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segunda-feira, 22 de julho de 2013

CENTRO DE LOGÍSTICA DA RENAULT, EM CURITIBA, COLOCA O PAÍS NA ROTA MUNDIAL DO FORNECIMENTO DO GRUPO. A MARCA GARANTE QUE 80% DAS PEÇAS UTILIZADAS NO BRASIL SÃO PRODUZIDAS NO PAÍS.

A finalização das obras no Complexo Ayrton Senna, em março deste ano, elevou a capacidade instalada da Renault de 280 mil para 380 mil veículos anuais.

Esse salto de produção, somado ainda à produção anual de quase 400 mil motores, faz com que cresça também a necessidade de incrementar a cadeia de fornecimento de componentes.

Hoje, 80% das peças utilizadas pelas fábricas da Renault são produzidas no País, provenientes de 246 fornecedores.

Já os demais 20% vêm de fornecedores localizados nos 4 continentes e, para chegarem ao seu destino final, contam com um sistema inteligente de logística cuja sigla é ILN (International Logistics Network), um centro de distribuição de peças responsável pela importação e exportação de componentes, em todo o mundo.

Em operação desde 2000 e comandado pela diretoria de Supply Chain das Américas, o ILN Curitiba colocou o Brasil na rota mundial de fornecedores do Grupo Renault, articulando-se a uma rede formada por outros sete centros logísticos.

Situados em posições estratégicas ao redor do mundo - França, Espanha, Turquia, Argentina, Romênia, Índia e Coreia do Sul - estes centros dão suporte logístico a todas as 38 unidades de produção do Grupo Renault presentes em 29 países.

Também vale lembrar que essa inteligência logística contribuiu, de forma decisiva, para que, em 2012, a Renault produzisse no País mais de 254 mil veículos e exportasse cerca de 54 mil, entre os quais os modelos Sandero, Duster, Logan e Master.

Também foram exportados mais de 135 mil motores, o que corresponde a cerca de 40% da produção local.

Competitividade
Criado em 1975, na França, sob o nome de Centre CKD (Complete Knock-Down), o conceito de ILN passou por uma série de evoluções – e inovações – que hoje define a rede internacional de logística responsável por dar suporte ao desenvolvimento internacional de todo o Grupo Renault.

Atualmente, os oito centros ILN estão em permanente conexão, buscando, em todo o mundo, os fornecedores que oferecem as melhores condições de produção, considerando não apenas a qualidade do produto – que deve obedecer aos rígidos padrões de exigência da marca - mas também aspectos como custo e tempo da operação logística.

Estar preparado para atender esse mercado é, ao mesmo tempo, uma estratégia e um desafio para a Renault do Brasil e cada um dos seus 246 fornecedores, entre os quais 138 que atendem o mercado externo.

As cerca de mil e quinhentas diferentes peças, produzidas em todas as regiões brasileiras e enviadas, em 2012, para os mais variados destinos, refletem o trabalho desenvolvido junto aos fornecedores locais.

Foi esse trabalho que possibilitou, por exemplo, que o quadro de instrumentos, produzido no interior de São Paulo, seja montado no Duster produzido na Rússia.

Da mesma forma que os componentes do Media Nav, do Duster fabricado no Brasil, vêm da Alemanha, Coreia do Sul e China.

Resultado da sinergia entre múltiplas áreas – engenharia, compras e ILN – o abastecimento das plantas, em todo o mundo, é essencial para o desenvolvimento de veículos preparados para o mercado global, trazendo o que há de mais moderno em termos de inovação tecnológica, design e segurança.

Confiabilidade
Outro ponto de destaque nessa operação de logística é o armazenamento e estoque dos componentes, essencial para a área de Pós-Venda.

Afinal, tão importante quanto não parar a linha de montagem é garantir a reposição de peças e o atendimento ao cliente num prazo de tempo adequado.

Desta forma, acompanhar o fluxo e o nível dos estoques também faz parte da rotina dos mais de 6 mil profissionais que atuam na área logística da Renault, nos ILN em todo o mundo, contribuindo para que os consumidores tenham, em todos os países, os carros que os engenheiros e designers projetaram.

ILN em números
Contêineres importados em 2012 com destino a São José dos Pinhais: 8.984;

Contêineres exportados em 2012 com destino à França, Romênia, África do Sul, Índia, Colômbia, México: 2.270 contêineres e 894 caminhões (com destino à Argentina);

Fornecedores brasileiros: 246, entre os quais 138 que atendem o mercado externo;

Volume transportado pelos centros ILN em 2012: 3.849.174m³

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