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segunda-feira, 18 de junho de 2012

VALE A PENA CONHECER A HISTÓRIA DAS COMPETIÇÕES PROTAGONIZADAS PELA RENAULT, QUE PARTICIPA DE 29 DE JUNHO A 1 DE JULHO, DO FAMOSO FESTIVAL DE VELOCIDADE DA GOODWWOD, PERTO DE LONDRES


Em 2012, a Renault retorna ao famoso Festival de Velocidade de Goodwood, para festejar os 110 anos de sua experiência e sucesso em motores. O evento acontecerá de 29 de junho a 1º de julho, no parque do Castelo de Goodwood, que fica a 100 km de Londres. 

- Veículos ícones da história esportiva da Renault: o Renault Maxi 5 Turbo, o Alpine Renault A110 e o Renault Alpine A443 serão apresentados ao público por pilotos que marcaram o automobilismo: Jean Ragnotti, Michel Leclère e Emmanual Guigou, além de Alain Prost, que também é o Embaixador da Renault.

- Modelos símbolos da marca Renault estarão expostos em um pavilhão. Desde a primeira vitória de um motor Renault na prova Paris-Viena, em 1902, ao 10º título do Campeonato Mundial de Construtores em 2011, há 110 anos a excelência de motores da Renault é destaque tanto nas pistas como nas ruas e estradas.

- Além destas surpresas, também estarão presentes os modelos da atual linha da marca, entre eles: o Renault Twizy e o Renault ZOE e, especialmente, o ZOE que participou do “Desafio 24 Horas” e bateu o recorde de distância percorrida por um veículo elétrico em 24 horas.

A Renault não para de ultrapassar os seus limites, seguindo a convicção de oferecer motores confiáveis, de alto desempenho e com soluções inovadoras ao maior número de pessoas.

Goodwood: um festival tipicamente britânico
Após suas 6 participações, de 2001 a 2006, seguidas de cinco anos de interrupção, a Renault volta ao Festival de Velocidade de Goodwood.

A história de amor entre a cidade inglesa de Goodwood e a velocidade não é recente. A primeira corrida foi realizada em 1936, quando o nono duque de Richmond organizou uma corrida de montanha pelo parque. A guerra colocou um fim a estas atividades, mas levou à construção do circuito de Goodwood, que era originalmente constituído de uma estrada nos arredores do aeroporto militar. A primeira corrida aconteceu em 1948 e a última em 1966.

Em 1993, Charles Gordon-Lennox, atual Conde de March e apaixonado por velocidade, reintroduziu o automobilismo na região, mas não obteve autorização para utilizar o circuito. Assim, criou em suas terras o seu próprio festival. Ao receber 30.000 visitantes, a manifestação se tornou um sucesso imediato e aumentou rapidamente, chegando a receber 180.000 visitantes por ano.

Hoje, o festival de Goodwood é uma corrida de montanha, com diversas atrações paralelas: um concurso de elegância, um pavilhão tecnológico, no qual são expostas as técnicas do futuro, exibições durante todo o dia e até mesmo algumas atrações dedicadas ao público jovem.

O festival de Goodwood também é uma ocasião para ver de perto alguns dos grandes pilotos da história do automobilismo.

RENAULT – 110 anos de excelência em motores 
As primeiras vitórias

Em 1902, um motor Renault conquistou sua primeira vitória na prova Paris-Viena. Era um veículo leve, do tipo K, equipado com um pequeno motor 2x2 cilindros de 16 cavalos e que chegou em primeiro lugar, à frente dos modelos Mercedes e Panhard, equipados com motores mais potentes de 40 e 70 cavalos, e que acabaram abandonando a prova por problemas mecânicos. Com essa vitória, a Renault mostrou que a performance não é nada sem a confiabilidade. No mesmo ano, a Renault registrou a patente da tecnologia turbo.

Anos 20: a década de todos os recordes
Precursora da fantástica aventura do desenvolvimento dos transportes, a Renault marcou época ao estabelecer novos recordes na terra, na água e no ar.

Na terra:
- Paris-Varsóvia percorrido em 43 horas, com o Renault 10CV (1922).
- Recorde de distância sem escalas, com 3.385 km percorridos em 24 horas, a uma velocidade média de 141 km/h (1925).
- Recorde mundial de velocidade, com o 40CV em 24 horas em Montlhéry, com uma média de 173,6 km/h (1926).

Na água:
1922: recorde de velocidade de 140 km/h para um aerobarco Farman equipado com motor Renault.

No ar:
1923: recorde de altitude de 5.381 m estabelecido por um avião Bréguet-Renault.
1925: primeira travessia dos Andes por um Latécoère 25 com motor Renault.

Anos 50-70: a Renault e o Alpine se tornam celebridades nas competições
Em rali: 1.000 milhas, Mont Ventoux em Monte Carlo, com o 4CV, Dauphine e outros Renault 8 Gordini.

Em endurance: 24 horas de Le Mans com o Alpine.

Sem esquecer o recorde de velocidade de 308,85 km/h estabelecido pelo “Étoile Filante” (meteoro) em 1956, no deserto de sal de Bonneville, nos Estados Unidos.

Anos 70-80: competições turbinadas
Campeã européia de F2, vitória nas 24 Horas de Le Mans com o Alpine, 1ª vitória na F1 com o “pequeno motor” turbo no GP de França de 1979, o Renault 5 Turbo venceu as provas do Campeonato Mundial de Rali, tão legendários quanto o rali de Monte Carlo ou de Córsega.

Em 1973, o Alpine Renault conquistou o 1º título do Campeonato Mundial de Rali.

Anos 1990-2012: a consagração na F1
Com 10 títulos do Mundial de Construtores na Fórmula 1, a Renault demonstrou sua competência como fabricante de motores, ao competir com outras importantes marcas nas pistas: Ferrari, BMW, Mercedes, entre outros.

