá?


Artigo publicado no site "Coisas de agora"
Percy Faro é colunista do: http://www.coisasdeagora.com.br

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