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sábado, 23 de agosto de 2014

HÁ 84 ANOS, A GM NÃO CONSEGUIA PRODUZIR MAIS DO QUE MEIA DÚZIA DE FORGÕES POR SEMANA NA SUA FÁBRICA DE SÃO CAETANO DO SUL, NO ABC PAULISTA, ESTE MÊS ESSA UNIDADE COMEMORA A MARCA DE 6 MILHÕES DE CARROS PRODUZIDOS, NUM RITMO DE 50 POR HORA. A PLANTA DE SÃO CAETANO DO SUL, QUE DURANTE A II GUERRA PRODUZIA MATERIAL BÉLICO E VEÍCULOS MILITARES, EM 1968 CONSTRUIU O PRIMEIRO OPALA E HOJE FABRICA O SPIN, O CRUZE, E O COBALT. UMA HISTÓRIA DE SUCESSO .


São Caetano do Sul – A fábrica da General Motors que em 1930 quando foi instalada em São Caetano do Sul produzia meia dúzia de forgões por semana, artesanalmente, comemora, este mês, a marca de seis milhões de veículos produzidos 
- atingida por um Cobalt - num ritmo de 50 carros por hora, em 84 anos de atividade permanente.



A implantação da General Motors no Brasil deveu-se à estratégia da corporação, de origem estadunidense, de aproveitar as novas oportunidades que surgiam no exterior, onde os modelos Chevrolet tornavam-se cada vez mais populares.


O primeiro automóvel de passeio produzido em São Caetano do Sul foi um Opala quatro portas ano 1968. 




Desde essa época, o complexo industrial passou por diversas expansões para poder acompanhar o processo de ampliação e modernização da linha Chevrolet no País e hoje ocupa um terreno urbano de 290,5 mil m² .




Vários outros ícones da indústria automobilística nacional saíram desta fábrica, como o Monza, o Vectra e o Omega. 



Todos carros que marcaram época pelo seu pioneirismo.

Atualmente, em São Caetano do Sul são produzidos os modelos Cruze (versões hatch e sedã), Spin, Montana e Cobalt, destinados também para exportação. 

Maquinários robotizados de última geração ajudam a garantir os níveis globais de qualidade exigidos pelo mercado.

A empresa possui cinco fábricas no País, duas destinadas à montagem de veículos. A de Gravataí, no Rio Grande do Sul, inaugurada em 2000, atingiu no mês passado a marca de 2,5 milhões de carros produzidos. 
A de São José dos Campos, em São Paulo, fabricou já mais de 5,6 milhões de unidades. 

Sustentabilidade
No complexo de São Caetano do Sul (SP), desde 1989 economiza-se muita água nos processos de produção, pois consomem água de reuso nas torres de resfriamento e na preparação de produtos químicos dos processos de pintura.

Estes sistemas possibilitaram o reuso de mais de 225 milhões de litros desde 2011, sendo 22 milhões nos primeiros seis meses de 2014, com redução média de 73% do consumo de água por veículo produzido.

O trabalho contínuo de melhoria nos processos ainda fez a GM reduzir, entre 2005 e 2013, 60% o consumo médio de energia elétrica para produzir um carro.


Fatos históricos




Em agosto de 1930 é inaugurada oficialmente a fábrica de São Caetano do Sul como alternativa aos galpões que a GM alugava no bairro do Ipiranga (SP) para confeccionar furgões.



Em 1934, saía da fábrica de São Caetano do Sul o primeiro ônibus com carroceria de madeira fabricado no Brasil.

Em meados da década era visível a consolidação da industrial em São Caetano do Sul, agregando à sua volta um número crescente de casas, ruas e bairros onde morava boa parte dos trabalhadores. De área desabitada, o local virou um município, emancipado em 1948.


Durante o período da II Guerra Mundial, a GM participou do esforço militar na produção de veículos e material bélico, tendo sido produzidos mais de 2.000 veículos a gasogênio para uso civil.


Os ônibus tornaram-se, nos anos do pós-guerra, uma das demandas prioritárias do País como transporte de massa. 




Em 1948, a GM produziu o primeiro deles com carroceria inteiramente metálica. Nesta época, o Brasil possuía uma frota de 500 mil veículos – média de um para cada 100 pessoas.

Em 1956 a companhia iniciou o programa pioneiro de nacionalização de caminhões.


Em novembro de 1968, foi lançado o primeiro carro de passageiros Chevrolet produzido no Brasil, o Opala, com quatro portas. Para montá-lo, a fábrica passou por uma ampliação. 



Anos depois, nasceu um dos mais apreciados dos Opalas, o SS.

Em setembro de 1979, a unidade de São Caetano do Sul comemora a produção do veículo de número 1,5 milhão.



Em 1982, o complexo inicia a fabricação do Monza, que poucos anos depois se tornaria o modelo mais vendido do mercado nacional, um feito não alcançado por nenhum outro carro de sua categoria até os dias atuais.



Em abril de 1992, o Opala sai de linha, após 23 anos ininterruptos de produção, com a marca de quase 1.000.000 de unidades produzidas, dando lugar ao Omega.

No mesmo ano, a fábrica de São Caetano do Sul coloca em funcionamento a sua estação de tratamento de efluentes industriais oleosos.




Em novembro de 1993, durante a visita do então presidente mundial da General Motors Corporation, Jack Smith Jr., a GM comemora a produção do Chevrolet número 5.000.000, um Vectra GSi, versão esportiva do modelo recém-lançado e também feito na unidade do ABC.



Em setembro 1998, é a vez do Kadett deixar de ser fabricado em São Caetano do Sul para o início da produção do Astra, que seguiu em linha até 2011, assim como o Vectra.

Em 2008, com mais uma expansão da fábrica, novos funcionários precisaram ser contratados e é aberto um terceiro turno de produção.




De 2010 a 2011, a unidade de São Caetano do Sul passou por uma grande reformulação e iniciou a fabricação da Nova Montana, do Cobalt e do Cruze Sedã.



Em 2012, o Spin e o Cruze Hatch chegaram para completar a nova linha produtos da fábrica. 



Em 2014, o complexo atinge seis milhões de carros produzidos, um recorde histórico para a GM, no Brasil.

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