Ao decidir fornecer motores para quatro equipes em 2012, ou seja, um terço das escuderias que competem nesta temporada, a Renault demonstra a sua “expertise” na área de motores e se prepara para encarar os próximos desafios: principalmente o da próxima regulamentação de motores - em vigor a partir de 2014 -, que vai aproximar o mundo da F1 das preocupações com os modelos de série.


Renault: a audácia em seu DNA
Desde a Voiturette do tipo K vencedora do Paris-Viena, em 1902, passando pela Fórmula 1 ou o Campeonato Mundial de Rali, os motores Renault, há 110 anos, são vitoriosos em quase todas as categorias do automobilismo. O segredo deste sucesso: uma inovação permanente colocada à prova em competições, e cada vitória promovendo o progresso do conhecimento e o domínio tecnológico dos nossos engenheiros.

Hoje, os motores Renault estão entre os mais confiáveis, mais eficientes e apresentam o melhor desempenho do mercado, seja nas pistas ou nas ruas e avenidas.

Neste ano, a Renault estará presente com veículos que simbolizam o seu compromisso com o automobilismo e sua tradição na inovação:
- Renault tipo K, de 1902;
- Renault Viva Grand Sport;
- Alpine Renault A110, que comemora 50 anos em 2012;
- Renault 5 elétrico: fiel ao seu espírito pioneiro, a Renault foi a primeira marca a lançar uma linha com 4 veículos Zero Emissão (Z.E.);
- Renault Maxi 5 Turbo;
- Os modelos de Fórmula 1: RS01 e RE40;
- Renault Alpine A443
- Renault Mégane Trophy
- Renault Mégane RS e o Clio RS
- Renault Twizy
- Renault ZOE
- Carro conceito Renault Alpine A110-50
- Fórmula 1 da equipe Red Bull Racing-Renault

A excelência da Renault na F1 nos veículos de série
“A F1 é um laboratório que nos permite experimentar novas tecnologias em condições extremas”, explica Carlos Tavares, Vice-Presidente de Operações do Grupo Renault. “Há mais de 30 anos, o nosso compromisso com a F1 nos permitiu dominar a tecnologia do “downsizing”, da redução do atrito e do controle do resfriamento: são vantagens para melhorar a eficiência dos nossos veículos, ao mesmo tempo em que se mantém o desempenho”, conclui o executivo.

Mais uma vez a Renault tomou a dianteira, ao utilizar, há alguns anos, o seu know-how nas pistas para desenvolver os seus motores de série. Precursora do “downsizing” desde o final da década de 70 na F1, com seu propulsor 1.5 litro turbo, a marca assumiu a liderança no desenvolvimento das motorizações elétricas desde 2007, tendo como ambição ser a primeira a comercializar uma linha completa de veículos zero emissão.

Com a regulamentação da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) para 2014, esta aposta da Renault no veículo elétrico assume um papel ainda mais importante. A Fórmula 1 poderá promover um progresso ainda maior da Renault no desenvolvimento e produção de motores elétricos para o grande público.

Uma obsessão: melhorar performance e reduzir o consumo de combustível
Durante a sua história, a Renault sempre trabalhou para melhorar, de forma progressiva e contínua, a eficiência de seus motores, principalmente através do “downsizing”, que se tornou possível com a chegada do turbo em série. Este último permitiu aumentar o rendimento dos motores e, portanto, reduzir o consumo. Precursora do “downsizing”, a Renault tem como principal objetivo: oferecer motorizações a cada dia mais econômicas em consumo de combustível.

Graças ao domínio da eficiência de seus motores, a Renault está bem preparada para encarar um duplo desafio: se tornar líder em motorizações 100% elétricas, ao mesmo tempo em que aumenta os limites do “downsizing” nas motorizações movidas a gasolina e/ou etanol. Com isso, a marca reafirma o seu objetivo de ser líder européia em consumo e emissões de CO2. Em 2013, as emissões dos modelos da linha Renault na Europa passarão dos atuais 134g para 120g, e ficará abaixo da linha dos 100g a partir de 2016.

Algumas referências:
1925: A Renault estabeleceu o primeiro recorde de economia de combustível com seu 6CV, que utilizava apenas 3,6 litros de gasolina para percorrer 100 km a 90 km/h.
1947: graças ao seu motor de 4 cilindros de 747 cm3 com rendimento otimizado, o Renault 4CV consumia apenas 5,5 l para percorrer 100 km a 90 km/h, o que fez dele o veículo das famílias do pós-guerra.
1980: 4,5 l para percorrer 100 km a 90 km/h para o Renault 5 GTL, equipado com um motor fundido “Cléon”, que privilegiava o torque em baixa rotação.
1987: o protótipo Vesta foi o primeiro veículo a ficar aquém da marca dos 3 l para percorrer 100 km.
2000: a Renault inovou ao oferecer o 1.5 dCi, um pequeno motor diesel que se beneficiou do downsizing common-rail, ou tecnologia de bomba injetora, enquanto que a concorrência ainda oferecia motores de 1.9 ou 2 litros.

Graças a uma estratégia de melhoria contínua, em 10 anos a Renault conseguiu reduzir em aproximadamente 1 litro o consumo de seu motor que é sucesso de vendas no Clio e no Mégane, chegando hoje a 3,4 litros para percorrer 100 km.

Em 2011, a Renault transpôs uma nova etapa neste campo, com as motorizações Energy
Graças aos seus 10 títulos do Campeonato Mundial de Construtores, a Renault faz uso do talento de seus engenheiros da Fórmula 1 para se dedicar ao desenvolvimento desta nova linha de motores a excelência tecnológica adquirida nas pistas.

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